sábado, 30 de novembro de 2013

A Dedicação a Causa de Cristo e Seus Resultados

 “E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; e disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com seu pai, Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os; eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mateus 4.18-23).

Existem muitas bênçãos armazenadas para quem dedica sua vida de coração a Deus e a Sua obra. Não existe maior desafio em nossos dias que o desafio de ser um cristão no meio desta degenerada e perversa geração - o desafio de viver uma vida totalmente comprometida, dedicada a Cristo, a Sua Palavra, e a Sua vontade.

Porém, ao dedicarmos nossas vidas a maior causa que podemos abraçar que é uma vida de serviço a Deus, nós constataremos que as bênçãos serão a consequencia, ou melhor, elas nos acompanharão, ou seja, elas virão como resultado e recompensa de nossa dedicação a Cristo e Sua obra. Não devemos esquecer desse fato para não transformar o privilégio de cooperar com o Espírito Santo na realização da Sua obra em uma caça a recompensas ou busca de bênçãos; o que pode chegar ao ponto de tornar nosso serviço a Deus em um fardo.

A dedicação a Cristo da direção para as nossas vidas.
Moisés comprometeu-se a si mesmo com Deus e experimentou 80 anos de total realização, de vida útil para si e seu povo. (40 anos investidos foram em sua preparação e 40 anos foram despendidos na liderança do povo de Israel). É importante frisar que os anos de preparação não são anos perdidos.

Noé comprometeu-se com Deus, dedicando-se totalmente ao seu serviço e achou satisfação diante de Deus.
Noé foi um atalaia de Deus (pregador, anunciador).
Noé movimentava-se, andava em temor diante de Deus.
Noé preparou uma arca de acordo com os planos de Deus.
Noé foi recompensado através da salvação de toda a sua família.
Noé por sua fidelidade para com Deus condenou o mundo da sua época.
Noé por causa de permanecer firme diante de Deus tornou-se herdeiro da justiça segundo a fé.

Saulo de Tarso depois da dedicação de sua vida ao serviço de Deus tornou-se Paulo, grande missionário e apóstolo aos gentios.

 A dedicação a Cristo assegura-nos a aprovação de Deus nas nossas vidas.
Josué foi um espião fiel. Deus o escolheu para liderar o povo de Israel para a vitória contra os seus inimigos e a conquista da Terra Prometida.
José foi fiel e dedicado a Deus mesmo debaixo da severa tentação, e Deus o tornou o poderoso governador do Egito.
Abraão dedicou-se a obedecer ao comando de Deus e tornou-se o Pai da Fé.

A dedicação a Cristo faz com que deixemos a monotonia e tenhamos uma vida de desafios. Transforma humildes pescadores como Pedro, André, Tiago e João em pescadores de homens. Converte pessoas tímidas como Gideão (Eu sou o menor da casa de meu pai...), no corajoso, destemido, e vitorioso líder sobre seus inimigos. Transforma o Pedro vacilante que negou a Jesus em um audacioso e grande pregador do Evangelho; o medroso em grande mártir do cristianismo.

A dedicação a Cristo é o Seu desejo para todos os cristãos. (Conf. Rm 12.1-2).
“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1-2).
Cada cristão deve apresentar um culto racional ao Senhor através do corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus.
Cada cristãso não deve se conformar ao padrão deste mundo e seus planos que desonram, entristecem e refutam a existência de Deus.
Cada cristão deve se transformar pela renovação da sua mente, providenciando, ou melhor, permitindo a ação da vontade de Deus em sua vida.

Você está totalmente dedicado a Deus?
Pode sua vida realmente ser contada como Dele e dedicada a Sua causa, e ao Seu serviço?
Você tem achado direção para a sua vida? Ou ainda está desorientado em alguma área?
Deus tem aprovado suas atitudes, sua maneira de viver? Ou sua vida tem entristecido ao Espírito Santo?
Você tem aceito o grande desafio que é a vida cristã? O desafio de uma vida dedicada a Deus? O desafio de se conformar a vontade de Deus.

Pr. Silvio Correa Coelho

Por Litrazini
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Graça e Paz

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Justificados, pois, pela fé


a.  O que quer dizer justificação?
É uma palavra forense. Refere-se a uma pessoa acusada que é declarada justa e publicamente absolvida. Quando Deus justifica uma pessoa, declara a pessoa justa e olha para ela como se não tivesse pecado.

b.  Qual a fonte da justificação?
A causa, ou o motivo interior que a estimula ou a base da justificação é a livre graça de Deus: “Sendo justificados livremente por sua graça”. Ambrósio, expondo sobre a justificação, diz que ela não é “da graça produzida internamente por nós, mas da livre graça de Deus”.

