segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Alcançando a maturidade em Cristo

Nós o proclamamos, advertindo e ensinando a cada um com toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo. Colossenses 1.28

Temos a tendência de pensar em Paulo como um missionário pioneiro que pregava o evangelho, plantava igrejas e estava sempre indo de um lugar a outro. Porém, ele mesmo nos diz que o propósito do seu ministério, mais do que a conversão e o discipulado, era apresentar “todo homem perfeito em Cristo”, desfrutando de um relacionamento com Cristo em adoração, amor, confiança e obediência a ele.

Como os cristãos se tornam maduros?

O texto de hoje nos dá uma resposta direta: através da proclamação de Cristo.

Se a maturidade cristã diz respeito à nossa maturidade no relacionamento com Cristo, então quanto mais clara a nossa visão dele, mais nos convencemos de que ele é digno da nossa confiança.

J. I. Packer escreveu em seu livro Knowing God [Conhecendo a Deus]: “Somos cristãos pigmeus porque temos um Deus pigmeu”, ou melhor, “um Cristo pigmeu”. A verdade é que há muitas ofertas de “cristos” nos supermercados religiosos do mundo, caricaturas do Jesus autêntico. Há o Jesus acético, o Jesus palhaço de Godspell e o Jesus Cristo Superstar; o Jesus capitalista e o Jesus socialista; o Jesus empresário e o Jesus guerrilheiro urbano. Todos são imagens imperfeitas do verdadeiro Cristo, e nenhum deve ganhar nossa sincera lealdade.

Ao contrário, precisamos ver Jesus como Paulo o apresenta nos versículos 15 a 21.O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades.

Tudo foi criado por ele e para ele.E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou”

Esta é uma das mais sublimes passagens sobre Cristo no Novo Testamento.

Jesus é retratado aqui como a imagem visível do Deus invisível, o agente e o herdeiro da criação.

Ele é também o primogênito dentre os mortos, de modo que em todas as coisas deve ter a primazia.

Na verdade, nele habita a plenitude de Deus, que reconciliou todas as coisas em Cristo.

Assim, Jesus Cristo tem uma dupla supremacia, como cabeça do universo e cabeça da igreja. Ele é o Senhor de ambas as criações.

Quando o enxergamos assim, somos levados a nos prostrar diante dele.

Precisamos deixar de lado nossas imagens de um “cristo” insignificante, franzino e pigmeu!

Precisamos ficar livres de nossos “Cristos” palhaços e popstars, nossos messias políticos e revolucionários.

Se essa é a imagem que temos de Cristo, não é de estranhar que nossa imaturidade persista.

Se tirarmos o véu dos nossos olhos, poderemos então ver a Jesus como ele realmente é, na plenitude de sua pessoa divino-humana e de sua obra salvadora.

Então daremos a ele a honra que é devida ao seu nome, e desenvolveremos um relacionamento maduro com ele.

Leitura recomendada: Colossenses 1.15-29

Retirada de A Bíblia Toda, o Ano Todo (Editora Ultimato, 2007).


Por Lidiomar

Graça e Paz