sábado, 16 de julho de 2011

O GRANDE PROPÓSITO DE DEUS


Mas ele lhe respondeu: Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. Jó2:10 

O Deus de Jó não era uma criatura graciosa, na beirada do céu, tirando presentinhos embrulhados em papel prateado e dizendo: "Isso vai deixá-lo feliz. Você vai gos­tar." Esse não é o Deus dos céus. 


O Deus soberano dos céus dispõe e dispensa o que traz glória a ele. Ele nos envia não só o que é bom, mas também a adversidade. Nosso grande Deus não é obrigado a nos encher de conforto. 

Está vendo esta verdade? "Temos recebido o bem (so­mos rápidos em fazer isso) e não receberíamos também o mal?" Você está pronto para receber a adversidade? 

Na car­ne, na perspectiva horizontal você vai ficar ressentido; vai fugir dela; vai sentir amargura em relação ao Senhor, e dirá: "Que tipo de Deus é esse?" 

Mas, na dimensão espiri­tual, vai reconhecer que ele tinha o direito de enviar tanto o desagradável quanto o agradável. Sem esse conceito, você jamais poderá perseverar em meio à pressão. Vai explodir por causa dela! 

Ouça, nosso maior alvo na vida não é ser feliz ou ficar satisfeitos, mas dar glória a Deus. Isso contraria a nossa cultura ocidental. 

Todo propósito de um pai para a sua família é que seja feliz e satisfeita. Poucos pais — muito poucos — têm como alvo que a família glorifique primeiro a Deus. Gastamos os dedos, chegando ao osso, até o últi­mo dia de nossas vidas para podermos ficar felizes e satis­feitos — e tudo que temos para mostrar como resultado são dedos ossudos.

Nada disso; o grande alvo de Deus para as nossas vidas é glorificá-lo; como disse o apóstolo Paulo, "quer pela vida, quer pela morte" (Filipenses 1:20). 

Ouça o conselho de Jó quando as calamidades se vão:

Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; Não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso. Porque ele faz a ferida e ele mesmo a ata; Ele fere, e as suas mãos curam. De seis angústias te livrará, E na sétima o mal te não tocará. Na fome te livrará da morte; Na guerra, do poder da espada. Do açoite da língua estarás abrigado e, Quando vier a assolação, não a temerás. Da assolação e da fome te rirás.Jó 5:17-22


Veja bem, o grande alvo de Deus para nós não é que estejamos confortáveis ou satisfeitos, nem que sigamos um "plano maravilhoso" de sorrisos constantes, felicidade, nenhuma calamidade, nenhum mal e nenhum problema. 

É errado dizer ao não-cristão: "Confie em Deus e seus pro­blemas desaparecerão... Creia em Jesus e não será mais derrotado." Isso é injusto. É claramente não-bíblico! 

Em vez disso, por que não ser sincero e dizer: "Creia em Jesus Cristo e poderá entrar num mundo de desafios que nunca conheceu antes, porque se tornará objeto da atenção do próprio Jesus, e os traços de caráter dele serão formados em sua vida.


Para ser franco, não há possibilida­de de eles serem formados sem o fogo e a perda. Desde que nosso alvo é glorificar Cristo, podemos esperar algu­ma perda." Essa é a realidade! 

Quando você sofre e perde, tal coisa não significa que está sendo desobediente. De fato, pode significar que está bem no centro da vontade de Deus. O caminho da obediência é muitas vezes marcado por períodos de sofrimento e perda. 

Jó admite honestamente: "Eis que, se me adianto, ali não está; se torno para trás, não o percebo" (Jó 23:8). Eis um homem com um corpo apodrecido, deteriorado; sem filhos e com uma esposa impertinente. Seu coração pesa e ele sai à noite em busca de Deus, clamando: "Olho e não o vejo!" 

As perdas são períodos solitários de crise. 

Eis que, se me adianto, ali não está; se tomo para trás, não o percebo. Se opera à esquerda, não o vejo; esconde-se à direita, e não o diviso.Jó23:8, 9 

Quando você tiver atravessado dias assim, saberá exa­tamente o que Jó está dizendo. 

Extraído do livro Perseverança de autoria de Charles Swindoll 

Por Lidiomar 

Graça e Paz