sábado, 17 de agosto de 2013

O que fazer com a ansiedade?

Exercite o autocontrole. Na classificação dos frutos do Espírito ele ocupa lugar de importância, e dependendo da tradução bíblica ele é chamado de temperança ou domínio próprio. Mesmo diante de circunstâncias adversas, lute pelo melhor, ore pelo melhor, acredite e espere pelo melhor

Em primeiro lugar, vamos relembrar o que é a ansiedade. Para isso, inicialmente, recorro ao auxílio do site wikipédia, cuja transcrição vai a seguir:
Ansiedade, ânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como sensação de vazio no estômago, coração batendo rápido, medo intenso, aperto no tórax, transpiração, etc.

Esses dois aspectos, tanto a ansiedade quanto o medo, não surgem na vida da pessoa por uma escolha. Acredita-se que vivências interpessoais e problemas na primeira infância possam ser importantes causas desses sintomas. Além disso, existem causas biológicas como anormalidades químicas no cérebro ou distúrbios hormonais. A ansiedade é um estado emocional que se adquire como consequência de algum ato.

Todas as pessoas podem sentir ansiedade, principalmente com a vida atribulada atual. A ansiedade acaba tornando-se constante na vida de muitas pessoas. Dependendo do grau ou da frequência, pode se tornar patológica e acarretar muitos problemas posteriores, como o transtorno da ansiedade. Portanto, nem sempre é patológica.

Na epístola de I Pedro, cap. 5, verso 7, ele nos dirige o seguinte apêlo: Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.

Deus, o nosso criador, sabe de nossa tendência autoopressôra e autodestrutiva, marcantemente presente na existência humana, após a queda no pecado. A partir desse fato desencadeador, com a responsabilidade de gerir a sua própria vida e a de seus dependentes, a ansiedade foi se instalando na mente e no coração humanos.

O estado de ansiedade pode piorar, dependendo do estilo de vida, do nível de relacionamento, das expectativas internas e externas de cada pessoa, e, sobretudo, de seu distanciamento de Deus.

Há uma enorme diferença de comportamento ativo ou reativo, entre aquela pessoa que aprendeu a depender de Deus na sua vida, e aquela que aprendeu a depender de si mesma. A primeira, vive uma perspectiva divina, e a segunda, uma perspectiva humana. A fé em Deus e a comunhão com ele, são antídotos contra a ansiedade. A certeza de que independentemente das circunstâncias a gente depende de Deus, alivia a alma e faz diminuir nossas preocupações. Veja como o salmista Davi lidava com a ansiedade: ele afirmava: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1).

O que fazer com a ansiedade; como lidar com ela? 
É de fundamental importância tratá-la de acordo com a perspectiva bíblica. Nunca se esqueça de que antes de depender de seu talento, de sua formação, de sua herança familiar, da aparente segurança de seus bens materiais, você depende, sobretudo, do Deus criador de todas as coisas. Traga suas queixas a ele: Apresentai a vossa causa, diz o Senhor; trazei as vossas firmes razões, diz o rei de Jacó (Is 41.21). Atenda ao apêlo de Pedro, lançando sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de você! E no que depender de você, contribua também para amenizar o seu grau de ansiedade, revendo sua agenda, suas prioridades e sua carga de trabalho. Seja sério, mas não leve tudo tão a sério na vida; a ferro e fogo. Se permita rir de você mesmo, as vezes.

Não seja tão perfeccionista, ou seja, não exija de você além do necessário ou além do que seja coerente e atingível. Não exija das demais pessoas além daquilo que elas possam oferecer, igualmente, aliviando, assim, tanto o seu grau de ansiedade quanto o das pessoas à sua volta.

Respeite o rítmo da vida, viva cada dia procurando absorver dele o melhor que puder ou o melhor que ele lhe oferecer. Lembre-se dessas palavras de Jesus: Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt 6.34).

Exercite o autocontrole. Na classificação dos frutos do Espírito ele ocupa lugar de importância, e dependendo da tradução bíblica ele é chamado de temperança ou domínio próprio. Mesmo diante de circunstâncias adversas, lute pelo melhor, ore pelo melhor, acredite e espere pelo melhor. Entretanto, saiba que acontecimentos e resultados negativos fazem parte da existência humana, e é preciso aprender a lidar com eles e encará-los como oportunidades de aperfeiçoamento e de crescimento pessoal.

É importante salientar que “o pior” numa circunstância da vida não anula “o melhor” já alcançado, portanto, fixe sua mente nos aspectos positivos da vida e não mergulhe no negativismo. Siga o exemplo do apóstolo Paulo, que, mesmo em meio às vicissitudes da vida, não perdia a perspectiva de uma vida vitoriosa em Cristo. Veja o texto: Não digo isto por causa de necessidade, pois já aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação. Sei passar necessidade, e também sei ter abundância. Em toda maneira, e em todas as coisas aprendi a ter fartura, como a ter fome, tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece, (grifo meu) - (Fp. 4.11 e 12).

Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? De certo vosso pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas; mas buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mt 6.25, 26, 32 e 33).

 - Pr. Gilberto F. Coelho

Litrazini
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Graça e Paz