terça-feira, 31 de julho de 2012

CRENTES NA VIDA PÚBLICA, MAS, DESVIADOS NA VIDA PRIVADA?

Não, me diz que não, mas, a realidade muitas vezes nos assusta, mas, quem está habilitado a escapar dela?

A realidade é mutável, não importa como se manifesta e quais são os fatores predominantes, sejam eles bons ou maus, a realidade sempre será realidade.

Mesmo a tentativa de fuga mais insidiosa, fingida e até patológica não mudará os fatos. A realidade simplesmente é, e ponto, até que alguém se disponha a mudá-la. Enquanto isso, ela é o que é, e continuará sendo.

Por que estou dizendo isso?

Porque a realidade do cristianismo é mais assustadora do que imaginamos. Tendemos medir o sucesso cristão pela mobilização de multidões, isso pra nós é sinônimo de propósito alcançado e de sucesso ministerial. Isso nos empolga e não é pra menos.

Porém, qual é a real situação dos indivíduos que formam essa massa humana?

São pessoas que foram transformadas pelo poder de Jesus Cristo?

Foram lavadas pelo poderoso agir da Palavra de Deus?

Foram justificadas pelo sangue do Cordeiro de Deus?

Estão dando testemunho compatível com suas pretensas crenças?

Perguntas que insistimos em não responder, porque não é problema nosso.

Eu concordo que não sou responsável pela salvação de ninguém. Isso pra mim é ponto pacífico. Porém, creio que essas pessoas precisam e devem ter um pastor, uma igreja para congregarem, um lugar para terem comunhão, uma autoridade espiritual a qual devem estar submissas.

Elas necessitam de uma igreja que irá tratá-las, corrigi-las, consolá-las, exortá-las e principalmente ensiná-las sobre a Palavra de Deus na qual deverão pautar as suas vidas, até que venha o tempo de serem convocadas à glória por Jesus Cristo.

Quando as estruturas eclesiásticas não funcionam, criamos religiosos de carteirinha que rapidamente se transformam em verdadeiros “monstros”, que misturam teoria com teologia, vontade própria com vontade de Deus.

Não há nada mais terrível do que um monte de ignorantes falando e fazendo asneiras em nome de Deus.

Um ditado popular diz que: “Quem vê cara não vê coração”. Porém, a realidade cristã é outra: “Quem vê cara tem que ver o coração”.

Percebe a distância e a incoerência que vivemos hoje? Entende como essa dicotomia tem se tornado um “câncer” de proporções gigantescas e incontroláveis. Um povo enorme que não tem o menor conhecimento de Deus, o conhece apenas de ouvir falar, não possui nenhuma experiência com Ele. Isso é cavernoso!

A popularização do evangelho é magnífica, mas, não podemos viver do popular, dos movimentos, das ondas e do modismo, porque o evangelho é radical, não tem meios termos.

O evangelho de Cristo só é evangelho se houver morte e vida, morte da velha criatura e nascimento de uma nova.

O evangelho nunca propôs remendos, melhorias, reformas no indivíduo. A proposta é radical: “mata o cara”.

Quem não está disposto a morrer na “mesa do doutor Espírito Santo” não pode ser introduzido no Reino de Cristo, porque esse acesso somente é possível pela operação do renascimento de uma nova criatura. Jesus falou disso pessoal: “Vos é necessário nascer de novo”. Fim de papo.

Qualquer outro evangelho é pura maldição, enganoso, mentiroso e diabólico. Qualquer evangelho que prego vitória pela vitória é encontro de indivíduos para serem motivados por um animador de auditório.

Toda vitória que provém de Deus tem um propósito da vida da pessoa e um resultado no mundo espiritual, que é glorificar a Deus.

A tropa que está na linha de frente jogando a rede ao mar e recolhendo os “peixes”, está fazendo o seu trabalho, e aqueles que estão na retaguarda, precisam acolher esse pessoal, tratar e consolidar no corpo de Cristo.

É trabalho dos pastores e seus auxiliares exercerem o ministério de aperfeiçoar aqueles a quem Deus quer salvar. Para tanto, é de fundamental importância discipular esse povo, adestrar essas ovelhas à luz da Palavra de Deus.

É função da igreja preparar o povo para ser discípulo de Jesus Cristo e não um fragmento de um movimento.

Esse cuidado com a ovelha faz toda a diferença. Instruí-las na Palavra fará com que esse pessoal não seja lançado ao vento, de um lado pro outro, e fiquem a mercê dos mercenários, verdadeiros “lobos famintos” que rodeiam o rebanho.

