segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sexo, um tabu?

Se foi Deus quem criou o ser humano com sexualidade, por que em algumas religiões é proibido falar sobre sexo, e o sexo é permitido apenas para a procriação?

Porque existem pessoas que têm ideias absurdas sobre sexo. Dizem, por exemplo, que Deus criou o homem e permitiu que o diabo inventasse o sexo. Isto corre porque, para a grande maioria, a sexualidade está associada ao erro e ao pecado, e não a algo bom, criado por Deus para alegria do ser humano ou, então, é algo estabelecido por Ele apenas para a perpetuação da espécie humana. Daí a necessidade de esclarecermos o assunto.

Ao lermos Gênesis 2.7, percebemos que Deus teve um cuidado especial ao criar o homem. O Eterno formou o corpo do homem e o da mulher com órgãos sexuais distintos, soprou o fôlego de vida, e o ser humano foi feito alma vivente, dotado de capacidade de reprodução.

Por que Deus criou o homem e a mulher com órgãos genitais distintos e deu-lhes desejo sexual? Para brincar com os sentimentos deles? Teria Deus, por conta de algum prazer masoquista, colocado no ser humano desejos naturais que não pudessem ser satisfeitos? Claro que não!
Deus criou o homem e a mulher com órgãos genitais distintos, deu-lhes o desejo sexual, a libido, para que tanto o homem como a mulher tivessem prazer sexual; para despertar neles a vontade de unirem os seus corpos e saciarem os seus desejos mais íntimos de companhia, de intimidade, de afetividade.

O sexo foi ideia de Deus. Foi o Senhor quem nos criou com sexualidade. No entanto, Ele estabeleceu princípios para reger o relacionamento sexual do homem e da mulher, a fim de preservá-los psíquica, emocional e fisicamente.

Entre os princípios que regem a intimidade do casal, destaco:

1) o marido deve ser benevolente com a mulher;

2) o marido e a mulher não podem negar-se um ao outro, logo a sexualidade não deve ser suprimida da vida do casal;

3) a mulher tem preferência na relação íntima com o marido. O padrão de Deus para uma união sexual estável é o casamento de um homem com uma mulher (união monogâmica), após estes atingirem a maturidade biológica, emocional (e financeira), podendo deixar pai e mãe, e apegar-se ao cônjuge, formando com ele uma só carne.

Toda relação sexual fora do compromisso do casamento entre um homem e uma mulher foge ao projeto de Deus, e traz consequências funestas, porque o salário do pecado é a morte (Romanos6.23a).

Na relação íntima de um casal unido pelos laços matrimoniais em um vínculo de amor genuíno, há o que podemos chamar de “inocência erótica”; não existe culpa nem vergonha entre os cônjuges. Mas o mesmo não acontece nas relações reprovadas por Deus. As pessoas adúlteras, as fornicadoras e as homossexuais, mesmo que não admitam, carregam culpas, e não podem celebrar a intimidade profunda que há no casamento heterossexual. Nesse tipo de casamento normalmente, além do prazer físico, existe cumplicidade, satisfação íntima e sentimento de completude. Isso faz com que o casal permaneça unido, feliz, casado.

Já em relações ilícitas, os parceiros podem até desfrutar momentos de intenso prazer físico. Porém, não há como se tornarem uma só carne, porque os parceiros são tomados por medo, culpa, revolta, tédio; sentimentos que habitualmente levam a pessoa à depressão, à violência emocional e/ou física, à troca habitual de parceiros (especialmente no caso dos homossexuais, pois estes não conseguem chegar à satisfação plena, que há no casamento heterossexual).

Para entender melhor o modelo de relação conjugal estabelecido e abençoado por Deus, leia Cantares. Nele, você verá que o ser humano deve desfrutar com alegria o sexo no casamento, pois foi o Criador quem o dotou de sexualidade e de inteligência para construir um relacionamento saudável e feliz com o seu cônjuge, formando com ele uma família.

SUGESTÃO DE LEITURA:
Livro O cristão e a sexualidade, de Silas Malafaia, publicado pela Editora Central Gospel

Autor: Pr. Silas Malafaia

Por Litrazini


Graça e Paz