sexta-feira, 31 de maio de 2013

Representantes de Deus

Deus é Espírito. Nós somos Seu corpo e Suas mãos para tocar nas pessoas; Seus olhos para que Ele veja através deles; Seus pés para que Ele possa andar com eles; Seu coração para que Ele ame através dele; Seus ouvidos para que Ele ouça através dele; Seus braços para que Ele possa abraçar com eles.

Como Jesus Cristo vive hoje? Ele vive através de nós. Jesus Cristo vive hoje ao expressar a Si mesmo e a Sua vida através das pessoas. Ele vive em nós, quando cremos n’Ele.

O plano divino desde a criação de Adão e Eva era e continua sendo este até hoje, mas ao desobedecerem e pecar foram expulsos da presença do Senhor; Todavia quando o sangue de Cristo foi derramado na cruz, o caminho do perdão foi aberto, e, toda pessoa perdoada pode ser aceita de volta na família de Deus, como se nenhum pecado tivesse sido cometido.

A Bíblia diz: “...seu próprio corpo é morada do Espírito Santo, que Deus lhe deu e que Ele vive dentro de vocês? Seu próprio corpo não lhes pertence” (1 Co. 6.19).

 “...Pois vocês são o templo de Deus, a casa do Deus vivo, e Deus disse a respeito de vocês: Eu morarei neles e andarei entre eles serei seu Deus e eles serão Meu povo.” (2 Co. 6.16).

Jesus é o caminho. Ele pagou o preço. Agora, quando cremos n’Ele e no Seu sacrifício, e, o aceitamos como Senhor e Salvador ficamos limpos e Deus pode viver em nós e através de nós. Nos tornamos Suas testemunhas, Seus representantes, Seus embaixadores, Seus mensageiros, Sua voz, Suas mãos, Seu corpo.

Todos devemos proclamar a mensagem de que ele ressuscitou. Foi para isso que você e eu fomos salvos. Para obedecermos as ordens que Jesus deixou “...Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc. 16.15), devemos, citar aos outros o que Jesus tem feito por nós, citar versículos bíblicos que confirmem  os seus feitos, dizer às pessoas que Cristo fará o mesmo por elas também.

Jesus nos trouxe novos conhecimentos a respeito de Deus – que Ele é bom, que não está zangado conosco. Demonstrou que Deus dá valor a toda pessoa  e, que Deus precisa de nós como Seus representantes para sermos Sua carne em ação, para sermos Sua reflexão visível e tangível na terra.

Leia a Bíblia, tome conhecimento da Palavra de Deus, e descubra quantas promessas maravilhosas temos que passar às pessoas que não conhecem o Evangelho, conheça quanta coisa boa você esta perdendo por não conhecer as Escrituras Sagradas, quanto sofrimento que você pode evitar.

Desempenhe o seu papel no Corpo de Cristo. Divulgue Sua obra redentora.

Por Litrazini
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Graça e Paz


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A ascensão de Jesus

Tendo dito isso, foi elevado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu da vista deles. Atos 1.9

Há um ceticismo generalizado quanto à aceitação da ascensão de Jesus como um evento histórico. Por certo, dizem seus críticos, essa crença seria decorrência de uma cosmologia pré-científica, que considerava o céu como um lugar “lá em cima”, de modo que Jesus precisava ser “elevado” para chegar lá. Assim, o que devemos fazer é desmitificar a ascensão e reter a verdade de que Jesus foi para o Pai, livrando-a das influências mitológicas primitivas.

Há duas razões para considerarmos a ascensão um evento real. O relato de Lucas se baseia de  forma contundente no depoimento de testemunhas oculares. Certamente isso também é verdade em relação à ascensão. Jesus foi elevado às alturas “enquanto eles olhavam”, até que uma nuvem o encobriu “da vista deles”. Enquanto estavam com “os olhos fixos” no céu, surgiram dois anjos que lhes disseram: “Por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus que dentre vós foi elevado ao céu, voltará da mesma forma como o viram subir”(v. 10-11). Quatro vezes nessa curta narrativa Lucas destacou que a ascensão ocorreu de modo visível e foi confirmada por testemunhas oculares.

A segunda razão é que a ascensão visível seria prontamente entendida. Isto não significa que Jesus teria que fazer uma viagem espacial. Seria tolice considerá-lo o primeiro astronauta. Para passar da situação terrena para a celestial ele poderia perfeitamente ter desaparecido, como já havia feito em outras ocasiões, e ido para o Pai secretamente.

A razão para uma ascensão pública e visível é que Jesus por certo queria que seus discípulos soubessem que ele havia realmente partido. Durante quarenta dias ele havia aparecido e desaparecido várias vezes, mas esse período provisório havia terminado. Dessa vez a partida seria definitiva. Eles não deveriam esperar por sua próxima aparição. Deveriam sim esperar por outra pessoa, o Espírito Santo.

Havia algo fundamentalmente errado nesse olhar fixo para o céu, afinal eles tinham recebido a incumbência de ir até os confins da terra. Eles deveriam se preocupar com as coisas aqui da terra, não do céu, afinal eles foram chamados para ser testemunhas, e não observadores de estrelas.

E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois homens vestidos de branco. Os quais lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? 
Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.  Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado. Atos 1.9-12

Retirado de A Bíblia Toda o Ao Todo (John Stott). Editora Ultimato. 2007.

Por Litrazini
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Graça e Paz

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O Espírito Santo Glorificando a Jesus Cristo


Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.  João 16:14

A Obra do Espírito Santo

- Quem é Ele
Possui onisciência (1Co 2.11-12)
Possui onipresença (Sl.139.7)
Possui onipotência ( Jó. 33.4)
É a verdade (1 Jo.5.6)
Dá vida (Lc 11.13).
Possui sabedoria (Is. 40.13)
Possui todos os atributos da divindade. Ele é Deus (At. 5.3-4).

- O Que Ele fará
Guiará o cristão (AT. 8.29; Rm 8.14).
Dará segurança da salvação(Rm 8.14-17).
Ensinará o cristão (1Jo 2.27).
Intercederá   (Rm 8.26).
Consolará (Jo.14,16)
Santificará (2Ts.2.13).
Promoverá a regeneração (Jo. 3.6).
Fará você perceber o pecado (Jo. 16.8).
Convencerá você da verdade do evangelho (Jo 16.8,13-14).
Capacitará você para dar testemunho (At 1.8; 4.31).
Destruirá o poder do pecado na sua vida (Rm. 8.2-6)
Guiará você e até controlará a sua vida (Rm. 8.14 ; Gl 5.16,25).
Distribuirá dons a serem usados no Reino (1Co 12.4-11).

- O Que ele Fez No antigo Testamento
Agiu na criação (Gn 1.2).
Concedeu dons sobrenaturais (Gn 41.38).
Doador da criatividade Êx 31.2-5).
Foi a fonte de poder (Jz 3.9-10).
Inspirou a profecia ( 1Sm 19.20,23).
Foi o mediador da mensagem de Deus (Mq 3.8).

- No Novo Testamento:
Tomou parte na encarnação (Lc.1.35);
Declarou a verdade sobre Cristo (Jo 16.13-14).
Concedeu aos cristãos poder para testemunhar (At. 1.8).
Derramou o amor de Deus (Rm 5.5).
Intercedeu (Rm 8.26).
Deu a inspiração para que as Escrituras Sagradas fossem escritas (2Tm 3.16; 2 Pe 1.21).
Distribuiu dons para o ministério (1Co 12.4-11)
Deu aos cristãos características para viverem piedosamente (Gl 5.22-23).
Fortaleceu os cristãos interiormente (Ef. 3.16).

O Espírito Santo foi prometido como um dom ao cristão( Lc 24.49 ; Jo 14.15 ; At 1.5).Parte do seu ministério é selar os cristãos no momento em que passam a ter fé salvadora em Jesus Cristo.

O termo “selar” inclui quatro verdades. Ele é provisão de segurança, sinal de propriedade certificado de autenticidade e sinal de aprovação(Ef. 4.30). De fato, a presença do Espírito Santo na vida cristã é a evidência suprema, tanto para o cristão como para outros, da verdade daquilo em que passou a crer. Além disso, ele é a prestação inicial e oferece tanto antecipação da herança espiritual do cristão como reivindicação legal para o total da herança no futuro (2 Co 1.22).

Autoria: Eliel Feitosa da Silva / Teólogo, musico e compositor

Por Litrazini
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Graça e Paz

terça-feira, 28 de maio de 2013

DESPERTAMENTO ESPIRITUAL

“Por isso é que foi dito: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”.  (Efésios 5:14).

O apostolo Paulo exorta veementemente a igreja cristã a viver urgentemente um verdadeiro despertamento, tal repreensão nos leva a entender que existe uma espécie de “sonolência espiritual” que tende a se apoderar do povo de Deus. Vejamos alguns exemplos de tais sonolências registrados na bíblia:

O sono da imprudência: A sonolência de Sansão. (Jz 16.19).    “Tal sono lhe custou a moral, honra, força e por fim a própria vida”.

O sono da indiferença: A sonolência de Jonas. (Jn 1.5).    “Tal sono lhe custou tensas tempestades e terríveis prejuízo aos que estavam em sua companhia”.                                                                                                             
O sono da displicência: A sonolência dos apóstolos. (Lc 22.43 – 46).  “Tal sono lhe custaram o privilegio de contemplarem uma visão celestial e angelical”.                                                                                                          
O sono da distração: A sonolências de Êutico. (At 20.09).   “Tal sono lhe custou uma horrível queda e consequentemente sua própria vida”.                                                                                                                                    
Tais sonolências resultam diretamente da indolência humana que tende a negligenciar a importância e seriedade do reino de Deus. Por esse mesmo motivo, o apostolo Paulo enfaticamente nos convoca para vivermos um autentico despertamento espiritual.

Como podemos e devemos nos despertar?

I. ANDANDO PRUDENTEMENTE:

“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios”. (Ef 5:15).
Andando em espírito:Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”.( Gl 5:16).
Andando na luz: Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”.  (Ef 5:8).

II. REMINDO O TEMPO:
“Remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. (Ef 5:16).
Conhecendo o tempo: E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”.  (Rm 13:11).
Discernindo o tempo: “Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos?” (Mt 16:3a).

III. COMPREENDENDO A VONTADE DO SENHOR:
“Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor”. (Ef 5:17).
Fazendo a vontade do Senhor: para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus”. (I Pe 4:2).
Experimentando a vontade de Deus: “… para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. (Rm 12:2). 

IV. ENCHENDO-SE DO ESPÍRITO SANTO:
“E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”. (Ef 5:18).
Louvando de coração ao Senhor: “Falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor”. (Ef 5:19).
Dando graça por tudo ao Senhor: Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. (Efésios 5:20).
“Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” (I Ts 5.18).

CONCLUSÃO:
Existem diversas advertências bíblicas contra a sonolência espiritual, somos constantemente exortados a vivermos em plena sobriedade: “Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios”. (I Ts 5.6). Infelizmente, alguns se encontram espiritualmente dormindo na indolência da insensibilidade, insensatez e inatividade.

O inimigo (ladrão) age justamente quando estamos dormindo ou cochilando, é exatamente onde ocorrem os maiores assaltos aos lares e terríveis acidentes no transito.

Desperta igreja para não ser extorquida e usurpada pelo inimigo, desperta igreja para não sofrer trágicas e desastrosas colisões na estrada da vida.

É tempo de nos despertarmos para que o Senhor quando vier não nos encontre adormecidos. “Para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo”. (Mc 13:36). Quando estamos de viagem marcada não podemos dormir no ponto. Desperta igreja, levanta-te e Cristo te resplandecerá.

Autoria: Sidney Osvaldo Ferreira

Por Litrazini
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Graça e Paz

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Depositar confiança na pessoa certa torna a vida melhor

É melhor confiar no SENHOR do que confiar no homem. É melhor confiar no SENHOR do que confiar nos príncipes. (Salmos 118:8-9)

Quando você confia em uma pessoa, você está entregando aquilo que está confiando nas mãos dela, ora, se Bíblia diz: maldito o homem que confia no homem,(Jr. 17.5) será que isso seria recomendável.

Até que ponto o que você está confiando pode interferir na sua vida. Seria essa pessoa digna de tal confiança, uma vez que a nossa luta não é contra as pessoas, mas como diz em Efésios 6.12. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 

Daí pode entender-se mais profundamente a advertência bíblica para entregar nossos caminhos ao Senhor confiar n`Ele e tudo o mais Ele (O Senhor) o fará. (Sl. 37.5)

Muitas vezes não entendemos as coisas que acontecem em nossas vidas, questionamos o porque, já que temos tentado andar corretamente, claro, pecamos, erramos, pois somos falhos, todavia não persistimos no erro e isso é o correto, pois, As Escrituras nos diz que o reconhecimento dos nossos erros, acompanhados de arrependimento, confissão e pedido de perdão diante de Deus, resulta em perdão e limpeza de todo pecado. (1João 1.9)

- Senhor! Porque?
- Eu, oro, te busco, tento andar nos seus caminhos e não vou pra frente. O que está acontecendo Deus?
- Ando cansado, sem forças para reagir, o que é isso Pai?  Qual é a legalidade que tenho dado?

Seria essa uma das razões para tais acontecimentos?

Quando procedemos de tal forma, segundo o versículo de Efésios 6 passamos a viver uma batalha espiritual invisível que acaba por sugar nossas energias, daí a apatia e desânimos

Por isso, devemos vigiar em todo tempo, como menciona 1Pedro 5.8: Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; Não devemos temê-lo, Deus é soberano, todavia não podemos nunca substimar Satanás, pois ele é esperto, experiente, pai da mentira e, muito organizado.

Ao sair do campo do conhecimento e passar a vivenciar mais a Palavra de Deus, com certeza, teremos menos aborrecimentos.

Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus. (Salmos 20:7)

É f’ácil?? Quem disse que seria?

Para quem você tem entregue os seus caminhos?

Litrazini
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Graça e Paz



domingo, 26 de maio de 2013

Um substituto para Judas

Necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco [...]. É preciso que um deles seja conosco testemunha de sua ressurreição. Atos 1.21-22

Outro evento registrado entre a ascensão e o Pentecostes é a escolha de alguém para ocupar o lugar de Judas. Pedro levantou-se entre os irmãos e citou os salmos 69 e 109 como base bíblica para esse ato, especialmente o Salmo 109.8: “E outro ocupe o seu lugar”. É instrutivo notar as três qualificações para o que Pedro chamou de “este ministério apostólico” (At 1.25):

1. Deveria ser alguém indicado por Jesus.
Matias foi indicado não pela igreja, mas por Cristo, como os Doze haviam sido (Lc 6.13). De fato, os cento e vinte indicaram dois nomes e depois tiraram sortes. Esse era um método bastante comum no Antigo Testamento, mas que não foi mais usado depois do Pentecostes.

O mais importante, porém, é que eles buscaram a vontade de Deus através da oração, pois embora Jesus tivesse ido para o céu, ele ainda estava acessível por meio da oração, além disso, ele “conhecia o coração”. Assim, eles oraram “Mostra-nos qual destes dois tens escolhido” (At 1.24).

2. Deveria ser testemunha ocular do ministério de Jesus.
Marcos e João deixam claro que o motivo que levou Jesus a escolher os Doze foi para que eles “estivessem com ele” (Mc 3.14) e, como consequência, pudessem testificar a seu respeito (Jo 15.27). Pedro usa esse mesmo argumento: “É necessário que escolhamos um dos homens que estiveram conosco durante todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, desde o batismo de João até o dia em que Jesus foi elevado dentre nós às alturas” (At 1.21-22).

3. Deveria ser testemunha da ressurreição, ou seja, alguém que teve um encontro com o Jesus ressuscitado.
Foi isso que qualificou Paulo (1Co 9.1; 15.8-9). O substituto de Judas precisava ter visto o Senhor ressuscitado para que pudesse testemunhar de sua ressurreição, com os outros apóstolos (At 1.22).

O cenário agora está pronto para o dia de Pentecostes. Os apóstolos já receberam as instruções finais de Cristo e presenciaram sua ascensão.

O grupo apostólico estava completo novamente, pronto para testemunhar de Cristo. Só faltava uma coisa: a vinda do Espírito Santo. Matias ocupava o lugar que Judas havia deixado vago, mas o Espírito ainda não ocupava o lugar que Jesus havia deixado.

E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;[...]  orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, Para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar.E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos. Atos 1.15-26

Retirado de A Biblia Toda o Ano Todo  (John Stott). Editora Ultimato. 2007.

Por Litrazini
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Graça e Paz


sábado, 25 de maio de 2013

Uma necessidade continua

"Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem"

A história de Jonas nos mostra que o evangelho – as boas novas de que Deus busca os pecadores sem medir esforços para salvá-los – é tanto para cristãos como para não cristãos. A vida de Jonas é uma prova disso, pois Jonas, que conhece a Deus, obviamente necessita tanto de salvação quanto qualquer outro personagem da história.

De fato, sua necessidade de resgate acaba ganhando muito mais ênfase do que a dos outros. É a história dele, não a dos Ninivitas, que aparece mais. Só isso já deveria ser suficiente para nos convencer de que o resgate de Deus é uma necessidade contínua para cristãos e não cristãos.

Os evangelhos não são simplesmente um conjunto de verdades que os não cristãos devem acreditar para se tornarem salvos. É uma realidade que os cristãos devem abraçar diariamente para experimentarem a salvação.

O evangelho não apenas nos salva da penalidade do pecado (pela justificação), mas também nos salva do poder do pecado (pela santificação) dia após dia. Ou, como John Piper disse certa vez, “A cruz não é só um lugar passado de substituição objetiva; é um lugar presente de execução subjetiva”.

Nosso pecado diário requer a graça diária de Deus – a graça que vem a nós através da obra completa de Jesus Cristo.

A igreja tem estado em conflito por anos a respeito de se os cultos devem ser voltados aos cristãos (para encorajá-los e fortalecê-los) ou aos não cristãos (para atraí-los e conquistá-los). Mas esse debate e o conflito sobre ele é uma perda de foco. Estamos fazendo as perguntas erradas e assumindo conceitos errados.
 
A verdade é que nossos cultos devem ser voltados a pecadores em necessidade do resgate de Deus – e isso inclui tanto cristãos quanto não cristãos.

Já que os dois grupos precisam da intervenção de Deus, ambos precisam do evangelho.

Cristãos necessitam do evangelho porque nossos corações estão sempre propensos a se desviarem; somos sempre tentados a fugir de Deus. É preciso o poder do evangelho para nos direcional de volta ao primeiro amor. Caminhar conscientemente em direção ao evangelho deve ser uma realidade e uma experiência diária para todos nós. Isso significa, como Jerry Bridges nos lembra, “pregar o evangelho para nós mesmos todos os dias”.

Devemos permitir que Deus nos lembre todos os dias, através de sua Palavra, sobre a obra completa de Cristo em favor dos pecadores para continuarmos convencidos de que o evangelho é relevante.

Eu vejo que sou especialmente necessitado de um ajuste de foco, por meio do evangelho, para me manter longe de uma constante tendência de caminhar em direção à um relacionamento de barganha com Deus. Não estou sozinho nesse caminho; Jerry Bridges observa o quão comum é isso em nosso meio:

Minha observação sobre o cristianismo me revela que a maioria de nós tende a basear nosso relacionamento com Deus em nossas atitudes ao invés da graça. Se agirmos bem – seja lá o que “bem” significa para cada um de nós – então esperamos que Deus nos abençoe. Se não agirmos tão bem, nossas expectativas diminuem na mesma proporção. Nesse sentido, vivemos pelas nossas obras, ao invés de vivermos pela graça. Somos salvos pela graça, mas ainda vivemos pelo “suor” de nossas próprias obras.

Mais ainda, estamos sempre nos desafiando e desafiando uns aos outros a “tentar um pouco mais”.

Parece que acreditamos que o sucesso da vida cristã (seja lá como definimos “sucessos”) depende basicamente de nós: nosso comprometimento, nossa disciplina e nosso zelo, com alguma ajuda de Deus ao longo do caminho. Falamos da boca para fora que somos como o apóstolo Paulo, “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1 Coríntios 15:10), mas nosso lema velado é “Deus ajuda quem se ajuda”.

O reconhecimento de que meu relacionamento diário com Deus é baseado nos méritos infinitos de Cristo, ao invés das minhas obras, é uma experiência muito libertadora e confortante.

A diferença entre viver para Deus e viver para qualquer outra coisa é que quando nós vivemos para qualquer outra coisa, o fazemos para sermos aceitos, mas quando vivemos para Deus, o fazemos porque já fomos aceitos.

Verdadeira liberdade (a liberdade que apenas o evangelho garante) é viver para algo que já nos favoreceu ao invés de viver por algo em troca de favorecimento.

Traduzido por Filipe Schulz / Iprodigo

Por Litrazini
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Graça e Paz

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Aplicar a Lei do Antigo Testamento, hoje em dia, não seria legalismo?

A carta aos Gálatas (2.1-19; 3.10,11) é um dos maiores documentos da Bíblia sobre fé e liberdade cristã. Sem esse texto, toda a Igreja estaria mergulhada em ritos e dogmas judaizantes.

Entretanto, mesmo assim, algumas igrejas apregoam o legalismo farisaico e querem parecer-se com os judeus. Com isso, têm contaminado a pureza do evangelho e perturbado a fé dos cristãos, o que, consequentemente, tem impedido que muitos conheçam a verdade de que é Cristo quem liberta.

Como o apóstolo Paulo e a Bíblia tratam da questão do legalismo?
Depois de 14 anos de conversão, Paulo voltou a Jerusalém para fazer a defesa do seu apostolado e levou consigo Barnabé, um cristão de origem judaica, e Tito, um cristão de origem gentia, que o ajudaram na evangelização dos gentios (Atos 11.22,24; Gálatas 2.1).

Os judeus cristãos acreditavam que Jesus era o Messias e aceitaram-no como Salvador, mas pensavam que os gentios deveriam circuncidar-se e obedecer à Lei mosaica, para serem salvos.

Por isso, Paulo voltou a Jerusalém para enfatizar que ninguém seria justificado diante de Deus por sua obediência (parcial e imperfeita) à Lei, e sim por Cristo, que obedeceu integralmente à Lei e foi entregue como sacrifício em nosso lugar, a fim de que fôssemos perdoados e justificados diante do Pai celestial: Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Gálatas 2.16

A suprema revelação do evangelho está em uma pessoa: Jesus Cristo, e não em códigos de leis, rituais e costumes de denominação ou igreja evangélica. Deus deu a Lei, mas alguns querem inventar mais regras para “ajudar” o Senhor.

Em algumas igrejas, por exemplo, a mulher não pode cortar o cabelo nem usar batom ou calça comprida, pois os legalistas afirmam que não existe sã doutrina sem bons costumes. Por causa disso, cristãos são excluídos ou não ocupam determinados cargos na igreja.

A evidência da fé cristã, porém, não é a obediência a dogmas ou códigos de lei humanos, mas sim o fruto do Espírito (Gálatas 5.22), que nos assegura as boas obras da fé. Portanto, para que Deus seja glorificado, temos de produzir o fruto do Espírito (Gálatas 5.22).

Se os legalistas querem realmente seguir a Lei, deveriam deixar de ser hipócritas e respeitar a Lei como um todo. Afinal, Tiago exortou: Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos (2.10).

Agora, note o que Paulo diz em Colossenses 2.20-23: Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum, senão para a satisfação da carne. Logo, ordenança humana e costumes religiosos não ajudam ninguém a alcançar a santificação.

Por isso, não devemos submeter-nos ao legalismo barato imposto por homens. Destaco, então, a resposta chave para o legalismo: Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor (Gálatas 5.6).

Não estou ensinando nenhum cristão a rebelar-se contra sua igreja e seu pastor. Quero apenas trazer um esclarecimento sobre o legalismo. Caso não esteja satisfeito com os costumes de sua igreja nem feliz com o seu pastor, procure outra denominação.

O importante é servir a Deus com alegria, não ser um cristão rebelde na casa do Senhor. Não saia criticando a igreja nem arrume confusão com o pastor, pois isso é sinal de rebeldia. Agindo assim, você acabará atraindo maldição para sua vida.

SUGESTÃO DE LEITURA:
Livro Porque não sou legalista, de Silas Malafaia

Autor: Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini
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Graça e Paz

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O que são santos cristãos, de acordo com a Bíblia?


A palavra santo vem do grego “hagios”, que significa “consagrado a Deus, divino, sagrado, piedoso”. É quase sempre usada no plural, “santos”. “Senhor, de muito tenho ouvido a respeito desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém” (Atos 9:13). “Passando Pedro por toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida” (Atos 9:32). “...encerrei muitos dos santos nas prisões...” (Atos 26:10).

A idéia da palavra “santo” é de um grupo de pessoas escolhidas para o Senhor e o Seu Reino.

Há três referências relacionadas ao caráter piedoso dos santos; “...que a recebais no Senhor como convém aos santos...” (Romanos 16:2). “...com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho no seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (Efésios 4:12). “Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos” (Efésios 5:3).

Portanto, nos termos das Escrituras, os “santos” são o corpo de Cristo, os cristãos, a Igreja. Todos os cristãos são considerados santos... e ao mesmo tempo são chamados para serem santos. 1 Coríntios 1:2 diz claramente: “...à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos...” As palavras “santificados” e “santos” têm a mesma origem grega.

Os cristãos são santos pela virtude da sua conexão com Jesus Cristo. Os cristãos são chamados a ser santos, para cada vez mais permitir que a sua vida diária se aproxime da sua posição em Cristo. Essa é a descrição e o chamado bíblico dos santos.

Como o entendimento católico romano dos “santos” se compara com o ensinamento bíblico?
Não muito bem. Na teologia católica, os santos estão no Céu. Na Bíblia, os santos estão na terra.

No ensinamento católico, uma pessoa não se torna um santo e menos que seja “beatificada” ou “canonizada” pelo papa ou por um bispo proeminente. Na Bíblia, todo aquele que recebe a Jesus Cristo pela fé é um santo.

Na prática católica, os santos são reverenciados, recebem orações e, em alguns casos, são adorados. Na Bíblia, os santos são chamados a reverenciar, adorar e orar apenas a Deus.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
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O Consolador


E, quando ele viver, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo (Jo 16.7-14).

Quando o Espírito Santo vier, i.e., por ocasião do Pentecoste, soa obra principal no tocante ao testemunho e à proclamação do evangelho, será a de “convencer” do pecado. Este termo “convencer” (gr. Elencho) significa “expor”, “reprovar”, “refutar” e “convencer” (do pecado).

A obra de convicção realizada pelo Espírito Santo opera em três aspectos em relação ao pecador:

O pecado. O Espírito Santo desmascara e reprova a incredulidade e o pecado, a fim de despertar a consciência da culpa e da necessidade de perdão. Isto, constantemente, leva o pecador ao arrependimento genuíno e à conversão a Jesus como Salvador e Senhor (At 2.37,38). A convicção não somente desmascara o pecado, como também torna claro quais serão os resultados pavorosos se os culpados persistirem na prática do mal. Uma vez convicto, necessário é que o pecador faça sua escolha.

A justiça. O Espírito Santo convence os homens de que Jesus é o santo Filho de Deus que os torna conscientes do padrão divino da justiça em Cristo. Esse padrão divino da justiça é confrontado contra o pecado e a pessoa recebe poder para vencer o mundo (At 3.12-16; 7.51-60; 17.31; 1 Pe 3.18).

O juízo. Trata-se da obra do Espírito ao convencer os homens da derrota de Satanás na cruz (Jo 12.31; 16.11), do juízo atual do mundo por Deus (Rm 1.18-32), do juízo futuro de todos os homens (Mt 16.27; At 17.31; 24,25; Rm 14.10; 1 Co 6.2; 2 Co 5.10; Jd 14).

A obra do Espírito de convencer do pecado e da justiça e do juízo será manifestada em todos os crentes verdadeiramente cheios do Espírito.
Cristo, cheio do Espírito (Lc 4.1), testificou ao mundo “que as suas obras são más” (ver Jo 7.7; 15.18) e chamava os homens ao arrependimento do pecado (Mt 4.17). João Batista “cheio do Espírito Santo” desde seu nascimento (ver Lc 1.15), expunha os pecados do povo judaico (ver Mt 11.7; Lc 3.1-20) e Pedro, “cheio do Espírito Santo” (At 2.4), convencia os corações de 3.000 pecadores, ao pregar o arrependimento e o perdão dos pecados (At 2.37-41).

Este texto deixa bem claro que qualquer pregador ou igreja que não expõe publicamente o pecado, nem a responsabilidade do pecador, nem o conclama ao arrependimento e à retidão bíblica, não procede do Espírito Santo. Em 1 Co 14.24,25 declara explicitamente que a presença de Deus na congregação é reconhecida pela manifestação do pecado do infiel (i.e., os segredos do seu coração), pela sua consequente convicção (v. 24) e pela sua salvação (v.25).

“Ele vos guiará em toda a verdade” - A obra do Espírito Santo quanto a convencer do pecado não concerne somente ao incrédulo (Jo 16.7,8), mas também ao crente e à igreja, ensinando, corrigindo e guiando na verdade (Mt 18.15; 1 Tm 5.20; Ap 3.19).

O Espírito Santo falará ao crente concernente ao pecado, à justiça de Cristo e ao julgamento da maldade com vistas a:
(a) conformar o crente a Cristo e aos seus padrões de justiça (cf. 2 Co 3.18);
(b) guiá-lo em toda verdade (v.13); e
(c) glorificar a Cristo (v.14).

Deste modo, o Espírito Santo opera no crente para reproduzir no seu viver a vida santa de Cristo.

Se o crente cheio do Espírito Santo rejeita a sua direção e sua operação de convencer do pecado, e se o crente não mortifica as obras da carne mediante o Espírito Santo, morrerá espiritualmente (Rm 8.13a).
Somente os que recebem a verdade e são “guiados pelo Espírito de Deus” são filhos de Deus (Rm 8.14), e assim podem continuar na plenitude do Espírito Santo.

O pecado arruína a vida espiritual e igualmente a plenitude do Espírito Santo no crente (Rm 6.23; 8.13; Gl 5.17; cf. Ef 5.18; 1 Ts 5.19).

Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal

Por Litrazini
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