quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Como lidar com terríveis fraquezas?

Aquilo que você não consegue dominar hoje, lhe dominará amanhã

Salmos 103:14…porque ele sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó.

Toda fraqueza nossa que recusamos tratar continuará amanhã nos levando em caminhos maus e impedirá que cheguemos à nossa vitória, pra viver uma vida de vitória, devemos primeiramente aceitar que as nossas fraquezas podem ressurgir em qualquer momento.

AQUILO QUE VC NÃO CONSEGUE DOMINAR HOJE, LHE DOMINARÁ AMANHÃ.

Salmos 71:9: Na minha velhice não me rejeiteis, ao declinar de minhas forças não me abandoneis.

SE DECIDIMOS VOLTAR A DEUS E ACEITAMOS QUE ELE TRABALHE EM NÓS, O ESPIRITO SANTO IRÁ REPETIDAMENTE LHE AVISAR.

JESUS DISSE A PEDRO : “ Lucas 22:31-32 Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos.”

VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR JESUS ORAR POR VOCÊ? É EXATAMENTE AQUILO QUE ACONTECE.

1 João 2:1: Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.

POR MAIS INCRÍVEL QUE PAREÇA, DEUS CONTINUARÁ A SE SERVIR DE VOCÊ MESMO SE AS SUAS FRAQUEZAS DOMINAM AINDA A SUA VIDA. ELE DARÁ INÚMERAS OPORTUNIDADES PARA QUE VOCÊ POSSA VOLTAR A ELE E LHE PEÇA AJUDA.

JESUS LANÇOU ESSA ADVERTENCIA A JERUSALEM : Mateus 23:37  Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! QUANTAS VEZES quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste!

Se você rejeita a graça divina, o que lhe resta?

Somente as consequências da sua decisão!

O que posso fazer então?

Volte a Deus!

Ele não será surpreso nem chocado do quanto existem fraquezas dentro de você. Ele jamais recusará lhe ajudar!

Reconhece, em primeiro lugar, que você precisa de ajuda! Depois... confronta as suas fraquezas!

Deixe o Espírito de Deus lhe encher do seu poder, Ele pode libertá-lo, mas também transformar as piores fraquezas em suas verdadeiras armas ofensivas para atacar satanás.

UMA ORAÇÃO PARA HOJE :

SENHOR, PARECE QUE NÃO CONSIGO VOLTAR PORQUE TODAS AS MINHAS FRAQUEZAS RESSURGEM APÓS UM TEMPO. MAS ACEITO O TEU PERDÃO E MAS UMA VEZ ACEITO A TUA MÃO QUE ME CONVIDA A BUSCAR A TUA FACE.
  
Pr. Chris Duran / Bob Gass

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

E Ele fará novas todas as coisas...

Aquele que estava assentado no trono disse: “Estou fazendo novas todas as coisas!” [Apocalipse 21.5]

Os oito primeiros versículos de Apocalipse 21 são variações do tema da novidade, pois João viu um novo céu e uma nova terra, para os quais descia a Nova Jerusalém. Como consequência, “a antiga ordem já passou” e Deus pôde então declarar: “Estou fazendo novas todas as coisas!” (v. 5). A promessa de um novo universo foi feita primeiramente ao profeta Isaías (Is 65.17; 66.22). O próprio Jesus se referiu a ela como “a renovação de todas as coisas” (Mt 19.28, literalmente “o novo nascimento”), e Paulo escreveu sobre ela como a libertação da criação da escravidão da corrupção (Rm 8.18-25).

É importante, portanto, afirmar que nossa esperança cristã não é de um céu etéreo, mas de um universo restaurado, que se relaciona ao mundo presente pela continuidade e pela descontinuidade. O cristão, individualmente, é uma nova criação em Cristo, a mesma pessoa, porém transformada, e o corpo ressurreto será o mesmo corpo com sua identidade intacta (lembre-se das cicatrizes do Jesus ressurreto), porém revestido de novos poderes. Assim também o novo céu e a nova terra não serão um universo substituto (como se criados de novo), mas um universo regenerado, purificado de todas as imperfeições atuais. João acrescenta o detalhe de que “o mar já não existia” (Ap 21.1), porque ele simboliza a agitação e a separação.

A seguir, João ouve a voz de Deus dirigida a ele e explica o significado da descida da nova Jerusalém: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão os seus povos; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus” (v. 3). Essa maravilhosa declaração é tão impressionante porque incorpora a fórmula da aliança, que aparece repetidas vezes em toda a Escritura: “Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”.

