sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Por que existem tantas interpretações Cristãs diferentes?"

A Bíblia diz que “há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Efésios 4:5). Essa passagem enfatiza a união que deve existir no Corpo de Cristo, já que somos todos habitados por “um Espírito” (versículo 4). No versículo 2, Paulo faz um apelo por humildade, mansidão, longanimidade e amor – os quais são todos necessários para preservar a união.

De acordo com 1 Coríntios 2:10-13, o Espírito Santo conhece as coisas de Deus (versículo 11), as quais Ele revela (versículo 10) e ensina (versículo 13) àqueles em quem Ele habita. Essa atividade do Espírito Santo é chamada de iluminação.

Em um mundo perfeito, todo Cristão deve estudar a Bíblia fielmente (2 Timóteo 2:5), orando sempre e dependendo da iluminação do Espírito Santo. No entanto, não vivemos em um mundo perfeito. Nem todo mundo que possui o Espírito Santo na verdade escuta o Espírito Santo. Há Cristãos que O entristecem (Efésios 4:30).

Pergunte a qualquer educador – até mesmo o melhor professor tem alunos impertinentes que ficam resistindo aprender, não importando o que o professor faça. Então, um motivo pelo qual pessoas diferentes têm interpretações diferentes da Bíblia é que elas simplesmente não escutam ao Professor.

Veja a seguir alguns outros motivos para a grande divergência de crenças entre aqueles que ensinam a Bíblia:

1. Incredulidade. O fato é que muitos que clamam ser Cristãos nunca nasceram de novo. Eles usam o rótulo de “Cristão”, mas nunca houve mudança verdadeira no coração. Muitos ousam ensinar a Bíblia, mas nem acreditam que a Bíblia é verdade. Eles dizem que falam por Deus, mas vivem em um estado de descrença. A maioria das interpretações falsas vêm de tais fontes.

É impossível para um incrédulo interpretar as Escrituras corretamente. “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus..... e não pode entendê-las” (1 Coríntios 2:14). Um homem que não é salvo (alguém que não tem o Espírito Santo) não pode entender a verdade da Bíblia. Ele não tem nenhuma iluminação. Além disso, ser um pastor ou teólogo não garante a sua salvação.

Um exemplo de caos criado por descrença é encontrado em João 12:28-29. Jesus ora ao Pai, dizendo: “Pai, glorifica o teu nome”. O Pai responde com uma voz audível do céu, que todo mundo que lá estava escutou. Note, no entanto, a diferença em interpretação: “A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam: ‘Foi um anjo que lhe falou.’” Todo mundo escutou a mesma coisa - uma declaração inteligível do céu – mas todo mundo ouviu apenas o que queria ouvir.

2. Falta de preparação. O Apóstolo Pedro nos adverte contra aqueles que “deturpam (interpretam de modo incorreto)” as Escrituras. Ele atribui seus ensinamentos falsificados, em parte, ao fato de que são “ignorantes” (2 Pedro 3:16). Timóteo foi encorajado a “apresentar-te a Deus aprovado” (2 Timóteo 2:15). Não há nenhum atalho para uma boa interpretação bíblica; temos que estudar.

3. Hermenêutica pobre. Muito erro tem sido promulgado por causa de uma simples falha de utilizar boa hermenêutica (a ciência de interpretar as Escrituras). Tirar um verso do seu contexto imediato pode causar grande dano à intenção do versículo. Ignorar o contexto de um capítulo ou livro onde o versículo é encontrado, ou falha em entender o contexto histórico e cultural também podem causar problemas.

4. Ignorância da Palavra de Deus como um todo. Apolo era um pregador poderoso e articulado, mas ele só conhecia o batismo de João. Ele não conhecia a Jesus e Sua provisão de salvação, por isso sua mensagem era incompleta. Áquila e Priscila “tomaram-no consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminho de Deus” (Atos 18:24-28). Depois disso, Apolo pregou Jesus Cristo. Alguns grupos e indivíduos de hoje têm uma mensagem incompleta porque eles se concentram em certas passagens e excluem outras. Eles falham em comparar Escritura com Escritura.

5. Egoísmo e orgulho. Triste dizer que muitas interpretações da Bíblia são baseadas nas inclinações pessoais de certas pessoas ou suas doutrinas preferidas. Algumas pessoas vêem a oportunidade de avanço pessoal ao promover uma “nova perspectiva” da Bíblia. Veja a descrição de mestres falsos na epístola de Judas.

6. Fracasso para amadurecer. Quando Cristãos não estão amadurecendo do jeito que deveriam, o jeito que manejam a Palavra de Deus é afetado. “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido.... porque ainda sois carnais” (1 Coríntios 3:2-3). Um Cristão imaturo não está pronto para o “alimento mais sólido” da Palavra de Deus. Note que a prova da carnalidade da igreja de Corinto é a divisão em sua igreja (versículo 4).

7. Ênfase exagerada em tradição. Algumas igrejas clamam crer na Bíblia, mas sua interpretação é sempre filtrada pela tradição já estabelecida da sua igreja. Quando a tradição e ensino da Bíblia estão em conflito, tradição acaba tendo precedência. Isso efetivamente nega a autoridade da Palavra e concede supremacia à liderança da igreja.

