quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Os Cristãos devem celebrar o Halloween (Dia das Bruxas)?


Quer os Cristãos devam ou não celebrar o Dia das Bruxas pode ser um tema muito controverso.
Alguns Cristãos celebram esse dia simplesmente ao vestir-se com uma fantasia por divertimento, enxergando isso como algo inocente e inofensivo. Outros Cristãos estão igualmente convencidos de que o Dia das Bruxas seja uma festa satânica criada para adorar os espíritos do mal e promover a escuridão e maldade. 

Então, quem está certo? É possível que os Cristãos comemorem o Dia das Bruxas sem comprometer a sua fé?
O Dia das Bruxas, independente do quão comercializado, tem uma origem quase que totalmente pagã. Por mais inocente que pareça a alguns, é algo a ser levado muito a sério. Os Cristãos geralmente têm várias formas de celebrar ou não celebrar o Dia das Bruxas.

Para alguns, essa comemoração significa ter uma "alternativa" Festa da Colheita.

Para outros, é ficar longe dos fantasmas, bruxas, duendes, etc, e vestir trajes inócuos como, por exemplo, de princesinhas, palhaços, cowboys, super-heróis, etc. Alguns escolhem não fazer nada, preferindo trancar-se em a casa com as luzes apagadas. Com a nossa liberdade como Cristãos, temos a liberdade para decidir como agir.

A Escritura não menciona o Halloween de forma direta, mas dá-nos alguns princípios para que possamos tomar uma decisão. No Israel do Antigo Testamento, a feitiçaria era um crime punível com a morte (Êxodo 22:18, Levítico 19:31, 20:6, 27).
O ensinamento do Novo Testamento sobre o ocultismo é bem claro. Atos 8:9-24, a história de Simão, mostra que o ocultismo e Cristianismo não se misturam. A narrativa de Elimas, o feiticeiro, em Atos 13:6-11, revela que a bruxaria é completamente oposta ao Cristianismo. Paulo chamou Elimas de um filho do diabo, um inimigo da justiça e um corruptor dos caminhos de Deus. 

Em Atos 16, em Filipos, uma menina possessa de espírito adivinhador perdeu seus poderes demoníacos quando o espírito maligno foi expulso por Paulo. 

A questão interessante aqui é que Paulo se recusou a permitir que até declarações boas fossem feitas por uma pessoa sob influência demoníaca. Atos 19 mostra os novos convertidos bruscamente quebrando os laços com suas prévias práticas do ocultismo ao confessar, mostrar suas más ações e ao trazer seus apetrechos de magia para queimá-los na frente de todos (Atos 19:19).
Assim, deve um Cristão comemorar o Halloween?

Existe algo de mau em um Cristão se vestir como uma princesa ou cowboy e andar pela vizinhança pedindo por doces?

Não, não existe.

Existem coisas sobre o Halloween que são anti Cristãs e que devem ser evitadas?

Claro que sim!

Se os pais vão dar aos seus filhos permissão de participar no Halloween, então eles devem certificar-se de que seus filhos não vão se envolver nos aspectos mais escuros do dia. Se os Cristãos vão participar no Halloween, então sua atitude, roupa e, mais importante, seu comportamento, ainda devem refletir uma vida redimida (Filipenses 1:27). 

Há muitas igrejas que possuem "festivais da colheita" e incorporam fantasias, mas em um ambiente devoto. Há muitos Cristãos que distribuem, juntamente com os doces de Halloween, folhetos que compartilham o Evangelho.
A decisão final é nossa.

Entretanto, assim como com todas as outras coisas, devemos seguir os princípios de Romanos 14. Não podemos permitir que nossas próprias convicções sobre um feriado cause divisão no corpo de Cristo, nem podemos usar nossa liberdade para levar os outros a tropeçar em sua fé. Devemos fazer todas as coisas como ao Senhor.
Fonte: GotQuestion 

Por Litrazini
Graça e Paz





terça-feira, 30 de outubro de 2012

O valor que você tem...


Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. Mateus 10.29-31

Um Jovem diz ao seu professor:
- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:
- Sinto muito meu jovem, mas não posso te ajudar, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou: - Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois talvez possa te ajudar.
- Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor.

O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:
- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber ajuda e conselhos.
Entrou na casa e disse:
- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.
– Importante que disse meu jovem, contestou sorridente. – Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. – Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:
- Diga ao seu professor, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.
– 58 MOEDAS DE OURO!!! Exclamou o jovem.
– Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.
– Senta. Disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou disse:

- Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert.
- Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor??? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Somos como esta joia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

“Ninguém pode te fazer sentir inferior sem seu consentimento”.

Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Depois da glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.  Zacarias 2.8

Litrazini

Graça e Paz




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Bíblia, a biblioteca do Espírito Santo


"A Bíblia é o livro dos livros." Inspirada por Deus, escrita pelos homens, concebida no céu, nascida na terra, odiada pelo inferno, pregada pela igreja, perseguida pelo mundo e crida pelos fiéis.

A Bíblia é o livro dos paradoxos: é o livro mais lido no mundo e ainda desconhecido por grande parcela da humanidade. É o livro mais amado e o mais odiado. É o livro mais obedecido e o mais escarnecido. É o livro mais pregado e o mais combatido.

A Bíblia tem sido o farol de Deus na escuridão da história. Ela é o fanal que orienta o nauta, o mapa que norteia o caminhante. A Bíblia é o coração de Deus aberto, é o braço de Deus estendido, a vontade de Deus declarada. Na Bíblia os céus e a terra se abraçam. O infinito toca o finito, o eterno invade o temporal, o divino e o humano se encontram.

A Bíblia é a espada do Espírito, poderosa arma de combate contra as hostes inimigas que conspiram contra nós. A Bíblia é o bisturi de Deus que cirurgia os tumores infectos do pecado e lancetam os abscessos do coração. A Bíblia é fogo que consome os entulhos armazenados no porão da mente e queima a pragana que conspurca a alma. A Bíblia é martelo que quebra as resistências e a dureza do nosso coração.

A Bíblia é o livro de Deus. É o livro do céu. É o livro dos livros. É o livro que muitas vezes acorrentado trouxe libertação. É o livro que muitas vezes jogado nas fogueiras da intolerância e do preconceito, tem tirado vidas das chamas do inferno. É o livro que muitas vezes sendo alvo de ódio consumado tem ensinado o perdão. A Bíblia é o livro por excelência, é o maior de todos os livros, é o livro de Deus, do céu, a biblioteca do Espírito Santo

A Bíblia é o livro singular. Em primeiro lugar, porque ela tem unidade plena na diversidade completa. Foi escrito durante 1.600 anos, por mais de quarenta escritores diferentes, de culturas diferentes, em línguas diferentes, para pessoas diferentes, entretanto, em momento algum sua harmonia foi afetada. Há uma concordância absoluta no conteúdo das Escrituras, porque o seu verdadeiro autor é o próprio Deus. Ela foi inspirada pelo Espírito Santo.

Em segundo lugar, porque suas profecias cumpriram-se, estão se cumprindo e cumprir-se-ão rigorosamente. A Bíblia escreve a história antes dela acontecer. As profecias bíblias não são previsões óbvias nem vagas. A história é o desenrolar dos planos eternos de Deus exarados na sua Palavra. 
Em terceiro lugar, porque ela é o grande instrumento que Deus usa para chamar as pessoas à salvação. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. Há uma nuvem de testemunhas de pessoas que foram arrancadas das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus através da instrumentalidade das Escrituras.

É tempo de voltarmos à centralidade das Escrituras. Ela precisa alumiar os nossos passos e clarear os nossos caminhos. Ela é a nossa única norma de vida e a nossa regra de fé. Devemos voltar ao lema da Reforma Protestante do Sola Scriptura. Quando a Palavra de Deus cresce, a igreja cresce. Quando a Palavra de Deus é crida e obedecida, a igreja se santifica e se torna uma coroa de glória nas mãos do Senhor. 

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz


domingo, 28 de outubro de 2012

Coloque seus pés junto às promessas de Deus


Para onde você vai que não há nin­guém mais que vá?
Você pendura seus pés na beira das promessas de Deus e "fica imóvel, e vê".  Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do SENHOR, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver.  Êxodo 14:13

Você pode ter de adorar à "meia-noite", enquanto abraça a sua dor, mas o perfume de seu quebrantamento vai atraí-lo para mais perto. Eu posso dizer-lhe que tudo vai ficar bem, pois Deus não vai fazer a vontade dele se sobrepor à força à vontade de homens e mulheres. Mas eu pos­so lhe dizer que, se você quebrar o jarro de alabastro, Ele virá até você.

Nada chama a presença do Pai, como um grito vindo do "quintal". A medida que envelhecemos, normal­mente tentamos preservar a nossa dignidade. Para que possamos readquirir a nossa intimidade com Deus, temos de descartar a nossa dignidade.

