domingo, 5 de janeiro de 2014

Ano de Reconquista

Mesmo em meio a dificuldades, o Senhor nos abençoa com sua santa direção. Ele não faz o que nós temos que fazer, mas Ele nos diz o que fazer. E quando Ele fala, vela pela Sua palavra para, ao seu tempo, fazê-la cumprir. “O que vês, Jeremias? Vejo uma vara de amendoeira. Viste bem.”

Jeremias 1.11-12: “Veio ainda a palavra do Senhor, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o Senhor: Viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.”

Jeremias não viu o óleo, nem mesmo viu amêndoas… ele viu somente a vara, ou seja, a vara florescerá, nascerá as amêndoas, que serão colhidas, esmagadas para retirar o óleo, para ser colocado na lâmpada, para acender, para velar, iluminar a palavra para que se cumpra. E a palavra de Deus precisa ser cumprida, executada por alguém. E você, gostaria de ser usado por Deus para cumprir a Sua palavra?

Isaque, em um período de grande seca, desceu a Gerar debaixo da orientação divina. Chegando lá, em meio a uma seca sem igual, o Senhor lhe disse: “Semeia na terra”.

Gênesis 26.12: “Semeou Isaque naquela terra e, no mesmo ano, recolheu cento por um, porque o Senhor o abençoava.”

Ele poderia ter argumentado com Deus: “Senhor, eu sou pastor, não sou agricultor”. Não. Ele não duvidou da palavra de Deus por incredulidade, ao invés disto ele obedeceu: “Semeou Isaque naquela terra e colheu naquele ano…” O pastor virou agricultor e isso gerou sustento para alimentar sua família, seus empregados e suas ovelhas.

O Senhor nunca falha, mas temos que ter a mente aberta parar ver coisas por uma perspectiva nova. Coisas que não estão diante dos nossos olhos, mas que estão diante dos olhos do Senhor. Se você não acerta aquele caminho de 11 dias do Egito para Canaã, mesmo no deserto você conhecerá o Deus misericordioso. Em meio a serpentes ele nos provê a cura.

Depois de passar pelo deserto, depois da seca, da experiência como agricultor, Isaque reabre, desentulha os poços abertos pelo seu pai.

Gênesis 26.18: “E tornou Isaque a abrir os poços que se cavaram nos dias de Abraão, seu pai (porque os filisteus os haviam entulhado depois da morte de Abraão), e lhes deu os mesmos nomes que já seu pai lhes havia posto.”

Desentulhar os poços é reconquista, é retomar posições perdidas… posições são mais preciosas que as coisas – coisas passam. Ouvi uma frase marcante: “Precioso é aquilo que o dinheiro não pode comprar.” Existem princípios, poços que precisamos reabrir que valem mais que dinheiro. Todos nós carregamos um legado recebido dos nossos pais espirituais. 2014 será um ano de voltar a verter água honrando o legado que recebemos dos apóstolos e profetas que já semearam em nossas vidas.

Mas devemos tomar cuidado com as distrações. O inimigo fará de tudo para nos distrair. Ele usará coisas boas, que gostamos. Para pescar, usamos a isca que é o peixe, como diz o ditado popular: “Se quiser envenenar um cachorro coloque o veneno na carne.” Por isso, tome cuidado com as propostas que receber – peça confirmação da parte do Senhor. O inimigo disse a Jesus: “Pula, porque está escrito”. Mas, o Senhor respondeu: “MAS, TAMBÉM ESTÁ ESCRITO”. Peça confirmação – o nosso Deus continua falando em nossos dias.

2014: ANO DE RECONQUISTA. Mas, quem perde o foco é conquistado. A diferença entre o animal que caça daquele que é caçado é que aquele que é caçado se expõe e se distrai para se alimentar, enquanto o caçador “caça” para se alimentar.

Fique atento às duplicidades. Mantenha o foco. Tiago 1.7-8: “Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos.”

Isto significa que aqueles que forem constantes receberão a bênção do Senhor. Mas, quando algo estiver errado e o Senhor lhe mandar pular fora, obedeça. Não confunda perseverança com teimosia.

Enfim, feliz 2014 para você e toda a sua casa. E vamos lá – reabrir os poços antigos.

Pr. Antônio Cirilo

Por Litrazini


Graça e Paz