sábado, 21 de setembro de 2013

Admitir fraqueza ou manter a cabeça empinada?

“Água mole em Pedra dura, tanto bate até que fura.”

Quem nunca disse ou ouviu esse ditado popular?

Que poder teria a água, tão frágil e macia diante da poderosa e rochosa pedra? Como ela poderia lhe causar algum dano?

Seria ridículo pensar numa luta onde de um lado se encontrasse a doce, suave e molhada água e do outro a rígida, dura e forte pedra. Não haveria a menor condição de a água sair vitoriosa desta disputa, contudo quando olhamos para a natureza vemos inúmeros monumentos rochosos ou pedras moldadas pelas cachoeiras através do trabalho silencioso e persistente de gota após gota.

Nenhuma pedra acorda de manhã completamente mudada e transformada pela água. Foram necessários dias, semanas, meses e muitas vezes anos para que o trabalho fosse realizado.

Quando olho para nossas vidas e me pergunto qual é a água que tem me moldado, será que sou daqueles que se conformam, por que afinal, a água continua jorrando e o que eu posso fazer para impedir? Será que eu adquiro o mesmo formato de todo mundo deste “rio” chamado geração, “por aqui sempre se faz assim?”.

Nosso problema muitas vezes é subestimar o poder de uma gota perseverante. Olhamos para alguma área da nossa vida que não está bem, ou para algum pecadinho oculto e, simplesmente dizemos: “eu sou forte, eu venço sozinho, não preciso me preocupar com isso!”. Mas dia após dia, essa gotinha bate na porta do seu coração. Nos primeiros dias você resiste fortemente, mas com o passar do tempo você começa a se acostumar com o som dessa gotinha. Mais tempo se passa e você já não acha mais estranho o toque dela na porta do seu coração.

Como uma gota poderia influenciar uma forte pedra?
Mas a gota é persistente e um dia, quando você menos espera, ela já fez seu trabalho e você já foi domado por aquilo que julgava não ter valor.

Quanto mais o tempo passa, mais eu aprendo que preciso ter Cristo em todas as áreas da minha vida. Não existe área em mim que não precise da intervenção dEle. Ele tem que estar em todas elas. Eu não sou forte o bastante para me curar sozinho ou para esconder um pecadinho achando que ele nunca vai me vencer. É preciso ter Cristo em todas as esferas e saber que não há problemas nenhum em admitir fraqueza.

Prefiro admitir fraqueza e ser curado a ter a cabeça empinada com o coração doente.

A única água que pode e deve fazer parte da nossa vida, nos moldando e remoldando do jeito que ela quiser, é a água que jorra do trono dos céus. Essa tem total liberdade, pois transforma a pedra em coração.

Na paz d’Aquele que nos lava, limpa, renova, transforma e sacia.

Autoria: Felipe Heiderich

Por Litrazini
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Graça e Paz