quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Aquele dia... este dia


Imagine a seguinte cena, durante os próximos minutos:

"Mas o dia do Senhor virá como um ladrão. Os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ar­dendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, serão descobertas. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em santi­dade e piedade, aguardando, e desejando ardente­mente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fun­dirão?" (2 Pedro 3:10-12)

Coisa aterrorizante essa, em que os céus passam, com des­truição astronômica, e "elementos ardendo" (mencionados duas vezes), resultarão na liquidação do planeta Terra. Fico imaginando como isso ocorrerá. Sempre penso nisso. Tenho ouvido as mesmas coisas que você ouviu sobre guerras nu­cleares, superatômicas, e mísseis nucleares, na Terceira Guerra Mundial.

Contudo, nada disso explica "os céus passarão com grande estrondo" nem como a atmosfera circundante e a es­tratosfera poderiam ser "incendiados... e os elementos, ar­dendo, se desfarão."

Visto que tal catástrofe introduziria "o dia do Senhor", sem­pre alimentei reservas quanto a ele utilizar fogos de artifício humanos para anunciar sua chegada. Se estou lendo estes ver­sículos corretamente, eles descrevem uma força destrutiva tão espantosa e fenomenal, que faria nosso armamento demolidor parecer uma bombinha junina explodindo sob uma embalagem de lata, vazia. É impossível imaginar!

Entretanto, durante minhas leituras, vários anos atrás, de­parei com uma possível tecnologia destrutiva. Pode ser apenas uma pista sobre como o Senhor poderia estar planejando o disparo dessa explosão final.

Em 9 de março de 1979, nove satélites estacionados em vários pontos do sistema solar registraram simultaneamente um evento singular, no espaço infinito. Na verdade, foi a maior explosão energética jamais verificada. Os astrônomos que estudaram os acontecimentos ficaram estupefatos, falando sozinhos.

A explosão de radiação gama durou apenas um décimo de segundo... mas nesse breve instante emitiu tanta energia quanto o sol em 3.000 anos. Um astrofísico chamado Doyle Evans, que trabalha nos Laboratórios Científicos de Los Ala­mos, no Novo México, disse que a energia foi 100 bilhões de vezes maior que a emissão de energia do Sol. Se tal explosão de raios gama houvesse ocorrido na Via Láctea, teria incandescido toda a nossa atmosfera. Se o Sol, repentinamente, emi­tisse a mesma quantidade de energia, a Terra se vaporizaria instantaneamente.

E há mais. Os satélites foram capazes de assinalar o local da explosão: um ponto numa galáxia conhecida como N-49, que está associada aos remanescentes de uma supernova que se acredita ter explodido cerca de dez mil anos atrás. Quando uma estrela explode, transformando-se numa supernova, a casca externa se lhe desfaz de todo e o núcleo se condensa, em razão de sua própria gravidade, a fim de criar uma estrela de nêutron. Esse núcleo transforma-se numa esfera única, enorme, que se encolhe, partindo de um tamanho maior que o Sol (1.380.000 quilômetros de diâmetro) até chegar a uma bola compacta com não mais de 8 quilômetros de diâmetro. Estes nêutrons são tão incrivelmente densos que uma polegada cúbica (2,4 cm de lado) desse material pesa cerca de 10 milhões de milhões de quilos.

Muitos astrônomos acreditam que os estudos proporcionados pelos satélites abrirão nova compreen­são das estrelas de nêutrons, e de outros fenômenos e objetos celestiais.

Antigamente, a atmosfera da terra havia impedido os astrô­nomos de estudar a radiação gama. Apenas em anos recentes a rede de satélites equipada com detectores de raios gama tornou possível aos cientistas localizar as fontes desses raios.

A despeito de nossa falta de conhecimentos, de nossa igno­rância quanto aos aspectos técnicos de tudo isso, sugiro que o que já sabemos pode lançar alguma luz sobre a validade das observações de Pedro. Pelo menos, segundo calculo, faz mais sentido do que meras guerras atômicas. É provável que a catás­trofe será mais ou menos parecida com o filme Guerra nas Es­trelas — mas eu não pretendo estar por aqui para assistir ao lançamento.

Todavia, não desprezemos a pergunta contundente de Pedro, no versículo 11. Ao enfrentar uma execução iminente, o velho pescador de face marcada pelo tempo contempla você e eu, através dos séculos. Você consegue perceber o olhar do após­tolo? Você consegue ver o interesse dele, delineado em marcas profundas, ao redor de seus olhos? Pode ouvir-lhe a voz sin­gularmente grave?
"Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em...?"

Já que este mundo e todas as suas obras se dissolverão um dia, num relâmpago convulsivo, que tipo de vida deveríamos estar vivendo nesta terra passageira, que logo se acabará? Que tipo de prioridades deveria formular nossos programas? Que tipo de considerações deveria planejar nossos passos, orientar nossa conversa e determinar nossa direção?

"Que tipo de pessoas vocês deveriam ser?" Esta é uma per­gunta que concerne a nosso caráter.

Pedro responderia sua própria pergunta no fôlego seguinte. "... havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus" (3:11)

Aquele dia, diz Pedro, deveria exercer tremendo impacto sobre o dia de hoje. Guarde seu coração de qualquer coisa que lhe possa trazer constrangimento, quando chegar aquele dia.

Extraído do livro a busca do Caráter de Charles Swindoll

Por Lidiomar

Graça e Paz