Em um de meus livros, eu es­crevi: "Somente os que morrem podem ver a face de Deus" (Os Caçadores de Deus). Então, quanto mais próximo da morte você está, mais perto Ele vai ver você. Se algum dia você puder dizer "adeus a si mesmo", poderá dizer um oi para Ele. (Deixe-me avisá-lo de que a coisa mais difícil que você vai dizer é adeus ao trio "mim, eu mesmo e eu").

Há uma coisa que vai fazer Deus abandonar a adoração dos anjos no céu — é aquele clamor desesperado do "quin­tal" chamado Terra. Assim que Ele ouve esse clamor, aquele tinir dos jarros de alabastro se quebrando e os clamores apaixonados de corações quebrantados, Ele virá mais rápido que o próprio tempo. Ele não vai sair de seu trono celestial por nenhuma oração negligente nem pelo som de um louvor superficial. Ele vem para aqueles cujo desespero divino e sede santa os leva a clamar com frustração infantil: "Eu vou morrer se não tiver a ti!" Com quanta sede você está? 

Todas as vezes que você se reúne com outros crentes para adorá-lo, lembre-se disso: "Talvez esta seja a noite. Tal­vez Ele venha de novo e, desta vez, fique".

Tenha certeza de se apresentar a Ele, vazio, com sede e fome. O seu trabalho é se tornar o combustível de Deus. Fogo sem combustível leva a uma inesperada falha de com­bustão, a uma faísca de descontentamento no horizonte da esperança humana.

Aproxime-se da presença dele com um desejo ardente de ignição. Certa vez, li que, quando perguntaram a João Wesley sobre o "segredo" de seu ministério poderoso, ele disse:

— Eu simplesmente me incendeio por Deus e as pesso­as vêm para me ver ardendo.

Quão vazio você está? Com quanta fome você está? Qual é a dimensão da sua frustração agora?

Todas as vezes que você se cansar e ficar frustrado com a dolorosa perse­guição à presença de Deus, lembre-se de que a frustração é o lugar aonde Deus manda os ungidos. A frustração santa é uma característica da fome e da sede piedosas por Deus. Seja grato por estar com fome — ela é o processo que man­tém vivos o seu espírito e o seu corpo.

Algumas pessoas passam pela vida determinadas a "abra­çar e seguir" aquilo que aparecer no caminho. Elas se tornam termômetros vivos, que simplesmente refletem a temperatura ambiente de sua cultura e das pessoas ao seu redor. Estou cansado da igreja ser um termômetro espiritual que simples­mente reflete a temperatura ambiente da sociedade. Um termostato não é feito simplesmente para refletir ou medir a temperatura do ambiente. Ele é produzido para prever e controlar seus arredores.

Um termostato sobrenatural, uma pessoa que realmente zela pelo reino diz: "Eu vou continuar me inflamando até que a minha paixão pela presença dele o traga para este lugar". É isso que você e eu devemos fazer em nossas cida­des ou nação. "Eu sei como é lá fora, mas isso não me move. Eu estou aumentando o termostato para levá-lo ao nível que ele tem de estar".

Extraído do livro Os Descobridores de Deus de Tommy Tenney

Por Litrazini

Graça e Paz




sábado, 27 de outubro de 2012

O Preço da Intercessão


Antes de compreendermos o preço da oração intercessória, precisamos entender o sofrimento atual de Cristo. Quando Saulo estava viajando para Damasco, ele viu uma luz fortíssima. Enquanto seus companheiros de viagem ouviam um trovão, ele ouviu claramente uma voz do céu que indagava:

“Saulo, Saulo, por que me persegues?” E a resposta dele foi: “Quem és, Senhor?

E Cristo respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues.”

Saulo, que mais tarde passou a ser chamado de Paulo, nunca pensara que estivesse perseguindo a Jesus Cristo. Perseguindo seu povo – perguntou por que Paulo perseguia a Ele.

Nós somos o Corpo de Cristo. Tudo que nós, que somos membros dEle, sentimos, Ele, sendo a cabeça, sente também. As dores que nós sentimos, na realidade, não são percebidas na superfície do corpo, no local afetado, mas no cérebro que fica em nossa cabeça. O cérebro projeta a dor para a parte do corpo que está sendo afetada, para que seja tomada a providencia necessária. Assim acontece também com Corpo de Cristo. Ele sente tudo que sentimos; Ele sofre o que sofremos, mas, sendo a cabeça, o sofrimento dEle é muito mais intenso.

É verdade que as pessoas que podem infligir-nos maior sofrimento são as que estão mais perto de nós. Infelizmente, alguns crentes voltam para o mundo, rejeitando o precioso Senhor que os salvou. Lemos em Hebreus que “ de novo estão crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-o à ignomínia”( Hb 6.6 ). 

Portanto, cada vez que um crente se volta para o mundo, Cristo sofre novamente o que passou na cruz.

Pela oração de intercessão, o crente participa dos sofrimentos de Cristo com relação a um determinado problema de seu Corpo.

Certa ocasião, um pregador estava dirigindo uma campanha evangelística em larga escala na África. Um dia, ele acordou no meio da noite em prantos. Começou a orar e viu-se repetindo, várias e várias vezes, um nome desconhecido. Horas depois, o fardo da intercessão se desfez, depois de ele haver orado muito tempo em meio a grande agonia. Então ele encerrou sua oração. No dia seguinte, ele viu nos jornais um relato muito estranho. Naquela noite, um povoado, cujos habitantes eram cristãos, tinha sido massacrado. O nome do povoado era o mesmo que ele estivera falando na noite anterior, e pelo qual chorava. Cristo sofrera a dor de seu povo; mas encontrara alguém que estava disposto a participar de seu sofrimento, e de interceder no Espírito.

Paulo escreveu o seguinte: “Para o conhecer e o  poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos” (Fp 3.10). Neste versículo, Paulo demonstra que não apenas quer gozar do poder da ressurreição de Cristo, mas também está disposto a ter comunhão com Ele em seus sofrimentos.

Em nossa igreja, dispusemo-nos a iniciar um ministério de intercessão. Já aprendemos a exercitar a oração da petição e estamos vendo nossas necessidades serem atendidas. Praticamos também a oração devocional, de modo que gozamos de comunhão com nosso maravilhoso Senhor. Mas estamos ainda mais comprometidos com a oração de intercessão, de modo que estamos presenciando um avivamento em nossa terra, e o veremos no mundo todo.

Não existe nenhum outro lugar da terra onde se saiba que milhares de pessoas estão jejuando e orando continuamente (entre três e dez mil pessoas). Estamos encarando seriamente a batalha que Deus nos mandou travar. Estamos utilizando com toda seriedade as armas espirituais que nos garantirão a vitória. Sabemos perfeitamente qual é o campo de batalha: o coração de todos os homens do mundo. E estamos convencidos de que partilharemos da vitória final, com o Rei da Glória.
Extraído do Livro Oração A chave do avivamento de Paul Y Cho

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Carrinho de pipocas e a crise


Conta-se que numa cidadezinha do interior residia um pipoqueiro que tinha  amor ao seu oficio e o desempenhava à perfeição. Só utilizava o melhor milho e o melhor óleo, sua panela e seus apetrechos eram mantidos imaculadamente limpos e tinha uma mão magistral para dosar o sal.

Todos os dias percorria as ruas da cidade, empurrando seu carrinho de  alumínio reluzente. "Pipocas Quentinhas" - gritava, apregoando seu produto. "E Boas de Sal", arrematava, enquanto um cartaz com letras de 10 centímetros de  altura, preso ao carrinho, anunciava as virtudes de suas pipocas. Os  fregueses não se faziam de rogados e arrebatavam-lhe das mãos os saquinhos  transbordantes de pipocas.

Animado pela receptividade de sua clientela, o pipoqueiro selecionava mais cuidadosamente ainda o milho, renovava o óleo com mais frequência e  caprichava mais ainda no sal. Chegou até a encomendar saquinhos coloridos para tornar mais atraente a embalagem de seu produto.

Enquanto ia de vento em popa os negócios do pipoqueiro, chegou o período das férias escolares e voltou à casa paterna seu filho de 22 anos, estudante  de Administração e Economia numa das faculdades do Rio de Janeiro.

Após os  abraços e proverbiais perguntas sobre parentes, amigos e conhecidos, pai e  filho entretinham-se em conversação amena quando, indagado sobre o andamento dos negócios, o pai passou a descrever o sucesso de seu trabalho e confidenciou ao filho seus projetos de expansão. Pretendia contratar um ajudante e, além do carrinho, montar uma barraca fixa num dos melhores pontos da cidade. 

O filho ouviu-o com um olhar de incredulidade e desaprovação e disse:
- "Papai, o senhor deveria ser mais cauteloso e pensar melhor antes de prosseguir  com seus projetos de investimento e expansão. A economia do país entrou em fase de desaquecimento e os indicadores conjunturais prognosticam tempos difíceis sendo iminentes novas medidas restritivas por parte das autoridades  monetárias". E prosseguiu por uns bons 20 minutos não poupando referências à  estagnação, inflação, à crise energética, ao balanço de pagamentos, ao desemprego, à capacidade  ociosa da indústria de bens de capital, à política cambial e a toda uma plêiade de efeitos, consequências e implicações cujo impacto sobre a conjuntura econômica seria dos mais desfavoráveis.

O pipoqueiro era homem de poucas letras e, portanto não lia as notícias  econômicas nos jornais e tampouco lhe interessavam os telenoticiários e, evidentemente, ignorava tudo que seu filho lhe contava. Tampouco compreendera o  sofisticado jargão do filho, mas orgulhava-se de ter, com muito sacrifício, conseguido enviar à Capital seu primogênito que, após dois anos de estudos, já  revelava tão profunda compreensão da situação econômica do país. Nada daquilo fazia qualquer sentido para ele, mas, como poderia deixar de ter razão um  rapaz que argumentava com tanto brilho e usava de um linguajar tão elevado?

No dia seguinte, segunda-feira, o pipoqueiro saiu para o trabalho,  desanimado, empurrando seu carrinho. Achou que não lhe adiantaria gritar o seu  pregão e percorreu o seu caminho de sempre, absorto em pensamentos negativos.  Seus clientes habituais continuaram a procurá-lo, apesar de alguns comentarem  que o acharam algo mal-humorado e menos atencioso naquele dia.

Na  terça-feira, retirou o cartaz que era pesado e teria pouca utilidade na situação que o  filho lhe tinha descrito.

Na quarta, deixou de renovar o óleo e alguns  clientes reclamaram do sabor algo rançoso das pipocas.

Na sexta, errou a mão no  sal e recebeu várias reclamações.

No sábado, sua clientela já estava reduzida quase à metade. Ao regressar à casa, encontrou o filho refestelando-se na rede, enquanto  lia o suplemento econômico de um jornal de grande circulação. Cansado e  desiludido, dirigiu-se ao brilhante rapaz:
- "Meu filho" - disse - "você tem toda a razão! Não dá mais pra negar, os tempos estão ficando bicudos".

 (publicado no Jornal do Brasil, Domingo 12/04/81)

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Características que podem auxiliar na identificação de seitas


Seitas são grupos que praticam o desvio doutrinário, que interpretam a Bíblia de forma errônea e praticam heresias. Heresias é um desvio doutrinário, uma distorção do cristianismo á luz da Bíblia. “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” Mt 7.13,14 . Pois o único caminho que nos leva á Deus é Jesus Cristo. “E disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”João 14.6

Semelhança com o cristianismo.
Possuem forte semelhança com a fé cristã legítima. “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio satanás se transfigura em anjo de luz”(2 Co 11:13,14).

Adeptos sinceros.
As seitas são povoadas por pessoas zelosas, mas destituídas de verdadeiro entendimento. “Porque lhes dou testemunho de que tem zelo de Deus, mas não com entendimento” (Rm.10.2).

A origem.
Todas as seitas, praticamente, reivindicam como sua fonte inicial alguma nova revelação da parte de Deus.

Reconhecimento de autoridade adicional às Escrituras.
Têm outras fontes doutrinárias além da Bíblia “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça” 2 Timóteo 3.16. Adicionar algo à Bíblia é altamente perigoso. Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro Apocalipse 22:18-19

Pretensão de exclusividade.

Consideram-se a única expressão correta do cristianismo, excluindo todos os demais grupos cristãos. 

Negação de verdades essenciais à fé cristã
Não apenas discordam sobre assuntos periféricos ou não essenciais; normalmente, negam aspectos essenciais da fé cristã. Em geral seus ensinos discordam da verdade bíblica em áreas centrais, como a pessoa de Jesus, Espírito Santo, a obra expiatória de Jesus, a justificação pela fé, a Triunidade de Deus, o ensino das Escrituras sobre o pecado (pensamento positivo), ressurreição e ascensão físicas do corpo de Jesus, entre outros.

Isolamento do Mundo
Os adeptos de seitas se, isolam do mundo onde vivem. O senso de comunidade e o vínculo de amor entre os membros, e a atrofia de relacionamentos com pessoas de fora, tornam o indivíduo alienado.

Deficiência de auto crítica
Na época do regime nazista, utilizou-se um método de reprogramação cognitiva (lavagem cerebral), através de repetição. Diziam que uma mentira repetida 20 vezes, se torna uma verdade para aquele que a repete. Este meio é usado por muitas seitas, e é por isso que a maioria delas aplicam estudos frequentes de suas publicações.

Alto Proselitismo
Os adeptos das seitas, geralmente buscam pessoas já participantes de religiões, afirmando terem eles a verdade. Esta característica está intimamente ligada com o sistema de monopólio da salvação.

Falsas profecias
Muitas seitas já proclamaram o fim do mundo para datas específicas, e, todos erraram.

Estas são algumas, dentre as muitas características de seitas.

A Bíblia nos ensina que as Sagradas Escrituras tornam o homem sábio para a salvação em Jesus Cristo e que sem Jesus não haverá salvação para a vida eterna. As seitas subtraem algumas características da pessoa de Jesus Cristo, retirando a Divindade de Filho de Deus.

Em 1João 5.20 a Bíblia ensina que Jesus é o criador. João 5.8 Ensina que Jesus tem a mesma natureza do Pai, ele nasceu como ser humano, cresceu, sentiu fome e sede, cansou-se e dormiu. A Bíblia afirma a Divindade de Jesus quando afirma que ele é o Filho do Homem Lc 19.10. Qualquer ensino que retire a Divindade de Cristo, subtrai suas humanas qualidades. A Bíblia diz: No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus (João 1.1)

As seitas multiplicam por obras, a salvação, colocando fardos pesados sobre as costas das pessoas, inventam métodos para se obter a salvação. Para as seitas a fé pessoal em Jesus tem algum valor, mas não o suficiente e nesse ponto multiplicam por obras próprias a fé no Divino Salvador.

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Dosimetria de Deus


HÁ SEMELHANÇAS entre o julgamento dos homens e o julgamento de Deus, no que concerne às penalidades pelos crimes cometidos. Para tal, as circunstâncias atenuantes e agravantes são levadas em consideração.

Um homicida, por exemplo, pode ter sua pena agravada,
(1) se houve ocultação do cadáver;
(2) se o crime foi praticado com requintes de crueldade, que o classifica como crime hediondo;
(3) se houve premeditação;
(4) se o assassino tem antecedentes criminais; e assim por diante. 

A pena será atenuada,
(1) se não houve intenção de matar;
(2) se o crime se deu por motivos passionais;
(3) se o réu sofre algum tipo de doença mental;
(4) se praticado em legítima defesa;
(5) se o agente for menor de 21 anos e maior de 70;
(6) ter confessado espontaneamente, e outras

“Dosimetria da pena” é o cálculo do castigo prescrito a autores de qualquer tipo de delito, e dá-se depois de concluído o processo condenatório.

Tais atenuantes e agravantes também estão presentes nos juízos de Deus. Vejamos:

“Se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários” (Hb 10.26).

Aqui temos o agravamento da pena em função de o agente ter conhecimento pleno da lei de Deus.

“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro” (2 Pe 2.20).

Há uma punição maior para os que possuem maus antecedentes, que são contumazes na desobediência às leis do Senhor. 

“E o servo que soube da vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites” (Lc 12.47). 

“Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado...”(Lc 12.48).

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso, sofrereis mais rigoroso juízo” (Mt 23.14).

“De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajar o Espírito da graça?” (Hb 10.29). 

Os quatro últimos casos acima revelam que no julgamento divino há diferentes graus de castigo.

Tal como acontece no julgamento dos homens, a dimensão do castigo, no plano divino, é diretamente proporcional à dimensão do pecado cometido, observados os atenuantes e agravantes, acima explicitados. Todavia, a aplicação do castigo divino reveste-se, como não poderia deixar de ser, de perfeição absoluta.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Suspiros de Oração


As provações da alma e as aflições do coração ganham expressão nos suspiros e soluços, nas queixas e gemidos, mas de uma forma que nunca são produzidos simplesmente pela natureza humana.

A palavra “suspiro” tem uma força bem maior em seu uso bíblico que em nossas conversas normais, ou devemos dizer, no linguajar mais moderno; pois há trezentos anos, o termo significava um lamento, ao invés de um sinal de petulância. “Os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão”(Êxodo 2.23), o significado disto é explicado no verso seguinte “E ouviu Deus o seu gemido” (v.24). “O seu gemido” expressa a dor e a tristeza dos israelitas sob a opressão de seus senhores egípcios.

Também assim, lemos que o penosamente afligido Jó declarou: “Porque antes do meu pão vem o meu suspiro; e os meus gemidos se derramam como água.” (Jó 3.24). Assim, pelos suspiros de oração intentamos aquelas perturbações e aspirações da alma que virtualmente são sinônimos de gemidos.

Um “suspiro” é uma declaração inarticulada, e um clamor indistinto para o resgate. Às vezes, os santos são atacados e perturbados, e não podem falar numa linguagem comum a suas emoções: onde as palavras lhes faltam, os pensamentos e sentimentos de seus corações se expressam nos suspiros e clamores.

Os labores do coração de um cristão debaixo da pressão do pecado que habita nele, as tentações de Satanás, a oposição dos ímpios, a carga de uma sociedade desagradável, a impiedade do mundo, a vida de submissão à causa de Cristo na Terra, são descritos de forma variada nas Escrituras. Às vezes, fala-se de estar “contristado” (1 Pedro 1.6), de clamar “das profundezas” (Salmo 130.1), de “rugir” (Salmo 38.8), de “desmaiar” (Salmo 61.2), de estar “perturbado” (Salmo 88.15).

As inquietações e angústia de sua alma são descritas como “gemidos” (Romanos 8.23). Os gemidos do crente não somente são expressões de tristeza, como também de esperança, da intensidade de seus desejos espirituais, de sua busca por Deus, e seu desejo ardente pela bem-aventurança que eles esperam do alto – “E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu… Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5.2,4). Provações da alma deste tipo são peculiares para os regenerados, e, através delas, o cristão pode identificar-se a si mesmo.

Se o leitor agora é tomado por tristeza e suspiros, como um estrangeiro em sua própria terra, então pode-se assegurar que você já não está morto em pecado. Se você se encontra gemendo devido à infecção de seu coração e àquelas obras da corrupção interior que atrapalham o amor perfeito e o serviço sem interrupção a Deus, como você deseja fazê-lo, isto é prova de que um princípio de santidade já foi comunicado à sua alma. Se você geme devido às concupiscências de sua carne contra este começo de santidade, então você deve estar vivo para Deus.

O mundano gemeria por sofrimentos comuns da vida, como perda financeira, dor no corpo, a morte de um querido, mas esta é apenas a voz da natureza humana. O mundano nunca chora em segredo sobre o esfriamento de seu coração ou atos de incredulidade.

Os “gemidos” ou os “suspiros” são a prova da vida espiritual, o caminhar atrás da santidade, a fome e sede de justiça. Eles são, como Sr. Winslow expressou “os sons guiados para o céu”. Eles são a garantia do resgate (2 Coríntios 5.4). Eles são as marcas da união do cristão com Aquele que é o “varão de dores” (Isaías 53.3).

Antes de Jesus curar o surdo, lemos que “levantando os olhos ao céu, suspirou” (Marcos 7.34), o que expressa Sua simpatia com o sofredor, como alguém que “possa compadecer-se das nossas fraquezas” sendo “como nós, em tudo tentado” (Hebreus 4.15). E, outra vez, quando os fariseus vieram a ele “para o tentar”, pedindo um sinal dos céus, vemos Cristo “suspirando profundamente em seu espírito” (Marcos 8.11,12), o que denota Sua santa indignação ao pecado deles, uma tristeza piedosa por suas pessoas, e um pesar dentro de Sua própria alma; porque “ele mesmo, sendo tentado, padeceu” (Hebreus 2.18). Sua santidade sentiu o contato com a maldade. “Quanto mais alguém está próximo do céu, mais ele deseja estar ali. Porque Cristo está ali. Porque quanto mais frequentes e firmes são nossas visões dEle pela fé, mas anelamos e gememos pela remoção de todas as obstruções e impedimentos.

O gemer é um desejo veemente, mesclado com tristeza, pela falta daquilo que se deseja” (John Owen).

Por outro lado, os gemidos e suspiros espirituais do cristão são interpretados por Deus como orações! Aqueles sacrifícios que são aceitáveis a Ele são o “coração contrito e quebrantado” (Salmo 51.17). Os soluços da alma são de grande valor diante dEle.

Os gemidos do crente são uma linguagem inteligível ao céu: “porque o SENHOR já ouviu a voz do meu pranto” (Salmo 6.8): aquele “pranto” pode ser uma súplica a Deus que a eloquência da oração professional não tem. “Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto” (Salmo 38.9).

Nossas lágrimas contam a Ele da tristeza piedosa, nossos gemidos são as aspirações de um espírito contrito. “O SENHOR contemplou a terra, para ouvir o gemido dos presos” (Salmo 102.19,20). Aqui, então, está a consolação – Deus ouve nossos suspiros secretos; Cristo está em contato com eles (Hebreus 4.15); eles sobem ao céu como petições, e são a segurança do resgate.

Arthur W. Pink - Tradução Josaías Jr. | iPródigo

Por Litrazini

Graça e Paz


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O Fardo do Medo


Não temerei mal algum (Salmos 23.4)

É a expressão de Jesus que nos intriga. Nunca vimos a sua face desse jeito. Jesus sorrindo, sim. Jesus chorando, realmente. Jesus severo, até isto. Mas Jesus angustiado? Bochechas estriadas de lágrimas? Faces inundadas de suor? Arroios de sangue escorrendo de seu queixo? Você recorda a noite.

Jesus deixou a cidade e foi para o Monte das Oliveiras, como geralmente fazia, e seus seguidores foram com Ele, "orar para não entrar em tentação". Então Jesus afastou-se deles cerca de um tiro de pedra.  Ajoelhou-se e orou: "Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua". Então um anjo do céu lhe apareceu e o confortava. Cheio de dor, Jesus orou ainda mais intensamente. Seu suor era como gotas de sangue caindo ao chão. (Lc 22.39-44). Os médicos descrevem esta condição como hematidrose. Uma ansiedade muito forte libera substâncias químicas que rompem os vasos capilares das glândulas sudoríparas. Quando isto ocorre, o suor brota tingido de sangue.

Tendemos a encobrir nossos medos. Ocultá-los. Mantemos as palmas suadas nos bolsos, e a náusea e a boca seca em segredo. Não assim com Jesus. Não vimos uma máscara de força; ouvimos uma petição por força. “Pai, se queres, passa de mim este cálice”. O primeiro a ouvir seus temores foi o Pai. Ele poderia ter ido à sua mãe. Poderia ter confiado em seus discípulos. Poderia ter convocado uma reunião de oração. Tudo isto teria sido apropriado, mas nada disso era prioridade sua. Ele foi primeiro ao seu Pai.

Oh, nós, ao contrário, tendemos ir a toda parte! Primeiro ao bar, ao conselheiro, ao livro de auto-ajuda, ao amigo próximo. Jesus não. O primeiro a ouvir seus temores foi o Pai no céu. 

Um milênio antes, Davi estava insistindo para que o amedrontado fizesse o mesmo. “Não temerei mal algum”.  Como pôde Davi fazer tal asserção? Porque ele sabia para onde olhar. “Tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” Antes de volver-se para outra ovelha, Davi voltou-se ao Pastor. Em vez de fixar o problema, ficou o cajado e a vara. Porque sabia para onde olhar, Davi foi capaz de dizer, “Não temerei mal algum”.

O autor da Carta aos Hebreus nos instiga a fazer: "...corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, o autor e consumador da fé" (Hb 12.1,2). O escritor de Hebreus pode ter sido um corredor, porque fala de um corredor e de um precursor. O precursor é Jesus, o autor e consumador da nossa fé. Ele é o autor - isto é, Ele escreveu o livro da salvação. E Ele é o  consumador - Ele não apenas fez o mapa, mas abriu o caminho. Ele é o precursor, e nós, os corredores. E como corredores, somos instados a manter os olhos em Jesus.

O conselho da Epístola aos Hebreus - "olhando para Jesus” Qual era o foco de Davi? "Tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam".

Como Jesus suportou o terror da crucificação? Ele foi primeiro ao Pai com os seus temores. Ele modelou as palavras do Salmo 56.3: "No dia em que eu temer, hei de confiar em ti".

Faça o mesmo com os seus medos. Não evite os jardins do Getsêmani da vida. Entre neles. Tão somente não entre sozinho. E uma vez lá, seja honesto. Esmurrar o chão é permitido. Lágrimas são admitidas. E se você suar sangue, não será o primeiro.

Faça o que Jesus fez: abra o seu coração. E seja específico. Jesus foi. "Toma este cálice", orou Ele. Dê a Deus o número do vôo. Conte-lhe a duração do discurso. Partilhe os detalhes da transferência do emprego. Ele tem muito tempo. E também tem muita compaixão. Ele não acha que os seus temores sejam tolos e simplórios. Ele não lhe dirá, "Anda logo!" ou "Seja duro". Ele esteve onde você está. Ele sabe como você se sente.
E Ele sabe o que você precisa. É por isto que pontuamos nossa oração conto Jesus fez: "Se tu queres...".
Deus quer? Sim e não. Ele não tirou a cruz, mas tirou o medo. Deus não acalmou a tempestade, mas acalmou o marinheiro.

Quem diz que Ele não fará o mesmo por você?

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças" (Fp 4.6). Não mensure o tamanho das montanhas; fale com aquEle que pode movê-las. Em vez de carregar o mundo nos ombros, fale com aquEle que sustém o universo sobre os dEle. Esperança é uma olhada adiante.

Agora, para onde você está olhando?

Adaptado do livro Aliviando a Bagagem de Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz