quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Exclusão


"Os excluídos são justamente aqueles que excluem"  Lucas 13.22-30

Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando na sua viagem para Jerusalém. Alguém perguntou:
— Senhor, são poucos os que vão ser salvos? Jesus respondeu: 
— Façam tudo para entrar pela porta estreita. Pois eu afirmo a vocês que muitos vão querer entrar, mas não poderão. 
— O dono da casa vai se levantar e fechar a porta. Então vocês ficarão do lado de fora, batendo na porta e dizendo: “Senhor, nos deixe entrar!” E ele responderá: “Não sei de onde são vocês.” Aí vocês dirão: “Nós comemos e bebemos com o senhor. O senhor ensinou na nossa cidade.” Mas ele responderá: “Não sei de onde são vocês. Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal.” Quando vocês virem Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus e vocês estiverem do lado de fora, então haverá choro e ranger de dentes de desespero. Muitos virão do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul e vão sentar-se à mesa no Reino de Deus. E os que agora são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.

Que palavras duras! Falam do julgamento final e daqueles que serão incluídos no reino de Deus e daqueles que serão excluídos, São palavras duras tanto hoje e quanto nos dias de Jesus. Quem serão os incluídos e quem serão os excluídos?

A passagem não os identifica com todas as letras, mas dá algumas boas pistas…

Primeiro, os incluídos parecem ser poucos. Digo “parecem” porque esta resposta também é apenas sugerida. “Alguém”, não sabemos quem, pergunta se “poucos” serão salvos. E ao invés de dizer sim ou não, Jesus responde que “muitos” vão pensar que serão inclusos mas de fato não serão. Dá para entender, portanto, que os inclusos serão, sim, “poucos”.

Uma outra possível dica da identificação dos incluídos vem da referência aos patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó) e a todos os profetas junto com a afirmação de que “muitos virão do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul”. Porque foram os patriarcas que receberam a incumbência de abençoar todas as famílias da terra (Abraão diversas vezes, mas inicialmente em Gn 12.1-3; Isaque em Gn 26.2-4; e Jacó em Gn 28.3, 13-14).

E os profetas, entre outras coisas, tiveram a incumbência de criticar Israel justamente por não cumprirem esta vocação missionária. As referências são abundantes mas são especialmente pertinentes são aquelas que mencionam a vinda de “muitos” do Leste e do Oeste, do Norte e do Sul (Is 45.5-6; 59.19; Ml 1.11; veja também Sl 50.1; 65.8; 107.1-3). Ou seja, a inclusão dos não judeus faz parte da incumbência dos judeus desde o “início”.

Eleição nunca foi uma questão de exclusividade, e sim, de incumbência missionária. E no contexto maior da passagem acima de Lucas, Jesus está criticando a liderança religiosa que excluía pessoas que ela considerava marginalizadas. Por isso, Jesus conclui: “são os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”.

Logo, já dá para deduzir quem são os excluidos na passagem acima. Os excluídos são justamente aqueles que excluem, pela sua religião, os outros que não de enquadram dentro dos seus conceitos de dignos de inclusão.

Obviamente há mais que isto. Somos “incluídos” ou “excluídos” por outros motivos também. Mas nesta passagem, o princípio operante é como incluimos ou não os “ultimos” na fé e no reino de Deus.

Oração
Poupe-nos, Deus, do direito que imaginamos ter de excluir outras pessoas dos benefícios do Teu plano e da Tua família. Em nome de Jesus. Amém.

Fonte: Tim Carriker

Por Litrazini

Graça e Paz


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

DEUS E O HOMEM


O homem foi criado justo e bom, pois tudo o que Deus fez, Ele mesmo disse: “E viu Deus tudo o que tinha feito, e que era muito bom” (Gn.1.31). E Deus se relacionou com o homem, sua criatura, de diversas formas e etapas. Vejamos:

1º Inocência:
Inicialmente Deus se relacionava, se comunicava, amorosamente com o homem, diariamente. Em Gn. 3.8:“E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia...”O capítulo 2 de Gênesis fala desta relação amorosa, no jardim do Éden. Mas o homem desobedeceu uma ordem de Deus. “Ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mau. Dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente  morrerás” (Gênesis 2.16,17).

Deus avisou o homem. Deus não queria que isso acontecesse, mas Ele não criou robôs sem liberdade. ELE DEU LIBERDADE DE ESCOLHA, liberdade essa que temos até hoje.

2º Consciência:
A partir de Gênesis 3, a Bíblia mostra a “queda do homem”. Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim? E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos, Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela. Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.  (Gn. 3.1-70).
 
Nossos primeiros pais passaram a conhecer o bem e o mal, e sentiram vergonha da própria nudez, demonstrando a perda da inocência, com a qual Deus os criara. “Pelo que, como por um homem (Adão) entrou o pecado no mundo e pelo pecado a morte. Assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm. 5.12). Nós aprendemos que o pecado dos nossos primeiros pais, trouxe uma consequência universal. Deus expulsou nossos primeiros pais do jardim, isto é, da presença dele: Gn. 3.11-24.

3º A Lei:
Paulo ensina, em Romanos 5.13, que entre Adão e Moisés já existia o pecado no mundo. “Pois antes da Lei, estava o pecado no mundo. Mas não havendo lei, o pecado não é imputado.” Após a chamada de Israel, uma nova relação com Deus vai acontecer. Isto é – A LEI vai ser a forma de aliança de Deus com os homens. Toda a Lei pode ser resumida nos 10 mandamentos. E obedecendo a Lei o homem tinha comunhão com Deus. A desobediência seria quebra de comunhão.

4º A Graça:
O povo de Israel falhou. E a prova maior está na morte do próprio Filho de Deus – Jesus Cristo. Ele veio e cumpriu a Lei em sua própria vida, em nosso lugar. Em João 1.11: “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam” e você aprenderá que Jesus veio como Judeu, entre os Judeus, para salvar os Judeus. Mas João 1.12 completa dizendo: “Mas a todos os que o receberam, àqueles que creem no seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos  filhos de Deus”.

Portanto, agora, não é mais necessário Leis e Cerimônias para a comunhão com Deus, mas sim a Graça de Deus. Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa. Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos. E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor. (Rm 5.15-21). Este período também é chamado de “Era da Igreja, ou, do Espírito Santo”.

Por Litrazini

Graça e Paz



terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Masturbação é ou não uma prática pecaminosa?


Abordar o tema masturbação à luz da Palavra de Deus não é algo simples. E, por pastores, líderes e pais fugirem desta responsabilidade, não discutindo o assunto por medo, tabu ou falta de informação, o conflito na mente de muitos jovens persiste.

A consequência disso é que alguns desses jovens, desinformados, poderão adotar tal prática, sucumbindo à culpa neurótica ou refugiando-se na educação secular e em padrões mundanos, que contrariam os princípios que Deus estabeleceu para o desenvolvimento sadio e equilibrado do ser humano. Isso traz sérios problemas à vida espiritual, psíquica e emocional.

A masturbação é uma prática pecaminosa à luz da Palavra de Deus. E, talvez a maior dificuldade de alguns para lidar com a questão seja a inegável realidade da explosão hormonal na puberdade e o fato de a Bíblia não proibir explicitamente esta prática — o que não nos impede de deliberar sobre o assunto, com base em textos mais genéricos, como os que estão em Gênesis 2.24, 38.6-8, Romanos 6.12, 1 Coríntios 6.12 e 1 Tessalonicenses 4.3-5.

Em Gênesis 2.24, somos informados de que Deus criou o homem e a mulher. Eles foram criados com órgãos genitais distintos e a libido, o desejo de união sexual, a fim de saciarem os seus desejos mais íntimos de companhia, de intimidade e de afetividade — necessidades que só são plenamente satisfeitas a partir do casamento, da união legal entre um homem e uma mulher que deixaram afetiva, econômica e geograficamente os pais, ou seja, que atingiram a maturidade. Sendo assim, o ato pelo qual alguém exercita sua sexualidade solitariamente, proporcionando a si mesmo o orgasmo, é uma prática contrária ao projeto de Deus para a vida do ser humano. 

Além disso, alguém consegue masturbar-se sem imaginar um ato sexual, sem ter fantasias eróticas e sem deixar-se dominar pela lascívia ou pela luxúria? Após ceder à masturbação, a pessoa consegue ficar isenta da vergonha e da culpa?

Em Gênesis 38.6-8, encontramos o caso de Onã, que, agindo de maneira egoísta, tinha relação sexual com a esposa, mas derramava o sêmen na terra. Era uma masturbação disfarçada. Por isso, outro nome que dão à masturbação é onanismo.

Deus dotou o ser humano com um código moral, e toda vez que o infringimos há tristeza, dor, culpa, porque o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23). E quando uma pessoa é subjugada por algo, ainda que seja um desejo legítimo, ela se torna escrava (2 Pedro 2.19). 

Daí a recomendação de Paulo em Romanos 6.12: Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências. A conclusão do apóstolo é salutar: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (1 Coríntios 6.12).

Em suma, não apenas a masturbação, mas qualquer prática sexual sem o compromisso do casamento entre um homem e uma mulher está fora do projeto de Deus, é pecaminosa e traz consequências funestas para o ser humano.

SUGESTÕES DE LEITURA:

Lucas 19.10; Gálatas 5.16,24; Colossenses 3.5; 1 João 2.17

Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz




segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jesus tira o blecaute da nossa vida


Porque tu, SENHOR, és a minha lâmpada; e o SENHOR ilumina as minhas trevas. (2Sm.22.29)

Jesus esta para nossa vida da mesma forma que o sol está para o nevoeiro.

Quando o sol aparece, ele dissipa todo o nevoeiro transformando o dia embaçado e cinza, por vezes até frio, em um dia claro, nítido e lindo.

Quando Jesus entra vai tirando as raposas e raposinhas que nos impedem de ter uma vida digna de um cristão, pois ele dissipa toda névoa e, trás à luz tudo o que nos impedem de ser abençoados por Deus.

Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. (Canticos 2.15)

Nossos erros e pecados vão sendo revelados a nós mesmos, dissipando tudo o que os embaça e tornando as coisas claras e nítidas e visíveis. Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. Efésios 5:13-14

Ao convidarmos Jesus para entrar na nossa vida tem início o processo de aperfeiçoamento diário: Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus. (Fp.1.6). 

Da mesma forma que o sol dissipa os nevoeiros dando visão clara e nítida de tudo à nossa volta; Ficamos mais sensíveis à voz do Espírito Santo, somos constrangidos quando fazemos alguma coisa errada, podendo assim discernir os ataques das trevas. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. 2 Coríntios 5:14

Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi. (Is.44.22)

Somente o blecaute pode obstruir o sol, pois impede a passagem da luz, todavia para Jesus não há blecaute que impeça o seu agir, desde que ele seja convidado a fazer morada em nosso coração.

Somos chamados para ser luz no mundo e sal na terra, projetados para resplandecer a glória do Pai e isso só será possível se a luz tiver passagem e irradiar à nossa volta através de Cristo em nós.

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

A maneira de convidá-lo é exercitar o que está em Romanos 10.9: Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo.

Aceite Jesus como seu Senhor e Salvador e dissipe toda névoa e/ou neblina que ofusca e embaça o desenrolar da sua vida.

Por Litrazini

Graça e Paz




domingo, 27 de janeiro de 2013

O Chamado de Eliseu


Eliseu no Hebraico significa: “Deus é salvação” ou “Deus, sua salvação”. Sua  vida foi levar salvação a toda à nação de Israel e circunvizinhança. O Chamado de Eliseu, sua vocação profética, as marcas que ele deixou no mundo é um exemplo para todos nós. Sua renúncia aos bens materiais, profissionais e seculares, nos dão uma nítida sensação que precisamos aprender mais e mais a cada dia e a nos dispormos ao serviço da obra de Deus na terra.

Eliseu era um jovem solteiro, cheio de ideais, de vigor e muito trabalhador, ajudava a seu pai um abastado fazendeiro a arar a terra com as juntas de bois. Diz a Bíblia que Eliseu lavrava a terra com a duodécima junta de bois, ou seja, ele levava a décima segunda junta de bois, ia bem atrás tocando os bois. Era, portanto, um líder um incentivador, que colocava a produção agrícola de seu pai para funcionar.

Deus sempre chama os trabalhadores, aqueles que estão ocupados.

Eliseu tinha também laços profundos familiares, amava seu pai, mãe, e os respeitava, prestando a devida honra. Portanto, era um bom filho prezando seus familiares. Não usou o chamado de Deus como escape de seus familiares.

Deus escolheu Eliseu e o separou para a sua santa obra antes mesmo de ele saber, ele ainda trabalhava com as juntas de bois arando a terra de seu pai e Deus já o escolhera para fazer uma grande obra, que não seria mais de arar a terra de uma família, mas a de muitos corações desejosos de conhecer as verdades de Deus.

Saindo do ostracismo de uma vida individual e inexpressível para uma vida de profeta do Deus altíssimo, selando o seu nome no livro da vida, na história da Nação de Israel e na Bíblia Sagrada, para sempre.

O CHAMADO DE ELISEU
Deus o Todo Poderoso chamou Eliseu para substituir o profeta Elias que estava para partir para a eternidade, Deus precisava de Eliseu. Muitos são chamado por Deus para serem salvos e receber a glória de filho do Altíssimo. 

Deus tem chamado homens e mulheres para fazer com que seu reino se estabeleça e se fundamente na terra. Para tanto, Ele precisa, mas do que um simples crente, que venha a cada domingo na igreja. Ele necessita de trabalhadores para sua igreja, afim de que ela prospere e cresça nesta terra.

Deus, através de Jesus e de sua Palavra, continua chamando: “ Vinde a mim.. Mt.11.28 “Quem tiver sede venha a mim e beba…” João 7.38 “… Eis que estou à porta e bato…” Ap. 3.20 “.. “Olhai para os campos e vede…”João 4.35

A RESPOSTA DE ELISEU
Prontamente deixou o que estava fazendo e entrou para a escola de profeta. Pediu para despedir de seus pais, irmãos e amigos. Queimou aquilo que poderia atrapalhar no trabalho de Deus.

Eliseu poderia ter mantido a junta de bois para uma eventualidade não der certo na sua vida como profeta. Porém, ele deve ter pensado que aquela junta de bois poderia ser uma armadilha espiritual, um retrocesso, um recuo, um olhar para trás.

Muitos são os apegos, as juntas de bois, que tem feito crentes que um dia professaram sua fé em Jesus, a olhar para trás e a recuarem na vida cristã, tendo-se tornado infrutíferos nas coisas de Deus.

Os péssimos exemplos daqueles que recuaram e que olharam para trás: A mulher de Ló olhou para trás. Gn.19.26. O povo de Israel olhou para trás lembrando dos pepinos e melões, alhos, cebolas do Egito. Nm.11.4-15. Demas, auxiliar de Paulo, missionário, amou o presente século e abandonou a obra de Deus.II Tm.4.10.
Algumas coisas precisam ser deixadas para que à vontade de Deus se estabeleça: A mulher que deixou seu cântaro para testemunhar de Jesus(Jo.4.2). Bartimeu, o cego, deixou sua capa empoeirada que o impedia de se aproximar de Jesus (Mc. 10.46).

São proibidos de seguir Jesus:
Os que valorizam segurança e conforto acima do Senhor. Os que dão preeminência as coisas materiais acima do Salvador. Os que olham pra trás, para a vida velha. Cristo não aceita soldados de verão ou discípulos turistas. Ou é quente ou é frio.

Eliseu saiu de sua vida de vaqueiro para fazer uma grande obra. Muitos são chamados para fazer parte como trabalhador de sua obra na terra: salvar as almas do inferno e da perdição.

Autor: Daniel Mendes Aurélio

Por Litrazini

Graça e Paz



sábado, 26 de janeiro de 2013

Profetas do Antigo Testamento x Profetas de Hoje


I Samuel 9.9 (Antigamente em Israel, quando alguém ia consultar a Deus, dizia: “Vamos ao vidente”, pois o profeta de hoje era chamado vidente.)

Muitos confundem a função do profeta no Antigo Testamento e a função do profeta no Novo Testamento. É importante entender a diferença grande que há entre estes tempos.

Uma coisa é quando falamos sobre acontecimentos antes da vinda e morte de Jesus, e tudo se torna muito diferente quando estamos falando de algo após a vinda, morte e ressurreição de Cristo.

O simples entendimento desses períodos, ou alianças, nos dará clareza  para entendermos algumas coisas.

Sabemos que no Antigo Testamento, Deus se manifestava ao homem e falava com homens através de sinais e através de um grupo específico de pessoas que seriam os reis, sacerdotes e profetas.

A bíblia no Antigo Testamento nos fala em várias passagens de pessoas que queriam consultar a vontade de Deus para a solução de algumas situações pessoais, se aproximavam de um profeta para obter respostas, tanto que o texto em destaque nos deixa claro que os profetas da época eram chamados de videntes pelo povo. Assim que funcionava naquele período, as pessoas deveriam se apresentar a estes para obter informações ou revelações divinas.

O que nos deixa desconfortáveis nos dias de hoje é vermos pessoas que ainda se comportam como se estivessem naquela época, buscando respostas em homens com o título de profeta sem entender as realidades da nova criação, ou seja, quem elas são em Cristo hoje. E, nos entristece mais ainda quando nós vemos hoje, “profetas” que se fazem valer da ignorância destas pessoas e as mantém debaixo de um jugo.

Hoje, entendemos que não é mais da mesma forma. Após a morte e ressurreição de Cristo, na Nova Aliança, todos recebemos o Espírito Santo dentro de nós e a bíblia nos diz que é ele quem nos guiaria a toda verdade.

Hoje não somos mais guiados por um ou outro homem, hoje somos guiados pelo Espírito Santo de Deus, e o profeta ainda tem um lugar importantíssimo que é o de nos exortar, corrigir e até confirmar uma direção que Espírito Santo já tem nos dado, porém não temos atendido.

Provavelmente, quando um profeta vier trazer uma revelação para você, ele falará de algo que você já foi informado no seu espírito e a profecia virá como uma confirmação disto.

Glória a Deus pela vida dos nossos profetas hoje, eles cumprem um papel importantíssimo no corpo de Cristo quando há a compreensão de seu dom e, infelizmente em muitos lugares eles ainda não são reconhecidos e respeitados.

Autor: Ramiro Chagas

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Cumprindo o chamado de Deus


“Naquele dia, diz o SENHOR dos Exércitos, tomar-te-ei, ó Zorobabel, servo meu, filho de Sealtiel, diz o SENHOR, e far-te-ei como um anel de selar; porque te escolhi, diz o SENHOR dos Exércitos.” Ageu 2 :23

Nesta passagem descrita no livro de Ageu, Deus fala com Zorobabel, então governador de Judá, que faria dele um anel de selar, um anel selo é um anel que contém a insignia, ou o  simbolo do rei, usado para selar cartas ou leis, mostrando qual era a vontade do Rei, portanto, Deus fala para Zorobabel, que iria usá – lo para fazer cumprir a vontade de Deus.

Em nossa caminhada como cristãos, enfrentamos muitas dificuldades, e muitas duvidas aparecem, como por exemplo: Qual é a vontade de Deus pra minha vida?, Será que estou fazendo a vontade de Deus?,  Como faço pra ganhar a minha familia pra Jesus? Será que sou/estou apto pra fazer a vontade de Deus?

A resposta para essas questões é, Deus quer que você faça a obra dEle, e Ele nos capacita para isso!

Vocês já perceberam que para falar de Jesus, nós colocamos muitos empecilhos; ‘não sei falar bem’, ‘não conheço suficiente a bíblia’, ‘sou novo na fé’, enfim, inventamos N desculpas, mas quando nos perguntam sobre um médico, indicamos um rapidamente, quando nos perguntam sobre um mercado para fazer compras, nós indicamos, mas para falarmos de Jesus, é uma dificuldade tremenda!

Vou mostrar a partir de passagens bíblicas, que Deus só quer que nós estejamos dispostos para que Ele nos use.

Exôdo 4: 10,11,12 “Então disse Moisés ao SENHOR: Ah, meu Senhor! eu não sou homem eloquente, nem de ontem nem de anteontem, nem ainda desde que tens falado ao teu servo; porque sou pesado de boca e pesado de língua. E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? Vai, pois, agora, e eu serei com a tua boca e te ensinarei o que hás de falar.”
Deus chama  e comissiona Moisés a libertar o povo da escravidão no Egito, mas a primeira coisa que Moisés faz, é colocar um empecilho, olhando para sua condição e limitação, mas Deus responde a Moisés, que Deus deu a boca ao homem, portanto se Deus havia enviado Moisés Ele iria capacitá-lo para cumprir o objetivo de Deus, em 1 Samuel 3:4 diz: “O Senhor chamou  Samuel, e disse ele: Eis-me aqui.” Quando Deus chama Samuel, ele ainda é uma criança, que não entendia muito das coisas do Senhor, mas ainda assim ele obedece ao chamado, e Deus o capacita para ser Juiz e profeta, em Juizes 6:15,16 ” E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o SENHOR lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem.”

Gideão, o Juiz que derrotou os Midianitas, quando chamado por Deus, olhou primeiro para sua condição financeira, mas Deus diz a Gideão que mesmo sendo de uma família sem condição financeira, ele feriria os Midianitas como um só Homem, e foi o que Gideão fez.

 1 Samuel 17:33 “Porém Saul disse a Davi: Contra este filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu ainda és moço, e ele homem de guerra desde a sua mocidade.” Antes de Davi enfrentar o Gigante Golias, Davi foi levada a presença do então rei Saul, quando Saul viu Davi,  ele tentou convencê-lo, de não fazer enfrentar o filisteu, mas Davi não olhando para sua idade, nem para o tamanho do filisteu, mas sim para o tamanho do Deus de Israel, que lhe deu a vitória contra o filisteu, e depois o fez rei em lugar de Saul.

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;1 Coríntios 1:27

Tiago 1:22 – 25 “e sede cumpridores da palavra, não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho seu rosto natural; porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era. Aquele, que porém,  que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.”

Tiago 2:17  “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma”

Portanto, Deus nos chama, nos comissiona, nos capacita a sermos cumpridores da Palavra de Deus, fazendo sua obra, não olhando para nossas limitações, nossas falhas, mas sim olhando para aquele que nos arregimentou, para que sejamos cumpridores da obra e da vontade de Deus, só assim daremos verdadeiro testemunho de Cristo, e ganharemos nossos familiares para Jesus, afinal: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas.” Romanos 10: 14,15.

Deus abençoe a todos!

Autor: Vinicius Freire

Por Litrazini

Graça e Paz


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Os cristãos têm que obedecer às leis da terra?"


Quando o apóstolo Paulo escreveu Romanos 13:1-7, ele estava sob o governo de Roma, durante o reinado de Nero, talvez o mais maligno de todos os imperadores romanos. Romanos 13:1-7 diz: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.

De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal.

Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.

Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”

Essa passagem torna as coisas bastante claras. Devemos obedecer ao governo que Deus põe sobre nós. Deus criou o governo para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gênesis 9:6; 1 Coríntios 14:33; Romanos 12:8). Devemos obedecer ao governo em tudo – pagando impostos, seguindo as regras, demonstrando respeito, etc. Se não o fizermos, estaremos no fim das contas demonstrando desrespeito contra Deus, pois foi Ele quem pôs o governo sobre nós. 

A próxima questão é: “Há alguma ocasião em que não devamos obedecer às leis da terra?”
A resposta para essa pergunta pode ser encontrada em Atos 5:27-29: “Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”.
 
Disto, podemos ver claramente que enquanto as leis da terra não se choquem com as leis de Deus, devemos obedecê-las.

Assim, quando a lei da terra contradizer o mandamento de Deus, devemos violá-la e escolher obedecer à lei de Deus. No entanto, mesmo neste caso, devemos aceitar a autoridade do governo sobre nós. Isto é demonstrado pelo fato de Pedro e João não terem protestado por terem sido açoitados, e sim terem se regozijado ao sofrer por obedecer a Deus (Atos 5:40-42).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz



Legado? Herança espiritual?

 E, quanto a vós, não fareis acordo com os moradores desta terra, antes derrubareis os seus altares; mas vós não obedecestes à minha voz. Por que fizestes isso?

Assim também eu disse: Não os expulsarei de diante de vós; antes estarão como espinhos nas vossas ilhargas, e os seus deuses vos serão por laço. E sucedeu que, falando o anjo do SENHOR estas palavras a todos os filhos de Israel, o povo levantou a sua voz e chorou. Juízes 2:2-4

A nova geração de israelitas negligenciou seu relacionamento com Deus. Eles não viram o mover sobrenatural divino como seus pais.

Quando se afastaram de Deus foram disciplinados por Ele.

Falhar em ensinar nossos filhos, negligenciar a tarefa de instruí-los a obedecer, a amar a Deus e seus princípios trará terríveis consequências sobre a vida deles.

Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6

O que ama a instrução ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido.  Provérbios 12.1 

Assim como foi no deserto, durante a jornada rumo à terra prometida, a responsabilidade de educar e transmitir as experiências, os milagres e o agir sobrenatural de Deus aos filhos, pertence aos pais.

Através de nossa vida com Deus, do mover do Espírito do Senhor, estaremos demonstrando o agir, o poder, a grandeza, a superioridade do Senhor em nós e, assim provocar o desejo de buscá-lo, motivando o interesse dos que nos cercam, glorificando o Nome do Senhor dos Exércitos.

Nosso estilo de vida, o entendimento e demonstração do que Deus é e, o que as Escrituras dizem determinarão o nosso legado e a herança espiritual que deixaremos.

As decisões de nossas vidas demonstrarão o censo de valores e entendimento dos princípios bíblicos que transmitiremos à geração futura.

Você já pensou que os caminhos das novas gerações estão em nossas mãos, que poderemos influenciar de forma maléfica ou benéfica?

Pense que podemos mudar os rumos das nações com nossos ensinamentos.


Você poderá dizer: Mas eu sou apenas uma pessoa, como mudar o rumo de uma nação??

Lembre-se que todo grande movimento, necessitou de alguém para dar o pontapé inicial.

Podemos até não ver os resultados de nossas atitudes nessa vida, porém ele poderá ser comprovado através dos galardões que receberemos na Jerusalém Celestial e, essa é a riqueza que interessa, pois, não enferruja nem é corroída pelas traças como nos adverte Mateus 6.19,20: 
 
Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam

A exemplo de Josué, poderemos fazer diferença, conforme comprova o texto de Juízes 2.7: E serviu o povo ao SENHOR todos os dias de Josué, e todos os dias dos anciãos que ainda sobreviveram depois de Josué, e viram toda aquela grande obra do SENHOR, que fizera a Israel. 

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ansiedade é realmente pecado?


“Stress” não é uma palavra bíblica. “Preocupação” e “ansiedade” são. E são pecados.

 Nós realmente podemos dizer que algo como ansiedade é pecado? O que faz disso um pecado? Será que não é só uma fraqueza que devemos superar? Ou, talvez, não deveríamos enxergar como uma doença mental?

Há algumas abordagens diferentes que podemos seguir para responder esses questionamentos. Vamos começar buscando os mandamentos de Jesus.

É um mandamento
O mandamento “não andeis ansiosos” é repetido várias vezes por Jesus em Mateus 6 (versos 25, 27, 31, 34) e é visto outra vez em Mateus 10.19.

Por mais que esses comandos lidem com situações específicas, a realidade subjacente do contexto é que se Jesus ordena que as pessoas “não andem ansiosas”, nós sabemos que (1) ansiedade não é só um desequilíbrio químico ou uma desordem mental, e (2) há pelo menos algumas formas em que a ansiedade é pecado, simplesmente porque Jesus a proibiu.

A teologia de Jesus sobre ansiedade e confiança
Quando Jesus comanda que as pessoas não andem ansiosas em Mateus 6 e 10, ele está ordenando-as a não ficarem ansiosas por coisas específicas: comida, roupas, expectativa de vida, o que acontecerá no futuro e defesa própria quando sofrer pelo evangelho. Eu penso que é seguro dizer que essas são algumas das nossas necessidades mais básicas. Ao argumentar desde as mais coisas básicas e elementares, ele está afirmando que não devemos nos preocupar no sentido mais amplo.

Em outras palavras, se você não deve se preocupar com as coisas mais elementares necessárias para viver, então pelo que você deveria se preocupar? Por nada.

Jesus ensina em uma metáfora nessa passagem, dizendo que somos escravos de um senhor: ou as “coisas” mundanas ou Deus. Ele diz que devemos seguir Deus, pois sendo um justo mestre, nos proverá tudo que necessitamos, ao servi-lo. Por outro lado, se servimos a nós mesmos e trabalhamos para assegurar nossa própria provisão, não podemos nos garantir nada: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?”

Na raiz do problema está a questão da confiança. Se você diz que é um servo de Deus e anda ansioso, você está agindo como se ele fosse um senhor muito perverso. Que tipo de senhor lidera seus servos mas não provê o que eles necessitam? Se mesmo os senhores humanos provêm para seus servos, pensar o contrário de Deus é não ter nenhuma confiança nele!

Confiar em si mesmo é o que produz ansiedade. E é em vão: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mateus 6.34). Confiar em Deus, por outro lado, te liberta da ansiedade e te capacita a obedecer o mandamento de não andar ansioso.

Os apóstolos concordam
É por causa de tudo isso que o apóstolo Paulo escreve em Filipenses 4 aos crentes de Filipos: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Filipenses 4.6). Há um lugar certo para se colocar sua confiança. E isso é o que está em jogo quando lutamos contra a ansiedade.

Pedro argumenta de forma similar:
Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos exalte, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (1 Pedro 5.6-7)

Pedro, após lembrar seus leitores de que Deus se opõe aos soberbos, mas concede graça aos humildes (1 Pedro 5.5), agora diz o que é ser humilde. Humildade é lançar todas a ansiedade de meus ombros sobre Deus.

Não lançar sobre ele minhas preocupações é orgulho. Me apegar a minhas ansiedades é almejar a supremacia que só pertence a Deus.

Quando estou ansioso, estou tentando tomar o trabalho que é de Deus. Eu penso que, ou ele não se importa o suficiente comigo, ou ele não tem o controle da situação. Quando estou ansioso, quando me recuso a lançar minhas preocupações sobre ele, estou dizendo que sei lidar melhor com a situação do que Deus saberia.

Isso é o oposto da humildade. É o oposto da confiança. Por isso é pecado. E isso traz consequências (em um sentido similar a Romanos 1, desprezando o conhecimento de Deus, e por isso podem haver manifestações físicas e comportamentais que o mundo descreve em termos estritamente naturais, atribuir a causas estritamente naturais e então oferece abordagens estritamente naturais para a cura).

Há algum tipo certo de ansiedade?
Então toda ansiedade é sempre pecado? Eu penso que não, em um certo sentido. Paulo fala da preocupação que ele tem pelas igrejas (2 Coríntios 11.28) e em outras passagens ele fala das ansiedades que uma pessoa casada sempre sente em relação a agradar seu cônjuge (1 Coríntios 7.33-34). E ele faz um contraste disso com a ansiedade que se deveria sentir idealmente em agradar ao Senhor (1 Coríntios 7.32).

Então uma certa forma de ansiedade não é pecado. Mas a ansiedade que é livre de pecado não o é por alguma desculpa mental ou física, mas sim porque a natureza dessa ansiedade é diferente. É mais uma espécie de zelo ou anseio do que preocupação. É a expressão do quão preocupado alguém está com sua necessidade de andar segundo os princípios de Deus em sua vida.

Quão distante isso está da ansiedade que eu sinto normalmente!

A única ansiedade desculpável, me parece, é a que está ativamente ‘buscando primeiramente o reino de Deus e a sua justiça’ com uma disposição de confiança no coração, crendo que ‘todas essas coisas serão acrescentadas’ da forma que Deus quiser, quando ele quiser (Mateus 6.33). Quem dera eu tivesse mais dessa ansiedade.

Julian Freeman Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo

Por Litrazini

Graça e Paz