quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O PERDÃO É UM DOS SEGREDOS MENOS CONHECIDOS DA ORAÇÃO RESPONDIDA.


O perdão é um dos segredos menos conhecidos da oração respondida. E uma chave vital para exercer po­der sobre principados e potestades.

Não temos escolha como seguidores de Cristo: Devemos viver em um espí­rito de perdão.

Dois irmãos descobriram este segredo há muito tempo. Os filhos gêmeos de Isaque, Esaú e Jacó, eram tão diferentes quanto dois irmãos poderiam ser. Jacó trapaceou seu irmão mais velho, Esaú, nas duas coisas mais importantes da vida nos tempos bíblicos o direito de primogenitura do filho mais velho como ca­beça da família e herdeiro de seus bens após a morte do pai e a bênção especial do pai reservada para o primogênito.

A única coisa que impediu Jeová de ser conhecido como "o Deus de Abraão, Isaque e Esaú" foi um guisado. Esaú desempenhou seu papel neste acontecimento trágico, entregando-se aos seus desejos carnais, em vez de valo­rizar o que realmente tinha valor; entretanto, não há dúvida de que Jacó trapaceou Esaú.

Há menos dúvida ainda quanto ao fato de que Jacó enganou seu pai Isaque e trapaceou Esaú novamente roubando-lhe a bênção de Isaque. Faíscas de fogo saíram dos olhos de Esaú, e Jacó fugiu para não morrer. 


Anos mais tarde, Esaú saiu à pro­cura de Jacó com 400 homens. Jacó não tinha para onde correr - exceto um lugar. Ele teve um encontro com Deus que transformou sua vida e descobriu o poder do perdão.

O Poder do Perdão Fez com que Esaú Procurasse Jacó em Lágrimas
Quando finalmente encontrou-se com Esaú e seu bando de homens, Jacó humilhou-se e curvou-se até o chão sete vezes diante de seu irmão, buscando o verda­deiro perdão e reconciliação. Havia algo diferente em Jacó, e Esaú reconheceu isso.

O perdão que fluía de Deus por intermédio de Jacó literalmente inundou o coração amar­gurado de Esaú e, no mesmo instante, o transformou.

A Bíblia diz que Esaú correu ao encontro de seu irmão e abraçou-o em lágrimas (GN. 33.4). Somente o poder do perdão de Deus pode liberar esse tipo de poder para transformar a vida de uma pessoa.

Em uma questão de segundos, o perdão apagou 27 anos de ardente amargura e ódio! Não há dúvida de que Esaú havia sido enganado e que Jacó havia sido um impostor e um mestre na arte de trapacear. Contudo, quan­do Jacó liberou perdão de seu próprio coração, o céu inundou a vida de Esaú. Seu pranto levou embora a amargura. 


Os três bandos de homens de Jacó não pude­ram apaziguar Esaú, nem os presentes que Jacó lhe en­viara. No final, somente o perdão pôde deter Esaú e pôr fim à inimizade que perdurara por toda a vida de ambos.

Há coisas abrigadas em seu coração contra alguém que você simplesmente optou por não perdoar?

Isso é perigoso. Sua incapacidade de perdoar aos outros impe­de a capacidade que Deus tem de perdoá-lo.

Amargurar ou melhorar?  A escolha é sua!

Extraído do livro Fontes Secretas de Poder de T. E TENNEY e TOMMY TENNEY

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O ANELO DO HOMEM – O PRESENTE DE DEUS


O ser humano tem dois grandes anelos. Um é por perdão. O outro é por bondade. Consciente ou inconscientemente seu ser interior anseia pelos dois. Há momentos em que até grita por eles, apesar de, em sua agitação, confusão, solidão, medo e pressões às vezes não saber pelo que ele está gritando.

Deus respondeu este primeiro pedido de ajuda, por perdão, no Calvário. Deus enviou seu único Filho a este mundo para morrer por nossos pecados, para que possamos obter perdão. Isto é um presente – o presente da salvação. Este presente está sempre à disposição de todos que admitem com sinceridade que erraram, que pecaram, Ele é dado a todos que estendem a mão e aceitam o presente de Deus, recebendo Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Paulo a chama de a dádiva "indescritível" de Deus (2 Cor. 9:15, NTV).

Mas Deus também ouviu o nosso segundo anseio, aquele anelo por bondade, e o respondeu no dia de Pentecostes. Deus não quer que venhamos a Cristo pela fé para depois viver derrotados, desencorajados, frustrados. Pelo contrário, Ele quer "cumprir com poder todo propósito de bondade (fazer o bem, BLH) e obra de fé; a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja glorificado em vós" (2 Tess. l :11, 12).   

À grande dádiva do perdão Deus acrescenta a grande dádiva do Espírito Santo. Ele é a fonte do poder que satisfaz a nossa necessidade de escapar da fraqueza miserável que nos prende. Ele nos faz capaz de sermos realmente bons. 

Se quisermos viver uma vida sensata neste mundo moderno, se quisermos ser homens e mulheres que possam viver de maneira vitoriosa, precisamos deste presente duplo que Deus nos oferece: primeiro, a obra do Filho de Deus por nós; segundo, a abra do Espírito de Deus em nós. Este foi o meio de Deus satisfazer os dois maiores desejos da humanidade: obter perdão, e ser bom. 

Um amigo me disse certa vez:
– Eu preciso de Jesus Cristo para minha vida eterna, e o Espírito soma para minha vida interna.

Se você crê em Jesus Cristo, está à Sua disposição um poder que pare modificar a Sua vida, mesmo em áreas tão íntimas como Seu casamento, seu relacionamento com a família e com outras pessoas. Deus, também, oferece poder que pode mudar uma igreja cansada em um corpo vivo e que cresce, um poder que pode revitalizar a cristandade.

Infelizmente este poder tem sido ignorado, mal-entendido, mal-usado. Com nossa ignorância nós causamos um curto-circuito no poder do Espírito Santo.

Muitos livros foram escritos sobre este poder, muitas orações foram feitas por este poder. Multidões de cristãos gostariam de tê-lo, mas não sabem direito o que ele é.
Quando o mundo olha para um cristão, tem em mente alguns clichês: vê o crente como uma pessoa obstinada, séria e sem senso de humor; alguém que não consegue fazer as coisas por si e por isso um "Deus como muleta"; alguém que esqueceu seu cérebro no jardim de infância. 

Bem, se este clichê se aplica mesmo a nós ou à Igreja, de alguma maneira, então precisamos conhecer o poder maravilhoso e revolucionário que está exclusivamente à disposição dos que crêem em Cristo. Ninguém pode comprá-lo, ganhá-lo, exigi-lo ou usá-lo sem conhecer ames a Sua origem.

Extraído do livro O PODER DO ESPÍRITO  SANTO de autoria de Billy Graham

Por Litrazini

Graça e Paz



terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Como é a hierarquia no reino das trevas?


Imaginamos que o reino do mal seja uma bagunça, sujo e desorganizado, mas não é assim. Mesmo consciente de que é um derrotado, Satanás é altamente organizado.

Existe uma hierarquia infernal.
O diabo comanda espíritos malignos organizados em vários grupos: principados e potestades, príncipes das trevas e hostes espirituais, cada um com sua incumbência. É isso que observamos em Efésios 6.11,12: Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo; porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Assim como os príncipes, primeiros-ministros e presidentes de nações, os principados exercem autoridade sobre outros grupos de demônios que, por sua vez, comandam outros hierarquicamente inferiores.

As potestades representam outro nível na hierarquia, inferior ao dos principados, mas também muito poderoso, que comanda milhares de demônios.

Os príncipes das trevas são os demônios que comandam outros que agem em áreas específicas.

Enquanto os principados e potestades trabalham exclusivamente no mundo espiritual, para que o homem não veja a glória de Deus, não reconheça Jesus, os príncipes das trevas atuam diretamente contra o Reino de Deus e a Igreja.

As hostes espirituais da maldade são formadas por tropas, exércitos de demônios, que estão prontos para atacar a qualquer hora e em qualquer lugar onde a batalha for mais renhida. Essas entidades malignas são enviadas a todo instante contra pessoas, grupos ou nações. Exercem autoridade também sobre os homens perdidos e sobre aqueles que rejeitam Jesus.

O reino das trevas é tão organizado que não há divisão. Os demônios trabalham unidos. O próprio Jesus reconheceu isso em Mateus 12.25,26. Satanás é o príncipe deste século, e o mundo jaz no maligno.

Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno (1 João 5.19). O diabo tem muitos planos, mas o principal é matar o homem. O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir (João 10.10a).

O inimigo é tão terrível que pode transformar um simples fato em um caos na vida de qualquer pessoa. Contudo, não é onipotente. Mesmo não sendo todo-poderoso, ele tem alguns poderes.  Quando caiu pela sua rebeldia, Lúcifer perdeu sua glória, mas não todo o seu poder.

Então, fique atento e permaneça firme em Cristo, orando, lendo a Sua Palavra e sendo fiel à Sua vontade.

Autor: Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nenhum filho sai da vista de Deus


Nós ensinamos a Bíblia para os nossos filhos, mas eles deixaram Deus. O que aconteceu? Nós pensávamos que se os instruíssemos na Palavra de Deus, eles não se afastariam dele. Não é isso o que a Bíblia diz?

Ensina a criança no caminho em que deve andar, E, ainda quando for velho, não se desviará dele.  (Pv. 22.6)

Tome cuidado com este versículo. Não o interprete para querer dizer “Se eu colocar os meus filhos no caminho certo, eles nunca o deixarão. Se eu os encher de lições e sermões da Escritura e da Bíblia, eles podem rebelar-se, mas eventualmente retornarão”.

O provérbio não faz tal promessa. A salvação é uma obra de Deus. Pais devotos podem preparar o solo e semear a semente, mas Deus dá o crescimento (1 Coríntios 3:6). As mães e os pais suavizam os corações, mas não podem controlá-los.

Mostrar-lhes o caminho? Sim.Forçá-los a segui-lo? Não.
 
Em momentos da minha própria vida eu fiquei nas encruzilhadas do caminho e até mesmo dei alguns passos no caminho errado. Uma coisa sempre me trouxe de volta - aquela bússola interior mostrada a mim pelos meus pais que amavam a Cristo.

Nenhum filho sai da vista de Deus. Um filho pode virar as costas para Deus ou tentar esconder-se da sua vista. Mas sair da vista de Deus? Impossível. Deus está de olho em cada filho dele.

O Espírito Santo seguirá o seu filho em cada estrada secundária, em cada viela escura, em cada beco sem saída e sempre o lembrará do fundamento da fé mostrada a ele - a estrada de volta para casa.

A minha esposa compartilha este versículo com os pais dos pródigos. Este é bom para você: “‘Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles’, diz o Senhor. ‘O meu Espírito que está em você e as minhas palavras que pus em sua boca não se afastarão dela, nem da boca dos seus filhos e dos descendentes deles, desde agora e para sempre’” (Isaias 59.21).

Autor: Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz


domingo, 24 de fevereiro de 2013

A rendição de um homem a Deus


"Ele alivia o nosso coração da culpa e do medo!"

O Deus que escolhe soberanamente, ama incondicionalmente, também chama irresistivelmente. Deus escolheu Jacó antes dele nascer. Amou-o apesar de seus desvios e salvou-o gloriosamente.

Vejamos os passos dados por Jacó em resposta a obra de Deus na sua salvação.

O reconhecimento da necessidade da salvação (Gn 32:26)
Jacó se agarra a Deus e diz: “eu não te deixarei ir se tu não me abençoares”. Ele tem dinheiro, tem família, tem o direito de primogenitura, mas agora ele quer Deus. Sua maior necessidade é de Deus. Jacó sem Deus é nada. Jacó sem a bênção de Deus é vazio. Jacó agora tem pressa para ser transformado por Deus. Ele ora com intensidade, com senso de urgência. Ele não pode perder a oportunidade. Ele anseia por Deus mais do que por qualquer outra coisa na vida.

O choro do arrependimento (Os 12:4)
Jacó agora tem o coração quebrantado. Ele agarra-se a Deus com senso de urgência e com os olhos molhados de lágrimas. Jacó se quebranta, se humilha, chora e reconhece que não pode mais viver sem um encontro profundo e transformador com Deus. Como Pedro, Jacó chora, o choro do seu arrependimento. Ele instou com Deus em lágrimas. Ele pediu a bênção de Deus com pranto. Seus olhos estão molhados e sua alma ajoelha diante do Senhor.

E por que Jacó chora? O que ele pede com tanta urgência e com tanta sofreguidão? Ele não pede coisas. Ele pede que Deus mude a sua vida. Ele quer Deus e quer vida nova!
 
Uma confissão necessária (Gn 32:27)
Quando Deus lhe perguntou: “Qual é o teu nome?” Ele respondeu: “Jacó”. Aquela não foi uma resposta, mas uma confissão. O nome Jacó significa suplantador, enganador. Jacó não podia ser transformado sem antes reconhecer quem era. Ele não podia ser convertido sem antes sentir convicção de pecado. Ele não podia ser uma nova criatura sem antes reconhecer que era um enganador, um suplantador. 

A história de Jacó era crivada de engano e mentira. Ele tinha nome de crente, mas ainda não era salvo. Jacó era um patriarca, ele conhecia a aliança de Deus. Ele tinha as promessas de Deus, mas Jacó não vivia como um filho de Deus. O engano era a marca da sua vida. Seu nome era um espelho da sua vida. Seu nome era aquilo que ele era e vivia. Mas, agora, ele abre o coração. Ele admite o seu pecado. Ele toca no ponto de tensão, no nervo exposto da sua alma.

Qual é o seu nome? Quem é você? É hora de você depor as armas. É hora de você deixar de resistir o amor de Deus. É hora de você confessar não apenas o que você faz, mas quem você é, a fim de que você também seja salvo!

A contemplação de Deus (Gn 32:30)
Até este tremendo encontro, Deus era apenas o Deus de seu avô Abraão e de seu pai Isaque, mas agora Deus passa a ser conhecido como o Deus de Jacó. Jacó tem os olhos da sua alma abertos. Ele vê a Deus face a face. Jacó tem seus pecados perdoados, sua alma liberta, seu coração transformado, sua vida salva. Tudo se fez novo na vida de Jacó.

Um futuro abençoado (Gn 32:31; 33:4)

Depois de ter vivido uma vida inteira de trevas, o sol nasceu para Jacó e a luz brilhou no seu caminho. As trevas ficaram para trás. Tudo se fez novo na vida dele: um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Ele saiu manquejando, mas sua alma estava livre! Esaú deve ter lhe perguntado: “Por que você está manquejando Jacó?” – Jacó deve ter respondido: “Ah! Meu irmão, Deus me salvou. Hoje eu sou um novo homem, tenho uma nova vida! Aquele velho Jacó morreu e foi sepultado no vau de Jaboque. Agora sou uma nova criatura. O sol nasceu para mim!” 
Deus transformou o ódio de Esaú em amor; o medo de Jacó em alegria. E aquele encontro temido, que prenunciava uma briga, uma contenda, uma guerra, transformou-se numa cena de choro, abraços, beijos e reconciliação.

Deus transforma a nossa vida completamente. Ele nos reconcilia com os nossos inimigos. Ele alivia o nosso coração da culpa e do medo!

Autor: Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz



sábado, 23 de fevereiro de 2013

À DIREITA DE DEUS


Salmo de Davi. Disse o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés”(Sl.110.1)

O livro de Atos revela as múltiplas glórias que Cristo tem nos céus. Também demonstra o impacto dessas glórias nos seres humanos, tanto nos crentes quanto nos incrédulos. Tais efeitos foram registrados não somente para nos dizer o que aconteceu naqueles dias, mas para deixar claro os planos de Deus para toda a Era da Igreja, conforme as epístolas.

A nova posição que Cristo recebeu como Homem à destra de Deus já estava prenunciada no salmo 110, que é o salmo mais mencionado no Novo Testamento.

A bênção de Deus e a autoridade que Cristo recebeu nessa nova posição são demonstradas aqui. O Senhor Jesus tinha autoridade divina enquanto esteve neste mundo (Marcos 11:3) e depois na ressurreição a recebeu de uma nova maneira (Mateus 28:18).

Portanto, agora tudo está sujeito a Ele, embora ainda não visivelmente. Ao mesmo tempo, foi pela poderosa destra de Deus que Cristo recebeu esse lugar supremo (Atos 2:33; 5:31), característico da era da graça (Atos 7:55-56). 

“Se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”(Colossenses 3.1)

Vários versículos do Novo Testamento falam sobre Cristo estar sentado à direita de Deus. E todos estão relacionados às diversas atividades do Senhor no céu, importantes para Seu povo no mundo. O primeiro versículo é: “... o qual está à direita de Deus” Romanos 8:34. O próximo é Efésios 1:20: “…que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus”.

Deus manifestou Seu magnificente poder ao ressuscitar Cristo dentre os mortos e dar a Ele esse exaltado lugar de domínio sobre tudo. A mão direita de Deus na criação e na redenção está ligada à sua provisão, direcionamento, proteção, e domínio.

Além disso, “Cristo está assentado à destra de Deus”. Ele está ali como o Objeto do deleite de Deus.

Depois lemos que Cristo “assentou-se à destra da majestade nas alturas” (Hebreus 1:3). Aqui Deus não fez Cristo Se assentar, como em outros contextos, mas este versículo enfatiza a grandeza pessoal de Cristo no fato dEle mesmo ter Se sentado. Hebreus acrescenta: “Temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade” (8:1). E mesmo possuindo uma posição tão sublime como esta, o Senhor Jesus não procura glorificar a Si mesmo (Hebreus 5:5). Isso é absolutamente maravilhoso

Extraído do  Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O que diz a Bíblia a respeito de possessão do demônio / possessão demoníaca?


A Bíblia dá alguns exemplos de pessoas sendo possuídas ou influenciadas por demônios. Nestes relatos podemos encontrar alguns sintomas de influência demoníaca e também ter entendimento de como um demônio possui alguém. Seguem-se algumas passagens bíblicas: Mateus 9:32-33; 12:22; 17:18; Marcos 5:1-20; 7:26-30; Lucas 4:33-36; Lucas 22:3; Atos 16:16-18. Em algumas destas passagens, a possessão demoníaca causa enfermidade física, como inaptidão para falar, sintomas de epilepsia, cegueira, etc. Em outros casos, faz com que a pessoa faça o mal, e disso Judas é o maior exemplo.

Em Atos 16:16-18 o espírito aparentemente dá à menina escravizada a habilidade de conhecer coisas além de seu próprio entendimento. No caso do endemoniado da província dos gadarenos, que estava possuído por um grande número de demônios, ele tinha força sobre-humana, vivia nu e tinha sua morada nas sepulturas. O Rei Saul, depois de se rebelar contra o SENHOR, foi perturbado por um espírito do mal (I Samuel 16:14-15; 18:10-11; 19:9-10), com o efeito aparente de uma depressão e crescente desejo e disposição para matar David.

Desta forma, há uma grande variedade de possíveis sintomas de possessão demoníaca, como um dano físico que não possa ser atribuído a nenhum problema fisiológico real, mudanças de personalidade tais como grande depressão ou agressividade fora do normal, força sobrenatural, uma falta de modéstia ou “normal” interação social, e talvez a capacidade de compartilhar informações que ninguém poderia saber naturalmente. É importante notar que quase todas, se não todas destas características podem ter outras explicações, sendo assim importante que não se rotule cada pessoa deprimida ou epilética como sendo possuída por demônios.

Por outro lado, penso que em nossa cultura ocidental, nós provavelmente não levamos suficientemente a sério o envolvimento satânico na vida das pessoas.

Somando-se a estas características físicas e emocionais, pode-se olhar para atributos espirituais como demonstrando influência demoníaca. Tais podem incluir uma recusa a perdoar (II Coríntios 2:10-11) e a crença e disseminação de falsas doutrinas, em particular a respeito de Jesus Cristo e Sua obra expiatória (II Coríntios 11:3-4,13-15; I Timóteo 4:1-5; I João 4:1-3).

A respeito do envolvimento de demônios nas vidas dos cristãos, o apóstolo Pedro é uma ilustração do fato de que um crente pode ser INFLUENCIADO pelo diabo (Mateus 16:23). Alguns se referem aos cristãos que estão sob uma FORTE influência demoníaca como sendo “endemoniados”, mas jamais houve exemplo nas Escrituras de um crente em Cristo sendo POSSUÍDO por um demônio, e a maioria dos teólogos acredita que um cristão NÃO PODE ser possuído porque ele tem o Espírito Santo morando dentro de si (II coríntios 1:22; 5:5; I Coríntios 6:19).

Não nos é revelado exatamente como alguém se abre à possessão. Se o caso de Judas for representativo, ele abriu seu coração ao mal (em seu caso, por ganância – João 12:6). Então pode ser possível que alguém permita que seu coração seja guiado por algum pecado habitual... e isto se torne um convite para que um demônio nele entre.

Pelas experiências missionárias, a possessão demoníaca também parece estar relacionada à adoração de deuses pagãos e a possessão de objetos de ocultismo. A Escritura repetidamente relaciona a adoração a ídolos com a real adoração a demônios (Levítico 17:7; Deuteronômio 32:17; Salmos 106:37; I Coríntios 10:20), então não deveria ser surpresa que este envolvimento com tais religiões e práticas a elas associadas possam levar à possessão demoníaca.

Desta forma, creio, baseado nas passagens das Escrituras acima e também em algumas das experiências dos missionários, que muitas pessoas abrem suas vidas ao envolvimento demoníaco através do envolvimento com algum pecado ou através do envolvimento com cultos (consciente ou inconscientemente). Exemplos incluem imoralidade; abuso de drogas e álcool... pois estes alteram o estado de consciência; rebelião, amargura, meditação transcendental. Em nossa cultura ocidental, vemos um aumento dos ensinamentos de religiões orientais sob a aparência do movimento “nova era”.

Há algo que não podemos esquecer. Satanás e seu exército do mal nada podem fazer a ninguém a não ser com a permissão do SENHOR (Jó 1,2). E sendo este o caso, Satanás, pensando que está conseguindo alcançar seus propósitos, está na verdade alcançando os bons propósitos de Deus... mesmo no caso da traição de Judas.

Algumas pessoas desenvolvem uma fascinação doentia com o oculto e atividade demoníaca. Isto não é sábio e não é bíblico. Se buscamos a Deus em nossas vidas e nos revestimos com Sua armadura e dependemos de Sua força (não a nossa própria) (Efésios 6:10-18), não temos nada a temer dos seres do mal, pois Deus governa a todos eles!

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Vida com alegria ou frustração, depende de nós.


Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros, eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos os que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro e pagava pouco.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé-alegria, era um simples agricultor querendo trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma casinha onde moraria enquanto trabalhasse ali.

O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, pintou-a e plantou flores no jardim e nos vasos. Aquela nova casa destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam.

A alegria estava sempre presente na vida do Zé, mesmo nas horas de trabalho, daí vinha seu apelido. Os outros trabalhadores lhe perguntavam:
— Como você consegue trabalhar feliz com tão pouco dinheiro? E ele respondia:
— Bem, este trabalho é tudo o que tenho; ao invés de reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições, não é justo que agora fique reclamando; farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: 
— Como ele pode pensar assim?

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo a distância. Um dia, o patrão pensou:

- “Alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará, com o mesmo capricho, da minha fazenda, pois pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda”.

Um dia, em um final de tarde, foi até a casa do Zé e ofereceu-lhe o cargo de administrador da fazenda. O rapaz aceitou prontamente.

Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:
— O que faz algumas pessoas serem bem-sucedidas e outras não?

A resposta do jovem veio logo:
— Em minhas andanças aprendi que não somos vítimas do destino; existe em nós a capacidade de realizar e de dar vida nova a tudo que nos cerca; E isso depende de cada um. 

Pense nisso. Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade nos ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecendo-nos de que os únicos culpados somos nós.

Para que alguém seja feliz, basta-lhe apenas dar ao seu mundo um colorido especial, como o personagem desta história, que, mesmo em uma situação aparentemente deprimente, soube fazer do seu mundo uma realidade diferente. 

Onde estará você daqui a cinco ou dez anos?

Podemos falar algo a respeito de uma pessoa, apenas ouvindo a sua conversação, se é triste, alegre, temperamento... Nós moldamos nossas palavras e attitudes, então, elas nos moldam.

Se você não gosta da direção para a qual está voltado, mude as coisas que vem falando e fazendo. Tudo o que falamos deve ser para nossa edificação - “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” Ef. 4.29.

Você tem profetizado e/ou feito coisas boas ou ruins para a sua vida?

Por Litrazini

Graça e Paz
  

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Aprenda com o fracasso


Quem nunca vivenciou um fracasso, momentos de crises e de perdas na sua história ou nunca fez nada na vida, jamais se submetendo à possibilidade do fracasso, ou é um ser humano infalível, um super-herói. Afinal, todos sabemos que, desde a Queda, ficamos com um “defeito de série”, estando sujeitos ao fracasso seja na área espiritual, seja na profissional e na afetiva.

Contudo, quando isto acontecer, é muito importante estar aberto e ser flexível para fazer as mudanças necessárias. Esteja preparado para aprender com o seu fracasso! Este faz parte do nosso processo de crescimento, aprendizado e aprimoramento.

Davi, por exemplo, entendeu a importância da íntima comunhão com Deus quando fracassou, cometendo um adultério e um homicídio. Após ter pecado, Davi se arrependeu, confessou-se e suplicou o perdão de Deus. Por fim, disse: Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo (Salmo 51.11).

Davi cresceu com o seu fracasso. Compreendeu o segredo de ter Deus como Senhor de toda a sua vida e percebeu que dependia da presença do Criador diariamente. 
Muitas vezes passamos por situações difíceis em nossos relacionamentos, crises financeiras, desemprego, doenças. Entretanto, nunca nos esqueçamos que Deus está no controle. Ele é soberano. Lembremos que seremos julgados não por nossos fracassos, mas pelo que fazemos com eles; pela maneira como reagimos a eles.

Você já leu biografias de pessoas que venceram na vida? Se ler, verá que elas não omitem seus fracassos; ao contrário, revelam-nos e afirmam que se tornaram vitoriosas a partir deles. E o que dizer dos homens e das mulheres mencionados na Bíblia; personagens como Abraão, Sara, Davi, Raabe, a mulher samaritana?

Aprenda a utilizar o fracasso como aprendizado para a sua vida. O mais importante é o que você faz depois. Algumas vezes, será preciso visitar o passado para verificar onde foi que você falhou e tentar mudar.


Muitas das dificuldades e dos sofrimentos vividos, e não totalmente resolvidos, costumam acumular-se em nosso inconsciente de forma velada, recalcada, que se manifesta interferindo em nosso comportamento presente e até futuro.

Por isso, revisitar o passado pode ser útil, obrigando-nos a refletir sobre o que gostaríamos de mudar em nós, em nossos relacionamentos e em nossa jornada. Revisitar o passado nos ajuda a limpar a nossa mente e equilibrar nossas emoções por meio do perdão, da graça e do amor. Assim, tornamo-nos pessoas sem fobias, traumas e, principalmente, sem autocomiseração, pena de nós mesmos.

Sabe quando você poderá considerar-se uma pessoa adulta, livre e dona de sua história? Quando se deparar frente a frente com o sucesso e com o fracasso, e conseguir lidar da mesma forma com essas duas situações, porque aprendeu que na vida há momentos de tristeza e de alegrias; de perdas e de ganhos; de erros e de acertos; mas tudo isto traz consigo oportunidades de aprendizado.

O apóstolo Paulo entendeu o que é vivenciar o fracasso e o sucesso em sua vida. Ele disse: Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece (Filipenses 4.12,13). 

Que você também compreenda esse segredo e não se deixe levar pelo fracasso momentâneo, sentindo-se inferiorizado. Que também não se iluda com o sucesso, nutrindo um sentimento de superioridade em relação aos outros.

Que tanto o fracasso como o sucesso tragam para a sua vida crescimento nas áreas espiritual, emocional, física e material.

Um forte abraço! Que Deus o abençoe!

Pra. Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz


  

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O consolo de Deus é estranho, mas funciona


A mágica de Deus nem sempre é retirar o espinho na carne 

O desabafo sincero é o ralo por onde se escoam as lágrimas

Baruque era contemporâneo do profeta Jeremias. Era seu escriba, porta-voz e amigo. Foi ele quem escreveu a primeira e a segunda edição do livro que registra tudo o que Deus disse a Jeremias a respeito de Israel e de outras nações, na época anterior à destruição de Jerusalém pela Babilônia, nos anos 600 antes de Cristo. Jeremias ditava e Baruque escrevia.

Foi também Baruque quem leu o livro em voz alta, duas vezes, primeiro para o povo reunido no templo e, depois, para um seleto grupo de líderes em lugar mais reservado. Depois da privilegiada oportunidade de escrever e tornar conhecido o conteúdo do livro, Baruque teve uma crise depressiva muito forte e desabafou: “Ai de mim! O Senhor acrescentou tristeza ao meu sofrimento. Estou exausto de tanto gemer, e não encontro descanso” (Jr 45.3).

Não é difícil entender o problema emocional de Baruque. Ele teve experiências muito chocantes em seu ministério ao lado de Jeremias. Ambos esperavam, como consequência da leitura do livro, que o rei e o povo se convertessem de sua má conduta e, então, recebessem o perdão do Senhor. Aconteceu o contrário: quando o livro era lido pela terceira vez, agora na presença do rei Jeoaquim, em seu palácio de inverno, “cada vez que Jeudi terminava a leitura de três ou quatro colunas, o rei cortava com uma faquinha aquele pedaço do rolo e jogava no fogo [...] até que o rolo inteirinho virou cinzas” (Jr 36.23-24, NTLH). 

Além do mais, Baruque chorava porque corria risco de vida, porque estava por dentro das iniquidades praticadas pelo povo, porque tinha conhecimento do juízo de Deus prestes a se abater sobre o povo e porque ele próprio estava ao alcance das desgraças que se sucederiam, mesmo não participando da corrupção generalizada.

Baruque não era o único a se queixar de exaustão. Alguns de seus contemporâneos faziam o mesmo: “Estamos exaustos e não temos como descansar” (Lm 5.5). A exaustão emocional dói mais que a exaustão física, e a exaustão espiritual dói ainda mais. Baruque agiu como os outros agiram: derramou a sua alma perante o Senhor. O desabafo sincero é o ralo por onde se escoam as lágrimas.

O consolo de Deus é estranho, mas funciona. A cura que ele opera não é superficial. Deus não apenas oferece o lenço para o sofredor enxugar as lágrimas, como também ensina a pessoa a lidar com os problemas da vida. Baruque queria ser uma exceção.

Como muitos crentes de hoje, sob a alegação de que são “filhos do Rei”, o escriba queria ir para uma sala VIP, queria uma espécie de salvo-conduto, esconder-se dentro de uma redoma onde pudesse se proteger da famosa tríade (guerra, fome e peste) que estava assolando a nação e encontrar água e comida à vontade e por muito tempo. Todavia, Deus lhe perguntou: “Será que você está querendo ser tratado de modo diferente?” (Jr 45.5, NTLH). 

A mágica de Deus nem sempre é retirar o espinho na carne no momento em que nós o desejamos, mas tornar mais abundante e mais suficiente a sua graça (2 Co 12.7-10). Naquele momento histórico, era necessário “arrancar, despedaçar, arruinar e destruir” a nação pecadora (Jr 1.10). Posteriormente, porém, depois da humilhação e da quebra da cerviz dura, Deus estaria disposto a reverter o quadro, reedificar o que havia derrubado e replantar o que havia sido arrancado (Jr 31.4, 28, 40).

Baruque não teria uma redoma para se proteger, mas Deus o deixaria escapar com vida onde quer que ele fosse, em meio às ameaças e às desgraças da guerra, da fome e da peste (Jr 45.5).

Elben M. Lenz César- Ultimato

Por Litrazini

Graça e Paz




domingo, 17 de fevereiro de 2013

A Cremação é Uma Prática Cristã ou Pagã?


Frequentemente somos interrogados se a Bíblia apoia ou não a pratica da cremação de corpos. Em seguida, ouvimos o seguinte: “Isso não impediria a denominada ressurreição dos mortos, que constitui a esperança dos cristãos?”.

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Ts 4.16-17).

De inicio podemos dizer que jamais alguém poderia afirmar que a cremação irá impedir a ressurreição dos corpos dos cristãos. Um exemplo da história é o caso dos cristãos mortos em fogueiras como primórdios do cristianismo, quando o imperador Nero, o responsável pelo incêndio, acusou os servos de Deus de terem cometido tal crueldade na cidade de Roma. Na ocasião, os cristãos presos em estacas tiveram seus corpos betumados, morrendo carbonizados.

O QUE NOS DIZ A HISTORIA
Os cristãos primitivos, com grande êxito, proclamavam o evangelho de Jesus Cristo e, como parte da pregação, anunciavam a ressurreição de Jesus e deles próprios ( l Co l5.3-6,14-17,51-55). Isso incomodava os pagãos contemporâneos desses cristãos. Assim, levantou-se entre eles a idéia de que destruindo a crença na ressurreição anulariam a esperança dos cristãos na ressurreição. Entre eles, então, começou o costume de cremar os corpos.

A primeira tentativa nos tempos modernos para anular a fé dos cristãos na ressurreição dos corpos foi adotar a prática da cremação. Tal medida foi tomada durante a revolução francesa, pelo Diretório Francês, no quinto ano da República, a fim de desmoralizar a crença dos cristãos na ressurreição dos mortos.

RESPEITO COM OS MORTOS
Era prática dos judeus enterrar os seus mortos na terra ou em túmulos de pedra: “E tu irás a teus pais em paz; em boa velhice serás sepultado” (Gn 15.15). “E depois sepultou Abraão a Sara sua mulher na cova do campo de Macpela, em frente de Manre, que é Hebrom, na terra de Canaã. Assim o campo e a cova que nele estava se confirmou a Abraão em possessão de sepultura pelos filhos de Hete” (Gn 23.19-20.
 
Não era costume dos judeus cremar os corpos e olharam para essa prática com horror: “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Moabe, e por quatro, não retirarei o castigo, porque queimou os ossos do rei de Edom, até os tomar em cal” (Am 2.1).

A cremação só era prescrita, como castigo, em certos casos flagrantes de imoralidade. “E será que aquele que for tomado com o anátema será queimado a fogo, ele e tudo quanto tiver, porquanto transgrediu a aliança do Senhor, e fez uma loucura em Israel” (Js 7.15).

O CORPO DO CRISTÃO
Os cristãos seguiram o exemplo dos judeus no que concerne ao respeito pelos mortos. Aceitavam o ensino de que o corpo do cristão é o templo do Espírito Santo e, como tal, deveria ser respeitosamente sepultado: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Co 3.16). “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (l Co 6.19).

Os cristãos primitivos procuravam sepultar os seus mortos num mesmo lugar, dando a esse lugar o título de cemitério, cujo significado é dormitório. Os corpos dos santos dormiam (Mt 27.52) e todos, mortos nessa esperança, aguardavam a volta de Cristo, quando, então, juntos, iriam ressuscitar: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória” (l Co 15.51-55).

Nos dias atuais, aqueles que geralmente pedem em vida para terem seus corpos cremados são pessoas revoltadas contra Deus. Manifestam, desse modo, insatisfação com essa figura medonha que é a morte, e concluem que, através da morte, tudo se acaba. Vivem dentro do conceito pagão sustentado, já nos dias de Paulo, pelos filósofos pagãos: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Co 15.32). Para os tais que assim pensam, a morte é o fim de tudo, o corpo é apenas o pó da terra e o espírito não passa do fôlego que respiramos e que se reintegra ao ar atmosférico. Assim, o seu protesto diante desse modo de pensar é pedir que seus corpos sejam cremados. 

Apenas uma pequena exceção aceita a cremação fora desse conceito de transitoriedade do ser humano.

Jesus afirmou a ressurreição universal dos corpos, dizendo: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (Jo 5.28-29). “E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. 

 Pr. Natanael Rinaldi CACP

Por Litrazini

Graça e Paz