domingo, 31 de março de 2013

O enterro de Jesus e o túmulo vazio


Quando Pilatos soube que Jesus estava morto, ele perguntou aos soldados se eles tinham certeza. Eles tinham. Se eles tivessem visto o Nazareno se contrair, se eles o tivessem ouvido gemer, eles teriam quebrado as suas pernas a fim de apressar o seu fim. Mas não havia necessidade. O ímpeto de uma lança tirou todas as dúvidas. Os romanos conheciam o seu trabalho. E o seu trabalho estava terminado. Eles arrancaram os pregos, desceram o seu corpo e o deram a José e a Nicodemos.

José de Arimatéia. Nicodemos o fariseu. Eles sentavam em assentos de autoridade e possuíam posições de influência. Homens de recursos e homens de poder. Mas eles teriam trocado tudo isso por uma respiração do corpo de Jesus. Ele teria respondido a oração dos seus corações, a oração pelo Messias. Tanto quanto os soldados o queriam morto, mais ainda estes homens o queriam vivo.

Enquanto eles limpavam o sangue da sua barba, você não sabe que eles buscavam por sua respiração? Enquanto eles envolviam o pano em suas mãos, você não sabe que eles esperavam um pulso? Você não sabe que eles procuravam vida?

Mas eles não a encontraram.

Então eles fazem com ele o que se esperava que se fizessem com um morto. Eles embrulham o seu corpo em um lençol limpo de linho e o colocam em uma sepultura. A sepultura de José. Os guardas romanos estão a postos para vigiar o corpo. E um selo romano é colocado na rocha da sepultura. Por três dias ninguém chega perto do túmulo.
 
Mas então o domingo chega. E com o domingo chega a luz - uma luz dentro do túmulo. Uma luz brilhante? Uma luz suave? Flamejante? Flutuante? Nós não sabemos. Mas havia uma luz. Pois ele é a luz. E com a luz veio a vida. Assim como a escuridão foi banida, agora a decadência é anulada. O céu sopra e Jesus respira. O seu peito se expande. Os lábios pálidos se abrem. Os dedos rijos se levantam. As válvulas cardíacas se agitam e as juntas articuladas se dobram.

E, quando nós imaginamos o momento, ficamos maravilhados.

Ficamos maravilhados não só por causa do que vemos, mas por causa do que sabemos... Sabemos que quando Jesus foi ressuscitado dos mortos, foi um sinal do fim da morte como o fim. Nunca mais a morte terá a última palavra. Quando Jesus morreu, ele levou o pecado com ele, mas vivo ele traz Deus para nós (Rm. 6.5-9 MSG - tradução direta).

O túmulo vazio
 “Ele ressuscitou... Venham ver o lugar onde ele jazia”.Mt. 28.6

Seguir a Cristo exige fé, mas não fé cega. “Venham ver”, o anjo convida. Vamos?

Dê uma olhada no túmulo desocupado. Você sabia que os oponentes de Cristo nunca contestaram sua desocupação? Nenhum fariseu ou soldado romano levou um contingente de volta para o lugar do enterro e declarou, “O anjo estava errado. O corpo está aqui. Tudo isso foi um boato”.

Eles teriam feito se pudessem. Em semanas os discípulos ocuparam cada esquina de Jerusalém, anunciando um Cristo ressurreto. Que jeito mais rápido dos inimigos da igreja calarem-nos do que criando um corpo frio e sem vida? Mas eles não tinham nenhum cadáver para mostrar.
 
A falta de pronunciamento explica a renovação de Jerusalém. Quando os apóstolos discorreram sobre o túmulo vazio, as pessoas esperavam uma réplica dos fariseus. Mas eles não tinham nenhuma para dar.

Como A. M. Fairbairn afirmou há muito tempo atrás, “O silêncio dos judeus é tão eloquente quanto o discurso dos cristãos!”

Autor: Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 30 de março de 2013

O que significa que Jesus morreu pelos nossos pecados?"


Em termos simples, sem a morte de Jesus na cruz pelos nossos pecados, ninguém teria a vida eterna. Jesus mesmo disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (João 14:6). Nesta declaração, Jesus declara a razão de seu nascimento, morte e ressurreição - para fornecer o caminho ao céu para a humanidade pecadora, a qual nunca poderia chegar lá por conta própria.

Quando Deus criou Adão e Eva, eles eram perfeitos em todos os sentidos e viviam em um paraíso virtual, o Jardim do Éden (Gênesis 2:15). Deus criou o homem à sua imagem, o que significa que também tinha a liberdade para tomar decisões e fazer escolhas de sua própria vontade.


Gênesis 3 passa então a descrever como Adão e Eva sucumbiram às tentações e mentiras de Satanás. Ao fazer isso, eles desobedeceram à vontade de Deus ao comerem da árvore do conhecimento da qual lhes tinha sido proibido comer: "E o Senhor Deus ordenou ao homem: ‘Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá’" (Gênesis 2:16-17). Este foi o primeiro pecado cometido pelo homem e, como resultado, toda a humanidade está sujeita à morte tanto física quanto eterna em virtude de nossa natureza pecaminosa herdada de Adão.

Deus declarou que todos os que pecam morrerão, tanto fisicamente quanto espiritualmente. Este é o destino de toda a humanidade. Entretanto, Deus, em sua graça e misericórdia, providenciou uma saída para esse dilema, o sangue derramado de seu Filho perfeito na cruz.


Deus declarou que "sem derramamento de sangue não há perdão" (Hebreus 9:22), mas através do derramamento de sangue, a redenção é fornecida.

A Lei de Moisés (Êxodo 20:2-17) providenciou uma maneira para as pessoas serem consideradas "sem pecado" ou "retas" aos olhos de Deus -- a oferta de animais sacrificados pelo pecado. Estes sacrifícios eram apenas temporários, porém, e eram apenas um prenúncio do perfeito e definitivo sacrifício de Cristo na cruz (Hebreus 10:10).

É por isso que Jesus veio e morreu, para se tornar o definitivo sacrifício final, o sacrifício perfeito por nossos pecados (Colossenses 1:22, 1 Pedro 1:19). Por meio dele, a promessa de vida eterna com Deus torna-se efetiva por meio da fé para aqueles que acreditam em Jesus: "a fim de que a promessa, que é pela fé em Jesus Cristo, fosse dada aos que creem" (Gálatas 3:22) .


Estas duas palavras, "fé" e "crer", são críticas para a nossa salvação. É através da nossa fé no sangue derramado de Cristo pelos nossos pecados que recebemos a vida eterna. "Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 29 de março de 2013

Jesus Cristo, nosso Cordeiro pascal


Porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo” (Mt 26.28, NTLH).

 A Páscoa, comemorada pelos judeus, significa passagem. É realizada com o objetivo de fazer o povo recordar a libertação da escravidão egípcia e também a libertação da escravidão do pecado.

Na antiga Páscoa judaica, antes da Festa dos Pães Asmos, as famílias removiam de sua casa todo o fermento ou os alimentos e bebidas fermentados. De acordo com o ensino bíblico, o fermento e tudo o que era preparado com ele simbolizavam o pecado.

Hoje, nossa Páscoa é representada pela Ceia do Senhor, uma das principais ordenanças da Igreja. Nessa festa, celebramos a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, pois o cordeiro que era sacrificado na festa da Páscoa dos judeus apontava para o sacrifício de Cristo, o único Cordeiro que tira o pecado do mundo.

Cristo é a nossa Páscoa, aquele que nos propiciou a passagem da morte — vida de pecado, engano, mentira, inveja, orgulho, miséria, rivalidade, ressentimento, ódio, maldade e escravidão — para a vida. Por meio de Sua ressureição, Ele nos garantiu o direito à vida eterna e plena.

Quando o aceitamos, reconhecemos a importância e o significado de Seu sacrifício na cruz do Calvário e o confessamos como nosso Senhor, tornando-nos novas criaturas. Ele é o nosso caminho, a nossa Páscoa. Deus, por intermédio de Seu Filho, livrou-nos do domínio da morte e do pecado e concedeu-nos uma vida plena e saudável. Como Jesus mesmo disse: Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância (Jo 10.10b).

Quando participamos da Ceia do Senhor, proclamamos ao mundo nossa fé no sacrifício expiatório de Cristo e em Sua segunda vinda. É o momento em que reconhecemos o quanto éramos e estávamos escravizados pelo pecado e pelo mundo, assim como o quanto necessitávamos de um Salvador, Jesus Cristo.

Pelo grandioso ato de amor de morrer por nós, Jesus se fez maldição em nosso lugar, presenteando-nos com a vida eterna e com o fortalecimento de nossa fé. A Sua oferta nos permitiu uma vida na qual o triunfo, o amor, a criatividade, a fecundidade e a crença na ressurreição eterna nos possibilitem viver a ressurreição do amor, da graça, da paz, da unção, da unidade, da alegria, da esperança, da comunhão e da fé em nossos relacionamentos.
 
Que você sempre comemore com sua família e em sua igreja essa ordenança tão especial e importante para nossa vida espiritual e física, pois, quando participamos da Ceia do Senhor, somos purificados e curados no corpo, na alma e no espírito.

Um grande abraço.

Dra. Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 28 de março de 2013

SAÚDE PRA VALER


Você parou de viver e apenas existe. Você acorda; alimenta as crianças ; toma café correndo; preocupa-se com as contas; enfrenta o trânsito caótico; trabalha como uma mula; almoça às pressas; fala ao telefone sem parar; volta para casa; termina o serviço de casa; faz o jantar; pede silêncio aos seus filhos; revisa os seus trabalhos escolares; preocupa-se um pouco mais com dinheiro; assiste TV sem ânimo; come outra vez; de tão ansioso não consegue dormir, e assiste todos os jornais da TV até apagar de tão cansado. Então, acorda para viver a mesma rotina cansativa de novo.

As pessoas sorriem para você porque querem lhe vender alguma coisa. O telefone toca para lhe oferecer mais um cartão de crédito. As crianças correm para a escola, a aula de inglês e natação, treino de futebol e jogos de vídeo game ou computador. Preferem a comida do McDonald do que a sua. Vocês quase não se falam. Ocupados, não mais pensam no que gostam, querem ou precisam para serem realmente felizes.

Você aceita esse estado de coisas – constantemente cansado, infeliz, depressivo e preocupado. Reclama que está gordo, mas continua a comer. Não se exercita, não volta para a faculdade, não conversa com a esposa, e negligencia a educação dos seus filhos.

Sua vida é dominada por uma constante ansiedade, mas você não faz nada para mudar. Suas emoções são marcadas por cinismo, sarcasmo, apatia e desesperança. Até suas prioridades estão confusas e seus relacionamentos adoeceram.

Mesmo sabendo que isso não é viver, nega-se encarar o problema. É mais fácil continuar fingindo que tudo vai bem. Em vez de procurar a causa da dor que o machuca o dia inteiro, de achar a raiz do problema que lhe aflige, você escolheu trabalhar como um louco, continuar correndo, fazendo de conta que é feliz.

É hora de colocar sua vida no lugar; para que você tenha respeito por quem você é e por aquilo que você faz. Para que quando você se olhar no espelho, saiba que você não está apenas empurrando a vida com a barriga. Para que você viva de tal maneira que as coisas que você sonhou ainda estejam vivas em você.

Pare de viver tão ocupado. A cor da vida vai acabar fugindo de você. Pare de focar a vida em aparência e não em substância. Pare de colocar sua energia no que é superficial e não nas coisas que são importantes. Você foi criado de dentro para fora; logo, precisa cuidar primeiro do seu interior. É do coração que procedem as coisas boas e as más. O problema está dentro de você.

Enquanto você achar que o seu problema está na falta de coisas ou em pessoas, você não encontrará solução. Encontre tempo para olhar-se de verdade e pare de usar essa máscara de felicidade.

Enquanto você não buscar o propósito para o qual nasceu, continuará infeliz. Que seria de Davi se ele continuasse tomando conta das ovelhas do seu pai? Ele jamais se tornaria rei de Israel. Que seria de Beethoven se aceitasse a surdez sem lutar? Ele não teria composto a mais bela sinfonia de todas. O que aconteceria aos judeus se Moisés não tivesse voltado para o Egito e enfrentado a fúria de Faraó? O povo judeu continuaria escravizado por mais quatrocentos anos.

Que tragédia aconteceria se Maria não estivesse disposta a carregar em seu ventre a semente do próprio Deus. Jesus Cristo não teria nascido, sido crucificado, morto e ressuscitado, e a humanidade estaria perdida, sem salvação.

Todos esses homens e mulheres cumpriram o propósito para o qual nasceram e mudaram tanto o seu destino como o dos seus semelhantes.

Chegou a sua hora!

Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 27 de março de 2013

A singularidade indisputável de Jesus


"Jesus é absolutamente singular. Ele é a segunda Pessoa da Trindade..."

Era noite. Havia chegado a festa da Páscoa. O clima estava pesado. Jerusalém, apinhada de peregrinos, estava prestes a contemplar a mais dolorosa cena de sua sofrida história. No cenáculo, Jesus passava suas últimas instruções para os discípulos antes de mergulhar nas densas trevas da fatídica noite de sua prisão.

Judas já havia vendido sua consciência por dinheiro para entregar o Mestre. Os discípulos estavam perturbados e aflitos. Nas caladas da noite, o sinédrio judaico, tomado de inveja, maquinava planos para condenar Jesus à morte. Aquela hora estava agendada na eternidade. Para aquele momento Jesus tinha vindo ao mundo.

Jesus haveria de glorificar o Pai com sua morte e abrir para nós a porta da redenção. Jesus acalma os discípulos, falando-lhes da Casa do Pai e do lugar que iria preparar para eles.

Tomé, assaltado pela dúvida afirma não saber o caminho para onde Jesus vai. Respondeu-lhe Jesus: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). Três verdades benditas são aqui destacadas:

1. Jesus é o caminho que nos conduz a Deus
Jesus não é uma senda incerta, uma trilha insegura, um atalho duvidoso, uma estrada perdida, uma rota dentre outras, um caminho qualquer, mas o Caminho. Não existem vários caminhos para Deus. Não existem várias sendas para a bem-aventurança eterna.

Jesus é o único caminho para o Pai. Ele é a única vereda que nos conduz à eternidade de glória. Fora dele ninguém pode chegar ao céu. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. Ele é o caminho, ele é a porta, ele o único que pode nos tomar pela mão e nos reconciliar com Deus.

2. Jesus é a verdade que dirige os nossos passos
Os gregos definiam a verdade em termos da harmonia de idéias, na esfera do pensamento. Para os hebreus, a verdade tinha uma relação direta com o campo da vivência. A verdade do grego era expressão da lógica, enquanto a verdade do hebreu era uma expressão existencial.

Jesus não é apenas uma verdade conceitual, mas a perfeita expressão da harmonia entre o humano ser e a augusta Divindade, entre a vontade divina e o humano querer. Jesus não é apenas a verdade que satisfaz a nossa mente, mas a verdade que dirige os nossos passos.

Jesus é a verdadeira expressão do verdadeiro Deus. Ele é Deus feito carne. Ele é a exegese de Deus. Ele é Deus Emanuel. Jesus é a verdade que liberta, a verdade que transforma e a verdade que satisfaz.

3. Jesus é a vida que devemos viver
Jesus é o autor da vida. Ele é o criador e o mantenedor da vida. Nele nos movemos e existimos. À parte de sua providência pereceríamos inevitavelmente. Mas, Jesus também é o autor da vida espiritual. Ele veio para nos trazer vida e vida em abundância. Ele morreu a nossa morte para vivermos a sua vida. Por sua morte e ressurreição, ele venceu a morte e trouxe à luz a imortalidade. Agora, todo aquele que nele crê tem a vida eterna.

A essência da vida eterna é conhecer a Deus e a Jesus, o seu Filho eterno. Não há vida espiritual à parte de Jesus. Nossas cerimônias são vazias sem Jesus. Nossos rituais são desprovidos de significado sem Jesus. Nossa religião é vã sem Jesus. Ele não apenas dá vida, ele é a vida! Sem Jesus os homens, mesmo vivos, estão espiritualmente mortos; mas, em Jesus recebem vida plena, abundante e eterna.

Jesus é absolutamente singular. Ele é a segunda Pessoa da Trindade. Ele é o Filho eternamente gerado do Pai. Ele é o Messias prometido. Ele é o Salvador do mundo. Ele é o Senhor da História. Ele é o dono da Igreja. Ele é o Rei que governa as nações e voltará em majestade e glória. Ele o caminho que nos conduz a Deus. Ele é a verdade que sacia nossa mente, inspira nossa conduta e guia os nossos passos. Ele é a vida que recebemos e que devemos ser e viver por toda a eternidade.

Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 26 de março de 2013

A videira e os ramos


Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. João 15.5

Em sua alegoria da videira e dos ramos, é quase certo que Jesus estava pensando em Israel, a videira escolhida que Javé havia plantado em Canaã, e supondo a continuidade entre Israel e a nova comunidade de Deus. A mensagem essencial da alegoria é clara, a saber, que o propósito de Deus é que seu povo frutifique, do mesmo modo que é função da videira produzir uvas.

É surpreendente como muitos cristãos imaginam que ser frutífero signifique ser bem-sucedido em ganhar almas para Cristo. O evangelismo é, de fato, uma parte muito importante em nossa vocação cristã, mas, se observarmos o Antigo e o Novo Testamento, veremos que as uvas na videira de Deus eram a justiça e a retidão, enquanto que no Novo Testamento o fruto do Espírito é a semelhança com Cristo (Is 5; Gl 5.22-23; Cl 1.10).

Quais são, então, os segredos da videira frutífera?

O primeiro segredo é a poda da planta.

Deus é um jardineiro incansável, podando todo ramo que dá fruto para que frutifique ainda mais. Essa poda é, por certo, uma ilustração do sofrimento e trata-se de um processo drástico. O arbusto é cortado geralmente no outono, o que, para os leigos, parece extremamente cruel. Às vezes resta apenas um toco — nu, cerrado, marcado e mutilado — mas quando a primavera e o verão retornam, os frutos aparecem em abundância.


A faca dolorosa da poda esteve em mãos seguras. Alguma forma de sofrimento é praticamente indispensável à santidade.

O segundo segredo da frutificação é a “permanência” dos ramos na videira.

Essencialmente, ser um cristão é estar “em Cristo”, organicamente unido a ele. Assim, permanecer em Cristo é manter e desenvolver um relacionamento já existente. Além disso, trata-se de um relacionamento recíproco, uma vez que permanecemos em Cristo e Cristo em nós. Para que ele permaneça em nós, devemos permitir que ele assim o faça, que ele seja cada vez mais aquilo que é: nosso Senhor e o Doador de nossa vida.

Mas, para permanecermos em Cristo, devemos ouvir o que ele nos diz, como nos lembra o bispo J. C. Ryle: “Permaneçam em mim. Agarrem-se a mim. Colem-se firmemente em mim. Vivam a vida de comunhão íntima comigo. Cheguem cada vez mais perto. Passem todo o fardo para mim. Lancem todo o peso sobre mim. Nunca se soltem de mim nem por um momento sequer”.

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. João 15.1-8


Retirado de A Bíblia Toda. O ano Todo – meditações diárias de Gênesis a Apocalipse  (John Stott). Editora Ultimato, 2007.


Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 25 de março de 2013

Não se sente qualificado para o seu chamado?


Pelos primeiros quarenta anos de sua vida, Moisés viveu em um lugar de força. Sendo um membro da casa do Faraó, ele tinha prestígio social, riqueza (Hebreus 11.26) e a força da juventude. Quando percebeu e perturbou-se pela opressão que seu povo estava enfrentando, ele usou sua força para fazer justiça com as próprias mãos contra um Egito opressor. Esse não era o plano de Deus para a libertação. Ele teve que fugir para continuar vivo e acabou cuidando de gado nos quietos campos de Midiã pelo seu segundo período de quarenta anos.

Assim, ele passou sua juventude em um palácio de poder e seus anos de meia-idade em pastos de serena obscuridade. Então um dia ele deu de cara com uma sarça ardente, o que acabou sendo um chamado surpreendente de Deus para seu terceiro período de quarenta anos.

“Pois agora o clamor dos israelitas chegou a mim, e tenho visto como os egípcios os oprimem. Vá, pois, agora; eu o envio ao faraó para tirar do Egito o meu povo, os israelitas” (Êxodo 3.9-10).

Esse chamado deixou Moisés com medo, fora de si. Tanto que ele discutiu face a face com Deus.

Objeção 1: Eu não sou ninguém, Deus.
“Moisés, porém, respondeu a Deus: ‘Quem sou eu para apresentar-me ao faraó e tirar os israelitas do Egito’?” (Êxodo 3.11). Qualquer fama ou credibilidade social que eu já tive acabaram. Na verdade, eu sou um pastor e “todo pastor de ovelhas é abominação aos egípcios” (Gênesis 46.34).

Objeção superada: “Eu estarei com você” (Êxodo 3.12). Esse chamado não é baseado na sua credibilidade, mas na minha. Eu não quero o Egito ou Israel impressionados com você. Eu quero que eles se impressionem comigo.

Objeção 2: Eles não vão acreditar em mim, Deus.
“E se eles não acreditarem em mim nem quiserem me ouvir e disserem: ‘O Senhor não lhe apareceu’?” (Êxodo 4.1). Eles vão pensar que eu sou um tolo. Eu posso crer em você porque você está se revelando a mim. Mas nós estamos aqui em cima em uma montanha onde ninguém pode nos ver. Eu ainda não sou ninguém e ninguém vai escutar as palavras de um ninguém, especialmente quando ele afirmar estar falando em nome de Deus!

Objeção superada: Eu estarei com você. O mesmo poder que eu demonstrei para você em secreto eu demonstrarei “para que eles acreditem que o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, o Deus de Jacó, apareceu a você” (Êxodo 4.5). Meu objetivo é impressioná-los comigo, não com você. Acredite em mim, eu vou me mostrar!

Objeção 3: Eu não tenho dons para fazer isso, Deus.
“Ó Senhor! Nunca tive facilidade para falar, nem no passado nem agora que falaste a teu servo. Não consigo falar bem” (Êxodo 4.10). Conheço as expectativas retóricas da corte do Faraó. Digo, eu nem mesmo me qualificaria para o Programa de Talentos de Midiã! Você não leu os livros sobre as capacidades humanas, Deus? Eu não posso fazer isso!

Objeção superada: Moisés, “quem deu boca ao homem? Quem o fez surdo ou mudo? Quem lhe concede vista ou o torna cego? Não sou eu, o Senhor? Agora, pois, vá; eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer” (Êxodo 4.11-12). Você ainda não entendeu. Quero o Egito e Israel impressionados comigo, não com você. Não tenha medo. Eu estarei com você e com sua boca inexpressiva.

Objeção 4: Não me faça fazer isso, Deus.
“Ah Senhor! Peço-te que envies outra pessoa” (Êxodo 4.13). Deus, sério, tem que ter um candidato melhor para essa tarefa! Eu ainda devo estar sendo procurado no Egito por assassinato. Se não, eu sou apenas um ninguém. Pior, eu sou um pastor! E como se não bastasse ser uma obscura abominação assassina, eu me atrapalho todo quando falo em público! Eu não quero esse chamado.

Objeção superada: Chega! Eu tenho razões para escolher você para esse chamado. Você ainda não sabe todos os propósitos que tenho, então pare de se apoiar em seu próprio entendimento e confie em mim (Provérbios 3.5-6)! Mas como você tem tão pouca fé para isso, te enviarei seu irmão mais eloquente, Arão, contigo e “eu estarei com vocês quando falarem, e lhes direi o que fazer” (Êxodo 4.15). Agora mexa-se!

Você se sente desqualificado para aquilo que Deus está lhe chamando para fazer?
Junte-se ao time. Trabalho do Reino é um trabalho sobrenatural, não importa qual seja o seu chamado. Se ele não requer fé real, uma desesperada dependência de que Deus esteja com você para ter sucesso, então ou não é um chamado de Deus ou você ainda não o entendeu.

Você tem discutido com Deus sobre suas qualificações para o chamado? Se sim, lembre-se de Moisés. E lembre-se de que o chamado de Deus para você não é sobre você. É sobre Ele. E a pergunta é: Você está desejando que Deus use suas fraquezas para mostrar quão impressionante Ele é?

Não use suas fraquezas como uma desculpa para a incredulidade. Prossiga pela fé. Deus estará com você, lhe guiará, lhe dará a ajuda que você precisar. Porque o modo de operação padrão de Deus é escolher…

“as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios, e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes. Ele escolheu as coisas insignificantes do mundo, as desprezadas e as que nada são, para reduzir a nada as que são, para que ninguém se vanglorie diante dele” (1 Coríntios 1.26-29).

Autor: Jon Bloom Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 24 de março de 2013

Confissão e arrependimento


É por meio da confissão e do arrependimento que o nosso Criador nos proporciona o perdão e a graça para continuarmos nossa jornada de vitória em nossa vida diária. Em 1 João 1.9 está escrito: Se confessarmos o nosso pecado, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

A confissão e o arrependimento nos aproximam de Deus. Mas quando permanecemos no erro, levanta-se um muro de separação entre nós e Deus. É aí que Satanás, nosso inimigo, fará o que estiver ao seu alcance para nos impedir de desfrutar de um relacionamento íntimo com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Ninguém é perfeito nem faz tudo certo o tempo todo. Algumas vezes dizemos coisas que magoam pessoas, mesmo quando não era nossa intenção. Também já tivemos maus pensamentos, omitimos e até mentimos. Todos nós pecamos de algum modo e precisamos pedir que o Senhor nos purifique.
Não precisamos ter matado ou roubado um banco para haver necessidade de confessar transgressões. A Bíblia nos ensina que a inveja, o egoísmo, a fofoca, a mentira e a incredulidade também são pecados.

A Palavra de Deus é clara ao afirmar que o Senhor não ouve as nossas orações quando escondemos e não confessamos as nossas culpas, conforme revela Salmo 66.18: Se eu atender a iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá. Isaías 59.2 também adverte que as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Nossas perversidades nos separam do Senhor.

Devemos pedir constantemente a Deus que nos ajude a identificar os nossos erros e a nos afastarmos do pecado, a fim de que nosso relacionamento diário com Ele seja saudável.

Algumas atitudes que precisamos confessar:
•Pensamentos que não glorificam a Deus;
•Impaciência; 
•Arrogância;
•Falta de fé no Senhor;
•Desamor;
•Mentiras que influenciaram outras pessoas;
•Palavras torpes;
•Falta de integridade;
•Falta de generosidade;
•Ciúme ou inveja;
•Desonestidade.

Peça a Deus que lhe mostre a verdade e Ele trará à sua mente tudo o que você precisa. Torne a confissão e o arrependimento parte de sua rotina diária, e Deus sempre será exaltado e glorificado por meio de suas atitudes.

Deus o abençoe!

Dra. Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 23 de março de 2013

JOSÉ – FIGURA DE CRISTO


“Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa” (Gn 37.2)

De todas as histórias do Antigo Testamento, nenhuma apresenta uma figura de Cristo mais detalhada e rica que a comovente história de José. Outras biografias podem nos dar minúcias de experiências pessoais e de fracassos humanos, nos ensinando lições preciosas. No entanto, à medida que a vida de José se desenrola, sentimos que o Espírito de Deus mantém em foco a glória de Cristo.

SEU SERVIÇO.
A história começa com José, um rapaz de dezessete anos, alimentando o rebanho e “andando” com seus irmãos, ou seja, trabalhando juntamente com os mais velhos. Aquele que era o escolhido para ser o soberano do Egito (cap. 41:38-44) primeiramente tinha de ser servo. O lugar de soberania é alcançado apenas pela vereda do serviço. Nisso o Senhor é o exemplo máximo de Seus próprios ensinamentos, pois Ele declarou: “Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve” (Lucas 22:27). E porque Ele tomou a “forma de servo… sendo obediente até a morte, e morte de cruz… Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2:7-9). Mais uma vez nesta história vemos Aquele que é maior que José.

SEU PASTOREIO.
Há ainda outros aspectos nos quais o início da história de José transparece Cristo. José liderava ovelhas antes de liderar homens. Por quarenta anos Moisés teve de se contentar em liderar ovelhas no deserto antes de liderar pessoas através do deserto. E também lemos que o Senhor “elegeu a Davi seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas… para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança” (Salmo 78:70-71). Tanto o serviço e, principalmente, a maneira como esses santos executavam o serviço prefiguravam o Grande Pastor das ovelhas.

“José trazia más notícias deles a seu pai. E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores” (Gn.37.2-3)

SUA SEPARAÇÃO.
Serviço entre os irmãos não implica cumplicidade com o mal. Como servo obediente, José estava sempre perto deles; como homem de integridade, José se afastava por completo das obras deles. Seu serviço o trazia para junto da companhia de outros; seu caráter o levava para longe do que faziam, pois somente sua presença expunha a impiedade dos irmãos. Portanto, José nada tinha a dizer senão “más notícias” sobre eles.

Da mesma maneira, a graça de Cristo, o perfeito Salvador, O trouxe para junto de nós e de nossas necessidades, mas Sua santidade O manteve inteiramente afastava de nosso pecado. A necessidade desesperada que tínhamos e Sua infinita graça O tornaram Servo entre as multidões; nosso pecado e Sua santidade O tornaram Estrangeiro neste mundo. Como Servo perfeito Ele estava acessível a todos; como o Santo de Deus Ele estava separado de todos. Seu serviço O levou a muitos lares necessitados; Sua santidade O deixou sem lar.

SUA SUPERIORIDADE
Se, contudo, o caráter de José o manteve afastado de seus irmãos, o amor de seu pai lhe deu um lugar destacado entre eles. Além disso, Israel dava testemunho desse lugar de distinção ao ter vestido José com uma túnica colorida – uma declaração pública do prazer que ele tinha em seu filho.

Nossos pensamentos viajam de José para Cristo e do lugar único que Ele ocupava no coração do pai. O mesmo capítulo que diz que “Deus amou o mundo” também diz que o “Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos” (João 3).

Deus nos ama com uma medida de amor insondável, porém não há padrão de medida que seja capaz de abranger o amor do Pai pelo Filho.

“Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente” (Gn. 37.4)

SEUS SOFRIMENTOS. O Espírito de Deus se deleita em exaltar Cristo ao apresentar Sua supremacia universal por meio da história de José, embora tal supremacia tenha sido alcançada mediante o caminho do sofrimento. Existem características e aprimoramento de caráter que somente o sofrimento traz à tona.

Se José ocupava um lugar distinto e especial no coração de Israel, seu pai, e se nos planos de Deus ele estava destinado à posição de supremacia, durante um período José teve de enfrentar a ira de seus irmãos. Em uma medida menor, a história dele exemplifica o ódio tremendo pela qual Cristo passou nas mãos dos homens. O Homem a quem Deus destinou o lugar de domínio universal é o mesmo Homem que iria ser odiado por Suas criaturas.

Por que o coração humano odeia tanto a Cristo? Será que havia algo de errado nEle? Certamente que não, pois em Cristo não havia qualquer traço de crueldade, violência, ironia, orgulho, arrogância, ou outra coisa que provocasse o ódio das pessoas.

Em Cristo só havia amor. Enquanto outros faziam o mal, Ele apenas fazia o bem. Enquanto outros amaldiçoavam e escarneciam, de Sua boca saíam palavras graciosas. Até os guardas que foram enviados para O prender testemunharam: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (João 7:46).

E apesar de todos os atos de amor, das palavras de graça, das curas e milagres, o povo o recompensou com mal e ódio (Salmo 109:5). De fato Ele podia exclamar: “Odiaram-me sem causa” (João 15:25).

Extraído Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 22 de março de 2013

NEM MÉRITO OU HONRA


O amor de Deus e a salvação nos são dados completamente sem merecimento. Deus não salva ou usa alguém por que merece. Deus não ama quem merece, ou é inteligente, ou tem poder, Deus ama a todos.

“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos (Efésios 2:4-5).

Se Deus escolhesse alguém por causa das suas conquistas, teria escolhido os babilônicos; eles escravizaram os judeus e os mantiveram no exílio por setenta anos.

Caso Deus desse valor a inteligência, teria escolhido os gregos como seu povo. Os gregos são os pais da filosofia; pensadores eméritos, fizeram com que sua língua e princípios filosóficos fossem seguidos por todo o mundo antigo. até mesmo a ética do Novo Testamento foi influenciada e têm, em suas bases, princípios relacionais gregos.

Também não é o poder que Deus procura. Ou a salvação teria vindo dos romanos. O domínio romano se estendeu desde pela Europa, África, e Oriente Médio, de 27 a. C. até .476 d. C. Seus feitos foram notáveis, principalmente pelas construções feitas em Roma, que ainda hoje assombra a humanidade. Como o ápice a queda romana também foi estrondosa.

Deus escolheu os judeus como seu povo. Durante toda a história os judeus têm sido escravizados, marginalizados, perseguidos, discriminados, destruídos, e olhados como a escória do mundo. Viveram sem pátria, sofreram com guerras, o horror do holocausto, serviram como cobaias, vivendo em miséria, e dores atrozes. No entanto, o maior homem da história era judeu. Israel é apenas um ínfimo pedacinho de terra, encravado no meio de ódio; ainda assim, influencia o mundo, divide opiniões, e prospera plantado no caos.

Somente Deus pode escolher o fraco, o que nada é, o menosprezado que carrega vergonha atrelada às suas vestes.

Apenas Deus é capaz de amar a todos, escolher o improvável que ninguém dá valor. Tratar o homem não segundo a Sua misericórdia, não de acordo com os seus fracassos.

Um milagre sempre nasce da improbabilidade. De onde ninguém espera vem salvação, da morte nasce vida, da dor brota cura, e do sofrimento flui refrigério. Há em você uma grande dor?

Não existe mais solução viável para o seu problema? Tudo e todos afirmam que não tem jeito. Saiba que você se encontra exatamente no verge de um milagre. Quando tudo diz não, é aí que Deus diz sim.

“Não são chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolhe as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolhe as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; escolhe as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que nada são, para reduzir a nada as que são;” 1 Coríntios 1.26-28.

Autoria: Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 21 de março de 2013

As vantagens da partida de Jesus


Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá. João 16.7, ARA

Como poderia convir aos discípulos que Jesus os deixasse?
Eles haviam passado três anos maravilhosos em sua companhia. Pensamos neles com inveja. Se eu pudesse ter estado com Jesus! Se eu pudesse tê-lo visto alimentar os famintos, curar os doentes e ressuscitar os mortos! O que Jesus quis dizer?

Bem, os apóstolos experimentaram dois inconvenientes. Primeiro, enquanto Jesus estava com eles na terra, sua presença era localizada. Eles se separavam eventualmente, por exemplo, quando eles estavam no barco e o Mestre, orando no monte. Não podiam desfrutar de comunhão ininterrupta com ele.

Então, imaginemos que ele não tivesse partido. Deixe-me atualizar o que Henry Drummond, escritor e evangelista escocês do século 19, comentou sobre o assunto: suponha que Jesus ainda estivesse em Jerusalém. Todos os navios e aviões estariam lotados de peregrinos cristãos, e você estaria em um deles. Com muita dificuldade conseguiria chegar até lá. Todas as estradas estariam congestionadas. Entre você e Jerusalém há uma massa fervilhante de gente. Você quer ir ver Jesus, mas nunca o verá.

Foi para evitar essa frustração que Jesus partiu e enviou o Espírito Santo para assumir o seu lugar. O Espírito Santo universaliza a presença de Jesus e torna-o acessível a todos e em todo lugar.

A segunda desvantagem dos apóstolos foi que, enquanto Jesus estava com eles na terra, sua presença era não apenas local, mas também externa. Ele não podia entrar em suas personalidades e mudá-las de dentro para fora, alcançando a fonte de seus pensamentos, motivações e desejos.

Porém, mais tarde ele poderia fazer isso. Jesus disse: “Pois ele vive com vocês e estará em vocês” (14.17). Assim, o Espírito Santo internaliza a presença de Jesus. Por meio de seu Espírito, Cristo habita em nosso coração e nos transforma à sua imagem. Portanto, é uma grande vantagem para nós que Jesus tenha partido, pois em seu lugar veio o Espírito Santo, que tornou a presença de Jesus não mais local, mas universal; não mais externa, mas interna. O Espírito universaliza e internaliza a presença de Jesus Cristo.

E agora vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Antes, porque isto vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. João 16.5-11

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo – meditações diárias de Gênesis a Apocalipse (John Stott). Editora Ultimato, 2007 


Por Litrazini

Graça e Paz