sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ser ou não ser? Eis a Questão!

Muitos Cristãos não são discípulos, mas apenas agregados ao cristianismo.

Os discípulos buscam a Cristo. Os agregados buscam a felicidade, tentando sair do seu mundo deprimente.

Não existe alegria automática. Cristo não é uma cápsula de felicidade; Ele é o caminho que leva ao Pai, e este caminho não é um brinquedo num parque de diversões em que nos sentamos e nada fazemos.

A procura de servos é a grande obsessão do Espírito Santo como era a do Filho de Deus quando andou na terra. “Vinde após mim”, e eu vos farei pescadores de homens” (Mc. 1.17).

O mundo encontrava-se em desesperada necessidade de salvação, e o ministério de Jesus destinava-se a salvar este planeta sitiado. Mas estávamos incluídos no seu plano, e assim Cristo passou seu ministério na terra procurando servos que estivessem dispostos a juntar-se a Ele em sua vasta operação.

Ele pregou às multidões famintas, mas só encontrou uns poucos dispostos a servir com Ele. (Mt. 22.14). Ele sabia que a maioria dos que o ouviam, à semelhança do jovem rico, só diriam: “Muito obrigado; não, não quero saber disso; muito obrigado”. Mas aqui e ali Ele encontrou homens e também mulheres transformados que desejavam dar o resto de suas vidas como pagamento de uma dívida que contraíram quando Cristo se tornou Senhor deles, de boa vontade lhes ofereciam todo o seu ser.

Ficaram espantados ao descobrirem que seu ministério não exigia talento excepcional, mas apenas doação de si mesmos. Os que se deram descobriram o centro do amor e uma nova identidade com Cristo.

Como servos, de boa vontade e jubilosamente abriam mão do prêmio da liberdade pessoal. Eles a davam a Cristo do mesmo modo que Cristo a deu ao Pai.

Deus pode permitir que o círculo de nossas amizades se perca para sempre se não lhe permitirmos que nos use para conduzir esses amigos a fé. Deus espera que o sirvamos e que participamos do seu plano redentor. Ele é um Deus atento, e quando lhe entregamos nossas vidas, passamos a ser servos atentos.

A igreja é enviada para a mesma tarefa dramática para a qual Deus enviou Jesus. Mas, deficientemente nós entendemos este chamado. Nos filiamos à igreja para trazer reputação e respeitabilidade a nossos estilos de vida. Os pregadores populares da televisão ensinam-nos que podemos Ter tudo que quisermos a um custo mínimo para nós.

Assim, quando Deus vem a nós em busca de servos, deslizamos silenciosamente pela porta lateral. No íntimo queremos ser servidos em vez de servir.

É sempre amedrontador apresentar Cristo aos nossos vizinhos e amigos, e, enfrentar possíveis rejeições e maus tratos. Mas este medo é sempre vencido pela alegria que sentimos quando damos o primeiro, o decisivo passo da obediência.

Quão loucos somos ao rebelarmos contra o chamado de Deus para o serviço por pensarmos que não podemos ministrar nesse ou naquele ministério! Esquecemo-nos de que Deus nunca nos pede que o desempenhemos sozinhos. Ele quer que criemos dependência do seu poder. Ele nos chama para realizar algo que seja necessário total confiança para realizar.

A recompensa da confiança é a alegria total. Muitos de nós servimos a um Deus que nunca vimos fazer uma só coisa vitoriosa. Mas a vida adquire significado especial quando vemos Deus usar-nos para fazer o incrível.

Uma vez que começamos a perceber a atuação de Deus, então, à semelhança dos setenta discípulos, nós mesmos ficaremos cheios de alegria, uma alegria tão grande quanto a que vemos em Lucas 10.17. Mas devemos obedecer em face de nossos temores, só então podemos ver que Deus atua.

Não mais nos gloriemos romanticamente apenas no Jesus que adoramos, mas adentremos o mundo com o Cristo que nos envia, livres de temor, livres para servi-lo como ele deseja.

Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz