quarta-feira, 30 de abril de 2014

Dignidade x pornografia: Qual é o padrão do Senhor?

Quando falamos de fé, temos o intuito de ajudar aqueles que querem viver em paz a se aproximarem do Senhor, a descobrirem a verdadeira felicidade.

Um dos requisitos básicos para estar próximo de Deus é ter dignidade
Dignidade pode ser definida como a qualidade do indivíduo que segue a lei com honestidade, respeita as pessoas, possui reputação moral e ética positiva perante os direitos das pessoas, e abrange uma diversidade de valores. Dignidade não tem preço, é merecida de acordo com o que fazemos.

Uma pessoa digna está acima dos vícios. Como dizia Honoré de Balzac, “O vício corrói as almas, destrói-as, rebaixa-lhes a dignidade, mata o princípio das grandes obras e consagra a vileza do espírito”. E é nesse contexto dos vícios que a pornografia entra.

As estatísticas são alarmantes
- A cada segundo 30 mil pessoas estão vendo pornografia ao redor do mundo.
- 90% das crianças entre 8 e 16 anos já tiveram contato com alguma forma de pornografia, sendo 77% através da internet.
- A pornografia é indiretamente responsável por mais de 68% dos divórcios que terminaram em infidelidade conjugal motivados por traições oriundas da internet onde algum tipo de pornografia estava presente.

- Retirando a pornografia do casamento e do lar definitivamente

Quando queremos que o poder do Senhor aja e dê resultados em nossa vida, precisamos de dignidade. Quem tem um vício, ou mesmo acha que olhar pornografia somente de vez em quando não contamina seu espírito, e acha que isso não tem problema algum, precisa repensar seus atos.

Foi Jesus Cristo quem disse que “A candeia do corpo são os olhos; (…) [se] os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso” (Mateus 6:22-23) e “[Porque] qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mateus 5:28).

Quando pensamos no ensinamento de “cobiçar uma mulher” pensamos em olhar com olhos diferentes a mulher de alguém e em adultério. Mas, pornografia não é olhar outra mulher? Quem é que olha pornografia e o que uma mulher ou homem fazem com o sentimento puro sem nenhum outro pensamento mundano?

Plantando a dignidade e cultivando a fé e a companhia do Senhor
Se fazemos a obra do Senhor, mas em segredo alimentamos o vício da pornografia, para não dizer de outros vícios também, estamos tomando o nome do Senhor em vão.

Thomas S. Monson disse: “O envolvimento com pornografia vai literalmente destruir o seu espírito. Sejam fortes. Sejam puros. Abstenham-se de ver esse tipo de conteúdo degradante e destrutivo, a todo custo, onde quer que estejam! (...) Evitem qualquer coisa que lembre a pornografia. Ela tira a sensibilidade do espírito e corrói a consciência. Aquilo que não edifica não é de Deus e é trevas.”

Ou seja, para mantermos nossa dignidade e as bênçãos fluindo dos céus em nossa vida, precisamos colocar a casa em ordem. Inclusive a casa de nosso espírito. Nosso corpo, coração, mente. Retirar tudo aquilo que macula nosso espírito e impede de crescermos em fé e esperança.

A pornografia destrói o propósito do sexo no plano de Deus para Seus filhos. Se este problema está destruindo seu casamento, ainda há esperança se ambos quiserem resolver a situação.

- Chris Ayres

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 29 de abril de 2014

Um Verdadeiro Sal na Terra

“Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.”  (Mt. 5.13)

Suponhamos que fôssemos convidados para um grande banquete, e se, nos fosse posta uma mesa maravilhosa com todos os tipos de manjares, e, se fosse nós mesmos a nos servirmos, certamente a cada um de nós iría escolher as comidas mais saborosas, aquelas que os nossos olhos olhassem, e, o nosso apetite desejasse. Se, ali houvesse algum tipo de comida que já tivéssemos degustado, e que gostamos, logo, seria um dos primeiros itens a compor nosso prato. Se também, houvesse outra que, apesar de ainda não termos experimentado mais que, simpaticamente ficamos satisfeitos com sua aparência, com certeza iríamos colocar um pouco, tudo no ensejo de saber qual é o seu sabor, justamente porque, novidade provoca sedução.

Porém, apesar de todas essas delicias ao nosso alcance, após todo o trabalho de nos deslocarmos dos nossos lugares, competir com outros para nos apossar dos nossos alimentos favoritos, e quando, nos assentarmos pronto para ingerir, imaginando estar ali algo que irá satisfazer nosso desejo faminto, se quando, trouxermos a primeira garfada a nossa boca, tivermos a insatisfação em saber que o cozinheiro esqueceu-se de colocar o fundamental, o precioso Sal, automaticamente, o nosso paladar irá reprovar o que viu tão belo os nossos olhos.

Logo, iremos ter plena convicção que, toda àquela estonteante beleza que estava ao nosso alcance, não passou de algo insosso; alguns, certamente vão comer um pouquinho, só para não perder a viagem, mais creio que, a maioria irá solicitar o sal, ou então, tudo aquilo que, antes era fascinante, passará a ser alvo de comentário destrutivo.

O sal nada mais é que, o conteúdo principal na comida, sem ele, nada tem o mesmo sabor, pois, pode faltar qualquer outro ingrediente, menos o sal.

Este mundo é uma grande mesa, onde há de tudo, coisas apreciáveis e coisas detestáveis;  gostosas ao paladar mais amargo para o estômago, coisas que aparentemente são desejáveis, mais que, no final são mortíferas. Coisas doces mais que atrai pragas, salgadas que aumenta compulsivamente a pressão, azedas que causa ranger nos dentes.

Vale lembrar que, em todo banquete oferecido pelo mundo, apesar de toda sua beleza e sedução, na maioria, se você experimentar irá ver a morte na panela. Assim deram de comer para os homens. E sucedeu que, comendo eles daquele caldo, clamaram e disseram: Homem de Deus há morte na panela. Não puderam comer.(2Re.4.40).

Óbvio que, as escolhas são suas, você pode até comer de tudo, se satisfazer como queira, mergulhar na abastança à vontade, saciar-se dos manjares oferecido; mais pode ter plena certeza que, lá na frente a morte te espera, Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor. (Rm 6.23)

Então, o que o Senhor Jesus está dizendo neste versículo é que, precisamos ser a dose certa que dá sentido a este mundo, nem mais, nem menos, estarmos na medida certa de Deus, sermos o sal desta terra, pois, este é o item essencial para transformar, para mudar, para dar sabor a toda comida contaminada que está mercê no mundo, e que, muitas vezes, somos seduzidos a nos servir. Os pratos oferecidos podem até ser bonitos, atrativos, mais é insípido, não trará gosto para o nosso viver, podendo até causar diarreia na alma.

Jesus é o cozinheiro que dá o toque especial, nos, portanto, precisamos ser o Sal e permitir que Ele espalhe entre seus dedos nossas vidas de tal forma que, apenas centelha de nós deem um sabor especial a tudo em nossa volta.

Não importa se somos pessoas belos, educados, sabios, até com princípios, mais se não houver em nossas vidas o toque deste cozinheiro não seremos o verdadeiro Sal.Podemos até ser qualquer outro ingrediente, mais que poderá ser substituído, nunca o fundamental.

Ainda que sejamos uma pessoa integra, e façamos atos bons, sem Jesus, nossas vidas continuam sem sabor.

Precisamos de Deus, fazer a diferença, tomarmo-nos essencial neste mundo. Sermos o verdadeiro sal e deixar que a marca do cozinheiro seja vista e fluída através das nossas vidas.

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Missões começa em casa

John Stott, erudito expositor bíblico, disse que antes de Jesus enviar a igreja ao mundo, enviou o Espírito Santo para a igreja. A obra do Espírito e o testemunho da igreja são inseparáveis.

O Espírito Santo capacitou a igreja para ser testemunha tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra.

O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Atos 1.8 é a plataforma missionária de Jesus. É a agenda missionária da igreja. Daremos, aqui, um enfoque à obra missionária em Jerusalém, em nossa cidade, a partir da nossa própria casa. Para melhor compreensão do assunto em tela, daremos destaque a alguns pontos:

Em primeiro lugar, a capacitação precede à ação missionária. O recebimento de poder precede o testemunho.
Testemunhar sem o poder do Espírito Santo é como tentar cortar lenha com o cabo do machado. Em vão é o esforço humano sem o revestimento do Espírito. A igreja não foi autorizada a começar o seu esforço missionário senão depois do revestimento de poder vindo do alto.

Hoje, temos muito esforço e pouco resultado. Muito trabalho e poucos frutos. Muitas palavras e pouca manifestação de poder. Pregamos aos ouvidos, mas não pregamos aos olhos. Os homens escutam de nós belos discursos, mas não veem em nós demonstração de poder. Preciso concordar com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma vida sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo.

Dependemos do Espírito Santo, precisamos do Espírito Santo, carecemos da capacitação do Espírito Santo.

Em segundo lugar, O Espírito Santo é quem nos capacitar para a obra missionária.
A promessa de Jesus é que os discípulos seriam revestidos com o poder do alto, o poder do Espírito, para testemunhar desde Jerusalém até aos confins da terra. Nenhuma outra preparação por mais refinada, substitui a capacitação do Espírito Santo. Nenhum cabedal teológico, nenhuma erudição humana, nenhuma eloquência angelical poderia capacitar a igreja a testemunhar o evangelho com eficácia. Só o Espírito Santo pode iluminar a mente e aquecer o coração. Só o Espírito Santo pode capacitar o mensageiro, aplicar eficazmente a mensagem e abrir o coração dos ouvintes, dando-lhes uma nova vida.

Em terceiro lugar, a igreja é o método de Deus para alcançar o mundo.
Jesus não comissionou o governo para a proclamação do evangelho nem mesmo delegou essa sublime tarefa aos anjos. A igreja é o método de Deus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Se nós nos calarmos seremos culpados de uma omissão criminosa. Somos atalaias de Deus. Se o ímpio morrer em sua impiedade sem avisarmos a ele, Deus cobrará de nós o seu sangue. Somos embaixadores em nome de Cristo. Devemos rogar aos homens que se reconciliem com Deus.

Em quarto lugar, o testemunho do evangelho começa em casa.
A obra missionária deve ser feita aqui, ali e além fronteiras ao mesmo tempo. Porém, o ponto de partida é a nossa Jerusalém, onde estamos estabelecidos. Não teremos autoridade para pregar para os de fora se não estamos testemunhando para os de dentro.

Não podemos começar com os confins da terra se a nossa própria Jerusalém ainda não foi impactada com o poder do evangelho. Não podemos pregar aos estranhos se primeiro não fizemos conhecido o evangelho em nossa própria família.

Quando Jesus libertou e salvou o endemoninhado gadareno, não permitiu que ele o acompanhasse para um trabalho itinerante, mas enviou-o de volta aos seus. Nossa família, nossa parentela, nossa cidade devem ser os primeiros redutos a serem atingidos pelo evangelho.

Hernandes Dias Lopes


Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 27 de abril de 2014

Jesus desceu ao inferno entre Sua morte e ressurreição?

A alma de Jesus foi ao Inferno no período entre Sua morte e ressurreição?
Há bastante confusão em relação a esta pergunta. Este conceito vem principalmente do Credo dos Apóstolos, que afirma: “Ele desceu até o Inferno.”

Há também algumas poucas Escrituras que, dependendo de como são traduzidas, descrevem a ida de Jesus ao “Inferno”. Estudando esta questão, é importante que primeiramente possamos compreender o que a Bíblia nos ensina a respeito da “esfera” dos mortos.

Nas Escrituras Hebraicas, a palavra usada para descrever a esfera dos mortos é “Seol”. Esta palavra simplesmente significa “lugar dos mortos” ou o “lugar das almas/espíritos que partiram”. A palavra grega do Novo Testamento que é usada para inferno é “Hades”, que também se refere ao “lugar dos mortos”.


Outras Escrituras no Novo Testamento indicam que Seol/Hades é um lugar temporário, onde as almas ficam enquanto aguardam a ressurreição e julgamento final. Apocalipse 20:11-15 dá a distinção clara entre os dois. Inferno (o lago de fogo) é o lugar final e definitivo de julgamento para os perdidos. Hades é um lugar temporário. Então, não, Jesus não foi ao “Inferno” porque “Inferno” é uma esfera futura que somente entrará em vigor após o Julgamento do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15).

Seol/Hades é uma esfera com duas divisões (Mateus 11:23; 16:18; Lucas 10:15; 16:23; Atos 2:27:31), o território dos salvos e o dos perdidos. O território dos salvos é chamado “Paraíso” e “Seio de Abraão”. Os territórios dos salvos e dos perdidos são separados por um “grande abismo” (Lucas 16:26).

Quando Jesus subiu aos Céus, Ele levou consigo os ocupantes do Paraíso (os crentes) (Efésios 4:8-10). O lado perdido do Seol/Hades permaneceu intacto. Todos os mortos incrédulos para lá vão e esperam seu futuro julgamento final.

Jesus foi ao Seol/Hades?
Sim, de acordo com Efésios 4:8-10 e I Pedro 3:18-20.

Parte desta confusão surgiu de passagens como Salmos 16:10-11: “Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Far-me-ás ver a vereda da vida...” “Inferno” não é a tradução correta deste versículo. Uma leitura correta seria “a sepultura” ou “Seol”.

Na Cruz, anos mais tarde, Jesus disse ao ladrão ao Seu lado: “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). O corpo de Jesus estava na tumba; Sua alma/espírito foi para o lado do “Paraíso” de Seol/Hades. Então Ele removeu do Paraíso todos os justos que já haviam morrido e os levou consigo aos Céus. Infelizmente, em muitas traduções da Bíblia, os tradutores não são consistentes ou corretos quando traduzem as palavras hebraica e grega para “Seol”, “Hades” e “Inferno”.

Alguns defendem o ponto de vista de que Jesus foi ao “Inferno” ou ao lugar de sofrimento do Seol/Hades a fim de receber ainda mais punição por nossos pecados. Essa ideia não tem nenhum respaldo bíblico.

Foi a morte de Jesus na Cruz e Seu sofrimento em nosso lugar que, de forma suficiente, promoveram a nossa redenção. Foi Seu sangue derramado que validou o perdão dos nossos pecados (I João 1:7-9). Quando estava pendurado na Cruz, Ele tomou sobre Si o fardo do pecado de toda a raça humana. Ele se fez pecado por nós: “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).

O peso do pecado nos ajuda a compreender pelo que passou Cristo no Jardim do Getsêmani em sua luta com o cálice do pecado que sobre Ele seria derramado na cruz.

Na Cruz, Cristo, com grande voz exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, e foi neste exato momento que foi separado do Pai por causa do pecado sobre Ele derramado. Quando entregou o Seu espírito, disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”. O Seu sofrimento em nosso lugar estava completo. Sua alma/espírito foi à parte do Hades correspondente ao Paraíso.

Jesus não foi ao Inferno. O sofrimento de Jesus terminou no momento em que morreu. O pagamento pelo pecado estava feito. Ele então aguardou a ressurreição do Seu corpo e o retorno a Sua glória durante a ascensão.

Jesus foi ao Inferno? Não. Jesus foi ao Seol/Hades? Sim.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 26 de abril de 2014

O propósito de Deus ao chamar os homens

Quando Deus chama o homem Ele o faz com claros e grandiosos propósitos. Toda vez que Deus chama alguém, tal pessoa pode confiar que algo especial ocorrerá desde que as ordens divinas sejam obedecidas e valorizadas.

Quando adentramos nos portais históricos das Escrituras Sagradas, descobrimos que sempre que alguém ouviu a voz divina, ela foi grandemente usada por Deus para fins extraordinários. Baseados nesta verdade examinemos momentos em que Deus dirigiu seu chamado aos homens.

Adão: “Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus [...] Onde está você? E ele respondeu: Ouvi teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi”. (Gênesis 3.8-10).

Os chamados de Deus revelam seu propósito para os homens a quem o chamado é direcionado ou para cada homem que existe. Quando chamou Adão, Deus o fez baseado em seu desejo de ter comunhão com os homens, esse desejo Deus dirige a cada ser humano que há na terra, não apenas a Adão. Mas ouvir Deus sempre foi algo do que o homem aprendeu a fugir. Desde Adão, o ser humano tem buscado meios para fugir da presença do Senhor.

Em Êxodo 20.19-21 lemos: “e disseram a Moisés: Fala tu mesmo conosco, e ouviremos. Mas que Deus não fale conosco, para que não morramos. Moisés disse ao povo: Não tenham medo! Deus [...]” Ouvir a voz de Deus não é prioridade dos homens, por isso eles preferem ouvir a voz dos outros homens.

Em Adão uma coisa fica muito clara: ao chamar o homem Deus mostra seu interesse em se relacionar com este homem. O homem não foi apenas feito por Deus, ele foi feito para Deus. Deus fez muitas coisas para o homem, mas o homem Deus fez para si mesmo!

Moisés: “Moisés pastoreava o rebanho de seu sogro Jetro, que era sacerdote de Midiã. [...] E então, do meio da sarça Deus o chamou: Moisés, Moisés! Eis-me aqui, respondeu ele”. (Êx .3.1-4).

Quem era Moisés no momento em que Deus o chamou? Ele era um assassino fugitivo do Egito. Antes de ser um fugitivo ele também era um escravo que estava ilegalmente no posto de príncipe do Egito. Como membro do povo israelita ele devia está no meio da massa que gemia por causa da opressão que pesava sobre cada hebreu. Mas agora, depois de quarenta anos de fuga, Moisés tornara-se um pastor de ovelhas que vivia no deserto de Midiã, nas proximidades do monte Sinai também chamado de Horebe.

Num dia em especial, contrariando a agenda monótona de Moisés, Deus lhe chama. O chamado de Deus para Moisés estava casado com o propósito divino de libertar Moisés tanto da culpa quanto da situação de escravo hebreu. Moisés não teve seu passado apagado, mas teve sua culpa passada perdoada e sua dignidade devolvida e com ela a ordem de voltar para libertar os hebreus. Em outras palavras Deus incumbiu Moisés de estender aos israelitas o que ele mesmo recebera de Deus: a oportunidade de recomeçar sua vida do modo como Deus se agrada.

Em Moisés aprendemos que Deus chama o homem porque quer libertá-lo.

Samuel: “O menino Samuel ministrava perante o Senhor, sob a direção de Eli; naqueles dias raramente o Senhor falava, e as visões não eram frequentes. […] Então Samuel foi se deitar. O Senhor voltou a chamá-lo como nas outras vezes: Samuel, Samuel! Então Samuel disse: Fala, pois o teu servo está ouvindo. (I Samuel 3.1-10).

Diferente de Adão que já era habituado a escutar a voz de Deus e de Moisés que foi atraído por uma visão sobrenatural, Samuel não conseguiu discernir a voz do Senhor da voz de uma pessoa comum, neste caso Eli. Diferente de Adão que fugiu ao ouvir a Voz divina e diferente de Moisés que encontrou diversas desculpas para não obedecer ao que ouviu, o menino Samuel ouviu com atenção e obedeceu com destreza ao que Deus lhe ordenara. Deus compartilhou com Samuel o que seu coração sentia com relação à casa de Eli. Deus que não achou em Eli, Ofni ou Fineias espaço no coração para falar, encontrou no garoto Samuel alguém disponível para ouvir e disposto para obedecer.

Em Samuel nós aprendemos que Deus chama porque tem grande desejo de compartilhar conosco o que vai em seu coração.

Ele fez isso com Oseias ao ordenar que o profeta casasse com uma prostituta e a amasse, Deus queria que Oseias sentisse o mesmo desapontamento que Ele mesmo sentia com relação ao povo de Israel que vivia traindo ao Senhor, trocando-O por falsos deuses.

Saulo: “Em sua viagem, quando se aproximava de Damasco, de repente brilhou ao seu redor uma luz vinda do céu. Ele: Quem és tu, Senhor? Ele respondeu: Eu sou Jesus, a quem você persegue”. (Atos 9)

Diferentemente de Adão que era acostumado a dialogar com Deus, de Moisés que era integrante do povo eleito por Deus e de Samuel que era aprendiz de sacerdote, Saulo era totalmente indiferente a Deus. Sua religiosidade o segou de tal modo que ele acreditava estar fazendo um favor a Deus eliminando os cristãos. Sua meta era erradicar os cristãos de todo o império.

Mancomunado com os romanos e com a elite religiosa de sua época, essa tarefa não seria aparentemente muito difícil. Mas a vida deste tal de Saulo foi totalmente mudada quando ele ouviu o chamado de Deus. Saulo foi grandemente instrumentalizado e usado para a proclamação do evangelho e da salvação de Deus. Ninguém fez mais do que Paulo em favor do reino de Deus. A grandeza do seu ministério é imensurável e a riqueza da revelação da doutrina de Deus em seus escritos é fenomenal.

Paulo tornou-se a pessoa que foi porque o chamado de Deus não penetrou apenas seus ouvidos, mas entranhou-se em sua alma e governou cada batida do seu novo coração.

Em Saulo aprendemos que Deus chama o homem porque quer usá-lo em proporções incríveis para promover sua gloriosa salvação.

Conclusão
O chamado divino também pode ser recusado, Jonas o recusou, Judas o recusou, Adão o recusou, alguns sacerdotes o recusaram. Mas a todos quantos o abraçaram, o viveram e o valorizaram a esses Deus reservou uma graça não tão comum, uma grandeza nunca antes vista, uma glória nunca antes experimentada!

Qual é a sua resposta ao chamado de Deus? O que você fará com a voz divina que se dirige a você em diversos momentos e em diferentes formas? Com quem você quer se parecer com Adão que fugiu da voz de Deus ou com Moisés que se dirigiu para o lugar aonde a voz era mais forte? Com Eli que se tornou indiferente com a voz de Deus ou com Samuel que se levantou e se dispôs a ouvir?

Autor: Missionário Rosivaldo

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Como o mundo pôde ser criado em seis dias?

A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias (Êx 20.11). Mas a ciência moderna declara que isso levou bilhões de anos. As duas posições não podem ser verdadeiras. Há basicamente duas maneiras para superar esta dificuldade.

Primeiro, alguns eruditos argumentam que a ciência moderna não está certa. Insistem em dizer que o universo tem apenas alguns milhares de anos e que Deus criou todas as coisas em seis dias literais (6 dias de 24 horas, ou seja, 144 horas). Para sustentar esta posição, eles apresentam os seguintes pontos:

1. Cada dia do Gênesis tem “tarde e manhã” (cf. Gn 1:5,8,19,23,31), o que é próprio do dia de 24 horas na Bíblia.

2. Os dias foram numerados (primeiro dia, segundo dia, terceiro dia etc), uma característica peculiar dos dias de 24 horas na Bíblia.

3. Êxodo 20:11 compara os seis dias da criação com os seis dias de uma semana (literal) de trabalho de 144 horas.

4. Há evidência científica que suporta uma idade jovem (de milhares de anos) para a Terra.

5. Não haveria como a vida sobreviver milhões de anos do dia três (1; 11) ao dia quatro (1:14) sem lua.

Outros eruditos da Bíblia afirmam que o universo pode ter bilhões de anos, sem que com isso se esteja sacrificando um entendimento literal de Gênesis 1 e 2. Argumentam que:

1. Os dias de Gênesis 1 podem ter tido um período de tempo antes da contagem dos dias (antes de Gênesis 1:3), ou um intervalo de tempo entre os dias. Há intervalos em outras partes da Bíblia (como em Mateus 1:8, onde três gerações são omitidas, em comparação com 1 Crônicas 3:11-14).

2. A mesma palavra hebraica para “dia” (yom) é empregada em Gênesis 1 e 2 como um período de tempo maior que 24 horas. Por exemplo, Gênesis 2:4 faz uso desta palavra no sentido do período total da criação de seis dias.

3. Às vezes a Bíblia emprega a palavra “dia” para longos períodos de tempo: “Um dia é como mil anos” (2 Pe 3:8; cf. SI 90:4).

4. Há alguns indícios em Gênesis 1 e 2 de que os dias poderiam ser períodos maiores que 24 horas:
a)   No terceiro “dia” as árvores cresceram da semente à maturidade, e produziram semente segundo a sua espécie (1:11-12). Esse processo normalmente leva meses ou anos.
b)   No sexto “dia” Adão foi criado, foi dormir, deu nome a todos os (milhares de) animais, procurou por companhia, foi dormir, e Eva foi criada de sua costela. Tudo isso parece exigir um tempo bem maior que 24 horas.
c)   A Bíblia diz que Deus “descansou” no sétimo dia (2:2), e que ele ainda está no seu descanso da criação (Hb 4:4). Assim, o sétimo dia já tem tido uma duração de milhares de anos. Dessa forma, os outros dias bem que poderiam ter tido milhares de anos também.

5. Êxodo 20:11 pode estar fazendo simplesmente uma comparação de unidade por unidade dos dias de Gênesis com uma semana de trabalho (de 144 horas), e não uma comparação minuto a minuto.

Conclusão: 
Não se demonstra contradição alguma em fatos, entre Gênesis 1 e a ciência. Há apenas um conflito de interpretações. Ou os cientistas de hoje em sua maioria estão errados ao insistirem que o mundo tem bilhões de anos, ou então alguns dos intérpretes da Bíblia estão equivocados ao insistirem em dizer que foram apenas 144 horas que durou a criação, ocorrida há alguns milhares de anos antes de Cristo, sem intervalos de tempo correspondentes a milhões de anos.

Mas, em qualquer dos casos, não se trata de uma questão de inspiração das Escrituras, mas de sua interpretação (em relação a dados científicos).

Extraído do livro MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler – Thomas Howe.

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Moralismo não é o evangelho

…Mas muitos pensam que é

Uma das afirmações mais espantosas do apóstolo Paulo é sua acusação aos gálatas por terem abandonado o evangelho: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho”. Como foi afirmado tão enfaticamente, os gálatas haviam falhado no teste crucial de discernir o evangelho autêntico de suas imitações.

Suas palavras não poderiam ser mais claras: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema.” (Gálatas 1.8-9)

Esse alerta do apóstolo Paulo, expressado por meio de choque e pesar, é direcionado não apenas à igreja na Galácia, mas a toda congregação de qualquer era. Em nossos dias – e em nossas igrejas – precisamos desesperadamente ouvir e atentar a esse alerta. Em nossos dias, enfrentamos falsos evangelhos não menos subversivos e sedutores que aqueles encontrados e abraçados pelos gálatas.

Em nosso contexto, um dos falsos evangelhos mais sedutores é o moralismo. Esse falso evangelho pode tomar muitas formas e pode emergir de vários impulsos culturais e políticos. Ainda assim, a estrutura básica do moralismo se resume a isso – a crença de que o Evangelho pode ser resumido à melhorias de comportamento.

Infelizmente, esse falso evangelho é particularmente atrativo àqueles que acreditam serem evangélicos motivados por impulsos bíblicos. Crentes além da conta, e suas igrejas, sucumbem à logica do moralismo e reduzem o Evangelho à mensagem do desenvolvimento moral. Em outras palavras, nós comunicamos aos perdidos a mensagem de que o que Deus deseja para eles e requer deles é que eles vivam suas vidas corretamente, na linha.

Em certo sentido, nós nascemos para sermos moralistas. Criados à imagem de Deus, nos foi dada a capacidade moral da consciência. Desde nossos primeiros dias, nossa consciência já manifesta nosso conhecimento de culpa, de falhas e de maus comportamentos. Em outras palavras, nossa consciência acusa nossa pecaminosidade.

Adicione a isso o fato de que o processo de educação infantil tende a inculcar o moralismo desde cedo. Nós rapidamente aprendemos que nossos pais estão preocupados com nosso comportamento. Crianças bem comportadas são recompensadas com a aprovação dos pais, enquanto a malcriação traz seus castigos. Essa mensagem é reforçada por outras autoridades sobre os mais novos e permeia toda a cultura em geral.

Escrevendo sobre sua própria infância no interior rural da Georgia, o romancista Ferrol Sams descreveu a tradição enraizada de ser “bem educado”. Conforme ele explicou, a criança “bem educada” agrada seus pais e outros adultos ao aderirem a certas convenções morais e à etiqueta social. Um jovem “bem educado” se torna um adulto que obedece a lei, respeita seu próximo, se compromete, pelo menos verbalmente, às expectativas religiosas e se mantém longe do escândalo. O argumento é claro – isso é o que os pais esperam, a cultura afirma e muitas igrejas celebram. Mas nossas comunidades estão cheias de pessoas “bem educadas” que estão destinadas ao inferno.

A sedução do moralismo é a essência de seu poder. Somos facilmente levados a acreditar que realmente podemos conquistar toda a aprovação que precisamos por meio de nosso comportamento. É claro, para fazer parte dessa sedução, precisamos negociar um código moral que define o comportamento aceitável com inúmeras brechas. A maioria dos moralistas não diria que não tem pecado, mas sim que estão longe do escândalo. Isso é considerado suficiente.

Moralistas podem ser categorizados tanto como liberais quanto como conservadores. Em cada caso, um conjunto específico de obrigações morais constrói a expectativa moral. Generalizando, normalmente é verdade que os liberais focam em um conjunto de expectativas morais relacionadas à ética social, enquanto os conservadores tendem a focar na ética pessoal. A essência do moralismo é aparente em ambos – a crença de que podemos alcançar justiça por meio de bom comportamento.

A tentação teológica do moralismo é tal que muitos cristãos e igrejas tem dificuldade de resistir. O perigo é de que a igreja comunique tanto direta quanto indiretamente que o que Deus espera da humanidade caída é desenvolvimento moral. Ao fazê-lo, a igreja subverte o Evangelho e comunica um falso evangelho para o mundo caído.

A igreja de Cristo não tem outra opção além de pregar a Palavra de Deus, e a Bíblia revela fielmente a lei de Deus e um código moral abrangente. Os cristãos entendem que Deus revelou a si mesmo por meio da criação de tal forma que deu à humanidade o poder restritivo da lei. Mais ainda, ele nos comunicou por meio de sua palavra mandamentos específicos e instruções morais abrangentes. A igreja do Senhor Jesus Cristo que é fiel precisa batalhar pela retidão desses mandamentos e a graça que nos foi dada de conhecer o que é bom e o que é mau. Também temos a responsabilidade de testemunhar esse conhecido do bem e do mal aos nossos próximos. O poder restritivo da lei é essencial à comunidade e à civilização humana.

Assim como pais corretamente ensinam seus filhos a obedecerem instruções morais, a igreja tem a responsabilidade de ensinar aos seus os mandamentos morais de Deus e de testemunhar à sociedade ao redor o que Deus declarou ser justo e correto para suas criaturas humanas.

Mas esses impulsos, por mais corretos e necessários que sejam, não são o Evangelho. De fato, um dos evangelhos falsos mais insidiosos é o moralismo que promete o favor de Deus e a satisfação de sua justiça aos pecadores se eles simplesmente se comportarem bem e se comprometerem com a melhoria moral.

O impulso moralista na igreja reduz a Bíblia a um livro de regras para o comportamento humano e substitui o Evangelho de Jesus cristo por instrução moral. Púlpitos evangélicos além da conta são a fonte de mensagens moralistas, ao invés da pregação do Evangelho.

O corretivo para o moralismo vem diretamente do apóstolo Paulo quando ele insiste que “o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus”. A salvação vem para aqueles que são “justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado” (Gálatas 2.16).

Nós pecamos contra Cristo e distorcemos o Evangelho quando sugerimos aos pecadores que o que Deus demanda deles é o desenvolvimento moral de acordo com a Leo. O moralismo faz sentido para pecadores, pois é uma expansão daquilo que aprendemos desde nossos primeiros passos. Mas o moralismo não é o Evangelho, e ele não salva.

O único evangelho que salva é o Evangelho de Cristo. Como Paulo lembrou os gálatas, “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.” (Gálatas 4.4-5)

Nós somos justificados somente pela fé, salvos somente pela graça e redimidos de nossos pecadossomente por Cristo. O moralismo produz pecadores que são mais bem comportados (em potencial). O Evangelho de Cristo transforma pecadores em filhos adotivos de Deus.

A igreja nunca deve desviar, acomodar, revisar ou esconder a lei de Deus. De fato, é a lei que nos mostra nosso pecado e deixa clara a nossa inadequação e nossa total falta de justiça. A Lei não pode dar vida mas, como Paulo insiste, “nos serviu de aio para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados por fé.” (Gálatas 3.24).

O perigo mortal do moralismo tem sido uma tentação constante à igreja e um substituto muito conveniente para o Evangelho. Claramente, milhões de nossos próximos creem que o moralismo é a nossa mensagem. Nada menos que a pregação audaciosa do Evangelho será o suficiente para corrigir essa impressão e levar pecadores à salvação em Cristo.

O inferno será amplamente povoado por aqueles “bem educados”. Os cidadãos do céu serão aqueles que, pela pura graça e misericórdia de Deus, estarão lá apenas pela justiça imputada de Jesus Cristo.

Moralismo não é o evangelho.

POR ALBERT MOHLER JR./ Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Quem é você?

Precisamos ser sábios, usar nossa inteligência e questionar mais as coisas.

Devemos nos posicionar corretamente diante dos ensinamentos, das novidades, dos modismos que surgem. Temos de analisar, pedir a direção de Deus.

O apóstolo Paulo, em Gálatas 5.1-12, faz uma advertência à igreja. Ele diz:
Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.

Eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. De novo, testifico a todo homem que se deixa circuncidar que está obrigado a guardar toda a lei. De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaístes.

Porque nós, pelo Espírito Santo, aguardamos a esperança da justiça que provém da fé. Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor. Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama .Um pouco de fermento leveda toda a massa.

Confio de vós, no Senhor, que não alimentareis nenhum outro sentimento; mas aquele que vos perturba, seja ele quem for, sofrerá a condenação. Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que continuo sendo perseguido? Logo, está desfeito o escândalo da cruz. Tomara até se mutilassem os que vos incitam à rebeldia.”(Gálatas 5.1-12)

Paulo, como instrumento nas mãos de Deus, está alertando os gálatas sobre uma interrupção que ocorreu no processo deles. Ele lhes diz que iam muito bem, mas que se deixaram levar por “ventos contrários”.

É impossível nos mantermos na caminhada com Cristo se nos mostramos oscilantes, sem firmeza nos posicionamentos. É impossível nos mantermos firmes se não tivermos plena consciência de quem somos.

Você sabe quem você é? Sabe qual é a sua identidade?
Há vários exemplos de homens e mulheres sem identidade – no passado e hoje também.

Aquele que não sabe quem é segue qualquer tipo de “novidade”.

O primeiro a sofrer de crise de identidade, foi Lúcifer. Ele não entendeu que o Senhor lhe havia feito “querubim da guarda, ungido”, o “sinete da perfeição”. Como não sabia quem era, desejou ser igual a Deus. E isso ocorre com todos aqueles que não sabem quem são. Acabam se fixando em outras pessoas, em modelos que eles criam para si.

Foi o que aconteceu com um dos maiores artistas pop da atualidade. Ele chegou ao ponto de mudar de raça. Ele queria ser branco, e não negro.

Quem não tem identidade própria pode se tornar qualquer coisa.
O diabo se aproveita disso. Ele tentou fazer com que Jesus se desviasse de sua missão. Para isso, lançou dúvida sobre a identidade do Senhor: “Se és filho de Deus...” (Mt 4.3).

Mas com Jesus Satanás não conseguiu nada. Sabe por que?
Porque Jesus sabe quem ele é. E o que temos de fazer é isso também. Temos de ser como Jesus. Temos de saber quem somos. Quem é você?

Autor: Jorge Linhares 

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 22 de abril de 2014

A vida do adorador

Trataremos neste tema sobre a vida do adorador. O que é um adorador? O que é ser um adorador? Quais são as características de um adorador?
De acordo com o texto de Sofonias vamos ver o que a Palavra diz a esse respeito.

1- Lábios Puros (vs 9).
No livro de Isaías 6:5-8 o profeta é purificado das suas iniqüidades e logo depois ele se coloca a serviço e disponível. Talvez a nossa adoração tem sido fraca e sem substância, porque falta a nós lábios puros, coração puro, pensamentos e intenções puras. Não podemos pensar que seremos usados grandemente pelo Senhor se não estivermos diante Dele dia após dia para sermos purificados.

Todas as coisas são puras para os puros. Jesus disse: ''Bem-aventurados os limpos e puros de coração, porque eles verão a Deus''. Adoração tem a ver com purificação e santificação. Precisamos aprender com Davi que clamava: ''Cria em mim ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto'' (Sl 51:10).

Não podemos nos aproximar de Deus de qualquer maneira sem termos uma atitude de entrega e quebrantamento. Quando reconhecemos quem somos e nos humilhamos na presença Dele, somos purificados. Isaías reconheceu quem ele era, se humilhou, e por causa desta postura Deus o purificou e o levantou como um dos grandes profetas da Bíblia. Deus quer usar os puros e os que se mantém puros na sua presença.

2- Para que o sirvam.
Deus está buscando servos e ministros. Os nossos dons e talentos devem ser consagrados diariamente no serviço ao nosso Deus (Lv 27:28). Essa consagração deve ser verbalizada para que o diabo escute e não ganhe espaço para ''tomar emprestado'' o que não pertence a ele.

3- Mesmo espírito.
O adorador tem espírito de unidade, sempre soma e nunca divide, nunca compete, nunca faz comparação, mas contribui e é um servo. Toda a pessoa que possui a motivação correta é uma benção.

4- Zelosos adoradores (vs 10).
A pessoa que zela por algo, o faz considerando ao extremo o seu valor. O adorador é zeloso com as coisas do Senhor: cuida bem dos seus negócios, do dinheiro, do trabalho, da família, do ministério, do seu tempo etc.

Devemos ser zelosos com as coisas de Deus, com Sua Palavra e com Sua visão. Qual é a visão de Deus? Deus amou o mundo (Jo 3:16). Deus quer alcançar o mundo e para isto Ele levantou a Sua Igreja para ser sal da terra e luz do mundo.

5- Me trarão sacrifício.
É a prática da ministração. O adorador tem o compromisso e a consciência da sua responsabilidade que é de ministrar ao seu Deus, adorá-lo e render-lhe graças todos os dias. O adorador é um eterno agradecido. Este sacrifício é viável e voluntário, e não um ''peso'' (I Pe 2:5).

6- Tu nunca mais te ensoberbecerás (vs 11)
Os adoradores não são soberbos, exaltados - ''os melhores do mundo'', ''o melhor pastor'', ''o melhor cantor'' etc. Não existe ''estrelismo'' na obra de Deus, e se houver, procede do diabo. Jesus disse: ''Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração'' (Mt 11:29). A humildade só existe quando ela é o reflexo da vida de Jesus em nós. Devemos entender que no reino de Deus o maior é aquele que serve (Mt 20:26-27).

7- Confiarão no nome do Senhor (vs 12).
O adorador vive pela fé. Confia em Deus, tem a Palavra armazenada no seu coração e por isso crê. Paulo aos Colossenses 3:16 disse: ''A Palavra de Cristo habite abundantemente em vós''. A Palavra produz fé, e a fé produz confiança e segurança.

8- Não cometerá iniqüidade (vs 13)
O adorador não tem compromisso com o pecado mesmo sendo tentado. O compromisso dele é com o Deus que vence o pecado. Não somos capazes por nós mesmo de vencer o pecado, mas o Poderoso que habita em nós pode todas as coisas (II Co 12:9).

9- Porque serão apascentados
O adorador vive no descanso do Senhor (Sl 23:1). O descanso gera confiança, ou seja, o adorador poderá dizer ''eu não tenho, mas vou ter'', ''eu não sei, mas vou saber'' etc. O adorador entende que Deus está realizando uma obra nova a cada dia na sua vida (Fl 1:6).

10- Canta alegremente (vs 14)
O adorador tem um cântico alegre e de vitória, porque ele ama e crê em Deus, e está garantido no Senhor. Embora haja problemas e dificuldades, ele é mais que vencedor porque o Vencedor vive nele. O adorador tem a alegria do Senhor, e a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8:10). A nossa alegria vem do Senhor!

11- Exterminou o teu inimigo (vs 15).
O adorador é vitorioso sobre o inimigo (Tg 4:7; Rm 16:20; Lc 10:19). Jesus nos concedeu autoridade espiritual e o diabo já está derrotado na nossa vida!

Conclusão
''O Senhor teu Deus está no meio de ti, poderoso para te salvar; Ele se deleitará em ti com alegria, calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo'' (vs 17). Essa é uma promessa para todo o verdadeiro adorador.

Autor: Ronaldo Bezerra 

Por Litrazini


Graça e Paz