terça-feira, 5 de abril de 2011

Atitude é Tudo

Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo:

- Ah... Se melhorar, estraga.

Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes.
Ele era um motivador nato.

Se um empregado estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.
Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:

- Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo. Como faz isso? Ele me respondeu:

- A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo: Luis, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

- Certo, mas não é fácil - Argumentei.

- É fácil sim - disse-me Luis. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha. Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua a escolha de como viver sua vida.

Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre me lembrava dele quando fazia uma escolha.

Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um erro. Pela manhã deixou a porta de serviço aberta. Foi rendido por assaltantes e dominado.

Enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.

Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei Luis mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu:

- Se melhorar, estraga. Contou-me o que havia acontecido perguntando:

- Quer ver minhas cicatrizes?

Recusei ver seus ferimentos, mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

- A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás – Respondeu. Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: Poderia viver ou morrer. Escolhi viver!


- Você não estava com medo? - Perguntei.

- Os médicos foram ótimos. Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "Esse aí já era". Decidi então que tinha que fazer algo.

- O que fez? - Perguntei.

- Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa. Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir a minha resposta. Tomei fôlego e gritei; "Sou alérgico a balas!". Entre risadas lhes disse: "Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um ser morto."

Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira.

E com isso, aprendi que, todos os dias, não importa como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente. Afinal de contas, atitude é tudo.

Autor desconhecido

Por Lidiomar

Graça e Paz