O resultado desse relacionamento vivo entre Deus e o seu povo é que já não haverá dor, lágrimas, luto nem morte, pois essas coisas pertencem à velha ordem caída do mundo, que então terá passado. E somente Deus pode fazer isso, pois ele é o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim (v. 6).

E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos que se prostituem, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte. Apocalipse 21.1-8


John Stott / Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O sobrenatural que nos tira do vale

Precisamos compreender que somente Deus tem o sobrenatural para Seus filhos e isso é reservado para todo aquele que crê em Jesus e o recebe como Salvador e Senhor

O termo sobrenatural, como a própria palavra sugere, é um fenômeno qualquer que não tenha uma causa natural. Isso me leva inevitavelmente a Deus, o maior especialista em “fenômenos sobrenaturais”, ou seja, o Único capaz de realizar milagres, transformar o impossível em possível, trazer à existência o que não existe.

O que Deus faz vai muito além do que é natural. Os fatos naturais são aqueles que nossa mente consegue visualizar e compreender. São coisas que podemos alcançar com nossas mãos, são objetivos que alcançamos pelo nosso esforço e mérito. E se quisermos viver apenas no que é natural, não precisaremos de Deus, mas viver sem Deus é a maior de todas as tolices humana.

Precisamos compreender que somente Deus tem o sobrenatural para Seus filhos e isso é reservado para todo aquele que crê em Jesus e o recebe como Salvador e Senhor. Quando aceitamos Jesus em nossa vida, somos habilitados para receber e viver o sobrenatural de Deus. E esse sobrenatural não pode ser explicado pela nossa limitação humana, portanto, cabe a nós, aceitar e desfrutar.

O sobrenatural é o poder de Deus que transforma o homem perdido em nova criatura. Ressuscita mortos. Cura o incurável. Faz da estéril mãe de filhos. Sobrenatural é o favor imerecido de Deus, manifestado através da Sua graça, do Seu amor, do Seu cuidado para com nossa vida todos os dias.

Somente o poder sobrenatural e inexplicável de Deus é capaz de nos fazer atravessar os desertos da vida sem desfalecer e nos faz vencer as tribulações que tentam roubar nossa paz e comunhão com o Senhor. É o sobrenatural de Deus que nos tira do vale, da escuridão, do desânimo, da depressão, da falta de esperança.

Esse sobrenatural é ativado em nós através da fé, pois quando colocamos nossa fé em ação, barreiras são rompidas, ultrapassamos os limites do nosso pensamento e passamos a viver uma vida que agrada ao Senhor. Então entramos em uma dimensão de vida que não pode ser explicada, mas que transforma e faz toda diferença em nosso caminhar diário com o Senhor.

Além da fé, o poder de Deus nos conduzirá à obediência e total dependência do Senhor. Buscaremos a Jesus e Ele nos revelará Seus propósitos para nossa vida. O invocaremos e seremos atendidos, poi Ele responde a todos que O buscam com um coração sincero e quebrantado. Viveremos o sobrenatural e nossa vida nunca mais será a mesma!
  
Autoria: Denise Tomaz de Souza / Lagoinha

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Discípulos da alienação: Os desconhecidos de Jesus

É espantoso o número de cristãos na internet, nas ruas, na TV e, sobretudo assustadoramente, dentro da própria igreja; Alheios, não só ao mundo exterior e as suas mazelas, ou à humanidade em pleno apelo pelo planeta, tentando entender onde vamos parar, ou compreender, como chegamos aqui, mas sim, alheios e distantes da palavra de Deus e do evangelho de Jesus Cristo.

O homem como centro do universo na era em que julga ter conquistado para si o mundo e sua vida; colocando-se como o alvo central, bem ao modo humanista (o mesmo “estilo” condenado em suas reuniões de busca de poder e unção de riquezas, na maioria das igrejas), tem de forma absurda e alienada, aprendido a se colocar como o fim; O alvo de uma vida que parece mais, uma vida de prazer do que abundante.

Há muita diferença entre uma e outra.
Não existe mais evangelismo em uma vida de testemunho (a não ser, o “financeiro”, o do carro novo…), ou o que esteja fora da TV ou de de grandes eventos; O testemunho de lideres e pastores passa longe de qualquer coisa que lembre a Jesus em sua conduta junto aos seus ou ao pecador.

Não há o amor; nem o pregado, nem muito menos o vivido; só o relatado como uma breve passagem para não fazer “feio”… Afinal, o homem que se torna filho, deixou de se cobrir da poeira dos pés do Mestre que trouxe a salvação, pra se tornar o filho mimado; na vida que pensa ser abundante, mas não tem passado da vida que o mundo tem como abundante.

Esta é hoje a posição do que carrega o nome de “seguidor de Jesus”; Afinal, ele é Filho o do Rei; O possuidor da vida abundante de Jesus, e outras grandes verdades, traduzidas em diversas mentiras que tem sido o sustentáculo destes “filhos” da fé que o Senhor Jesus afirma não reconhecê-los no fim, quando alegarem fazer parte do “povo eleito”… “Para trás de mim, não vos conheço…”.

Seria no mínimo insano, não querer se dar conta de quem seriam estes presunçosos; Seriam por acaso, os que não fizeram a opção pela escolha em fazer de Jesus, o Senhor de suas vidas?
Seriam os alheios ao crescimento da igreja dentro da “visão” de alguns “Pastores” e, em que a mesma, cresce e opera segundo o mundo e a sua concupiscência?


Creio que não… Estes pobres, na maior parte, excluídos, não trazem para si o nome do Senhor em suas ações com tanta irresponsabilidade quanto os confiados “evangélicos”, seguidores da vida que almejam e não do Senhor da vida… Quase tem se tornado “senhores” de seu suposto Senhor…

Creio, sim; serem os que na escalada do crescimento do que julgam ser a forma válida, para o “avançar” da igreja, fazem crescer em suas vidas de vitórias, apenas, todo o contingente irresponsável e insano que trazem junto do nome que utilizam, sem nem ao menos, conhecerem bem o seu dono, de fato. Se o conhecessem, seriam e reagiriam como o mestre do qual tomam e envergonham o nome.

Certamente, eu e você se tivéssemos o nome usado em alguma impropriedade, teríamos a mesma reação que Ele terá. Seu amor eterno, no entanto, espera que nos adequemos ao seu estilo… Enquanto há tempo…

O Senhor Jesus deu autoridade aos seus; Aos que criam nele. Aos que estivessem nele. Até aí, tudo bem, não é? Não. Não está nada bem na igreja que revoga o seu nome, mas que anda segundo o mundo em sua busca por algo que supra suas expectativas, ou sua religiosidade que beira a idolatria. Tudo anda mal se não é a ele, quem temos seguido.

Este é o panorama da igreja que diz ter a formula para o homem carente da graça de Deus… Pode até ser que tenham a formula, o que tem faltado, é a prática; A prática da graça.

Se não houver em nós o mesmo sentimento que houve em Jesus Cristo, é certo que o mundo não saberá do que tanto precisa e nem saberemos o que ainda precisamos com ele aprennder.

Faça um exame de sua vida como seguidor de Jesus cristo; Coloque-se à prova e pense se você o segue ou se na verdade, segue a você mesmo… Se você é igreja, ou se simplesmente, faz parte de uma parte da sociedade que, alienada, tem pensado em tudo; menos em andar como Ele.

“… Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade… ”- (Mt. 7.21-23)

Autor: Rogério Ribeiro 

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

domingo, 27 de outubro de 2013

De misericórdia em misericórdia

A misericórdia de hoje é para os fardos de hoje, para as tentações de hoje, para as necessidades espirituais de hoje. Todavia, elas não se esgotam. Quanto mais nos recorremos a ela, quanto mais dela confessamos ter necessidade, quanto mais nela depositamos a nossa confiança, tanto mais ela abunda sobre as nossas vidas

“A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração”. (Lc 1.50)

A vida cristã é uma experiência de pura misericórdia. Misericórdia que podemos alargar a sua compreensão quase que exponencialmente. Não se trata apenas daquela bênção de Deus em lidar com os nossos pecados, com os sofrimentos que deles decorrem, de tratar com brandura a nossa rebeldia e derramar perdão sobre as nossas vidas.

Misericórdia tem a ver com todos os recursos dados por Deus para fazermos a travessia desta vida em meio às muitas contradições, paradoxos e contingências de nossa experiência humana que escapam por completo de nosso controle. Gostaria de apresentar pelo menos quatro grandes aspectos da presença da misericórdia em nossas vidas que podemos e devemos desfrutar e repousar confiantemente nela.

Ansiedade e medo do futuro.
A misericórdia de Deus nos ensina que as necessidades de hoje serão supridas com as respostas para hoje. Que devemos ocupar-nos com um dia de cada vez: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal" (Mt 6.36). Misericórdia aqui significa que podemos contar com o auxílio de Deus assim como os israelitas contaram com o maná no deserto para sua porção diária de suprimentos numa terra inóspita: Lv 19.6; Dt 8.16.

