quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O ALARME INTERIOR MOSTRA A LUZ VERMELHA ? CUIDADO!


"Ele lhes disse: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. Então foram sós num barco para um lugar solitário" (Marcos 6:31-32).

Descanso e restauração não constituem luxo; são necessi­dades essenciais. Ficar a sós e descansar durante um período não é egoísmo; é ser parecido com Cristo.

Pegar um dia de folga por semana, e presentear-se com um período de férias relaxantes e revigorantes não é carnal; é espiritual.

Nada há, absolutamente nada de invejável ou espiritual em coronárias entupidas, ou nervos esfrangalhados. Tampouco um programa ultra-ativo é, necessariamente, marca de uma vida produtiva. Eu constantemente me lembro do antigo lema grego: "o arco que está sempre flexionado acabará se quebrando."

Bem, como é que a coisa funciona em sua vida? Vamos fazer uma breve apreciação. Faça uma pausa longa o suficiente para você rever tudo, e refletir. Procure ser honesto ao responder às seguintes perguntas, que talvez o magoem um pouco:

Estou gostando da maior parte de minhas atividades, ou ape­nas estou tolerando-as?

Tenho engolido minhas refeições às pressas, ou venho dando tempo suficiente para provar e usufruir o alimento?

Dou a mim mesmo permissão para um relaxamento, um mo­mento de lazer, para estar tranqüilo?

Será que as outras pessoas acham que estou trabalhando de­mais, durante muitas horas, ou vivendo sob tensão? Sinto-me às vezes entediado e muitas vezes preocupado?

Estou mantendo-me em forma, fisicamente? Considero meu corpo importante o suficiente para seguir uma dieta ali­mentar, com exercícios físicos regulares, sono suficiente, a fim de eliminar o excesso de peso?


Como está meu senso de humor?

Está Deus sendo glorificado pelo esquema que estou se­guindo... ou será que ele fica apenas com as sobras de minhas energias?

Aproximo-me perigosamente do ponto em que vou estar exausto, totalmente "desanimado"?

Dureza, não? Mas haveria uma ocasião melhor do que agora mesmo para você fazer uma pequena avaliação? Se for neces­sário, introduza modificações, uma pequena re-estruturação em sua vida.

Podemos aprender uma lição com a natureza. Após a colheita sempre se segue um período de descanso; a terra precisa de algum tempo para renovar-se. A produção constante, sem restauração, esgota os recursos e, na verdade, diminui a qualidade do produto.

Atenção, grandes realizadores e viciados no trabalho! To­mem cuidado! Se o alarme em seu painel interior mostra a luz vermelha piscando nervosamente, é que você está carregando um fardo demasiado pesado, longe demais e rápido demais. Se você não diminuir a marcha, vai lamentar-se... e vão la­mentar-se os que o amam.

Se você tiver a coragem de dar o fora desse beco sem saída e realizar as mudanças necessárias, será sábio. Entretanto, quero adverti-lo quanto a três barreiras que você vai enfrentar imediatamente.

Primeira barreira: a falsa culpa. Ao dizer "não" às pessoas a quem você costumava dizer "sim", você vai passar a sentir umas agulhadas de culpa. Despreze-as! 

Segunda: hostilidade e incompreensão da parte dos outros. A maioria das pessoas não vai entender suas novas decisões no sentido de diminuir o ritmo, de modo especial os que se encontram no barco que vai afundando, do qual você acaba de pular fora. Não há pro­blema! Mantenha suas decisões.

Terceira: você se defrontará com perspectivas pessoais dolorosas. Não podendo preencher cada momento livre com algum tipo de atividade, você co­meçará a ver seu verdadeiro eu, e não vai gostar de algumas coisas que vai notar, coisas que antigamente contaminavam sua vida agitada.

Entretanto, dentro de um período relativa­mente curto de tempo, você dobrará a esquina e estará na estrada que o conduzirá a uma vida mais sadia, mais livre e mais plena de realizações. Mais do que tudo, sua busca de caráter voltará aos trilhos corretos.

É óbvio que toda esta conversa sobre descanso e restauração vital, tomada de tempo para repouso e relaxamento, pode ser levada a um extremo ridículo. Estou bem ciente disso. Con­tudo, para cada pessoa que decide emigrar para esse extremo, e ali enferrujar, há milhares de outras que se empenham numa batalha feroz contra a exaustão. Nenhum desses extremos é correto; neste ou naquele, estamos errados.

Meu desejo é que todos permaneçamos no ponto da sabe­doria. No equilíbrio. Com a mente certinha. Com boa saúde. Na vontade de Deus.

Como está você?

Extraído do livro a busca do Caráter de Charles Swindoll

Por Lidiomar

Graça e Paz