Nos assuntos básicos, a Bíblia é bastante clara. Não há nada ambíguo sobre a divindade de Cristo, a realidade de céu e inferno, a salvação pela graça através da fé. Em alguns assuntos de menos importância, no entanto, a instrução das Escrituras é menos clara, e isso naturalmente acaba levando a interpretações diferentes. Por exemplo, não temos nenhum comando bíblico direto quanto à frequência da comunhão, estrutura do governo da igreja ou que estilo de música usar. Cristãos honestos e sinceros podem ter interpretações diferentes das passagens que se dirigem a esse assuntos periféricos.

O mais importante é ser dogmático onde a Bíblia é dogmática e evitar ser dogmático onde a Bíblia não é. As igrejas devem tentar seguir o modelo deixado pela igreja primitiva de Jerusalém: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (Atos 2:42). Havia união na igreja primitiva porque eles perseveraram na doutrina dos apóstolos.

Haverá união novamente na igreja quando voltarmos à doutrina dos apóstolos e abrirmos mão das outras doutrinas, modas e influências que infiltraram a igreja.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

UMA CARTA DE DEUS


Deus não te esqueceu

Olá filho,

Já faz muito tempo que eu queria escrever essa carta pra você, e agora chegou o momento.

Eu tenho visto a tua vida, tenho presenciado os teus conflitos e o sofrimento que você enfrenta.

Tenho visto tua dor pela tua família e tua tristeza quando as coisas não saem como você queria.

Conheço a tua fraqueza e as coisas que mais te abatem. Sei o que mais te perturba e também sei o que você sente mesmo que você não fale pra ninguém.

Eu escrevi essa carta para dizer o quanto Eu me importo com você e o quanto Eu te amo. Eu verdadeiramente te amo. Eu amo você mais do que a tua família, teus amigos e mais do que você mesmo se ama .

Mas eu preciso te dizer que não dá mais para você viver a sua vida do seu jeito longe de mim, por mais que você faça por si mesmo, só tem se machucado, se frustrado e se ferido. Eu me entristeço quando vejo você frustrado, ferido e arrasado .

Eu sei que Eu te dei liberdade, mas você não está sabendo usar essa liberdade como deveria.

Filho, pensando muito em você e no seu futuro eterno, Eu fiz um grandioso investimento em seu nome. Eu investi o que Eu tinha de melhor em você.

Existe um recurso destinado a mudar a tua vida.

Um dia, há muitos anos atrás, Eu enviei o meu único Filho Jesus para morrer por você, ele derramou cada gota do seu sangue, pagando dessa forma o preço pelos teus erros, pelas tuas frustrações e pelas tuas feridas . E isso ninguém mais poderia fazer .

Se o meu Filho Jesus não tivesse morrido naquela cruz, você seria obrigado a pagar pelos seus pecados, não haveria meios de suas feridas serem saradas e nem você jamais teria novas oportunidades de mudar de vida, mas Ele morreu e agora tudo o que Eu quero é que você se aproxime de mim e seja salvo, perdoado e sarado.

Eu quero muito me encontrar com você.

Te espero ansiosamente.

Com amor o seu Criador.

Autor: Missionário Rosivaldo

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O Evangelho Judaizante: A Nova Aliança está Ultrapassada?

A Confusão Evangélica Diante do Antigo Testamento.
A igreja evangélica brasileira é uma das mais dinâmicas e criativas do mundo. Por essa razão seu crescimento tem sido extraordinário. Todavia, uma igreja jovem e efervescente tem dificuldades de doutrinar e discipular seus novos membros. Essa é uma realidade na igreja brasileira. É notório que o uso do Antigo Testamento na prática e na liturgia eclesiástica brasileira tem crescido de maneira substancial. Principal no contexto do louvor e da adoração a ênfase veterotestamentária é mais do que expressiva. E como percebeu Lutero, a teologia de uma igreja está em seus hinos. Afinal, o que está acontecendo? Para onde estamos indo? 

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que o Antigo Testamento representa um fascínio para o povo brasileiro. É repleto de histórias concretas, circunscritas na vida real do povo, no cotidiano de gente comum. É muito mais fácil emocionar-se com uma narrativa como a de Jonas ou de Davi do que acompanhar o argumento de Paulo em vários textos de Romanos. Além disso, o povo brasileiro tem pouca história e raízes muito recentes.

O Antigo Testamento, com a rica história do povo de Israel, traz uma espécie de identificação com o povo de nosso país. Talvez isso explique porque tantos brasileiros evangélicos queiram ou procurem ser mais judeus.

Em terceiro lugar, devemos considerar a realidade de que a igreja evangélica brasileira quase não tem símbolos ou expressão artística. A maioria dos símbolos cristãos históricos (catedrais, cruzes, etc.) tem identificação católica na realidade nacional. Assim, os evangélicos buscam símbolos para expressar sua fé, e acabam geralmente escolhendo símbolos judaicos ou veterotestamentários (menorá, estrela de Davi, e etc.). Este encontro brasileiro-judaico tem muitas facetas positivas: Retomamos uma alegria comemorativa da fé, trazemos a verdade espiritual para a realidade concreta, dificilmente teremos uma igreja antissemita, enxergamos necessidades sociais e políticas pela força do Antigo Testamento. Todavia, também estamos andando em terreno perigoso e delicado. Algumas considerações são importantes para que a igreja brasileira não perca o rumo por problemas de ordem hermenêutica. Aqui vão algumas sugestões: 

1. Nem todo texto bíblico do Antigo Testamento pode ser visto como normativo A descrição da vida de um servo de Deus do Antigo Testamento não é padrão para nós sempre. Quando Abraão mente em Gênesis, a descrição do fato não o torna uma norma. A poligamia de Salomão, a mentira das parteiras no Egito e o adultério de Davi não podem servir de desculpas para os nossos pecados. 

2. Não podemos cantar todo e qualquer texto do Antigo Testamento É preciso observar quem está falando no texto bíblico. Sem observarmos quem fala, tiraremos conclusões enganosas. Isso é fundamental para se entender o livro de Eclesiastes. No caso de Jó 1.9-10, por exemplo, temos registradas as palavras de Satanás. Isto é fato até no caso do Novo Testamento (veja Jo 8.48). 

3. Devemos ensinar que muito da teologia do Antigo Testamento foi superada pelo Novo Testamento Jesus deixou claro que estava trazendo uma mensagem complementar e superior em relação à antiga aliança. Se não entendermos isto, voltaremos ao legalismo farisaico tão questionado por nosso Senhor. Textos como Números 15.32-36 revelam um exemplo daquilo que não tem mais valor na prática da nova aliança. Todos os elementos cerimoniais da lei não podem mais fazer parte da vida da igreja cristã, pois apontavam para a realidade superior, que se cumpre em Cristo (Cl 2.16-18). Sábados, festas judaicas, dias sagrados, sacrifícios e outros elementos cerimoniais não fazem parte da prática cristã neo-testamentária. 

4. Antes de pregar ou cantar um texto do Antigo Testamento é preciso entendê-lo Nem sempre é fácil entender um texto do Antigo Testamento.

Muitos textos precisam ser bem estudados, compreendidos em seu contexto e em sua limitação circunstancial e teológica. Veja por exemplo o potencial destruidor do mau uso de um texto como o Salmo 137.9 (Feliz aquele que pegar os seus filhos e os despedaçar contra a rocha!). Se o intérprete não entender que o texto fala da justiça retributiva divina dada aos babilônios imperialistas, as crianças da igreja correrão sério perigo!

5. Devemos ensinar que vingança e guerra não são valores cristãos Jesus ordenou que devemos amar até mesmo aqueles que nos odeiam. A justiça imprecatória não faz parte da teologia do Novo Testamento. Há vários salmos que dizem isso, mas tal realidade compreende-se no contexto do Antigo Testamento e não pode ser praticada na igreja cristã. Não podemos cantar “persegui os inimigos e os alcancei, persegui-os e os atravessei” (Sl 18.37.38), quando o Senhor Jesus ordena que devemos perdoar e amar os nossos inimigos (Mt 5.44-45). Hoje já existe até gente “amaldiçoando outros em nome de Jesus! Teremos o surgimento de uma “violência cristã”?

6. Enfatizemos a verdade de que a adoração do Novo Testamento é superior O Novo Testamento nos ensina que a adoração legítima independe de lugar, de monte, de cidade e de outros elementos materiais (Jo 4). Jesus insiste em afirmar que Deus procura quem “o adore em Espírito e em verdade”. A tradição evangélica sempre louvou a Deus por seus atos e atributos.

Atualmente estamos cada vez mais enfatizando “o monte santo”, “a cidade sagrada”, “a casa de Deus”, “a sala do trono”. Nós somos o “templo de Deus”. Os elementos materiais pouco importam na adoração genuína. É preciso retomar o caminho correto. 

7. Devemos ensinar que ser judeu não torna ninguém melhor do que os outros Alguns evangélicos entendem que “ser judeu” ou “judaizado” os torna de alguma forma “espiritualmente melhor”. O rei Manassés, Anás e Caifás eram judeus! Já há quem expulse demônios em hebraico! Em Cristo, judeus e gentios são iguais perante Deus. Na verdade “não há judeu nem grego” (Gl 3.28) na nova aliança.

A igreja cristã já pecou por seu antissemitismo do passado. Será que irá pecar agora por tornar-se judaizante? Devemos amar judeus e gentios de igual modo. Além disso, podemos e devemos ser cristãos brasileiros. Não precisamos nos tornar judeus para ter um melhor “pedigree” espiritual

Carlos Alves Ribeiro / site: Palavra da Verdade

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Por que alguns acham a Bíblia difícil?

Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difí­cil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de mo­tivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as di­ficuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma res­posta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de en­tender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de es­tar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acre­dito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como lería­mos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um. Sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. Quer esses poucos sejam escolhidos por Deus num ato soberano de eleição ou por corresponderem a determinadas qualificações, deixo para cada um decidir como possa, sabendo perfeitamente que sua decisão será determinada pelas suas crenças bá­sicas sobre assuntos tais como predestinação, livre-arbítrio, os de­cretos eternos e outras doutrinas relativas.

O que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e ou­tros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.