Gente, está muito fácil iludir as ovelhas, ficou fácil demais para os ladrões, mercenários do inferno, filhos do diabo, invadirem o “aprisco” e carregarem as ovelhas em grandes quantidades.

É tão difícil ganhá-las para Jesus Cristo e tão fácil perdê-las para esses canalhas inescrupulosos, travestidos com uma roupagem de misericórdia. Demônios com títulos sacerdotais, bandidos que se alimentam comendo das gorduras de ovelhas roubadas. Ministérios levantados em fundações que outros construíram.

Vejam a preocupação do apóstolo Paulo, expressa Atos 20:29-31, com essa matilha de lobos enviadas pelas potestades infernais:

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um.”

Amigos, quando as ovelhas estão sendo adestradas por um líder espiritual, o ungido de Deus, quando elas recebem o ensinamento da Palavra de Deus, e são ensinadas a serem cristãs na vida privada, elas também o serão na vida pública, e isso as habilitará para tratarem com os mercenários, principalmente aqueles que atuam nas nossas costas, as escondidas, com as tais “visitinhas” de casa em casa.

As ovelhas precisam ser ensinadas a terem intimidade com Deus na vida privada, e se isso não ocorre, elas se tornam hipócritas na vida pública.

A intimidade com Deus, o próprio nome já diz, é uma ação pessoal, na parte mais interna do ser, distante da presença de outras pessoas, no silencio do lugar secreto que cada um deve ter. É uma comunhão doméstica com o Espírito Santo. É um relacionamento da essência da alma.

As ovelhas precisam sentir a necessidade de estarem a sós com Deus, num culto devocional íntimo, onde a Palavra de Deus expressa na bíblia sagrada penetra no núcleo da sua existência, envolvendo a sua razão. Momentos únicos de adoração, de louvor e quebrantamento. O exercício da verdadeira amizade com Deus.

Antes de alguém que ama a Deus se relacionar com o mundo, em suas atividades matinais, precisa aprender a se relacionar com Deus, abrindo a bíblia, seja em papel ou no computador, não importa. Colocando um louvor que seja do seu gosto, a internet está cheia deles, há clipes lindos, músicas maravilhosamente inspiradas pelo Espírito Santo de Deus.

Amados, cantem com o seu adorador preferido. Aplaudam como você faz na sua igreja. Glorifique a Deus, exalte o seu nome, e sabe qual será o resultado, você estará pronto pra qualquer guerra durante o dia.

Nós precisamos ser cristãos na privacidade para sermos vistos como tais na vida pública.


Pastor Josué Gomes
http://prjosuegomes.wordpress.com/

A Graça e a Paz do Senhor Jesus Cristo,

Moacir Neto

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Antigo e o Novo Concerto


 “MAS AGORA ALCANÇOU ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas” (Hb 8.6).

Os capítulos 8-10 do livro de Hebreus descrevem numerosos aspectos do antigo concerto tais como o culto, as leis e o ritual dos sacrifícios no tabernáculo; descrevem os vários cômodos e móveis desse centro de adoração do AT.

É duplo o propósito do autor:
(1) contrastar o serviço do sumo sacerdote no santuário terrestre, segundo o antigo concerto, com o ministério de Cristo como sumo sacerdote no santuário celestial segundo o novo concerto; e
(2) demonstrar como esses vários aspectos do antigo concerto prenunciam ou tipificam o ministério de Cristo que estabeleceu o novo concerto.

O presente estudo sintetiza o relacionamento entre esses dois concertos.
(1) Segundo o antigo concerto, a salvação e o relacionamento correto com Deus provinham de um relacionamento com Ele à base da fé expressa pela obediência à sua lei e ao sistema sacrificial desta.

Os sacrifícios do AT tinham três propósitos principais.
(a) Ensinar ao povo de Deus a gravidade do pecado. O pecado separava os pecadores de um Deus santo, e somente através do derramamento de sangue poderiam reconciliar-se com Deus e encontrar perdão (Êx 12.3-14. Lv 16; 17.11; Hb 9.22).
(b) Prover um meio para Israel chegar-se a Deus mediante a fé, a obediência e o amor (cf. Hb 4.16; 7.25; 10.1).
(c) Indicar de antemão ou prenunciar (8.5; 10.1) o sacrifício perfeito de Cristo pelos pecados da raça humana (cf. Jo 1.29); 1 Pe 1.18, 19. Ex 12.3-14; Lv 16; Gl 3.19).

