terça-feira, 15 de outubro de 2013

COMO CONSEGUIR A SALVAÇÃO

Do mesmo modo que o pacto do casamento é protegido por lei civil, assim também o amor entre Cristo e nós é garantido pelo amor divino (Rm. 8:1-4). “Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. (Rm. 10.9).

Recebemos a graça salvadora de Deus fazendo duas coisas: confessando com nossa boca o senhorio de Jesus Cristo, e crendo em sua ressurreição. Deus é imutável e imutáveis são as suas alianças. Ele não depende da emoção humana para confirmar suas verdades eternas. A salvação é muito mais do que agitação profunda da alma – ela é graça garantida., “Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas todo aquele que rejeita o Filho não verá a vida, pois sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo. 3:36).

Descobrir a Deus é meramente abrir o coração e admitir que Ele, a quem temos buscado, esta muito perto de nós. Ser salvo é estar num barco salva-vidas a caminho de um porto seguro. Todavia, a salvação é uma viagem, e isto significa que ainda não chegamos ao porto.

Muitos cristãos não são felizes porque há um conflito interior que os arrasa, ou seja  a briga entre a velha natureza e a nova. Quando aceitamos a Jesus Cristo assumimos uma nova natureza, mas conservamos uma parte da antiga. E essas duas naturezas disputam a supremacia no campo de batalha de nossas mentes “...quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4.22-24).

O próprio Paulo experimentou esta estranha neurose espiritual,(ler Romanos 7.15-17). Este tipo de conflito espiritual inevitavelmente produz frustração e desespero bem como certa dúvida a respeito do valor de nossa nova vida em Cristo.

Será esta espécie de neurose uma incerteza inescapável?
Não. A mente de Cristo, uma parte do novo homem, supre-nos com vitória. “Assim, vocês podem ver como isto é: minha nova vida manda-me fazer o que é correto, porém a velha natureza que ainda está dentro de mim gosta de pecar. Que situação terrível esta em que estou! Quem me livrará da minha escravidão a esta mortífera natureza inferior? Mas graças a Deus! Isto foi feito por Jesus Cristo, nosso Senhor. Ele me libertou” (Rm. 7.24-25).

Nós neuróticos espirituais, somos libertos pela presidência exclusiva de Jesus Cristo, pelo controle singular da mente de Cristo.

Solte-se, deixe Deus agir! Os dias mais conturbados e dilacerantes de nossas vidas são aqueles quando o velho homem e o novo lutam. Os mais felizes são aqueles quando nos soltamos e deixamos que a vontade singular de Deus ocupe nossas mentes. “Portanto, agora já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8.1)

Mesmo depois de nos tornarmos cristãos, parece que desejamos problemas. Em vez de aproximar-nos de Deus, retiramo-nos como Jonas, do que sabemos ser a sua vontade. Queremos amar o nosso mundo, mesmo conscientes de que este amor pelas coisas do mundo  significa inimizade com Deus. Então veem os dias terríveis, nossa confiança escoa-se na incerteza.

Todavia, quando fomos redimidos, o Espírito de Deus que mora em nosso interior convence-nos de que o seu amor está em nós mediante a presença de Cristo., e Ele não nos abandonará. Apesar do amor de Deus ter custado caro, pois Ele foi à cruz para declará-lo, ele é grátis. É dádiva de Deus. Não pode ser comprado.

Só Jesus salva! Nada há que possamos acrescentar a graça. Se houvesse, nos tornaríamos parcialmente responsáveis por nossa redenção. Seremos mais felizes se não tentarmos pagar pelos nossos próprios pecados.

Quando nos apegamos ao sentimento de culpa, baseados em não nos sentirmos perdoados, estamos pecando contra a integridade de Deus. Deixar de perdoar-nos a nós mesmos o que Ele já nos perdoou é exibicionismo espiritual, é negar o que está escrito em 1 João 1.9 “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel  e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça.”.

Deus quer que confiemos toda nossa carga em seu amor. Aceitar seu grande perdão é a melhor evidência da nossa rendição completa à Ele. Não podemos convencer a outros de que Deus é confiável, enquanto não houvermos entregues a Ele todos os nossos pecados, e aprendido a nunca mais trazermos à tona as sombras do passado.

Litrazini:


Graça e Paz