Sei que alguns leitores vão apresentar objeções vigorosas neste ponto, e as razões para elas são fáceis de descobrir. O cristianismo de hoje se concentra no homem e não em Deus. O Senhor precisa aguardar com toda paciência e até mesmo respeito, sujeitando-se aos caprichos humanos.

A imagem de Deus aceita pelo povo é a de um Pai aflito, esforçando-se em desespero amargurado para fazer com que as pessoas aceitem um Salvador de que elas não sentem neces­sidade e em quem têm pouco interesse. A fim de persuadir essas almas auto-suficientes a responderem às suas ofertas generosas, Deus fará quase tudo, usando até mesmo métodos de venda especiais e lhes falando da maneira mais íntima possível. Este ponto de vista é, naturalmente, um tipo de religião romantizada que consegue fazer do homem a estrela do espetáculo, embora usando com freqüência termos elogiosos e até mesmo embaraçosos em relação a Deus.

A idéia de que a Bíblia é dirigida a todos criou confusão den­tro e fora da igreja. O esforço de aplicar os ensinamentos contidos no Sermão do Monte às nações não-regeneradas do mundo é um exemplo disto.

Os tribunais e poderes militares da terra são insta­dos a seguirem os ensinos de Cristo, algo evidentemente inviável para eles. Citar as palavras de Cristo como diretriz para policiais, juizes e militares é interpretar absolutamente errado essas palavras e revelar completa falta de compreensão dos propósitos da revela­ção divina. O convite gracioso de Cristo é estendido aos filhos da graça e não às nações gentias cujos símbolos são o leão, a águia, o dragão e o urso.

Deus não só dirige suas palavras de verdade aos que têm ca­pacidade para recebê-las, como também as oculta aos demais. O pregador faz uso de histórias para esclarecer a verdade, nosso Senhor usou-as muitas vezes para ocultá-la.

As parábolas de Cristo foram o exato oposto da moderna “ilustração” que serve para esclarecer; as parábolas eram “ditos obscuros” e Cristo afirmou que fazia uso delas algumas vezes a fim de que seus discípulos pudessem compreender, mas não os inimigos. (Veja Mateus 13:10-17.) Assim co­mo a coluna de fogo iluminava Israel, mas servia para ocultá-los aos olhos dos egípcios, as palavras do Senhor brilham no coração do seu povo embora deixem o incrédulo presunçoso nas trevas da noite moral.

O poder salvador da Palavra fica reservado para aqueles a quem ele se destina. O segredo do Senhor está com aqueles que O temem. O coração impenitente não descobrirá na Bíblia senão um esqueleto de fatos sem carne, vida, ou fôlego de vida.

Shakespeare pode ser apreciado sem necessidade de arrependimento; podemos entender Pla­tão sem acreditar numa palavra que ele diz; mas a penitência e a humildade juntamente com a fé e a obediência são necessárias a fim de que as Escrituras possam ser compreendidas corretamente.

Nos assuntos naturais, a fé segue-se à evidência, sendo impos­sível sem ela, mas no reino do espírito, ela precede o entendimento; e não se segue a ele.

O homem natural precisa saber a fim de acre­ditar; o homem espiritual precisa crer para vir a conhecer. A fé que salva não é uma conclusão extraída da evidência; mas uma coi­sa moral, uma coisa do espírito, uma infusão sobrenatural de con­fiança em Jesus Cristo, um perfeito dom de Deus.

A fé salvadora se baseia na Pessoa de Cristo; ela leva imedia­tamente a uma rendição do nosso ser total a Cristo, cujo ato é impos­sível ao homem natural. Crer corretamente é um milagre compa­rável ao da ressurreição de Lázaro sob a ordem de Cristo.

A Bíblia é um livro sobrenatural e só pode ser entendido com ajuda sobrenatural.

Extraído do livro “O Melhor de A. W. Tozer”

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A oração de Jesus

De forma didática, Cristo nos deixou modelos cuja riqueza é fonte de inspiração permanente. Por certo, um dos mais conhecidos é o “Pai Nosso”.

“A palavra convence, o exemplo arrasta”, diz o adágio. Não por acaso, Jesus é conhecido como “Mestre dos mestres”. O Senhor explicou ideias profundas usando parábolas que continham elementos simples do dia-a-dia do povo. Acompanhadas de ação, suas palavras têm impactado milhões de pessoas ao longo da história. 

De forma didática, Cristo nos deixou modelos cuja riqueza é fonte de inspiração permanente. Por certo, um dos mais conhecidos é o “Pai Nosso”. Em artigo publicado há alguns anos no Los Angeles Times, a escritora K. Connie Kang estimou que, por ocasião da Páscoa, dois bilhões de cristãos de diversas vertentes naquele ano oraram o pai-nosso em milhares de idiomas.

Muitos livros já foram escritos sobre a oração de Jesus, mas gostaria de também registrar alguns pensamentos singelos que me ocorreram ao meditar sobre esse modelo literalmente sobrenatural. 

"Jesus ensina-nos a orar", pediram os discípulos. Comecem assim: "Pai Nosso...", respondeu Jesus.

Pai? Sim, ao chamá-lo de pai, não o chamamos pelo nome, e sim por uma característica: ele é Pai. Essa palavra tinha um significado social diferenciado na cultura oriental em que os discípulos estavam inseridos (provedor, autoridade etc). No entanto, na oração de Jesus a palavra Abba denota intimidade, amor e admiração. "Sim, vocês devem chamá-lo de paizinho, da mesma forma que eu o chamo", é o que Cristo está dizendo. “Abba tem por nós exatamente o mesmo amor que tem por Jesus”, nos lembra o escritor Brennan Manning. 

Nosso? Sim, Ele é comunitário. A relação com o Pai sempre envolve a comunidade. Orar é se reconciliar com ele e com seus filhos. É pertencer a uma comunidade singular aqui na Terra. Trata-se de pessoas que deixaram a casa do "meu" e imigraram para a terra do "nosso", onde "eu", "meu" e "minha" são referências de um passado míope e egoísta.

Santificado seja o teu nome. Nossas atitudes revelam a quem pertencemos. O santo nome do Senhor às vezes é alvo de descrédito por conta de falhas cometidas por seus filhos. Cada um de nossos atos deve indicar o DNA divino, sejam eles públicos ou não. Como disse Moody, “caráter é o que eu sou quando ninguém está me olhando”.          
                                            
Venha o teu Reino. Segundo Ricardo Barbosa, “esta é a oração mais radical que um cristão pode fazer porque o reino divino é o governo de Deus entre nós”. Eu e você fazemos parte da resposta a esse pedido, afinal a igreja é agente do Reino do Pai. 

Seja feita a tua vontade. Muitos casais se conhecem tão bem que um dos cônjuges identifica o que o outro quer através de sinais quase imperceptíveis. O mesmo deve acontecer conosco em relação a Deus. Conheceremos seus desejos como resultado de paixão e intimidade.

Perdoa as nossas dívidas. É interessante o padrão estabelecido por Jesus: assim como perdoamos os nossos devedores. E se extrapolarmos esse princípio para outras áreas? Seja generoso conosco, assim como temos doado generosamente a outros o que de ti recebemos. Aja com misericórdia conosco, assim como temos sido compassivos até para com aqueles que o mundo julga não merecer compaixão.  

Livra-nos do mal. Múltiplas manifestações do mal podem embaçar as lentes através das quais enxergamos a Deus. Livra-nos da autossuficiência e do orgulho, ensinando-nos a reconhecer a tua mão como origem de toda boa dádiva. 

Orar a oração de Jesus é pedir ao Pai que nos faça uma comunidade de amor, de solidariedade e de serviço. Uma comunidade da Graça!

Carlos Bezerra JR

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A escolha radical

Nem todo aquele que me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. [MATEUS 7.21]

Jesus coloca diante de nós, na conclusão do sermão do monte, a escolha radical entre obediência e desobediência. Não que possamos, é claro, ser salvos por meio de nossa obediência, mas que, se verdadeiramente somos salvos, mostremos isso através dela.

Primeiro, Jesus nos adverte do perigo de uma confissão meramente verbal (v. 21-23). É certo que uma confissão expressa verbalmente é essencial; “Jesus é Senhor” é o primeiro, mais curto e mais simples de todos os credos. Contudo, se isso não for acompanhado de uma submissão pessoal ao senhorio de Jesus, é inútil. Podemos ouvir no último dia as terríveis palavras de Jesus: “Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal” (v. 23).

Segundo, Jesus nos adverte do perigo de um conhecimento meramente intelectual. Enquanto o contraste nos versículos 21 a 23 era entre falar e fazer, o contraste agora é entre ouvir e fazer (v. 24-27). Jesus então ilustra isso por meio de sua famosa parábola dos dois construtores. Ela apresenta um homem sábio, que construiu sua casa sobre a rocha, e um tolo, que teve preguiça de fazer alicerces e construiu sua casa sobre a areia.

Quando ambos entraram em suas construções, um observador menos atento não teria notado a diferença entre elas, pois a distinção se encontrava nos alicerces, e alicerces não são vistos.

Somente quando a tempestade caiu e atingiu ambas as casas com fúria é que a diferença fatal foi revelada.

Do mesmo modo, cristãos praticantes (tanto genuínos quanto espúrios) têm a mesma aparência. Ambos demonstram estar edificando vidas cristãs.

Ambos ouvem as palavras de Cristo. Vão à igreja, leem a Bíblia e escutam sermões. As profundezas de seus alicerces, no entanto, estão ocultas à vista.

Somente a tempestade da adversidade nesta vida e a tempestade do juízo no último dia revelarão quem somos.

O sermão do monte termina com uma nota solene de escolha radical. Só há dois caminhos (o estreito e o largo)  e somente duas fundações (a rocha e a areia).

Em que estrada estamos viajando? Sobre qual alicerce estamos construindo?

[...] Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha.E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compará-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda. E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina; Porquanto os ensinava como tendo autoridade; e não como os escribas. Mateus 7.13-29

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Qual Será o Seu Futuro?

Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam se apoderar da vida eterna (1Tm.6.19)

Por mais que venhamos pensar no futuro, não podemos programar o que irá nos acontecer amanha. Ainda que venhamos traçar grandes projetos não teremos certeza que eles irão se concretizar, por mais sonhos que tenhamos, o nosso amanhã será para nós uma incógnita, porque aquilo que desenhamos como meta, não há certeza que de fato irá tornar-se como desejamos.

Então basta-nos tão somente vivermos cada dia como se fosse o ultimo, o amanhã será apenas como um presente do criador para nós. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt.6.34).

Se analisarmos atentamente a nossa fragilidade deveríamos valorizar mais o hoje, examinarmo-nos cuidadosamente, fazer o que é correto, aplicar o nosso coração para fazer o certo, o honesto, o justo, já que, o futuro a Deus pertence, por mais sabedoria que venhamos ter, por mais estudos e conhecimentos a que venhamos adquirir, por mais tesouros que podemos ajuntar, nada disto será capaz de acrescentar um dia a mais para nossas vidas. Quando chegar a nossa hora de deixar este corpo, nada e nem ninguém pode interferir.

Os nossos bens, os nossos interesses, os sonhos, as nossas glorias, o nosso eu, serão todos sepultados, todos serão postos no caixote de madeira ou então virarão cinzas pelo ar, então do que valerá ao homem tudo o que ele tem? Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?  (Mc.8.36), 

A nossa maior riqueza precisa ser, confiar em nosso Criador, o nosso maior tesouro têm que ser, viver para Deus. Obedecermos as suas ordens e mandamentos, só então aquilo que vivemos aqui, valerá no dia em que formos prestar contas a Deus.

Já que vivemos neste mundo, que está domado pelas trevas; sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 1João 5:19 resta nos, tão somente, lutarmos para sermos diferentes; não caminhar de acordo com a sua proporção, mas, navegar literalmente contra a maré.

Se toda a massa caminha em determinada direção e se vemos que tal direção pode nos levar para caminho tortuoso, o que queremos se seguirmos?
Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte. Provérbios 16:25.

Para sermos de Cristo, não podemos nos envolver com as coisas e prestígios que o mundo proporciona, não devemos nos curvar diante das suas regras, não nos é licito copiar os seus praxes, não podemos nos conformar com seus ditos, E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Rm. 12.2)

Se nossa mente um dia viu o clarão da gloria de Deus, não podemos deixar que agora ela seja salpicada pelas faíscas das trevas. Se os nossos ouvidos por um momento ouvir a voz de Cristo e em nosso coração foi registrado a verdade de Deus, não devemo sucumbir diante das mentiras deste mundo.

O mundo corre a passos apressados para o abismo, aqueles que se alinham a ele que aceita as suas condições automaticamente está sendo levado por sua correnteza contaminada, a palavra do Senhor nos ensina que não podemos ser seus cúmplices, Portanto, não sejais seus companheiros. Ef. 5.7.

Não podemos compactuar com as obras das trevas, é melhor confiar naquele que tudo pode fazer, naquele que conhece o nosso passado, que transformar o presente e preparar o futuro. Acreditar, naquele que é Senhor sobre o tempo, Senhor sobre as circunstâncias, Senhor sobre tudo e todos, Deus.

Certamente, quem assim o fizer, viverá seus dias aqui na terra com regozijo, ainda que em meio a guerra terá paz, ainda que em vendavais terá alegria, porque os ventos fortes deste mundo não poderão mover a esperança da gloria que está enraizada dentro do seu ser. Porque certamente acabará bem; não será malograda a tua esperança. (Pv. 23.18).

O seu Futuro a sua esperança precisa ser morar no céu com Deus.

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Barnabé investiu na vida de outros

Muitas vezes queremos ter uma posição de destaque e realizar uma obra que será notada por todos. Por isso nos esquecemos da importância do trabalho de retaguarda. Neste sentido podemos aprender com Barnabé, alguém que soube investir na vida de outras pessoas. Por isso mesmo foi um homem que teve um ministério de grande alcance.

Quem olha superficialmente para a vida de Barnabé diz que ele foi uma pessoa de pouca importância na historiada Igreja. No entanto, um estudo mais atencioso da sua vida mostra que, no plano de Deus teve uma importância fundamental.

Deixando todo preconceito de lado, Barnabé reconheceu a obra de Deus entre os gentios de Antioquia e abriu caminho para que Paulo pudesse realizar tudo que realizou. Ele investiu na vida de Paulo, ensinando-lhe também a investir na vida de outros. Foi ele que, vendo em Marcos um futuro líder, deu-lhe treinamento para que mais tarde Marcos tivesse capacidade de escrever o primeiro dos quatro evangelhos.

Foi também Barnabé que, inicialmente sozinho, depois com Paulo, levou em grande escala o Evangelho aos gentios, fundando igrejas que viriam a ter importância fundamental em toda a história do cristianismo. Barnabé era um homem que sabia ouvir e obedecer a voz de Deus. É com pessoas assim que Deus trabalha e realiza a Sua obra no mundo. "Um ministério de investimentos na vida de outros". Talvez esta seja a melhor definição da vida de Barnabé.

Era um homem comum, um homem do povo. Não era grande pregador e não realizou feitos fenomenais. Mas foi de importância fundamental para o estabelecimento e desenvolvimento do cristianismo porque ele aprendeu a investir na vida de outros.

Clemente de Alexandria presta-nos a informação de que Barnabé era um dos setenta discípulos. O seu nome original era José. Recebeu depois o nome de Barnabé, que significa "Consolador". Foi uma mudança muito significativa pois durante o seu ministério ele sempre demonstrou ser um consolador, conselheiro e ajudador.

Na língua grega, o termo é "parácleto" a mesma palavra usada para o Espírito Santo. Indica alguém chamado para o lado de outrem, a fim de ajudá-lo.

Barnabé: seu papel na história do cristianismo
De fato, sempre encontramos Barnabé agindo com muita consideração para com as pessoas. Desde o início, Barnabé foi um homem de muita importância na vida da comunidade. Em Atos 4.37, vemos Barnabé vendendo sua propriedade espontaneamente e colocar o dinheiro à disposição da Igreja. Logo ele seria imitado por outros membros da Igreja.

Em Atos 9.27, Barnabé, demonstrando sua confiança em Paulo, leva-o até aos apóstolos e o apresenta como um homem de sua inteira confiança.

Quando chega a Jerusalém a notícia de que gentios estavam se convertendo em grande número em Antioquia, resolveram mandar Barnabé, pois, além de ter muita maturidade, tinha a plena confiança dos apóstolos e da Igreja. Ele tinha capacidade para avaliar o que estava acontecendo e dar prosseguimento à obra (At 11.22).

O trabalho de Barnabé em Antioquia foi aprovado por Deus, e a igreja se desenvolveu grandemente.
Barnabé, sabendo que necessitava de ajuda, partiu em busca de Paulo (At 11.25). Juntamente com Paulo levou a Igreja de Antioquia a iniciar o movimento missionário aos gentios. Desta forma, o Espírito Santo pode chamar Barnabé e Paulo para o trabalho de estabelecimento de novas igrejas (At 13.1,2).

Barnabé, ao contrário de Paulo, não era um homem de se impor como líder proeminente.
Embora Barnabé tivesse praticamente introduzido Paulo no ministério, humildemente ele ocupa uma posição de retaguarda, deixando Paulo assumir a liderança. Durante um bom tempo Barnabé acompanhou Paulo em viagens missionárias, estabelecendo e confirmando as igrejas (At 13.7; 43, 46, 50;14.1,12, 14, 20; 15.2 12, 22, 25, 35). Até que em Atos 15.36-41, Barnabé se separa de Paulo, devido ao fato de que Paulo não queria levar João Marcos na viagem.

Para Paulo, Marcos já havia falhado uma vez e não deveria ter outra chance. Mas Barnabé via em Marcos um grande potencial e sabia que, se ele fosse abandonado ali, ele iria ficar desanimado e não mais continuaria no ministério. Assim, Barnabé preferiu se desligar de Paulo, que já tinha maturidade suficiente e ficar com Marcos. Mais uma vez, Barnabé tomou a decisão certa, pois Marcos, depois de ter sido treinado, foi de grande utilidade para a Igreja, e até mesmo para o próprio Paulo (Cl 4.10).

A partir desta separação, Barnabé sai de cena, no livro de Atos, mas não da vida da Igreja. Ele continuou com outra equipe fundando e confirmando igrejas, e fazendo de homens que poucos davam valor, grandes homens de Deus. Acredita-se que Barnabé foi martirizado na ilha de Chipre em Salamina.

A importância de Barnabé no estabelecimento da Igreja primitiva
Muitas vezes damos muita importância aquelas pessoas que realizam grandes obras, colocando no ostracismo as pessoas que não aparecem como grandes líderes

Pior do que isso é desprezar este tipo de trabalho em nossos próprios missionários. Estejamos atendendo às pessoas que Deus coloca em nossas vidas. Aprendamos, com Barnabé, a investir em outras pessoas, pois é bem possível que um Paulo surja como resultado de nosso ministério. Essa é também uma maneira de termos igrejas com homens maduros em sua liderança.

Élcio Augusto Lodos

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Verdadeiras e falsas ambições

Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. [Mateus 6.33]

Jesus agora contrasta aquilo que os pagãos buscam e aquilo que os cristãos deveriam buscar primeiramente. Aquilo que buscamos é o que está colocado diante de nós como supremo bem para o qual dedicamos a nossa vida. Ele é a nossa preocupação, a nossa ambição.

Jesus reduz as opções a duas. Os pagãos são obcecados por seu próprio bem-estar material (comida, bebida e vestimenta), enquanto os cristãos devem estar preocupados acima de tudo com o reino e a justiça de Deus e com a sua propagação por todo o mundo.

Jesus começa com a negativa. Três vezes ele repete sua proibição de não nos preocuparmos com as coisas materiais. Ele não está proibindo nem o pensamento nem a prevenção, mas a ansiedade, pois ela é incompatível com a fé cristã.

Se Deus realmente cuida da nossa vida e do nosso corpo, será que não podemos confiar que ele cuidará de nossa alimentação e vestimenta? De novo, se Deus alimenta passarinhos e veste os lírios do campo, será que não podemos confiar nele para nos alimentar e vestir? Ao mesmo tempo, não podemos interpretar erroneamente o ensino de Jesus.

Primeiro, confiar em Deus não nos isenta de trabalhar para ganharmos o nosso sustento. Os passarinhos nos ensinam essa lição. Como Deus os alimenta? A resposta é que ele não os alimenta! Jesus era um observador perspicaz da natureza. Ele sabia perfeitamente bem que passarinhos alimentam a si mesmos. Deus só os alimenta indiretamente, ao fornecer os recursos com os quais se alimentem.

Segundo, confiar em Deus não nos isenta da calamidade. Realmente, nenhum pardal cai ao chão sem a permissão de nosso Pai; mas pardais caem e são mortos. Do mesmo modo acontece aos seres humanos. Da mesma maneira ocorre com os aviões.

Em vez de se preocuparem com coisas materiais, os seguidores de Jesus devem buscar primeiro o reino de Deus e a justiça de Deus.

Buscar o reino de Deus é proclamar Cristo como Rei, para que as pessoas se submetam à sua soberania.

Buscar a justiça de Deus é lembrar que ele ama a justiça e odeia o mal, de modo que, mesmo fora do círculo do reino, a justiça agrada mais a Deus que a injustiça; a liberdade, mais que a opressão; a paz, mais que a violência ou a guerra.

Nessa dupla ambição nossas responsabilidades evangelísticas e sociais se combinam, e a glória de Deus se torna o nosso interesse supremo.

Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, [...] Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal. (Mt.6.25-34)
 
Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

AS TRÊS QUESTÕES MAIS ANTIGAS DA HUMANIDADE



 Ah, se eu soubesse onde o poderia achar! (Jó 23.3)

O livro de Jó é o livro mais antigo da Bíblia. Nele encontramos as três questões clássicas sobre Deus e a eternidade, cujas respostas somente Deus pode nos dar. O raciocínio humano não nos leva um passo adiante, sendo totalmente inadequado para alcançar Deus.

O que Jó quis dizer com as palavras acima? Ele queria o próprio Deus. Estando separado dEle desde a queda, o homem tenta de tudo para encontrá-Lo. Cada religião é uma expressão dessa busca e desse anseio.

Os seres humanos possuem a capacidade de concluir, a partir das maravilhosas obras visíveis na criação que o Criador invisível existe (Romanos 1:20). Somente podemos encontrar Deus quando Ele mesmo Se revela, e a criação é uma das maneiras pelas quais Ele revelou Sua existência, Seu poder e glória.

A revelação de que Deus é luz e amor, contudo, está em outro lugar. A Pessoa do Senhor Jesus satisfaz todos os três questionamentos colocados por Jó. A resposta sobre onde se pode achar Deus foi a encarnação de Cristo: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (João 1:18).

O que nenhuma religião pode nos conceder, o Senhor Jesus Cristo nos dá em Sua Pessoa. Ele veio a este mundo para revelar Deus.

Portanto, se você deseja saber onde encontrar Deus, observe a vida e a morte do Senhor Jesus Cristo. NEle você pode contemplar a grandeza e o amor de Deus, que excedem todo o entendimento humano.

Como se justificaria o homem para com Deus? (Jó 9.2)
Quando alguém reconhece que Deus existe e que Ele é santo, a pergunta feita por Jó no versículo acima começa a surgir: “Como se justificaria o homem para com Deus?”. Ou em outras palavras: “Como pode um ser humano culpado estar diante de um Deus santo sem ser consumido?”

Desde Adão se tem tentado resolver este problema. As respostas se resumem em “obras de justiça”. Os seres humanos tentam realizar o máximo possível de boas obras para atingirem certo grau de justiça que lhes permita obter o favor de Deus. Mas a Palavra de Deus afirma claramente: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).

Boas obras não podem expiar um único pecado. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9).

Será então que não existe uma saída? Será que essa é uma pergunta sem resposta? De jeito algum! A morte e a ressurreição do Senhor Jesus Cristo é a resposta e a solução. Somente nesse fundamento Deus pode justificar um pecador.

Se Deus simplesmente ignorasse o pecado, Ele Se contradiria. Na cruz, Jesus Cristo suportou o julgamento do pecado e o castigo por nossa culpa. A obra de redenção cumprida pelo Senhor Jesus satisfez plenamente todas as justas demandas de Deus em relação ao pecado. E, por isso, Deus agora pode declarar justa cada pessoa que crê no Senhor Jesus e em Sua obra.

Morrendo o homem, porventura tornará a viver? (Jó 14.14)
A terceira questão que tem preocupado os humanos desde os tempos imemoriais é a questão da vida após a morte. Cada indivíduo carrega em sua alma a consciência de que a morte não é o final de todas as coisas.

A cosmogonia e a cultura dos povos antigos testificam que eles criam em vida após a morte. A doutrina da reencarnação e da transmigração das almas, que reapareceram nas últimas décadas, não são nada novas. Já existiam nas culturas mais ancestrais. Deus colocou “no coração do homem o anseio pela eternidade” (Eclesiastes 3:11 – NVI). E longe ou fora de Deus não há resposta satisfatória nem verdadeira. Aqui também apenas a revelação divina tornará a verdade conhecida.

A Bíblia contém duas afirmações importantes sobre esse assunto:

1. Há vida após a morte, sim! Observe as palavras do Senhor Jesus em Lucas 16:22-23: “E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos”.

2. Essa parábola torna claro que a decisão quanto ao destino eterno tem de ser feita nesta vida, pois após a morte é muito tarde (Lucas 16:26-31).

Ninguém se engane! Hoje é o tempo de decidir onde você passará a eternidade. “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (João 6:47).

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz