segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Renda-se à sede por Ele


Deveríamos nos tranqüilizar e nos sentir encorajados quando Deus nos leva ao ponto em que não sabemos se rimos ou se choramos. Isso significa, pelo menos, que Deus está trabalhando em nós "tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele".

Uma sede santa está sendo estimulada den­tro de você, que o levará à beira da insatisfação e do contentamento ao mesmo tempo. Quando você se rende à sede, não se importa mais com o que diz. Dirá: "Se eu somente puder tocar na bainha de seu manto... se eu puder ter um encontro com Ele".

Se você chegar ao ponto de correr o ris­co de perder o controle da situação, a minha pergunta é: Por que tentar man­ter o controle? Quando você não sabe se ri ou se chora, você pode estar em uma boa posição.

E possível que a plenitude e o vazio existam lado a lado? Sim.

A profunda satisfação e a sede infinita podem coexistir em um coração? Sim.

Como podem a alegria e a dor almejar irradiar na mes­ma face, ao mesmo tempo? Pergunte a Esdras, o sacerdote do Antigo Testamento. Ele sabia a resposta. Davi, o salmista, e Paulo, o apóstolo, também. Eles viviam constantemente neste estranho estado de tensão celestial entre o desejo consumidor e a satisfação esmagadora da presença dele.

Eu lhe asseguro que o avivamento verdadeiro não pode acontecer na ausência desses componentes. Devemos ser gratos por todas as coisas que Ele tem feito para nós (Ele não aceitará a ingratidão humana) e devemos ansiar por mais da sua presença manifesta. Ele é estranhamente atra­ído por nossa ansiedade e "apetite santo" por sua visita e presença manifesta. 

No dia em que você se arrependeu se seus pecados e recebeu a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, pensou que tinha tirado "o máximo" de Deus para abastecê-lo para o resto da vida?

Já disse antes, mas digo de novo: isso é como dizer que uma refeição irá sustentar todas as neces­sidades do seu corpo pelo resto da vida. Não irá. O dia da sua salvação foi somente o início de uma vida nova como um "novo filho"

Você precisa de constante exposição à Palavra, ao Espí­rito, ao povo de Deus, à igreja.

A presença de Deus é o ar que nosso homem espiritual respira. Não foi em tom de brincadeira que Jesus se intitulou de "O Pão da Vida". Ele é verdadeiramente o nosso alimento, água, alegria, rocha e escudo, quem nos cura, nos liberta, redime, nosso pastor, grande sumo sacerdote, advogado.

Precisamos enumerar mais coisas? Está claro que precisamos dele em todos os momentos da nossa vida.

Jesus disse: "pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma". O que isso significa?

Os ramos de uma videira são "gratos" por pertencerem à videira e à raiz. Mas, também têm necessidade de tirar mais e mais sus­tento da videira. Essa é a figura de Deus sobre a gratidão e a ansiedade ao mesmo tempo.

Quando falava sobre a oração, a ordem de Jesus parece-me bastante clara:

Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta.

Parece claro que Jesus estava fa­lando sobre permanecer num estado perpétuo de pedir, buscar e bater. Não vejo, no Novo Testamento, nenhum mandamento ordenando (ou mesmo permitindo) que sejamos complacen­tes, apáticos ou letárgicos.

Mesmo o maior adorador saiu da presença de deus sedento
O rei Davi talvez tenha sido o mai­or líder de louvor e adoração de to­dos os tempos. Ele estabeleceu pa­drões de adoração que ainda tentamos igualar. Fez isso antes da Cruz e do advento do Espírito San­to. Contudo, o mesmo homem que sentava-se na presença de Deus, no "tabernáculo de Davi", ao ar livre, disse ao Senhor:

Como a corça anseia por águas correntes, A minha alma anseia por ti, ó Deus.A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus?

Jacó, o patriarca do Antigo Testamento, teve um pas­sado parecido com o de muitos de nós. Quando Deus come­çou a trabalhar nele, tornou-se um homem ansioso. Estava grato pela visão da escada que tocava o céu e pela confirmação das promessas que Deus havia feito ao seu pai, mas queria muito mais.

Estava tão ansioso por um milagre e uma segunda chance que lutou a noite inteira com um homem que muito provavelmente era o próprio Cristo pré-encarnado.

Nessa luta, Jacó recusou-se a soltá-lo até que recebes­se a bênção. Estava louco por um recomeço. Queria um novo nome. Então, o Senhor o chamou de Israel e o abençoou. Deu também a Jacó um ferimento permanente no quadril para que se lembrasse das suas necessidades perante Deus.

João, o discípulo, era grato pela companhia do Senhor, mas seu anseio por estar mais perto de Jesus fez com que repousasse a cabeça no peito do Senhor a cada oportunidade que tinha. Po­demos considerar, com segurança, que João não se importava se os outros discípulos falavam dele, se o desprezavam, ou expres­savam o ciúme por causa de sua busca por mais do amor do Se­nhor. Tudo o que sabia era que, se o Mestre estivesse ao alcance de seu toque, ele iria direto ao seu coração.

O "vício por Deus" de João não é algo que devamos desprezar, mas sim perseguir e reproduzir em nossa vida. O vício de João pela presença de Deus continuou por toda a sua vida, muito depois de Jesus ter ascendido para o Pai e da empolgação dos primeiros dias ter passado.

Extraído do Livro: Os Descobridores de Deus de Tommy Tenney

Por Litrazini

Graça e Paz