(2) Jeremias profetizou que, num tempo futuro, Deus faria um novo concerto, um melhor concerto, com o seu povo (Jr 31.31-34; Hb 8.8-12). É melhor concerto do que o antigo (Rm 7) porque perdoa totalmente os pecados dos que se arrependem (Hb 8.8), transforma-os em filhos de Deus (Rm 8.15,16), dá-lhes novo coração e nova natureza para que possam, espontaneamente, amar e obedecer a Deus (Hb 8.10; cf. Ez 11.19,20), os conduz a um estreito relacionamento pessoal com Jesus Cristo e o Pai (Hb 8.11) e provê uma experiência maior em relação ao Espírito Santo (Jl 2.28; At 1.5,8; 2.16,17, 33, 38,39; Rm 8.124,15, 26). 

(3) Jesus é quem instituiu o novo concerto ou o novo testamento (ambas as ideias estão contidas na palavra grega diatheke – testamento), e seu ministério celestial é incomparavelmente superior ao dos sacerdotes terrenos do AT.

O novo concerto é um acordo, promessa, última vontade e testamento, e uma declaração do propósito divino em outorgar graça e bênção àqueles que se chegam a Deus mediante a fé obediente. De modo específico, trata-se de um concerto de promessas para aqueles que, por fé, aceitam a Cristo como o Filho de Deus, recebem suas promessas e se dedicam pessoalmente a Ele e aos preceitos do novo concerto. 

(a) O ofício de Jesus Cristo como mediador do novo concerto (Hb 8.6; 9.15; 12.24) baseia-se na sua morte expiatória (Mt 26.28; Mc 14.24; Hb 9.14,15; 10.29; 12.24). As promessas e os preceitos desse novo concerto são expressos em todo o NT. Seu propósito é:
(I) salvar da culpa e da condenação da lei todos que crêem em Jesus Cristo e dedicam sujas vidas às verdades e deveres do seu concerto (Hb 9.16,17; cf. Mc 14.24; 1 Co 11.25); e
(II) fazê-lo um povo que seja a possessão de Deus (Hb 8.10; cf. Ez 11.19,20; 1 Pe 2.9).

(b) O sacrifício de Jesus é melhor que os do antigo concerto por ser um sacrifício voluntário e obediente de uma pessoa justa (Jesus Cristo), e não um sacrifício involuntário de um animal. O sacrifício de Jesus e o seu cumprimento da vontade de Deus foram perfeitos, e, portanto, proveu um caminho para o pleno perdão, reconciliação com Deus e santificação (Hb 10.10,15-17).

(c) O novo concerto pode ser chamado de novo concerto do Espírito, porque é o Espírito Santo quem outorga a vida e o poder àqueles que aceitam o concerto de Deus (2 Co 3.1-6).

(4) Todos os que pertencem ao novo concerto por Jesus Cristo recebem as bênçãos e a salvação oriundas desse concerto mediante sua perseverança na fé e na obediência. Os infiéis são excluídos dessas bênçãos.

(5) Estabelecido o novo concerto em Cristo, o antigo concerto se tornou obsoleto (Hb 8.13).

Não obstante, o novo concerto não invalida a totalidade das Escrituras do AT, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios.

O AT não está abolido; boa parte da sua revelação aponta para Cristo, e por ser a inspirada Palavra de Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão”.

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal. 

Por Litrazini

Graça e Paz


domingo, 29 de julho de 2012

AQUELE QUE ABRE E FECHA PORTAS


“Esta é a mensagem daquele que é santo e verdadeiro. Ele tem a chave que pertencia ao rei Davi; quando ele abre, ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre.” Ap. 3.7
                      
O texto acima foi tirado da carta do Senhor Jesus Cristo a igreja que estava em Filadélfia, a igreja do amor, a mais abençoada das sete igrejas da Ásia. Jesus Cristo abre a carta com uma declaração forte “...quando ele abre, ninguém fecha, e quando ele fecha, ninguém abre”.

Conhecemos e celebramos o Deus que abre portas, mas será que compreendemos que ele também fecha portas? Estamos diante de um Deus que abre, mas que também fecha portas.

Aprendemos que não é só diabo que fecha portas, Deus também o faz. Portanto, diante disto chego as seguintes conclusões:
   
Não devemos insistir por entrar em portas que Deus não abriu. Cuidado certos relacionamentos, negócios, sociedades, trabalhos que parecem belas portas, mas podem ser enganosas. 

Não entre sem antes consultar o Senhor, lembre-se da recomendação de Salomão.“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.” Pv.14.12

Não queiramos abrir portas que Deus já fechou. Não insista em portas que você sabe que Deus já fechou, não tente arrombá-las ou forçar sua abertura de alguma maneira.

Creiamos que se Deus fecha portas é para o nosso bem. Você já deve ter vivido isto; quantas portas se fecharam e depois você entendeu que elas eram entrada para graves problemas, e agradece até hoje por terem se fechado para você.

Creiamos que se Deus fecha uma porta ele abrirá uma melhor.

Vamos lá, esperança, Fé, ânimo, essa porta que se fechou não era boa para você, ele vai abrir uma nova e abençoada porta e esta sim, ninguém vai fechar.

Se você tem sido um bom cristão e mesmo assim as portas se fecham, e não entende porque tem sido assim. Receba a palavra seguinte na carta a igreja de Filadélfia. Tome posse dela.

“Eu sei o que vocês estão fazendo. Sei que tem pouca força. Vocês tem seguido os meus ensinamentos e tem sido fiéis a mim. Eu abri diante de vocês uma porta que ninguém pode fechar” Ap. 3.8.

Autor: Pr. Ronaldo Cabrera

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 28 de julho de 2012

O centurião aos pés da cruz


O dia começou como centenas de outros - terrivelmente. Já era ruim o suficiente estar na Judeia, mas era um inferno passar as tardes quentes em uma montanha rochosa supervisionando a morte de batedores de carteira e de agitadores. Metade da multidão insultava, metade chorava. Os soldados agarravam. Os sacerdotes administravam. Era um trabalho ingrato em uma terra estranha. Ele estava pronto para que o dia acabasse antes mesmo dele começar. 

Ele estava curioso com a atenção dada ao camponês de pés chatos. Ele sorriu quando leu o sinal que estava na cruz. O condenado parecia qualquer coisa menos um rei. Seu rosto estava inchado e machucado. Suas costas arqueavam levemente e seus olhos olhavam para baixo. “Algum caipira inofensivo”, pensou o centurião. “O que ele poderia ter feito?” 

Então Jesus levantou sua cabeça. Ele não estava bravo. Ele não estava preocupado. Seus olhos estavam estranhamente calmos enquanto olhavam por trás da máscara de sangue. Ele olhava para aqueles que o conheciam - movendo deliberadamente de rosto em rosto como se tivesse uma palavra para cada um. 

Ele olhou para o centurião apenas por um momento - por um segundo o romano olhou nos olhos mais puros que já tinha visto. Ele não sabia o que o olhar significava. Mas o olhar fez com que ele engolisse e sentisse seu estômago vazio. Enquanto ele olhava o soldado agarrar o nazareno e jogá-lo no chão, alguma coisa lhe disse que este não seria um dia normal.

Com o passar das horas, o centurião se achou olhando cada vez mais para aquele que estava na cruz central. Ele não sabia o que fazer com o silêncio do nazareno. Ele não sabia o que fazer com a sua bondade.

Mas acima de tudo, ele estava perplexo com a escuridão. Ele não sabia o que fazer com o céu escuro no meio da tarde. Ninguém podia explicar... ninguém nem tentou. Em um minuto o sol, no seguinte a escuridão. Em um minuto o calor, no seguinte a brisa fria. Até os sacerdotes estavam em silêncio.

Durante muito tempo o centurião ficou sentado em uma rocha olhando as três silhuetas. Suas cabeças estavam sem firmeza, às vezes rolando de um lado para o outro. O zombador estava em silêncio... assustadoramente em silêncio. Aqueles que choravam, agora esperavam.


De repente a cabeça no centro parou de balançar. Ela ficou ereta. Seus olhos abriram em um lampejo. Um rugido cortou o silêncio. “Está consumado”(João 19.30). Não foi um brado. Não foi um grito. Foi um rugido... um rugido de leão. De que mundo esse rugido tinha vindo o centurião não sabia, mas ele sabia que não era deste mundo.


O centurião se levantou da pedra e deu alguns passos em direção ao nazareno. Ao se aproximar, ele poderia dizer que Jesus estava olhando para o céu. Havia algo em seus olhos que o soldado precisava ver. Mas depois de apenas alguns passos, ele caiu. Ele se levantou e caiu novamente. A terra estava tremendo, suavemente no início e agora violentamente. Ele mais uma vez tentou andar, conseguiu dar alguns passos e depois caiu... aos pés da cruz.


Ele olhou para cima para o rosto deste que estava à beira da morte.

O Rei olhou para baixo para o centurião velho e ríspido. As mãos de Jesus estavam presas; elas não podiam se estender. Seus pés estavam pregados na madeira; eles não podiam andar até ele. Sua cabeça estava pesada por causa da dor; ele mal podia mexê-la. Mas seus olhos... eles estavam em chamas.

Eles eram inextinguíveis. Eles eram os olhos de Deus.

Talvez tenha sido isso que fez o centurião dizer o que ele disse. Ele viu os olhos de Deus. Ele viu os mesmos olhos que foram vistos por uma adúltera seminua em Jerusalém, uma divorciada sem amigos em Samaria e um Lázaro morto há quatro dias em um cemitério. Os mesmos olhos que não se fecharam ao ver a futilidade do homem, não se recusaram a ver a falha humana e não estremeceram ao testemunhar a morte do homem.

“Está tudo bem”, disseram os olhos de Deus. “Eu tenho visto as tempestades e mesmo assim está tudo bem”.

As certezas do centurião começaram a jorrar como rio. “Este não era um carpinteiro”, ele falou em voz baixa. “Este não era um camponês. Este não era um homem normal”

Ele se levantou e olhou em volta para as pedras que haviam caído e para o céu que havia escurecido. Ele se virou e olhou fixamente para os soldados enquanto eles olhavam fixamente para Jesus com rostos congelados. Ele se virou e viu como os olhos de Jesus se levantaram e olharam para casa. Ele ouviu quando os lábios ressecados se separaram e a língua inchada falou pela última vez.


“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”(Lucas 23.46).

Se o centurião não o tivesse dito, os soldados teriam. Se o centurião não o tivesse dito, as pedras teriam - assim como os anjos, as estrelas e até os demônios teriam. Mas ele o disse. Coube a um estrangeiro sem nome afirmar o que todos sabiam.

“Verdadeiramente este era o Filho de Deus” (Mateus 27.54)

Autor: Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 27 de julho de 2012

QUER TER COMUNHÃO COM DEUS?


A igreja em Corinto estava rodeada de imoralidade e falsa religião. Os cristãos eram frequentemente tentados a voltar às más práticas do mundo. Paulo entendeu esta tentação quando lhes escreveu cartas de encorajamento.

“Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus”. (2Co.7:1)

Paulo ensinou que o pecado não tem lugar na vida do cristão. Portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza, não apenas parcialmente, mas de toda imundície. Por quê? Por causa de nosso respeito a Deus.

"Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?" (2Co.6.14 e 15)

Encontramos nestes versículos uma lista de coisas que são totalmente opostas. Paulo não encoraja a nenhum tipo de compromisso. Ele não nos diz que um pouco de mal pode coexistir com a justiça. Em vez disso, mostra que não pode haver nenhuma tolerância do pecado na vida de um cristão.

Os cristãos pecam “Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1Jo.1:8,10), porém,  temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a comunhão com ele:

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”.(1Jo.1:9)

Pecados sexuais, embriaguez, desonestidade e todas as outras características da carne têm que ser abandonadas. Pessoas que praticam tais coisas não terão permissão para entrar na eterna comunhão com Deus:

Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia,a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos,as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus”.(Gl.5:19-21.)

“Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte”.(Ap.21:8). Sem nos santificar, não teremos comunhão com o Senhor que morreu por nós.

Deus deseja que seus filhos sejam santos
“Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição” (1Ts.4.3)

Sem santificação ninguém verá a Deus
“Segui...a santificação;sem a santificação ninguém verá a Deus”Hb12.14
Através da santificação abandonamos o pecado e as coisas que aborrecem a Deus

“Mas a prostituição, e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos, nem baixeza, nem conversa tola, nem gracejos indecentes, coisas essas que não convêm; mas antes ações de graças. Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus”.Ef. 5.3-5.

Para ter comunhão com Deus não é preciso se isolar do mundo, mas, fugir do pecado, ser luz em um mundo que jaz no maligno e seguir os passos de Jesus.

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz


quinta-feira, 26 de julho de 2012

Recomendações a um homem de Deus


Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado. 1 Timóteo 6.11-12

Paulo começa suas recomendações a Timóteo com as palavras: “Você, porém”. Ele está exortando-o a não se deixar levar pela correnteza, ao contrário, ele deveria se diferenciar da cultura prevalecente, pois Timóteo era um homem de Deus, e seus valores e padrões eram baseados em Deus e não no mundo.

A seguir, Paulo faz três apelos:

Primeiro, o apelo ético.
“Fuja de tudo isso” e “busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão”.
Nós, seres humanos, somos bons corredores. Fugimos de qualquer coisa que esteja nos ameaçando, e corremos atrás de tudo que nos atrai. Não faríamos melhor se fugíssemos do mal e corrêssemos atrás da justiça?

A passividade não conduz à santidade, e nenhuma técnica pode alcançá-la. Temos apenas que correr.

Segundo, o apelo doutrinário.
Timóteo deveria combater “o bom combate da fé”.
A posição de Paulo é totalmente contrária à postura pós-moderna, pela qual a verdade é puramente subjetiva e cada um tem a sua verdade. Paulo se refere o tempo todo àquilo que ele chama de “a fé”, “a verdade”, “o ensino” e “o depósito” — um conjunto de doutrinas pelas quais Timóteo deveria lutar, ou seja, guardar e defender.

Lutar é uma atividade desagradável, mas que não pode ser evitada, pois esse é um “bom combate” para a glória de Deus e o bem-estar da igreja.

Terceiro, o apelo da experiência.
“Tome posse da vida eterna, para a qual você foi chamado.”
Pode parecer estranho que um líder cristão maduro como Timóteo precisasse desse tipo de apelo. Ele já não era cristão há muitos anos? Sim. Não havia recebido a vida eterna? Sim.

Então por que Paulo diz para ele tomar posse daquilo que ele já tinha?

A resposta é que é possível possuir algo sem desfrutar dele plenamente.

Concluindo, notamos que os três apelos de Paulo são equilibrados, incorporando ética, doutrina e experiência.

Alguns cristãos lutam o bom combate da fé, mas não buscam a justiça.

Outros são bons e mansos, mas não demonstram o mesmo interesse pela verdade.

E outros negligenciam a doutrina e a ética, na busca por experiências religiosas.

Que Deus nos dê homens como Timóteo no século 21, que buscam todos esses alvos simultaneamente!
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. Mando-te diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que diante de Pôncio Pilatos deu o testemunho de boa confissão, Que guardes este mandamento sem mácula e repreensão, até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo; A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. 1 Timóteo 6:11-16

Retirado de A Bíblia Toda, O Ano Todo (Editora Ultimato, 2007)

Por Litrazini

Graça e Paz



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Deus deseja que alguém vá para o inferno?


A resposta é NÃO.

A Bíblia demonstra que o desejo de Deus é que todos os seres humanos se salvem. Deus deu oportunidade de salvação a todos. Deus nunca quis que alguém fosse para o inferno, senão vejamos:

1-) João 3:16: Porque Deus AMOU O MUNDO de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

2-) João 1:29: No dia seguinte, viu João a Jesus que vinha para ele e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado DO MUNDO.

3-) 1 João 4:14: E nós temos visto e testemunhamos que o Pai enviou o Seu Filho como Salvador DO MUNDO.

4-) 1 Timóteo 2:4: O qual deseja que TODOS OS HOMENS sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

5-) 1 Timóteo 2:6: O qual a si mesmo se deu em resgate POR TODOS: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos.

6-) Hebreus 2:9: Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte POR TODO o homem.

7-) Atos 17:30: Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que TODOS em toda parte se arrependam.

 1 João 2:1-2: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos pecados, mas ainda pelos do MUNDO INTEIRO.

No entanto, muitos irão para o inferno pelo fato de rejeitarem a salvação em Jesus Cristo.

Já quem crê em Jesus como seu Senhor e Salvador torna eficaz, EM SUA PRÓPRIA VIDA, a oportunidade da salvação que está à disposição de todos. O fato de existirem pessoas que resistem ao convite da salvação, NÃO SIGNIFICA QUE CRISTO NÃO TENHA MORRIDO POR ELAS. Deus é justo, não faz acepção de pessoas e ama a todos; infelizmente, nem todos atendem ao chamado da salvação.

Em outras palavras:


Deus predestinou todos à salvação, ou seja, Jesus morreu por todos.

Nem todos valorizam o sacrifício de Cristo e atendem ao chamado da salvação.

Deus sempre quis que todos se salvassem; o problema é que existem pessoas que rejeitam a obra de salvação realizada por Cristo e por isso, tais pessoas irão irremediavelmente para o inferno.

Existem ainda, pessoas que têm exagerado o conceito da soberania de Deus até o ponto de negar o livre arbítrio do homem. Pessoas com estas ideias afirmam que Deus predestinou cada pessoa para a salvação ou condenação, e que Jesus morreu somente para salvar as pessoas eleitas pelo capricho de Deus. 


Tais doutrinas são falsas. Deus chama todos ao arrependimento (Atos 17:30) porque ele não quer que ninguém pereça (2 Pedro 3:9).

Jesus provou a morte por todo homem (Hebreus 2:9).

Fonte utilizada: O que a Bíblia diz? Deus criou o mal?

Autoria: Hugo Aquino (Bereshit)

Por Litrazini

Graça e Paz


terça-feira, 24 de julho de 2012

Vencer Batalhas? Fortalecer a Fé? Oração!


“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” II Cr. 7.14;

Oração = hebraico – tephillah: oração, súplica e intercessão. Quando oramos, estabelecemos comunicação com Deus;

A oração deve ser acompanhada de Arrependimento, confissão ...

Choro- “Virão com choro, e com súplicas os levarei; guia-los-ei aos ribeiros de águas, por caminho direito, em que não tropeçarão; porque sou um pai...”Jr 31.9;

Jejum - “Então, jejuando, orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram” At.13.3;

Vigilância, E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração” I Pe 4.7;

Louvor, “A ele clamei com minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua” Sl 66.17;

Ações de graça, “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.” Sl. 9.1.

Conta-se que era comum os seminaristas dos dias de spurgeon visitarem o grande pregador para aprenderem com o grande ganhador de almas

O templo em que Spurgeon pregava possuía um sistema de aquecimento, para aquentar o edifício durante o inverno, como só acontece nos países do hemisfério norte.

Ocorreu, porém, que num dia de verão muitíssimo quente, alguns seminaristas chegaram bem cedo para ouvir o grande evangelista. Ao chegarem, Spurgeon saiu-lhes ao encontro. E depois de tomar ciência de que se tratava de futuros pastores, convidou-os a conhecer o sistema de aquecimento da igreja.

Esse não era o melhor programa num dia tropical, mas dado a insistência de Spurgeon, os jovens cederam. Passaram por algumas portas, quando de repente chegaram a um grande salão onde cerca de 700 pessoas clamavam a Deus pelo culto, pelas visitas e pelo pregador daquele dia.

Vejam futuros pastores, ensinou-lhe Spurgeon, este é o verdadeiro sistema de aquecimento de nossa igreja.

Não é de se admirar que ele é chamado de o príncipe dos pregadores, e, o mais citado em todo o mundo até os dias de hoje.
Através da oração:

Nós somos mais que vencedores em Cristo Jesus

Estamos vivos e vivemos por Ele e para Ele

Não perdemos uma batalha

Alcançamos nossos sonhos

Fortalecemos nossas esperanças

Aumentamos nossa fé

Através da oração podemos todas as coisas em Cristo Jesus.  

Lidiomar T. Granatti (Litrazini)

Graça e Paz


segunda-feira, 23 de julho de 2012

A IMORALIDADE JÁ NÃO CAUSA VERGONHA

"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo".

1 Tessalonicenses 4:3-8


Pregar sobre pecado não dá ibope. Então, consequentemente, se omite a pregação sobre santificação, afinal, uma vida de pecado é uma vida separada de Deus, mas os espasmos "espirituais" induzem o indivíduo a acreditar que Deus está interessado no seu "louvor" e não na sua vida pessoal.

A integridade foi derrotada e envergonhada no entendimento da população gospel, e deu lugar ao carisma. Qualquer safado se dá bem, basta uma pequena e ridícula dose de estrelismo, e se fizer "mágica santa" mais sucesso obterá.

O modismo gospel não se interessa por separação do pecado, santificação, abstinência sexual antes do casamento, integridade de caráter e fidelidade conjugal. Esses temas não alegram o culto, não fazem o "fogo cair", o povo não glorifica e nem fala "línguas estranhas". A gente sabe que crente satisfeito é mais fácil de frequentar os cultos, ofertar, louvar, apesar de fugirem da Santa Ceia, isso para aqueles que ainda sentem um resquício de vergonha na cara.

Culto bom é culto de fogo, poder, onde a "glória" desce, os anjos andam pra lá e pra cá. Esse negócio de pecado e santidade é pra culto de doutrina e isso já era! Isso é coisa do passado. Assim pensam alguns que odeiam ser confrontados pela pregação sóbria, embasada na Palavra de Deus e não adaptada para os novos e tenebrosos tempos gospel pós-modernidade. Sabe, a Palavra de Deus é eterna, não podemos nos esquecer disso.

A verdade é que a prostituição está rolando solta no meio da congregação, e a maioria dos pastores e pregadores profissionais não tem peito pra condenar essa prática condenável e abominável. Ninguém quer se indispor com o público gospel.

A Palavra de Deus, que citei acima diz: "que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra".

Mas a galera está fazendo o que quer com o corpo. Transam mesmo, numa boa, vão para as baladas, empurram do "pé na jaca", vão pros motéis com as namoradinhas, ou se "pegam" em qualquer lugar, sem nenhum sintoma de culpa ou arrependimento. Fornicação é coisa normal e o adultério, nem se fala. A promiscuidade é deslavada, escrachada, sem vergonha.

Sabe o que me assusta? É a cara limpa de quem se lambuza no pecado e do líder que fecha os olhos para aquilo que todos estão vendo.

A imoralidade tem tomado o assento nos púlpitos, um lugar que ao menos deve ser respeitado por ser fonte de referência, lugar de sacerdócio, altar de ministração, e de muitos deles tem saído “água suja” que jorra aos turbilhões sobre o povo.

A imoralidade passeia livremente entre as cadeiras e os bancos das igrejas, sem freio, sem contestação, sem constrangimento, na certeza de que não será incomodado. A “serpente” passeia livremente no “Jardim de Cristo”, porque quem deve cuidar para que seja um “jardim fechado”, escancarou as suas portas e permitiu ao “espírito da prostituição” o livre acesso.

A liberdade da imoralidade envergonha a integridade.

O povo olha para os líderes e se estes não são referenciais de moralidade, em quem irão se espelhar? Se a teoria de que Deus perdoa tudo é a “teologia” enraizada na base de crença do crente, o que se pode esperar como testemunho de conversão?

As doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) e o vírus do HIV maculam o templo do Espírito Santo, porque estão sendo contraídas por atos libidinosos e o que é mais terrível ainda, é que indivíduos que pecam sem precaução com a saúde tornam-se instrumentos de maldição e morte na vida de inocentes, tudo isso acobertado por um ilusório manto de cristianismo.

A meu ver, esses imorais travestidos de crentes são a escória repugnante que se veste com roupagens de falsa piedade, consideram que as suas ações lascivas são resultantes da fragilidade da carne e desprezam que o espírito deve estar pronto, mas isso, como sabemos, é o resultado da genuína conversão e da fidelidade a Jesus Cristo, e o amoroso cumprimento da Sua Palavra.

O lamentável é sabermos que esses fatos se tornam tão corriqueiros no nosso meio que já não causam espanto ou escândalo. É o “Deus que perdoa tudo”. É a vida de depõe contra o discurso, porque não se vive o que se prega. Não há compromisso com a Palavra, mas com os próprios desejos da carne, associados aos amigos piedosos que amam mais o pecador do que a Deus e Sua vontade.

Estão servindo a Deus com a boca e servindo o diabo com o corpo.

Um “evangelho” sem mudança radical de vida é simplesmente filosófico, contraditório e irremediavelmente danoso. Onde isso vai parar? Não vai parar, vai piorar, manchando o limpo, trazendo injustiça ao justo, profanando o sagrado, injuriando o santo, desclassificando o puro de coração, contemplando com um “diploma de idiota” quem ousa andar corretamente. Quem é sujo está se sujando mais ainda, e está sujando a fé de quem procura ser limpo.

Um dia desses será vergonhoso ser santo (separado).

Há muitos filhos nascendo de relações sexuais pecaminosas, de crentes que já não têm vergonha na cara, nem sentem mais a ausência do Espírito Santo, e nem são constrangidos ao arrependimento, se alegram pelo fruto de suas relações condenadas por Deus e não se entristecem porque macularam o templo de Deus e entristeceram o Espírito Santo. Querem ser aceitos sem quebrantamento, e sem a apelação do pedido de perdão a Deus. Querem empurrar “goela abaixo” da congregação a felicidade justa de um filho, porém, injusta pela forma como se deu, causando tristeza naqueles que procuram viver em santidade e se envergonham quando pecam.

“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Romanos 6:23.

Eu creio em misericórdia. Eu creio no perdão de Deus. Porém, eu também creio que a misericórdia precisa ser apelada e o arrependimento precede o perdão. Eu não creio em misericórdia e perdão automático, repudio isso, abomino esse ensino de demônios.

É bastante difícil para alguns entenderem e assumirem a postura de serem amigos do pecador, mas ao mesmo tempo inimigos do pecado. O amor que tenho pelas pessoas me libera para condenar os atos que a Palavra de Deus condena. O silêncio de quem tem compromisso com Deus e a Verdade é uma prova de conivência e concordância. Podemos e devemos amar o indivíduo, no entanto, não podemos negociar a Palavra de Deus e a nossa integridade e fé, para condenarmos os atos imorais e tantos outros que são abominados por Deus.

“E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as”.

Efésios 5:11.


Pastor Josué Gomeshttp://prjosuegomes.wordpress.com/


A Graça e a Paz de Cristo Jesus.

Moacir Neto