Medo de sucumbir às provações.
Aprendemos da misericórdia do Senhor que Ele mesmo não tenta, não induz a nossa ruína: “Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta” (Tg 1.13), mas Deus nos prova e permite a provação, a citação de Deuteronômio acima fala disso: “para humilhá-los e prová-los, a fim de que tudo fosse bem com vocês” (Dt 8.16). Contudo, a misericórdia diz que o mesmo Deus que prova ou permite a provação, providencia a força para a suportarmos e o livramento dela: “Não sobreveio a vocês provação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam provados além do que podem suportar. Mas, quando forem provados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1Co 10.13).

Tempos de necessidades espirituais.
A misericórdia nos ensina que em tempos de sequidão da alma, frieza espiritual ou de qualquer outra necessidade, ela estará sempre à disposição para suprir nossas carências com a Graça: “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hb 4.16).

Há misericórdia suficiente e para sempre.
Esta é uma notícia maravilhosa. A misericórdia de hoje é para os fardos de hoje, para as tentações de hoje, para as necessidades espirituais de hoje. Todavia, elas não se esgotam. Quanto mais nos recorremos a ela, quanto mais dela confessamos ter necessidade, quanto mais nela depositamos a nossa confiança, tanto mais ela abunda sobre as nossas vidas.

Colecionar misericórdias, tê-las todas na memória agradecida do coração é grande fonte de paz e consolação: “Todavia, lembro-me também do que pode dar-me esperança” (Lm 3.21). Esta sentença foi proferida por um homem que conheceu abundância de tormentos, decepções e tristezas: o profeta Jeremias. Contudo, ele não se deixou consumir por suas tristezas e aflições. Antes, trazia na memória as misericórdias do passado, se fiava nelas, cria inarredavelmente que Deus não muda, não sofre variações, é imutável em seu amor, logo, suas misericórdias também não mudam, não diminuem, não desaparecem, eis o que ele nos ensina: “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se a cada manhã” (Lm 3.22,23).

Misericórdia nova para um novo dia. Misericórdia adequada para cada circunstância. Misericórdia em tempo, sem demora, para cada estação da vida.

Quero convidá-lo a tornar-se conscientemente um dependente visceral da misericórdia de Deus. Busque-a, deseje-a, conte com ela e também use em suas relações, afinal de contas o Senhor Jesus a requer também de nós: “Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores" (Mt 9.13).
  
Autor: Luiz Fernando Dos Santos

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

sábado, 26 de outubro de 2013

Maior é o que está em nós

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente, descansará. Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia, nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tudo não serás atingido” (Sl 91.1, 5,6,7).

“Toda ferramenta preparada contra ti não prosperará; e toda língua que se levantar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do Senhor e a sua justiça que vem de mim, diz o Senhor” (Is 54.17).

“Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido [o espírito do anticristo], porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (1 Jo 4.4). Por meio do Espírito Santo, que em habita no crente (1 Co 6.19), podemos vencer o mal que há no mundo, inclusive o pecado, Satanás, provações, tentações, tristezas, perseguições e falsos ensinos, e fazermos a vontade de Deus. 

“Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5.18). O diabo só pode afligir um crente se houver permissão de Deus. 

“Mas a todos quantos o receberam [receberam Jesus] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12; v. Jo 3.18; Ef 2.8). 

“Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rm 10.9). Não é considerado cristão e, em consequência, não pode ser chamado de filho de Deus, aquele que nega o evento central da salvação, isto é, a morte e ressurreição corporal de Jesus Cristo.

“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra carne e sangue [pessoas], mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contras as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais... tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual poderes apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.11,12,16)

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Precisamos novamente de homens de Deus

A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes.

Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais frequentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores… serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo…
A. W. Tozer – Fonte: Revista Fé Para Hoje

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Podemos disciplinar os filhos dando palmada?

Na Bíblia é dito que devemos educar as crianças e até fustigá-las com vara. Isso é algo metafórico ou literal? Eventualmente, podemos dar palmadas em nossos filhos para discipliná-los ou é melhor usar outros métodos?

Educar os filhos é mais do que um direito dos pais; é um dever. Em Provérbios 23.13, é dito: Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Contudo, esse tipo de disciplina com a vara — leia-se palmadas — só deverá ser aplicado à criança com mais de três anos de idade, após seus anos formativos [aproximadamente de um a três anos].

Uma criança de um a dois anos ainda é praticamente um bebê. Não tem noções exatas do que é certo ou errado. Então, se ela levantar a mão para dar um tapinha no rosto da gente, estará agindo sem refletir sobre isso. Sendo assim, não é necessário os pais baterem nela, para repreendê-la, até porque ela não entenderá e não tirará lição alguma disso. O ideal é o pai ou a mãe desviar-se do tapa e segurar as mãozinhas da criança para ela não repetir a ação.

É evidente que, mesmo quando um filho tem condições de entender a correção que está recebendo, os pais não devem aplicar castigos despropositados nem exagerados. Em texto algum da Bíblia é recomendado aos pais infligir abusos físicos, emocionais ou morais aos filhos. Não é isso que é fustigar com a vara.

Nenhum pai ou mãe tem o direito de espancar seu filho, de tirar-lhe a comida, promover humilhações morais etc. Isso não é disciplinar, é abusar física e emocionalmente da criança, traumatizando-a; é uma prova de desequilíbrio dos pais, e, de acordo com as leis civis, eles podem até perder a guarda do filho, se for comprovado o abuso/a violência doméstica.

Disciplinar um filho é mais do que corrigir um mau comportamento dele, substituindo o errado pelo certo. Implica levá-lo à reflexão sobre seus atos e ao arrependimento sincero. A finalidade da disciplina é não apenas ensinar a criança a obedecer aos pais e às autoridades; é permitir que ela assimile valores e princípios éticos e morais, entendendo que estes são fundamentais a uma vida plena e saudável e a relacionamentos construtivos.

A arma mais poderosa da educação é o amor dos pais pelos filhos. Existem gestos, olhares e atitudes que os pais podem usar para demonstrar ao filho que não estão gostando do que ele está fazendo e impor-lhe limites. Na maioria dos casos, basta uma conversa. Somente em alguns momentos extremos, precisarão usar a amorosa correção física, punindo o mau comportamento do filho, pois, se não o fizerem, a “vida” o fará.

A disciplina, é claro, deve ser apropriada a cada fase em que o filho se encontra. Mas, qualquer que seja a idade dele, não convém gritar, fazer gestos obscenos ou bater boca com ele, para que não se torne uma pessoa nervosa, violenta e/ou briguenta. Aos pais cabe educar e zelar pelo bem-estar físico, emocional e espiritual dos filhos. Recomendo, então, que orem pedindo ao Altíssimo amor e sabedoria, para criá-los no temor a Deus, e que cultivem o hábito de ler a Bíblia em casa, ouvir louvores, ir à igreja.

Os pais devem evitar deixar seus filhos muito tempo em frente à televisão ou totalmente entregues aos cuidados de outrem, para que eles não se sintam menosprezados pela falta de atenção e diálogo com os pais.

É preciso que os progenitores reservarem um tempo diário para dar mais atenção à sua prole e conversar com ela. Caso contrário, a televisão, as revistas, a Internet, os jogos de videogame e os amigos exercerão maior influência sobre as crianças do que os pais e seus valores positivos.

Lembre-se: pais ausentes geram filhos insubmissos. Pais desequilibrados geram filhos depressivos. Pais descrentes geram filhos desviados. Pais altivos geram filhos sem limites. Pais violentos geram filhos agressivos. Pais inconstantes geram filhos superficiais. Pais irresponsáveis geram filhos desordeiros.

Não permita que seu filho se torne desequilibrado, insubmisso, egoísta, ambicioso, violento nem promíscuo. Faça a diferença, ensinando-lhe o amor e as leis de Deus pelo seu bom exemplo.

SUGESTÕES DE LEITURA:
Provérbios 13.14; 19.18; 22.15; 29.15,16; Efésios 6.4; Colossenses 3.21; Hebreus 12.7

Livros Como conquistar a obediência dos Filhos, de Scott Turansky e Joanne Miller; Pais e filhos no Reino de Deus, de Myles Munroe; Bons pais, filhos melhores, de Silas Malafaia, publicados pela Editora Central Gospel.

Autor: Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Temos anjos guardiões?

“Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus” (Mt.18:10).  Pelo contexto, estes “pequeninos” podem significar aqueles que acreditam nEle (v.6) ou crianças pequenas (versículos 3-5).

Essa é a passagem principal para a discussão de anjos guardiões. Não há qualquer dúvida de que anjos bons ajudam a proteger (Daniel 6:20-23; 2 Reis 6:13-17), revelam informação (Atos 7:52-53; Lucas 1:11-20), guiam (Mateus 1:20-21; Atos 8:26), providenciam pelas necessidades (Gênesis 21:17-20; 1 Reis 19:5-7) e ministram aos crentes em geral (Hebreus 1:14). Há vários exemplos disso nas Escrituras.

A pergunta que surge é se cada pessoa – ou cada cristão – tem um anjo a ele/ela designado.

No Velho Testamento, a nação de Israel tinha o arcanjo Miguel a ela designada (Daniel 10:21; 12:1), mas em nenhum lugar a Bíblia diz que um anjo foi “designado” a um indivíduo (eles foram às vezes enviados aos indivíduos, mas não menciona uma designação “permanente”).

Um comentarista diz que os judeus tinham totalmente desenvolvido a crença em anjos guardiões durante o tempo entre o Velho e o Novo Testamento.

Alguns fundadores da igreja primitiva acreditaram que cada pessoa tinha não só um bom anjo a ela designado, mas um demônio também. A crença em anjo guardião existe há muito tempo, mas não há nenhuma base bíblica para tal crença.

Ao retornar a Mateus 18:10, a palavra “seus” é um pronome coletivo no grego, e refere-se ao fato de que os crentes são servidos por anjos em geral. Esses anjos são retratados como “sempre” vendo a face de Deus, para que possam escutar Seu comando de ajudar um crente quando necessário. Se alguém vai interpretar dessa passagem que Mateus está se referindo a anjos guardiões, iria aparentar que esses anjos não estão na ativa, mas estão “sempre vendo a face de Deus” que está no céu. A responsabilidade de como agir aparenta então vir de Deus e não dos anjos, o que faz sentido, porque só Deus é onisciente. Ele vê todo crente a todo momento, e só Ele sabe quando um de nós precisamos da intervenção de um anjo. Porque eles estão vendo a Sua face continuamente, os anjos estão à Sua disposição para ajudar um dos Seus “pequeninos”.

Na sociedade ocidental de hoje, é a “moda” acreditar em anjos. Temos filmes que falam de anjos; temos seriados na TV que retratam anjos sendo designados a ajudar humanos. A Bíblia deixa bem claro que apesar dos anjos possuirem super poder e conhecimento, eles são seres criados, assim como nós também somos, e não são “nada” quando comparados com Deus. Sendo assim, eles não devem ser louvados (Êxodo 20:1-6; Colossenses 2:18). Ao contrário, louvor é para ser reservado ao Deus triúno apenas. Infelizmente, enquanto os shows sobre anjos adoram a Deus com seus lábios, o Filho de Deus raramente (ou nunca) é mencionado. Deus diz em João 5:23 que se alguém não honra o Filho, ele não honra o Pai que O enviou.

As Escrituras não respondem definitivamente se cada crente tem um anjo guardião a ele designado ou não. Mas como dissemos anteriormente, Deus os usa para ministrar a nós. É bíblico dizer que Ele os usa como Ele nos usa; por exemplo, Ele de forma alguma precisa de nós para cumprir seus propósitos, mas mesmo assim escolhe nos usar e usar os anjos também (Jó 4:18; Jó 15:15).

No final, quer tenhamos um anjo guardião ou não, temos uma garantia ainda maior que Deus nos dá: se somos Seus filhos através de fé em Cristo, Ele usa todas as coisas para o bem daqueles que O amam (Romanos 8:28-30), e garante que Jesus Cristo não vai nunca nos abandonar ou deixar (Hebreus 13:5-6).

Se temos um Deus onisciente, onipotente e amoroso conosco, será que realmente importa se Ele tem nos dado um anjo finito para nos acompanhar?

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A supremacia das Escrituras e a primazia da pregação

O apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo, fechando as cortinas da vida, na antessala de seu martírio, ordenou a Timóteo: "Prega a palavra…" (2Tm 4.2).

Uma coisa é pregar a palavra, outra coisa é pregar sobre a palavra. A palavra é o conteúdo da pregação e a autoridade do pregador. O pregador não é a fonte da mensagem, mas seu instrumento. O pregador não produz a mensagem, transmite-a. O pregador é um arauto; a mensagem não é sua, mas daquele que o enviou. Seu papel não é tornar a mensagem mais palatável aos ouvidos das pessoas, mas transmiti-la com fidelidade.

Duas verdades devem ser destacadas no texto de 2Timóteo 4.2.

Em primeiro lugar, a supremacia das Escrituras. Paulo escreve: "Prega a palavra".
Paulo não ordena a Timóteo a pregar suas próprias ideias nem o autoriza a pregar a mensagem mais popular da época. Timóteo deveria pregar a palavra. Não temos outra mensagem a transmitir a não ser a palavra de Deus. O pregador não pode criar a mensagem; é sua incumbência transmiti-la. Não tem o direito de sonegar parte da mensagem que recebe; deve comunicá-la com inteireza.

Hoje, muitos pregadores pregam outro evangelho. Um evangelho que não tem boas novas de salvação. Um evangelho fabricado no laboratório do enganoso coração humano. Um evangelho que atrai multidões, mas não tem poder para transformá-las. Um evangelho humanista, centrado no homem, e não o evangelho da graça, centrado em Cristo e na sua obra redentora. Floresce hoje o espúrio evangelho da prosperidade, prometendo aos homens as riquezas e glórias deste mundo, mas sonegando a eles a palavra da salvação eterna.

Recrudesce um evangelho místico, sincrético, com fortes laivos de paganismo, desviando os incautos da cruz de Cristo, para sua própria ruína e destruição.

Ah, é tempo da igreja voltar-se para o lema da Reforma: "Sola Scriptura"! É preciso interromper essa marcha inglória de uma pregação cheia do homem e vazia de Deus; uma pregação que promete curas, milagres e prosperidade, mas não oferece aos perdidos a vida eterna em Cristo Jesus.

É preciso colocar em relevo a mensagem da graça e erguer o estandarte da cruz onde os pregadores infiéis drapejam a bandeira de perigosas heresias. Precisamos de uma volta ao Cristianismo apostólico, onde a igreja reconheça a supremacia das Escrituras e coloque a palavra de Deus no centro do culto, da pregação e da vida.

Em segundo lugar, a primazia da pregação. Paulo escreve: "Prega a palavra".

Uma vez que temos a palavra de Deus, inspirada pelo Espírito de Deus, inerrante, infalível e suficiente não podemos guardá-la apenas para nós. A palavra que nos foi confiada precisa ser transmitida.

A mensagem que recebemos deve ser proclamada com fidelidade, entusiasmo e urgência. Não basta reconhecer a supremacia das Escrituras; é preciso estar comprometido com a primazia da pregação. Sonegar a palavra é privar as pessoas de conhecer a graça de Deus. Reter a mensagem da salvação é uma atitude cruel com os perdidos, uma vez que a fé vem pelo ouvir a palavra. Deus chama os seus escolhidos por meio da palavra.

A palavra de Deus é poderosa. Tem vida em si mesma. É a divina semente, que semeada em boa terra produz a trinta, a sessenta e a cento por um. Nunca volta para Deus vazia. Sempre cumpre o propósito para o qual foi designada.

Cabe à igreja levantar-se, no poder do Espírito Santo, e pregar a tempo e a fora de tempo essa palavra da vida. Cabe à igreja instar com os pecadores para que se voltem para Deus em arrependimento e fé.

É responsabilidade da igreja corrigir, repreender e exortar a todos, com toda a longanimidade e doutrina, pois multiplicam-se os falsos mestres, movidos por sórdida ganância, atraindo para si aqueles que sentem coceira nos ouvidos, entregando-se a fábulas, em vez de ouvir a mensagem da graça.

Que Deus traga sobre nós um poderoso reavivamento espiritual, colocando a igreja de volta nos trilhos da verdade, a fim de que ela entenda a supremacia das Escrituras e se comprometa com a primazia da pregação.

Rev. Hernandes Dias Lopes


Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Haverá lembrança na Glória?

É comum que haja essa dúvida, mais não se desespere. Nós a responderemos à luz da Bíblia, fique conosco até o final deste breve estudo e boa leitura em nome de Jesus.

Esta pergunta se remete ao final da Grande Tribulação quando Jesus voltar de forma visível com poder e grande glória e todo olho o verá, nessa ocasião Ele iniciará o chamado governo de Mil Anos ou Milênio de Cristo e é quando Ele separará as ovelhas do bodes, vejamos esta passagem para entendermos esta questão da lembrança:

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” Mateus 25.31-34

Mais tarde ele acrescenta:
“Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” Mateus 25.41

Essa separação das “ovelhas” dos “bodes” e o subsequente banimento dos perdidos ao inferno, concorrente com a ressurreição do mártires do Período da Tribulação e outros santos que morreram de causas naturais durante aquele período de tempo. Portanto, o que temos neste ponto é um grupo de cristãos vivos que sobreviveram à Tribulação, juntamente com os santos do Antigo e do Novo Testamento em corpos glorificados – que entrarão juntos no reino dos céus. A frase “reino dos céus” refere-se a um reinado na Terra governado a partir dos céus e é um sinônimo do Reinado Milenar.

Isso nos leva a Isaías 65.17 que diz: “Porque, eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão”

Então o que o verso diz é que: “não haverá lembrança das coisas passadas”. Quais coisas passadas?
Resposta: As coisas que ele cita no contexto e chama de coisas passadas, são as angustias e agruras da vida.

Quando você analisa todo o contexto vê então do que ele está falando veja no verso anterior de o numero 16: “Assim que aquele que se bendisser na terra, se bendirá no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos”

Observaram o verso 16? O que serão esquecidas são as angustias passadas, ou seja, tudo que lhe causar sofrimento você não vai se lembrar, mais saberá o porquê está desfrutando deste novo tempo de glória, o que o contexto revela, por exemplo, é que se você tem algum parente querido que não foi salvo, você não se lembrará dele afim de não sofrer, pois como diz o texto “Deus não te permitirá lembrar-se das angustias passadas”.

Este ensino está correlacionado com Apocalipse 7.17 que diz:
“Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de seus olhos toda a lágrima.”

Recapitulando, haverá lembrança no milênio e na glória. Nós só não nos lembraremos de coisas que nos façam sofrer (angustias passadas).

Autor: Pr. Rodrigo M. de Oliveira / Extraído do site atosdois

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz


domingo, 20 de outubro de 2013

Graça, graças, justiça e misericórdia

O que têm em comum as palavras graça, graças, justiça e misericórdia?

Numa primeira olhada, diríamos que somente as duas primeiras têm algo a ver. As demais se encontram, talvez, na possível ação ou reação de alguém. Tipo, uma pessoa pode conceder graça, agir com justiça, exercer misericórdia etc.

De fato, à exceção da segunda (graças), são respostas possíveis a alguém que detém uma “nota promissória”, seja ela literal ou figurada. É aquela ideia bíblica de dívida.

Penso logo naquela parábola de Jesus que começa assim:

Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos denários, e o outro, cinqüenta. Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? (Lc 7: 41,42).

Lembrou? “Simão, uma coisa tenho a dizer-te. Ele respondeu: Dize-a, Mestre”. Ai, o pobre Simão sente que está em apuros, rsrsrsrs!

Bem, essas palavras estão todas juntas na carta de Paulo aos Romanos. No original, ele usa uma mesma palavra grega para fazer uma espécie de jogo de palavras com as duas primeiras: Charis. Do ponto de vista de Deus, significa “graça“, dádiva; do ponto de vista do homem, significa “graças“, a resposta adequada à graça, advinda da gratidão do coração. Dar graças é agradecer.

Restam as outras duas: justiça e misericórdia. “Justiça de Deus”, para Paulo, tanto pode ser uma característica de seu caráter (Deus é justo) quanto um processo de justificação (Deus justifica o injusto). E aí vem o “escândalo para os judeus”: como pode um juiz justo justificar o ímpio? Se ele é justo, então quem deve, paga; quem não deve, não paga! Quem deve muito, paga muito; quem deve pouco, paga pouco. É justo.

E aí, vem a surpresa: o Credor, por misericórdia, concede graça ao devedor insolvente.

Então, veja como essas palavras se encontram nos evangelhos e na teologia paulina: Graça significa dádiva imerecida; você recebe algo bom que não merecia. Graças (ou ação de graças, ou “dar graças”) é a resposta esperada por quem concedeu graça e adequada a quem foi agraciado; gratidão. Justiça acontece quando você recebe o que, sim, merecia (se é um devedor, terá de pagar; se é um pecador, terá que morrer). Mas a misericórdia faz com que não recebamos o que, sim, merecíamos (a cobrança da dívida). Deus “usa de misericórdia” (Rm 11:32) para com todos aqueles que ele nivelou na condição de pecadores ou devedores, seja a dívida de quinhentos ou cinquenta denários.

Resta uma ponta solta, nesse novelo. Se Deus é justo, como pode deixar a dívida sem pagamento? Como fica essa dívida se, por misericórdia, ele concede graça ao devedor? Bem, é importante dizer que a justiça foi satisfeita e que a conta foi paga. E que custou a vida de um inocente. O justo pagou pelos injustos; o inocente pelos pecadores. E este era o próprio Filho de Deus.

Essa graça não saiu de graça. E a misericórdia apenas transferiu para outro o “escrito de dívida”, que foi cravado na cruz.
  
- Rubem Amorese

Por Litrazini


Graça e Paz