terça-feira, 30 de novembro de 2010

Porque devemos perdoar

Perdoar significa deixar livre, soltar, libertar, despedir, mandar embora, atribuir um favor incondicionalmente àqueles que nos feriram.

É não levar em conta o mal causado; é não reter a mágoa ou ferida; é agir como se o incidente nunca houvesse acontecido.

O perdão dos pecados é uma prerrogativa divina (Sl 130:4). Jesus recebeu o poder de perdoar da parte do pai (Mt 2:5). Um perdão pleno, gratuito e eterno é oferecido a todos quantos se arrependerem e crerem no evangelho.

De modo que devemos perdoar aqueles que nos ofendem, de modo imediato, abundante, definitivo, porque esse perdão deve imitar o ato divino.

O perdão que recebemos de Deus é proporcional ao perdão que liberamos sobre os nossos ofensores (Mt 6:12). Não se trata de uma questão de salvação, mas, sim, de bem-estar consigo mesmo e com Deus (Lc 6:37-38).

O perdão é um ato da minha vontade. O perdão não depende das emoções. As emoções não são inclinadas a perdoar. Muito pelo contrário, as emoções nos mandam revidar, dar o troco às ofensas, mas cabe a nós pormos nossa carne sujeita à servidão e devemos decidir trilhar na vereda do perdão.

É uma questão de obediência (Devo amar, devo perdoar). Devo cumprir cabalmente o mandamento de Jesus descrito no sermão da montanha: se teu inimigo tiver fome, dai-lhe de comer, se tiver sede, dai-lhe de beber, se quiser andar contigo uma milha, anda com ele duas, não te deixes vencer pelo mal, mas vença o mal com o bem.

O servo não questiona, ele simplesmente obedece.

O PERDÃO PODE SER:

Natural – Origina-se no próprio homem

Sobrenatural – Ë de competência divina.

A parte que cabe a Deus é o milagre. Deus opera o milagre no assunto do perdão, restaurando a alma, as emoções, o amor próprio, modificando o senso pessoal de justiça, libertando da amargura, curando o inconsciente. Esse mover sobrenatural de Deus exige, no entanto, a condição de que se faça a parte que cabe ao ser humano.

O perdão, é uma escolha, é um ato de obediência à ordenança de Deus, o qual só fará o milagre quando o homem cumprir o que lhe cabe no processo de perdão.

Quem não perdoa é prisioneira do seu passado. Perde a capacidade de viver do presente. Tem dificuldade em analisar a situação como de é de fato. Ele encara o presente com os olhos do passado.

Quem não perdoa é prisioneiro das pessoas do passado. Fica com sua mente constantemente cheia das lembranças daqueles que foram instrumentos de mágoas. (dorme, acorda, tomar café com a pessoa na mente).

Quem não perdoa é prisioneiro da mágoa. É comprovado cientificamente que uma grande parte (80%) das enfermidades físicas é de origem psicossomática.

Quem não perdoa é atormentado por demônios (Mt 18:4) Este texto mostra que o mau servo foi lançado na prisão e foi atormentado por verdugos, ou seja, por demônios pelo fato de não perdoar.

Há um poder extraordinário no perdão, que nos torna livres em Deus. Livres do passado, livres dos instrumentos de feridas, livres das mágoas e libertos.

José Gomes

Adaptado por Lidiomar T. Granatti

Graça e Paz