terça-feira, 10 de abril de 2012

ORAR COM FÉ E PODER


Tiago ensinou-nos que, se nos faltar sabedoria, deveremos pedir sabe­doria a Deus (veja Tg 1.5). E, então, acrescentou: "Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento" (Tg 1.6).

Quão importante é orar com fé? Tiago disse que ela faz toda a diferença. Pois, acerca daquele que duvida, disse o escritor sagrado: "Não pense tal homem que rece­berá do Senhor alguma coisa" (Tg 1.7).

Jesus ensinou sobre a fé aos seus discípulos, utilizando-se de uma ilustração gráfica: Se orassem com fé, poderiam dizer a uma monta­nha que se projetasse no mar, e assim sucederia (veja Mc 11.23). E a isso adicionou: "Por isso vos digo que tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis" (Mc 11.24).

No que consiste a fé? "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem" (Hb 11.1). Naturalmente, não pedimos a Deus algo que já temos, mas algo que ainda não possuímos. Ainda estamos esperando pela bênção pedida.

Ainda não a estamos vendo. Mas, se tivermos fé, as coisas invisíveis pelas quais esperamos adquirirão substância. Essa substância, ainda que não seja material, e, sim, espiritual, ainda assim será a substância de nossas petições.

Se não emprestarmos substância às coisas pelas quais pedimos, sem dúvida seremos duvidosos como as ondas do mar, e nossas orações não nos serão respondidas. Assim teremos violado uma das regras da oração.

A oração de ação requer fé.

Deus alguma vez permite exceções a essa re­gra? 

Afortunadamente, para a maioria de nós, ele as permite. Porém, fique isto bem claro — essas são exceções, e não a regra geral.

Uma das razões pelas quais nos inclinamos a manifestar falta de fé em nossas orações é que não percebemos plenamente quanto poder temos quando chegamos diante do Pai em nome de Jesus.


Uma regra da oração que nos cumpre seguir é nos utilizarmos do poder que já nos foi conferido.

A diferença entre uma oração poderosa e uma oração sem poder é a presença do Espírito Santo. O Espírito Santo era a fonte do poder miraculoso manifestado pelo Senhor Jesus (veja Mt 12.28;Lc4.1,14-18; At 2.2; 10.38).

Jesus revelou aos seus seguidores que eles teriam o mesmo poder e que fariam as mesmas obras, e até maiores, que ele fez (veja Jo 14.12). Antes de partir deste mundo, Jesus disse a seus discípulos que seria vantajoso para eles se ele fosse, porque somente então poderiam receber o pleno poder do Espírito Santo (veja Jo 16.7-14).

Jesus instruiu-os para que se demorassem em Jerusalém até que recebessem o poder do alto (veja Lc 24.49). E, então, pouco antes de subir para o céu, Jesus disse: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo..." (At 1.8, V. R.).

Embora cada crente regenerado desfrute da presença habitadora do Espírito Santo em sua vida, nem todos usufruem de sua presença com o mesmo grau. Alguns estão cheios do Espírito Santo a qualquer dado momento; mas com outros isso não acontece. Posso ser cheio do Espírito Santo hoje; mas amanhã precisarei renovar o meu relacio­namento com ele (veja Ef 5.18).

Pedro foi um daqueles que foram "cheios do Espírito Santo" (At 2.4) no dia de Pentecostes. Sem embargo, Pedro foi nova­mente "cheio do Espírito" em Atos 4.8, para que pudesse minis­trar poderosamente diante do Sinédrio. Uma vez só, ao que pare­ce, não foi o suficiente.
 

Nossa constante e diária renovação da presença do Espírito San­to ajuda-nos nos demais aspectos da oração. Ele nos ajuda a manter um coração puro, porque uma das operações do Espírito Santo con­siste em convencer-nos do pecado (veja Jo 16.8).

Ele nos ajuda a ter a certeza de que conhecemos a vontade de Deus, quando entramos cm oração, porquanto ele nos atrai para o Pai (veja Rm 8.16; Gl 4.6). Ele edifica a nossa fé porque somos encorajados ao ver o poder so­brenatural que flui através de nós e toca nas vidas de outras pessoas.

Quando temos o Espírito Santo, podemos verdadeiramente orar com poder.

Artigo baseado no livro Igrejas que Oram de C. Peter Wagner

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz