sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Método Divino de escolha de Servos


Deus tem um método distinto para a escolha dos seus servos 

Deus tem um método distinto do nosso para escolhas, simplesmente porque Ele não se limita a aparência e nem mesmo escolhe pelas faculdades que venhamos a possuir. 

Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos. nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; I Cor. 1.26,27 

Ao montar uma equipe, seja ela qual for, sempre visamos os melhores, os que apresentam um melhor aparência , que a princípio demonstram ter mais habilidade e capacidade para exercer a função ao qual pretendemos atribuir a determinada pessoa. 

Deus tem um método distinto do nosso para escolhas, simplesmente porque Ele não se limita a aparência e nem mesmo escolhe pelas faculdades que venhamos a possuir. 

Vamos então analisar passo à passo o que este trecho tem a nos ensinar à este respeito:

AO INVÉS DE SÁBIOS, NÉSCIOS (Ignorantes)

• – Só podemos entender bem esta declaração de Paulo, se recorrermos ao contexto do capítulo em questão e à cultura grega. Os gregos são conhecidos no mundo todo por sua sabedoria, a Grécia é o berço dos maiores filósofos que já existiram na história.

• – Deus escolheu os ignorantes para envergonhar os sábios (segundo a carne).Os gregos consideravam uma loucura o fato do Salvador da humanidade vir por um homem que morre com uma morte tão hostil e tão humilhante, devido ao seu brilhante (tom irônico) raciocínio ,era quase que impossível aceitar tal declaração.

• – É notável como as vezes somos impedidos de fazer a obra de Deus, justamente porque nos esbarramos na visão que temos de nós mesmos,ou seja, quando acreditamos que não temos capacidade para exercer esse chamado, o oposto disso são os que acreditam que podem interferir no plano espiritual embasados em seu conhecimento humano. 

AO INVÉS DE FORTES, FRACOS 

Podemos analisar a expressão “poderosos ou fortes” do seguinte horizonte: 

Existem 03 coisas que conferem poder ou força ao homem, são elas: 
Dinheiro - Poder aquisitivo, material; 
Conhecimento – Poder mental, psicológico; 
Força física – Poder físico 

O que podemos analisar quase que imediatamente é que nestas três formas de poder todas são independentes de Deus, ou seja, se tenho dinheiro, conhecimento ou força física estou dependendo da minha própria capacidade, tendo algumas destas três características exercerei certo domínio e é quase que certo que conseguirei tudo que tenho vontade. 

Por isso Deus escolheu os fracos, porque os fracos precisariam ser dependentes, em outras palavras, precisarão de auxílio, de ser fortalecidos e, esta dependência vem de encontro aos planos de Deus na vida do homem, o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza, sendo assim, o poder de Deus irá poder ser visto quando sou capaz de fazer o que as minhas condições naturais não permitiriam (curar enfermos, expelir demônios, falar em outras línguas, o fato de Pedro ter dito que Jesus era o Filho de Deus, Jesus exclama que aquilo não foi carne e nem sangue que lhes trouxe esta revelação mas sim, o Espírito Santo).

• AO INVÉS DE NOBRES, HUMILDES 

Nobreza está diretamente ligada à orgulho, ostentação e etc... Os que têm um nascimento nobre, ou seja, que pertencem a um nível social elevado estão envoltos em uma esfera de superioridade, desde cedo são levados para as melhores escolas etc...com isso pensam que nada está oculto ao seu conhecimento, esse tipo de pessoa é quase que impossível de se render à possibilidade de não conhecer tudo, sendo assim muitas vezes intratáveis. 

Jesus escolheu pescadores, homens que à princípio não teriam a estirpe do tipo de pessoa ideal para esta missão tão importante, eles aceitaram a proposta de Jesus “eu vos farei pescadores de homens”, é isso que Deus espera de nós como servos, que aceitemos o desafio de sermos quem Ele pode nos transformar. 

Paulo teria várias razões para se vangloriar, um exímio conhecedor e observador da sua cultura e leis religiosas, porém, teve tudo isso por refugo (lixo) para que viesse a ter o conhecimento do Filho de Deus, em outras palavras, deixou de confiar em si mesmo e em sua capacidade natural para confiar exclusivamente em Jesus. Fl 3:7,8 

Robson A. C. Olate 

Por Lidiomar 

Graça e Paz