A primeira engrenagem que põe todo o restante em funcionamento é o amor e o favor de Deus, assim como um rei livremente perdoa um delinquente. A justificação é uma misericórdia provinda das entranhas da livre graça. Deus não nos justifica porque temos valor, mas ao nos justificar nos faz de grande valor.

c.  Qual é o fundamento pelo qual o pecador é justificado?
O fundamento de nossa justificação é a satisfação que Cristo proporciona às exigências de Deus Pai. Pode-se perguntar: “Como se relacionam a justiça e a santidade de Deus quando ele nos declara inocentes visto que somos culpados?” A resposta é: “Quando Cristo satisfez nossas faltas, Deus pôde, em equidade e em justiça, declarar-nos justos”. É uma coisa justa um credor perdoar alguém que deve uma grande quantia quando ela é paga por um fiador.

d.  A satisfação obtida por Cristo tem mérito suficiente para justificar?
Sim, plenamente na natureza divina de Cristo. Como homem, Cristo sofreu, como Deus, satisfez. Pela morte e pelos méritos de Cristo, a justiça de Deus foi mais abundantemente satisfeita do que se tivéssemos sofrido as dores do inferno para sempre.

e. Qual é o método de nossa justificação?
Pela imputação da justiça de Cristo em nós: “Será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23.6). “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça” (1 Co 1.30). Essa justiça de Cristo, que nos justifica, é melhor que a dos anjos, pois a justiça deles é das criaturas e essa é de Deus.

f. Qual é o meio ou instrumento de nossa justificação?
O instrumento é a fé. “Justificados… mediante a fé” (Rm 5.1). A dignidade não está na fé como uma graça, mas de modo relativo, na medida em que se apega aos méritos de Cristo.

g. Qual é a causa eficiente de nossa justificação?
Toda a Trindade, visto que todas as pessoas da bendita Trindade participam da justificação de um pecador: Deus, o Pai, justifica: “É Deus quem os justifica” (Rm 8.33). Deus, o Filho, justifica: “E, por meio dele, todo o que crê é justificado” (At 13.39).

Deus, o Santo Espírito, justifica: “Mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co 6.11). Deus, o Pai, justifica ao nos declarar retos; Deus, o Filho, justifica ao impor sobre nós sua justiça; e Deus, o Espírito Santo, justifica ao esclarecer nossa justificação e nos selar até o dia da redenção.

h. Qual é o propósito de nossa justificação?

I. A glorificação eterna de Deus
A finalidade é que Deus receba louvores: “Para louvor da glória de sua graça” (Ef 1.6). Pela justificação, Deus levanta os eternos troféus de sua própria honra. Como o pecador justificado proclamará o amor de Deus e fará os céus a ressoarem com os louvores ao nome do Senhor!

II. A glorificação eterna do justificado.
O fim de nossa justificação é que a pessoa justificada receba a glória. “Aos que chamou, a esses também justificou” (Rm 8.30). Deus, quando justifica, não somente absolve a alma culpada, mas dignifica. Como José, que não foi somente solto da prisão, mas feito senhor do reino, a justificação é coroada com a glorificação.

POR THOMAS WATSON / Traduzido por André Lima | Reforma21

Por Litrazini
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Graça e Paz


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Qual é a fonte de suas palavras?

Quando olho para a falta de preocupação nossa em buscar nas Escrituras a fonte de verdade (como faziam os Bereanos em Atos 17), vejo claramente isso sendo refletido em outras áreas da vida.

Não é difícil de ouvir por aí cristãos dizendo algumas frases “Bíblicas” que podem estar em muitos lugares, menos nas Escrituras Sagradas.

Coisas do tipo: 'O cair é do homem e o levantar é de Deus' ou 'Faça a sua parte e eu te ajudarei' permeiam lábios que as reproduzem sem verificar a fonte. Já fui surpreendido com a célebre frase de Jesus: 'Eu vim para confundir, não para explicar', mas que na realidade não foi O Cristo que disse, mas sim um animador de auditório que viveu muitos séculos depois e que foi conhecido como 'Chacrinha'.

Quando olho para a falta de preocupação nossa em buscar nas Escrituras a fonte de verdade (como faziam os Bereanos em Atos 17), vejo claramente isso sendo refletido em outras áreas da vida. Cada vez mais menos pessoas se julgam com motivos de se arrependerem. Temos um crescente leva de homens e mulheres brincando de pecar e não entendendo o verdadeiro significado de ARREPENDER-SE.

Na justificativa de que Deus é amor, muitos 'brincam' com o pecado na expectativa do perdão futuro, esquecendo quão dolorido, sofrido e mortal foi o preço pago por Jesus para que pudéssemos alcançar redenção.

Analisando a morfologia da palavra ARREPENDER descubro o seguinte significado:

ARREPENDER = A (Negativo Grego) - RE (Repetição, De Novo) - PENDER (Cair) => Não De Novo Cair => Não Cair de Novo => ARREPENDER.

