sábado, 16 de novembro de 2013

Vai tudo bem?

Esta foi a pergunta que o servo de Eliseu fez a sunamita. Por alguns segundo, antes de responder, ela relembrou o que a levara ali: Seu filho, único filho, tinha acabado de morrer. Filho que ela havia desistido de ter, apesar de ser seu sonho. Estava conformada em ter sua família limitada a seu velho marido e ela. Decidiu dedicar sua vida e suas posses a servir a Deus. Era tão atenta que construiu um quarto para que o profeta Eliseu tivesse pouso confortável quando passasse por ali.

Estava resignada a não ter filhos, até que o profeta, querendo agradá-la e mostrar gratidão, declara uma palavra profética. As palavras que ela tanto queria: “você terá um filho!” Seu filho nasceu e seu sonho realizou. E, no auge da sua felicidade o seu filho morre. Então, ela deposita o corpinho de seu filho na cama, monta em uma jumenta e vai atrás do profeta. Para somente quando ouve a pergunta que a faz refletir sobre os últimos acontecimentos e surpreendentemente responde: “Tudo vai bem!”

O câncer corrói o corpo? O filho continua drogado. Os dias de vida foram cronometrados pelos médicos, a cabeça não para de doer, a panela continua vazia, a alma permanece solitária, o cabelo continua caindo… O caos range os dentes mostrando sua fúria. E a pergunta ecoa: “tudo bem”?

Cuidado! A resposta sempre será o resultado do ponto de vista. Para onde você tem olhado? Mude a direção do olhar antes de responder. Tire os olhos das circunstâncias e dê uma olhada para dentro de você. Que tal olhar para o que não pode doer, o que não pode terminar, o que não pode frustrar. O Perfeito está lá, dentro de você. Sempre esteve.

Quando Jesus carregava a pesada cruz nos esfolados ombros, talvez Ele também tenha ouvido esta pergunta. E, se respondesse, certamente, diria: “Tudo vai bem, pois o que vejo é a possibilidade de ter você como irmão!”

A proposta não é negar a dor. É enxergar além da dor. Enxergar a fé crescendo, a gratidão aumentando, o nome do Senhor sendo glorificado… A sunamita tirou os olhos do seu filho morto e foi se lançar aos pés de quem podia fazer alguma coisa por ela. Ela clamou, creu e o seu filho reviveu. Ela saiu dessa história com o amor pelo seu filho e por Deus, fortalecido. Sempre há motivos para se alegrar, encontre-os!

“Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8.39).
  
Nilma Gracia Araujo / Fonte: Lagoinha.com

Por Litrazini


Graça e Paz