segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mulher e mãe, mães da Bíblia.


Nos tempos do Antigo Testamento, a dignidade da mulher dependia dos filhos que gerava, especialmente dos filhos homens e da quantidade de filhos.

Ser mãe era o que tornaria a mulher um ser humano reconhecido.

Esse contexto nós podemos conferir na história de Ana. Ana era estéril e, por isso, seu marido Elcana tinha o direito de se casar com outra mulher. Só muito tarde Ana gerou filhos - um primogênito, homem, chamado Samuel. Mas Penina, a outra esposa de Elcana, gerou 10 filhos. Ela tinha muito orgulho da sua maternidade (1 Sm 1-2).

Também Sara, casada com Abraão, era estéril. Então, juntos decidiram que teriam uma criança através de sua escrava egípcia Hagar. Assim nasceu Ismael. Mais tarde também Sara teve uma criança, um primogênito, filho homem, chamado Isaque (Gênesis 16 e 21).

Outra mulher que enfrentou uma dura luta para se tornar reconhecida foi Tamar - "tataravó" de Jesus (Mateus 1). Ficou viúva duas vezes e sem filhos. Sofreu injustiça por parte de seu sogro que a fez voltar para a casa de sua mãe. Mas encontrou uma saída: vestiu-se como prostituta e ficou na beira da estrada numa ocasião em que seu sogro Judá foi à cidade. Então ela teve gêmeos de Judá (Gênesis 38).

Há também as irmãs Lia e Raquel, ambas casadas com o primo Jacó. Lia foi abençoada com seis filhos e uma filha. E Raquel, depois de sofrer amargamente com a esterilidade, gerou José e Benjamim. Jacó teve mais quatro filhos com as servas das esposas, Bila e Zilpa (Gênesis 29-30). 

Depois, temos uma grande mãe no Novo testamento: Maria. Maria é a mãe que sintetiza muito bem um novo tipo de maternidade. Ela é uma jovem mulher que concebe uma criança em condições de mistério, que não tem reconhecimento da sociedade. Fica sozinha. Prestes a perder seu noivo. Depois, dá à luz em condições precárias. Revela-se profetiza e corajosa. É uma mulher inteligente e presente na vida de Jesus e educa seu filho com desapego, preocupação e liberdade.


Uma mãe desesperada é a mãe cananéia que busca cura para a sua filha, implorando a Jesus que olhe por ela. Teve tremenda coragem, pois debateu com Jesus e fez com que Jesus mudasse de idéia (Mt 15.21). É assim: a mãe que tem uma filha doente move montanhas e conceitos!

Em outras ocasiões também Deus se revela como uma mãe (veja: Is 42.14; 49.15; 66.13). E, além de todas estas mães, não nos esqueçamos do quarto mandamento que pede que toda a mãe seja respeitada e honrada. (Anete Roese)

Cecília Duprat escreveu o Salmo da mãe, confira:

Bem-aventurada a mãe que confia no Senhor, que se compraz na observância da Lei Divina.

Retos serão seus filhos; ela se alegrará com a sua posteridade.

Há amor e generosidade no seu coração; seu exemplo permanecerá para sempre.

Nas trevas surgiu uma luz; a mãe nela se ilumina e por isso é misericordiosa, é compassiva, é boa.

Bem-aventurada a mãe que compreende os seus e os ouve; ela ensinará, ela conduzirá seus conselhos com prudência, porque se inspira em Deus.

A lembrança da cruz lhe está sempre presente; apoiada nela não temerá ouvir notícias funestas.

A sua alma está sempre disposta a confiar no Senhor.

Fortalecido pela comunhão diária, seu coração nunca será abalado.

Distribui, dá aos pobres; atende a tudo e a todos.

Seu sorriso permanente vence todos os dissabores. A sua alegria será exaltada na glória.

Bem-aventurada a mãe em cujo seio palpita o próprio Deus.

Seus dias são um Natal perene. O Cristo ressurge em cada ato seu.

Mãe. Que Deus abençoe a cada dia de sua vida!

Por Litrazini

Graça e Paz