Eu não quero cair de novo. 

Mesmo que por algum motivo eu venha a cometer o mesmo erro, esse não era o desejo do meu coração. Quando olho para a Cruz eu sinto o sofrimento de Cristo e me recuso a rir do sofrimento dele para que eu possa cometer mais algum pecado conscientemente.

Outra palavra que me chama muito a atenção na Bíblia é a palavra INIQUIDADE.

Davi uma vez narrou sobre isso no Salmo 51:2 'Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado'. Ele falou sobre pecado e sobre iniquidade. Na minha leiga opinião, pecado é o erro nosso diário, quando por algum motivo não acertamos o alvo. Após confessado, você é lavado e remido. Limpo e purificado. Contudo quando o mesmo pecado é repetido muitas vezes, você acaba gerando justificativas para cometê-lo. Em um ponto mais crítico você passa a defendê-lo. O certo vira errado e o errado vira certo. Sua mente está cauterizada, o Espírito apagado dentro de você (Sl 51.11). Você já não se sente culpado e não vê mais motivos para se arrepender. Isso é Iniquidade.

Vemos muito isso acontecer em mudanças de comportamento, quando a pessoa se afasta de Deus e começa a retornar aos hábitos que possuía antes de seu encontro com o Criador. O certo já não é tão certo mais. Surgem as dúvidas. Cauteriza-se a mente. Instala-se a iniquidade.

Apesar de a frase: 'Nenhuma folha cai de uma árvore sem a permissão de Deus' também não estar na Bíblia, sabemos que existem inúmeras outras que mostram que Deus se interessa por você, sabe o que você está passando e quer passar junto com você, mas não brinque com coisa séria. O preço do Calvário foi alto demais. O sangue vertido que te purifica e inclusive lava a sua e a minha iniquidade saiu de alguém inocente que fez o que fez por amor a nós.

Vivamos uma vida de arrependimento genuíno e focado na Cruz, pois 'É necessário que Ele cresça e que eu diminua' isso sim está na Bíblia em João 3:30.

Na paz d’Aquele que fez tudo novo e pagou preço de sangue para que eu e você vivêssemos!

Pr Felipe Heiderich

Por Litrazini
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Graça e Paz

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Salvação, dom inefável de Deus

A salvação não é uma conquista humana, mas uma dádiva de Deus. Não a alcançamos por mérito, mas recebemo-la por graça. A salvação não é um troféu que erguemos como fruto do nosso labor nem uma medalha de honra ao mérito, mas um presente imerecido. Concernente à salvação, como dom inefável de Deus, destacamos três verdades sublimes:

Em primeiro, a graça, o fundamento da salvação.

"Porque pela graça sois salvos…" (Ef 2.8aa). A graça de Deus é seu amor imerecido, endereçado a pecadores perdidos e arruinados. Deus amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Amou-nos não por causa das nossas virtudes, mas apesar das nossas mazelas. Amou-nos não porque éramos seus amigos, mas apesar de ser seus inimigos. Amou-nos e deu-nos seu Filho Unigênito. Amou-nos e deu-nos tudo. Deu-se a si mesmo. Deu seu Filho único. Deu-o não para ser servido, mas para servir. Não para ser aplaudido entre os homens, mas morrer pelos pecadores.

Esse amor incomparável, incompreensível e indescritível a pecadores indignos é a expressão mais eloquente de sua graça. Assim, não somos salvos pela obra que realizamos para Deus, mas pela obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário.

A cruz de Cristo é o palco onde refulge com todo o esplendor a graça de Deus. Aqui está a causa meritória da nossa redenção, o fundamento da nossa salvação.

Em segundo lugar, a fé, o instrumento da nossa salvação.

"… mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8b,9). Não somos salvos por causa da fé, mas mediante a fé. A fé não é a causa meritória, mas a causa instrumental da nossa salvação. Apropriamos da salvação pela graça, mediante a fé.

A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente de um rei. Deus nos oferece a salvação gratuitamente e apropriamo-nos dela pela fé. A própria fé não vem do homem, vem de Deus; não é resultado de esforço ou mérito humano, mas presente de Deus.

A fé salvadora não é apenas um assentimento intelectual nem uma confiança passageira apenas para as questões desta vida. A fé salvadora é plantada em nosso coração pelo Espírito de Deus e então, transferimos nossa confiança daquilo que fazemos para o que Cristo fez por nós na cruz. A fé não apenas toma posse da salvação, mas, também, descansa na suficiente obra de Cristo. Somos justificados pela fé, vivemos pela fé, andamos de fé em fé e vencemos o mundo pela fé.

Em terceiro lugar, as boas obras, o propósito da nossa salvação.

"Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus, para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.10). Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. As boas obras não são a causa da salvação, mas sua consequência. Não fazemos boas obras com o propósito de sermos salvos; fazemo-las porque já fomos salvos pela graça, mediante a fé.

É importante destacar que se as boas obras não encontram lugar como causa meritória ou instrumental da salvação, elas precisam ser vistas como a evidência da salvação. A fé e as boas obras não estão em conflito. A fé sem as obras é morta; as obras sem a fé não são boas. A fé produz obras e as obras provam a fé.

A salvação é só pela fé independente das obras, mas a fé salvadora nunca vem só. Vem acompanhada das obras que glorificam a Deus e abençoam os homens. Essas obras foram preparadas de antemão para que andássemos nelas. Tudo provém de Deus, pois é ele quem opera em nós, tanto o querer como o realizar.

A salvação é um dom inefável de Deus. Foi planejada por Deus Pai, executada pelo Deus Filho e aplicada pelo Deus Espírito Santo. Foi planejada na eternidade, é executada na história e será consumada na segunda vinda de Cristo. Fomos salvos pela graça, mediante a fé e para as boas obras!


Rev. Hernandes Dias Lopes


Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Jejum que Agrada a Deus

Seria esse o jejum que eu escolhi? O dia em que o homem aflija a sua alma? Consiste porventura em inclnar o homem a cabeça como junco e em estender debaixo de si saco e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aceitável ao Senhor? Acaso não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes ir livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? Que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?” (Is. 58.5-7).

É um costume do povo cristão a prática do jejum em momentos de dificuldade. Quando jejuamos estamos abdicando das nossas necessidades primárias essenciais em prol da busca de resposta e direção de Deus.

O jejum é uma arma que o cristão dispõe em momentos de guerra espiritual. No entanto, muitas vezes, o jejum não é praticado da forma correta ou, em certas ocasiões, nem mesmo é aceito pelo Senhor!

Em primeiro lugar, o jejum não pode ser tratado como uma “penitência” ou “carga” suportada por aquele que o pratica. Não é do agrado de Deus o sofrimento de seu povo, como está escrito no início dos versículos citados: “Seria esse o jejum que eu escolhi? O dia em que o homem aflija a sua alma? Consiste porventura em inclinar o homem a cabeça como junco e em estender debaixo de si saco e cinza?”  (Is. 58.5).
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Também não adianta jejuar se a nossa vida não mudou conforme o evangelho de Cristo! Se continuamos no pecado, na mentira, no engano e na prostituição, desobedecendo a Palavra, estaremos simplesmente “passando fome à toa”, pois o Senhor não atentará para nós.

O jejum que realmente agrada a Deus é aquele feito com um coração sincero, por uma pessoa que teve sua vida transformada pelo poder da Palavra e, desta forma, tem ações e comportamento dignos da atenção e do cuidado de Deus: “Acaso não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes ir livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? Que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?”  (Is. 58.6-7)
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Não é para o ato do jejum em si que o Senhor está olhando, mas para o coração daquele que jejua. Quando uma pessoa decide obedecer a Palavra, agindo com retidão e justiça, ajudando seus semelhantes e sendo misericordioso com os desamparados, está entregando um verdadeiro jejum ao Senhor, como um perfume suave e agradável.

Fernando Heitor de Siqueira

Por Litrazini
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Graça e Paz

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A Solidão

“... Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá.” (Sl. 27.10).

A solidão é algo que assusta profundamente o ser humano. A solidão dói. As pessoas se envolvem cada vez mais em atividades, para não se sentirem sós. O medo da solidão pode gerar relacionamentos insatisfatórios, onde as pessoas se toleram e se aturam para não ficarem sós.

Cercar-se de amigos, casar-se, ir a festas, participar de uma igreja, mergulhar no trabalho, nada disso vence a solidão, pois ela não é uma ausência física de companhia humana, é a constatação da ausência de relações significativas com outras pessoas. “Não é bom que o homem esteja só” (Gn. 2.18); Daí os solitários sentirem-se insatisfeitos, tristes, inseguros, ansiosos e deprimidos.

Na cruz, Jesus sentiu-se desamparado. Paulo viu-se sozinho numa prisão de Roma. João passou seus últimos dias exilado na ilha de Patmos. Precisamos distinguir solidão de solitude.

Jesus tinha necessidade de ficar sozinho de vez em quando e procurava lugares desertos para orar. Nós também podemos ter esses momentos de isolamento, tão propícios ao descanso e reflexão.. Já a solidão é caracterizada por um vazio existencial devido à falta de relações significativas com entes queridos. Mesmo cercados de muitas pessoas, se elas não tiverem determinada importância ou proximidade conosco, seremos solitários.

“Sou como o pelicano no deserto, como a coruja nas ruínas” (Sl. 102.6). Existe muita solidão nos orfanatos, asilos, hospitais, e penitenciárias. Nós a encontraremos entre os migrantes, soldados, solteiros e viúvos. Ela também existirá nas grandes cidades, condomínios luxuosos, entre artistas, governantes, nas multidões apressadas e nas fábricas entupidas de operários.

Fazer-se religioso não deixa ninguém menos só. A religião não pode resolver o problema da solidão, dependendo do caso até agrava. Não podemos forjar uma relação com o Senhor para compensar a falta de laços satisfatórios com outras pessoas. Não seria uma comunhão espiritual saudável, mas uma compensação. Muitos vão em busca do Senhor por serem incapazes de um relacionamento com os semelhantes, muitos permanecem frustrados, pois procuravam outra coisa.

A solidão é um fardo pesado, mergulha-se num estado crônico de depressão, a auto estima desaba, vão à busca dos outros com tanta ansiedade que as afastam, originando então autopiedade e desespero. Como resultados as pessoas tentam esconder-se no trabalho, numa vida social intensa, nas drogas ou no álcool, alguns, até tentam o suicídio.

Nós podemos ira à Casa de Deus por costume e sair de lá exatamente como entramos, mas, se quisermos faremos do culto um momento de riqueza espiritual e de crescimento interior. Infelizmente muitas igrejas, com suas cerimônias frias e convívio humano superficial, contribuem para que seus membros se sintam solitários.

Nenhuma solidão resiste a um companheirismo sincero e desinteressado com o Senhor. Quem está com ele nunca se encontra totalmente só. “... Se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá.” (Sl. 27.10).

Se nos relacionarmos apenas com pessoas, mas não com Deus, ainda estaremos solitários. Além de nos abrirmos com Deus, necessitamos estabelecer relacionamentos significativos com quem está ao nosso lado, no templo, em casa, no trabalho, para isso precisamos tentar superar desentendimentos do passado.

Para sairmos da solidão, temos de reconhecer que o propósito da vida das pessoas não é nos satisfazer, nem tornar nossas vidas mais agradáveis, que eles não existem para nós, mas para si próprios. É dar-se e receber, para viver e deixar viver, de uma maneira desinteressada, profunda e sincera. Para sermos seres humanos em plenitude precisamos uns dos outros.

Obter vitória para a solidão é superar as circunstâncias, a timidez e o medo. É sair da sua concha e estabelecer relações significativas e gratificantes.

Por Litrazini
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Graça e Paz

domingo, 24 de novembro de 2013

Como meditar sobre a Glória de Cristo

A meditação é um dever difícil. Muitos cristãos se debatem até com por onde começar. É particularmente importante para nós que meditemos sobre a pessoa e a obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, uma vez que contemplar a glória de Deus na face de Jesus Cristo é o principal meio pelo qual somos transformados de um grau de glória para outro (2 Coríntios 3.18).

Em sua obra devocional, A Glória de Cristo, John Owen oferece cinco maneiras úteis de meditarmos sobre a glória de Cristo como uma Pessoa divina/humana.Nossa congregação em Conway considerou estas instruções particularmente úteis, então vou passá-las adiante com a esperança de que elas te ajudem em sua devoção por Cristo (você pode ler a seção completa em Owen, Works, 1, 312-322).

1. Considere que o conhecimento de Cristo como totalmente Deus e totalmente homem em uma Pessoa é o objeto mais útil de nossas contemplações e afetos (1, 312-314).
A identidade de Cristo como o Deus-homem o coloca em uma posição única para tornar a sua redenção possível. Ele também revela a glória de Deus ao nosso entendimento de uma forma única.

2. Estudar diligentemente as Escrituras com o propósito deliberado de encontrar a glória de Cristo nelas (1, 314-316).
As Escrituras afirmam que Cristo é o seu objeto central (Lc 24.26-27,45-46; 2 Coríntios 3.13-16). As três principais maneiras como Cristo é revelado no Antigo Testamento são por descrições diretas de sua Pessoa e de sua encarnação, por profecias sobre ele, e pelas cerimônias de adoração do Antigo Testamento (Owen ricamente desenvolve cada uma delas). Muitas vezes, os cristãos leem o Antigo Testamento de uma maneira que não é melhor do que a dos judeus. Mesmo que não vejamos Cristo em tudo  no Antigo Testamento, devemos ter o cuidado de trazer o nosso conhecimento de Cristo conosco ao lermos o Antigo Testamento.

3. Medite frequentemente sobre o conhecimento de Cristo que você já obteve, tanto pelas Escrituras quanto de sermões (1, 316-317).
Deixar de usar e de desenvolver o conhecimento de Cristo que já recebemos é o “erro fundamental” por trás da falta de crescimento espiritual entre tantos cristãos. Este é o erro de tratar as doutrinas de Cristo como fundamentais e básicas e, assim, acostumar-se com elas. Owen acrescenta que, embora não devamos nos isolar do mundo, devemos também amar a solidão. Sem qualquer padrão regular de solidão, a meditação sobre o Senhor Jesus Cristo é impossível.

Deixar de usar e de desenvolver o conhecimento de Cristo que já recebemos é o “erro fundamental” por trás da falta de crescimento espiritual entre tantos cristãos.

4. Não é suficiente confiar em horários fixos para a meditação, antes, deve-se pensar em Cristo em todas as ocasiões possíveis durante todo o dia (1, 317-320).
Isto é particularmente importante durante os períodos em que Cristo “retira-se” de nossa “experiência espiritual”. Se nós sabemos o que é eventualmente “perder” Cristo, então devemos nos confortar com o fato de que isso significa que sabemos o que é verdadeiramente ter comunhão com ele.

Quando os confortos da comunhão com Cristo diminuem, devemos buscá-lo com o desespero de um homem sedento em busca de água. Cristo age desta forma para o nosso bem, uma vez que sua ausência aumenta nossa dependência dele e o fervor com que o buscamos. A verdade é que Cristo está sempre perto de nós, mas “os principais atos da vida de fé consistem na frequência de nossos pensamentos sobre ele” (1, 319).

5. Acompanhe aos seus pensamentos sobre Cristo a admiração, a adoração e ações de graças (1, 320-322).
Quanto mais contemplamos nosso Senhor divino/humano, mais perceberemos que ele está além dos limites da nossa compreensão. Isto deve levar-nos a amar o Senhor Jesus Cristo com todas as faculdades de nossa alma. No céu, vamos exercer todas as faculdades de nossas almas, simultaneamente, no culto e serviço de Cristo, mas neste mundo, o nosso entendimento e a nossa força estão incompletos.

Portanto, às vezes, nossos pensamentos sobre Cristo devem levar à admiração, outros à adoração, e outros ainda à ação de graças de acordo com a nossa compreensão e nossa capacidade..

Você nunca deve perder de vista o fato de que o propósito para o qual conheceu a Cristo é a adoração.

Owen fecha esta seção com o lembrete útil de que a meditação sobre a glória da Pessoa de Cristo só ocorre no contexto de um mente espiritualmente viva. Esta é uma ideia importante. Talvez uma razão pela qual a meditação seja tão difícil para nós é que não fixamos a mente nas coisas do alto – onde Cristo está assentado à destra do Pai – em tudo o que colocamos nossas mãos (Colossenses 3.1-2). A meditação sobre a glória de Cristo é uma interrupção chocante e dolorosa quando nossas mentes estão treinadas a correr pela nossa desgastada rotina terrestre.

Jamais nos esqueçamos de que somos peregrinos e estrangeiros no mundo! Jamais sejamos surpreendidos com uma dificuldade pela mentalidade celestial deste lado da glória! Vamos fazer uso dos meios que nos auxiliam a contemplar a glória de nosso Salvador mais plenamente!

E que possamos nos achegar ao nosso Pai celeste, que é capaz e está pronto para ajudar-nos a meditar sobre a glória do seu Filho por meio do poder do Espírito Santo!

RYAN MCGRAW / Traduzido por André Lima | Reforma21.org

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 23 de novembro de 2013

Deus dá a Arca, mas ajuda a carregar o peso

O Eterno tem condição de aliviar uma carga que Ele mesmo Lhe pede carregar!

Tendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR…(1Cr.15.26)

A primeira tentativa de carregar a Arca da Aliança não foi motivo de celebração !

Os levitas carregaram a Arca de forma inadequada, quebrando principios pelos quais foi dado aos portadores a ordem de carregá-la nos ombros e a cada 7 passos, teria que sacrificar um animal pro Eterno.

Em vez disso, colocaram a Arca (que transportava a presença de Deus) sobre uma carreta puxada por bois…

E Deus matou uza !

A segunda tentativa foi sucesso!

Mas veja o que aconteceu …

Tendo Deus ajudado os levitas que levavam a arca da Aliança do SENHOR… (1Cr.15.26)

O sacerdote obedeceu estritamente a direção divina sem questionar se a Arca pesaria de mais ! Ali…Deus interveio e AJUDOU a carregar a própria Arca onde Ele mesmo estava presente!

Cada vez que tentamos fazer a obra de Deus relaxadamente ou de forma onde criamos “atalhos” ou “carretas” para obter um resultado imediato e muito menos custoso, terminamos frustrados !

O que poderiam ter pensado os Levitas na primeira tentativa ?

” Vamos carregar a Arca sem esforço! Afinal de conta, o Eterno conhece o quanto estou cansado e amanha, tenho que trabalhar cedo na entrada do templo… E mais..o resultado será o mesmo..o importante, é que chegue ao lugar!”

Escuta bem o que vou lhe dizer: Todo ALVO ou METAS que o Eterno Lhe mostrou não é o fim em si. Deus acompanhará detalhadamente o cumprimento da sua missão, a forma e meio como essa VISÃO se desenvolverá e será alcançada.

Lhe dou um exemplo :
A Record e o seu conteudo foi comprado com dinheiro de dizimistas! Eis aqui uma gigantesca “carreta” fabricada por homens para transportar ( ao ponto de vista do líder ) a “Presença de Deus” mais uma meia dúzia de porcos!

Não é porque a Arca é transportada que o Eterno se agrada! O meio de transporte e a trajetória onde a Arca passará é um processo que o Eterno acompanhará com muito detalhes.

Para alegrar seu coração, a palavra de Deus afirma que o Eterno ajudará (aos que decidem fazer a coisa certa) a carregar todo peso, toda pressão, toda perseguição, toda tentação que ocurrerá durante o transporte da sua presença de um lugar pro outro!

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.. (Mt.11.28)

O Eterno tem condição de aliviar uma carga que Ele mesmo Lhe pede carregar!

Esse alívio é a famosa GRAÇA que só é derramada para os que se decidem carregar a presença de Deus do jeito de Deus.

- Pr Chris Duran.

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A OFERTA DE PAZ

“Depois oferecerá, do sacrifício pacífico, a oferta queimada ao SENHOR” (Lv. 3.3)

A oferta de paz era uma oferta de comunhão, na qual Deus e o ofertante se alimentavam da mesma comida: o sacrifício que havia sido morto.

Primeiro o sangue deveria ser aspergido no altar; caso contrário, o ofertante não poderia se aproximar de Deus. Isso indica que hoje a morte de Cristo é a base de todas as nossas bênçãos e da comunhão que temos com Deus.

Por Sua morte, o Senhor Jesus expressou Sua devoção a Deus de maneira perfeita; Deus, portanto, tem um único e insondável deleite no Filho. E assim como o ofertante, mediante a imposição de mãos, se faz um com o animal que será sacrificado, nós também aparecemos perante Deus mediante a aceitação de Cristo. E não apenas isso: o Senhor Jesus é nosso tesouro e alegria diante de Deus. Por meio dEle e pela contemplação de Seu sacrifício, os crentes têm comunhão com o próprio Senhor, com o Pai e uns com os outros.

Contudo, antes que qualquer pedaço da oferta de paz pudesse ser comido, a gordura tinha de ser queimada como oferta de aroma suave. Deus recebia a melhor parte. A gordura indicava a preciosidade de Cristo, a qual apenas Deus pode apreciar na totalidade. Ao aceitá-la, o adorador hoje se aproxima do Pai e O louva com gratidão.

Somente então o ofertante poderia comer do sacrifício, cujo aroma já havia subido às narinas de Deus. Na ceia do Senhor, um maravilhoso senso de dignidade enche nosso coração quando temos comunhão com o Pai e compartilhamos de Sua alegria em Seu amado Filho; e também quando contemplamos o amor e a devoção do Filho para com o Pai.

“Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada do seu povo” (Lv.7.20)

A oferta de paz significa a comunhão do adorador com Deus. Aqui o ofertante come do sacrifício que pertence ao Senhor. Portanto, para um israelita, era uma questão muito séria estar com qualquer tipo de impureza neste momento, pois traria profanação à presença de Deus!

Essa é uma lição para os redimidos: se quiserem ter comunhão com o sacrifício de Cristo na ceia do Senhor, eles têm de se guardar de qualquer forma de mal. Em Israel quem não se encaixasse nos requisitos da lei no tocante à pureza, incluindo comer da carne do sacrifício de paz, era “extirpado do povo”.

Um cristão que participa da mesa do Senhor ocultando pecados se expõe ao julgamento de Deus. Alem disso, se não se submete a uma auto-análise, condenando o mal que estiver em si, pode ser excluído da comunhão. “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo” (1 Coríntios 5:13). Se isso não acontece, toda a congregação se abre à disciplina divina.

Em Corinto, muitos participavam da ceia de maneira indigna, portanto, Paulo declarou em sua primeira epístola que “por causa disto há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que dormem”(ou seja, morreram) (11:30). É mais que necessário para o adorador examinar a si mesmo diante da ceia do Senhor - e não apenas só ali – para verificar se sua vida se alinha com os ensinos bíblicos. “Se nós nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados” (v. 31).

Viver em pecados, pelos quais Cristo sofreu e morreu, e ainda participar da ceia do Senhor como se tudo estivesse em ordem é provocar Deus!

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Que Você faz para Agradar a Deus?

Porque disse: De nada aproveita ao homem o comprazer-se em Deus. Jo.34.9

O ser humano é um tanto quanto egoísta, todos, de certa forma tende a puxar as brasas  para assar suas sardinhas, se o fogo prevalecer à umidade, outros usufruirão, nunca vimos alguém que fosse capaz de pegar o que é seu e dar em prol de outros sendo que isto lhe fosse necessário.

Por mais que amamos alguém, seja essa pessoa quem for certamente pensamos em nos primeiro.  Diz o dito popular, “farinha pouca meu pirão primeiro”. Os mais intelectuais usam uma linguagem mais ponderada que diz, “para gostar de alguém primeiro preciso gostar de mim” ou então “para ajudar alguém eu preciso estar bem”.

Não quero dizer com isso que estejam errados, mais o que desejo salientar é, de um jeito ou de outro, todos pensam em si próprio antes de fazer qualquer coisa por outro. Exceto os serviçais de autoridades que antes dos seus senhores degustarem ou ingerir algum alimento, este, antes prova para saber se está tudo bem, no entanto ele assim o faz não é por amor e sim porque ele ganha para isso, porém se o alimento estiver envenenado o dinheiro que ele ganhou talvez dê para fazer o sepultamento.

O que desejo dizer com isto? É simples, nós somos muito ágeis em pedir e vagarosos em dar. Vejamos; a Bíblia diz que antes de nascermos Deus já tinha planejado as nossas vidas. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.(Sl. 139.16); Ele já havia traçado um projeto para seguirmos;

Antes de existirmos as instruções para que não andássemos na escuridão, já existiam, o próprio Deus escreveu e deu ao homem, (o manual de como viver bem}, tudo, para que, não viéssemos a sair do caminho e nos perder, para que não saíssemos do que Ele deixou registrado para nós, E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus (Ex.31.18) – Ele deixou escrito tudo detalhado minuciosamente,

A bíblia é o menu da vida, quando a abrimos e examinamos começamos a come-la, então passamos a entender o que é preciso para andar no caminho que Deus deixou para que fossemos felizes, Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho (Sl.119.105)
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Só que, nos gostamos de ouvir aquilo que nos agrada; se é conivente com o nosso desejo, é rápido absorvermos. Deus já fala conosco ainda estando no ventre, Antes Deus fala uma, duas vezes; porém ninguém atenta para isso (Jo 33.14) porque, se é o folego dele que nos dá vida, então o ser humano tem ligação direta com Deus, só que nosso entendimento foi contaminado pelo pecado que colocou uma capa negra impedindo que viéssemos assimilar isto. Então é muito mais fácil ouvir nossos antepassados, seguir suas tradições, suas religiosidades, suas crenças, do que entender a voz de Deus que fala ao nossos corações. É cômodo não sair da zona de conforto, porque mudança exige atitude e para isso é necessário renuncia.

Muitos preferem ouvir conselhos de homens, porque tem medo de encaram a face de Deus, isto por que dentro de nós temos plena consciência que erramos e nossos pecados fez o muro crescer nos afastando de Deus, E disseram a Moisés: Fala tu conosco, e ouviremos: e não fale Deus conosco, para que não morramos (Ex.20.19)

Quando nos deparamos com os problemas entramos em desesperos, lamentamos, culpamos tudo e todos, achamos que Deus nos abandonou, alguns acham até que Deus não existe, outros têm uma fé tão supérflua que nada consegue, existem até aqueles que brigam com Deus, que exigem, “eu quero isso e Deus tem que me dar”. Agora me diga; Deus tem que dar o que? Acaso merecemos alguma coisa Dele? Acaso fizemos por merecer algo Dele? Acaso paramos para ouvir a sua voz?

Acaso obedecemos aos seus mandamentos que Ele cuidadosamente deu para seguirmos? Como é que eu posso exigir que Deus faça alguma coisa, a bíblia diz que A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos mando; (Dt.11.27) , você podes dizer mais vivemos pela graça, sim, mas Jesus disse, Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir.(Mt.5.17). Quando o jovem príncipe veio até Ele procurar saber o que faria para herdar o reino dos céus a primeira pergunta de Jesus foi embasada na lei, Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. (Lc.18.20).

Até Jesus obedeceu a ordem de Deus. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu (Hb.5.8), nós porem vivemos aleatoriamente e queremos o que? Ele faz algo nas nossas vidas é por pura misericórdia Dele. Pois aqueles que o obedecem não precisa pedir nada porque nada lhes falta. Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. (Sl.84.11)

Se vivemos longe do Senhor queremos receber o que? Um pai presenteia um filho que lhe abandona? E os que deixam de andar em seguimento do Senhor, e os que não buscam ao Senhor, nem perguntam por ele (Sf. 1.6), quer o que mesmo? Ainda achamos que somos dignos de alguma coisa?

Quem alcança benevolência do Senhor é quem anda em justiça, e o que fala com retidão; o que rejeita o ganho da opressão, o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de derramamento de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal (Is. 33.15)

Quer algo de Deus? obedeça a sua voz. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.(Lc. 12.31) – Busque a Deus, dependa de Dele, Ele dará o que você precisa.

Pastora Elza Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz