sábado, 31 de maio de 2014

FATORES BÍBLICOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO REINO DE DEUS: A Mulher samaritana

“Os fariseus ouviram falar que Jesus estava fazendo e batizando mais discípulos do que João, embora não fosse Jesus quem batizasse, mas os seus discípulos …

... Naquele momento os seus discípulos voltaram e ficaram surpresos ao encontrá-lo conversando com uma mulher. Mas ninguém perguntou: Que queres saber? ou: Por que estás conversando com ela? Então, deixando o seu cântaro, a mulher voltou à cidade e disse ao povo: Venham ver um homem que me disse tudo o que tenho feito. Será que ele não é o Cristo? Então saíram da “cidade e foram para onde ele estava”. (João 4:1-30)

Desconhecemos o nome da mulher que comumente conhecemos apenas como mulher samaritana. Nada sabemos a seu respeito, senão que ela vivia uma vida devassa tendo se unido a cinco maridos, e estava com o sexto que não era oficialmente seu esposo. A mulher de Samaria ainda não conhecia o bastante para evangelizar sua vizinhança, mas trouxe toda a cidade para ouvir a pregação de Jesus.

O fator Mulher Samaritana representa todas aquelas pessoas que mesmo não tendo nenhum dos dons espirituais , motivacionais e nem ministeriais contam seu testemunho e assim, atraem dezenas de vidas para o Salvador. Aquelas pessoas que não são versadas no ensino teológico ou filosófico, nada sabem acerca de história ou das ciências modernas, mas quando contam o testemunho da transformação que Deus operou em suas vidas, arrancam lágrimas dos ouvintes, os quais correndo se lançam aos pés do nosso Senhor Jesus Cristo.


Os depoimentos dos salvos são verdadeiras mensagens do evangelho cujo poder salva aos que creem. Os quatro evangelhos são, na verdade os depoimentos dos que viram as obras magnificas de Jesus. Ao contar o seu testemunho, o cristão expõem um aspecto glorioso do evangelho: o seu poder para restaurar. Desde cedo, quando ainda era uma criança na fé, fui instruído que ao sair para evangelizar, na ausência de conteúdo, seria válido contar como foi que me encontrei com Jesus e o que Ele fez na minha vida.

Muitas pessoas limitam o depoimento do que Deus fez em suas vidas ao público central da igreja a que pertence. Mas uma poderosa mensagem evangelística é o testemunho de mudança de vida. Quando informamos as pessoas do que recebemos de Deus, estamos atestando para as pessoas que nosso Deus é poderoso para fazer o que precisamos e não conseguimos fazer sozinhos.

Em Atos 26 o apóstolo Paulo dá o seu testemunho pessoal diante de Agripa, expondo detalhadamente o que Jesus lhe fizera e como ele foi transformado de perseguidor dos cristãos no grande apóstolo Paulo.

As mudanças operadas por Deus em nós sevem de reflexão para as pessoas que estão longe de Deus. Ao saber que um crente foi liberto dos vícios e da devassidão, os ímpios são desafiados a também virem a Cristo. A mudança que as pessoas que não servem a Deus precisam só o evangelho de Cristo pode possibilitar, por essa razão, as pessoas devem saber que o poder remidor de Deus ainda está em operação no mundo, os testemunhos pessoais são evidencias incontestáveis disso.

Uma pessoa que tem reais frutos de mudança, pode ser uma poderosa ferramenta evangelística. Desde que se aplique a manter sempre seu caráter ajustado de modo que as mudanças que testemunhará possam ser percebidas e comprovadas por quem está sendo evangelizado. Jesus, como judeu, sempre encontrou oposição por parte das pessoas que não tinham a fé judaica, a mulher samaritana sabia disso, por isso ela mesma foi aos cidadãos daquela cidade e se “penhorou” seu pescoço para que todos pudessem ver por si mesmos que de fato Jesus era o Salvador: “E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher” [...] .

A multidão veio por causa daquela mulher, eles ouviram as palavras da boca de Jesus e tiveram uma experiência pessoal com o Senhor, daí, eles testemunharam: “Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo” .

Vemos aqui que nossos testemunhos por mais tremendos que sejam não são substitutos para a pregação deliberada da palavra de Deus. Nossos testemunhos tem o mesmo valor do pai de uma noiva: o pai da noiva leva sua filha ao altar, mas de lá quem prossegue com ela é o noivo. Quando testemunhamos das obras de Deus nas nossas vidas, estamos levando as pessoas ao Filho de Deus que é o Caminho, mas quando o Filho recebe essas vidas, Ele as conduz ao Pai. Ele nos disse: “[...] ninguém vem ao Pai senão por mim”

Que papel importante àquela mulher desenvolveu na salvação daquela cidade! Levou seu povo ao Salvador apenas com seu testemunho. Ela não recebeu um milagre; não testemunhou Jesus multiplicando pães ou peixes; não O viu andando sobre as águas e nem o contemplou ressuscitando mortos; não O viu expulsar demônios e nem transformando água em vinho, mas experimentou uma mudança em sua vida que foi notória a toda a cidade.

Sem sombra de dúvida, o fator Mulher Samaritana é uma excelente e poderosa ferramenta de anúncio do evangelho da Graça de Deus. Essa mulher representa cada crente que recebeu o Salvador em seu coração e que não se contentou em ficar calado. Pessoas que, assim como o apóstolo Pedro, entenderam que não podem deixar de falar do que tem visto e ouvido .

Se você tem certeza que, de fato, sua vida passou por mudanças significativas por causa da salvação que você recebeu de Deus, coloque seu testemunho a serviço do Reino, conte-o para as pessoas que ainda não tiveram uma experiência pessoal com Jesus e ore para que elas sejam atraídas ao Senhor por seu intermédio.

Missionário Rosivaldo

Por Litrazini
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Graça e Paz

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Marcas de uma igreja viva

Juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. [Atos 2.46-47]

Relembrando rapidamente as quatro marcas de uma igreja viva destacadas por Lucas, percebemos claramente que todas dizem respeito aos relacionamentos dos primeiros cristãos.

Primeiro, eles se relacionavam com os apóstolos.
Os primeiros cristãos dedicavam-se ao ensino dos apóstolos. Sentavam-se aos pés dos apóstolos e submetiam-se à sua autoridade. Uma igreja viva é uma igreja apostólica; seus membros estão comprometidos com o ensino dos apóstolos e se submetem a ele.

Segundo, eles se relacionavam uns com os outros.
Eles se empenhavam em manter a comunhão entre eles. Amavam uns aos outros. Uma igreja viva é uma igreja interessada em pessoas.

Terceiro, eles se relacionavam com Deus.
Eles adoravam a Deus no partir do pão e nas orações, com ou sem formalismo, com alegria e reverência. Uma igreja viva é uma igreja adoradora.

Quarto, eles se relacionavam com o mundo.
As pessoas de fora eram alcançadas através de seu testemunho e de sua missão. Uma igreja viva é uma igreja evangelizadora.

Anos atrás, numa visita à capital de um país da América Latina, conheci um grupo de estudantes cristãos. Eles chamavam a si mesmos de cristianos descolgados, “cristãos desenganchados”, pois todos eles haviam deixado suas igrejas. Eles tinham visitado todas as igrejas de suas cidades, mas não encontraram nenhuma com as características que estavam procurando. Quais seriam essas características?

Fiquei admirado quando eles, mesmo sem ter conhecimento da descrição de Lucas, mencionaram exatamente as quatro marcas enfatizadas por ele. Eles procuravam uma igreja: que ensinasse a Bíblia; que desfrutasse de uma amorosa comunhão; que adorasse a Deus com sinceridade e humildade; que estivesse profundamente interessada em alcançar os que estão no mundo.

Não precisamos esperar pela vinda do Espírito Santo. Ele veio no dia de Pentecostes e nunca mais deixou a igreja. O que precisamos é nos humilhar diante dele e buscar sua plenitude, sua direção e seu poder. Só assim nossas igrejas poderão ao menos se aproximar do modelo ideal de Lucas no ensino apostólico, na comunhão amorosa, na adoração sincera e no evangelismo contínuo e constante.

E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, homens irmãos? E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa.De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar. Atos 2.37-47


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini
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Graça e Paz

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Amor, sexo, lascívia!

Uma das palavras mais populares do vocabulário dos adolescentes é amor. Porém poucos adolescentes realmente sabem o que é amor de verdade. Muitos confundem amor com lascívia, desejo, cobiça. Amor é de Deus – lascívia é do diabo. O amor liberta — a lascívia lhe prende na armadilha.

Adolescentes cheios de lascívia e desejo têm produzido contextos que chocam qualquer senso de decência. Uma onda de promiscuidade sexual varre o país e o mundo. Os jovens conversam abertamente sobre viverem juntos sem estarem casados, anticoncepcionais, gravidez, fornicação vergonhosa.

As doenças venéreas estão atingindo milhares de adolescentes. As escolas estão alarmadas. Os pastores se preocupam. Os pais estão horrorizados. Os adolescentes estão sendo lançados numa órbita de luxúria e de paixões abomináveis e implacáveis.

Eis uma história verídica de dois jovens que confundiram lascívia com amor. Ele era filho de um homem rico. Ela era a bela filha de uma família destacada socialmente. Ele achava difícil conseguir fazer alguma coisa com ela. Isso o incomodava dia e noite. Começou a elaborar e desenvolver planos sobre como possuí-la. Ela era completamente inocente; desejava mais do que nada encontrar o amor de sua vida.

Ele era bom de papo e tinha muitos amigos. O seu primeiro passo foi ganhar a confiança dos pais. Se transformou num tremendo fingido; usou todos os truques que havia nos livros; disse aos amigos que estava apaixonado por ela — que não conseguia nem dormir e nem comer. Ele teria de possuí-la de qualquer jeito. Um dia o mundo desabou em cima dela. Ele falou suave como o diabo, e foi astuto como uma raposa. Era mais forte do que ela.

Os registros dizem que ele a forçou. Mais tarde soube-se que ela tentou fugir mas não conseguiu. Ela chorou dizendo da vergonha terrível que seria, de como estariam ofendendo os pais dela, da loucura que ele estaria fazendo a si mesmo — mas ele não quis ouvir.

O amor ouve, mas a lascívia jamais. O amor é cauteloso — a lascívia é cega e descontrolada. Era amor de verdade? Você mesmo vai responder. Cinco minutos após tê-la desonrado, ele subitamente muda. Ela vê nele o animal que ele realmente era. Ele ordena que ela suma. Ela chora histericamente; suplica que ele não faça uma coisa assim tão odiosa. Ele tinha sido muito amoroso – mas agora que havia conseguido o quê desejava, a odiava.

Perguntas começam a se formar nos lábios dela. “Para onde irei? E a minha família? Já foi mal o jeito que você me tratou, mas por que agora se volta contra mim?” Suas palavras caem sobre ouvidos surdos. Ele diz que não suporta nem vê-la, e começa a lhe dizer palavrões e até se recusa a levá-la para casa. Ela é levada à casa de parentes. A última coisa que ele lhe diz é: “Não quero nunca mais te ver”. Ela foi pêga na armadilha! Esse não é o fim da história. Nunca é. Alguém quis se vingar. O irmão dela ficou furioso, e o pai quase morreu. O fim trágico veio num “coquetel” promovido pelo irmão da garota. Um criminoso contratado assassina o moço. Ele morre instantaneamente.

Isso soa como uma história dos jornais de hoje, não é? Mas essa é a história bíblica de Amnon e Tamar. (Você pode lê-la em Segundo Samuel 13). Também é a história de um número incontável de adolescentes por todo lado.

A Bíblia diz: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:14-15). A cobiça produz a morte!

Ouça, jovem – você sabe o resultado do jogo. A rota da cobiça, da lascívia – é a rota do inferno. E o inferno é a armadilha final do diabo! A atitude moderna em relação ao pecado não é nova em absoluto. Satanás enlaçou Eva com as mesmas mentiras que usa para prender na armadilha os adolescentes de hoje. Uma mesma rota sempre leva ao mesmo final. Flertar com o pecado sempre o levará àquele ponto onde você se verá subjugado por ele, incapaz de dar um jeito. Quando o jovem tenta se livrar das leis de Deus, ele só acaba pêgo na armadilha pelo diabo.

O mais triste de Tamar é que ela só buscava o amor — todo adolescente o busca. E os que buscam o amor nos pecados e prazeres da satisfação própria, cairão na armadilha exatamente como ela caiu. Mas muitos adolescentes, como a pessoa que lhe deu esta mensagem, encontraram amor e felicidade de verdade.

Esse não é simplesmente o tipo de amor sobre o qual você ouviu ou leu — trata-se do mais elevado tipo de amor que pode ser encontrado: o amor de Deus. Ele está tão acima de qualquer outro amor, que é capaz de produzir o mais elevado tipo de felicidade.

Como conhecer o amor de Deus? João 3:16 fala sobre ele: “Porque Deus *amou* ao mundo (incluindo você) de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”. Como você sabe que Deus o ama? Porque Ele deu. O amor verdadeiro está interessado em dar em vez de receber. O amor verdadeiro se interessa pelo bem da outra pessoa, em vez de buscar gratificação pessoal.

Há uma saída para a armadilha em que você caiu. Há um jeito para se chegar ao real amor, à felicidade e à segurança. Mas é um caminho único: o jeito de Deus. O caminho de Deus é esse: aceite o presente de Deus, Jesus Cristo. Não se compra esse amor. Ele o ama mesmo com todos os seus pecados, e oferece salvação a você — de graça. Você não precisa se reformar. Ele o transformará.

Como isso é possível? Jesus Cristo morreu na cruz, recebendo a penalidade pelos seus pecados. João 3:16 continua: “Para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A armadilha do pecado leva você para a morte eterna. Mas Cristo lhe oferece vida eterna — como um presente de graça.

Como se aceita esse presente gratuito? Arrependa-se dos seus pecados. Isso quer dizer que você deve se entristecer por eles, e pedir que Deus o perdoe. Então peça que Cristo viva em seu coração. Ele viverá! “Se confessarmos os nossos pecados, ele (Deus) é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I João 1:9). A sua parte é confessar seus pecados. Quando fizer isso, Deus promete lhe perdoar. E Deus jamais retrocede numa promessa. Essa é a maneira bíblica de ser salvo. O primeiro movimento cabe a você. Deus o encontrará a meio caminho. Faça essa oração em seu coração:

“Jesus, reconheço que sou um pecador sem esperança e perdido. Eu preciso de Ti. Perdoe os meus pecados. Confesso-os todos a Ti nesse instante. Sei que podes perdoá-los, e perdoará. Creio em Ti, Jesus. Eu Te aceito em meu coração como meu Salvador pessoal. Obrigado, Jesus, por ouvir a oração de um pecador, e pelo dom da vida eterna que acabastes de me dar agora. Amém.”

Se você realmente quer saber mais sobre como se preparar para encontrar a Deus, entre em contato com o ministro de uma igreja onde Cristo é honrado, e a Bíblia é pregada. (NT)

Que Deus nos abençoe;

David Wilkerson / http://www.tscpulpitseries.org/

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Está Faltando o Ingrediente do Evangelho na Salada Mista da Mensagem Atual

“Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.” (João )

Jesus veio a este mundo trazer e revelar a graça e a verdade para que por ambas nossas vidas sejam transformadas à Sua própria imagem e semelhança.

O caráter e todas as características que compunham a graça e a verdade que nEle se encontram, foram profetizados nas Escrituras do Velho Testamento, e manifestados no Novo Testamento. Esta graça e verdade puras e cristalinas fluem através da mensagem do Evangelho genuinamente bíblico, e biblicamente interpretado.

Como é por meio disso que se cumpre o propósito de Deus de gerar em nós a vida eterna espiritual e celestial, é óbvio que Satanás (conforme permitido por Deus para o nosso aperfeiçoamento) se levantaria para tentar ofuscar esta mensagem divina por todos os meios, porque em Seu desígnio eterno, Deus determinou que ela deveria ser transmitida por aqueles que fossem convertidos a Cristo por meio dela.

Por séculos, o diabo tem criado organizações com o nome de cristãs, mas que ocultam ou distorcem a mensagem genuinamente evangélica, e assim, consegue manter muitos e por muito tempo, senão por toda a vida, afastados da possibilidade da salvação de suas almas.

Além de organizações, estabeleceu também movimentos, especialmente nestes dias em que pode fazer um uso amplo das tecnologias disponíveis para desfigurar a mensagem através do chamado tele-evangelismo; literatura tanto convencional quanto eletrônica, para difundir os mais diversos temas religiosos, que abordam tudo, menos a mensagem central do evangelho, que quando citada superficialmente, está tão misturada com conceitos pagãos, que não pode ser identificada.

Com isto, as mentes estão confusas, pensando que o evangelho, a graça e a verdade que Jesus veio nos trazer para sermos salvos, não passa de um grosseiro ensino sobre formas de ter prosperidade material; de se obter fama e honra mundanas; de usar técnicas psicológicas para melhorar relacionamentos e se sentir mais feliz; e toda sorte de objetivos terrenos, que podem ser alcançados por outros caminhos até mais efetivos do que a religião.

E se no entendimento comum é somente isto o que Jesus tem para nos oferecer, então, “muito obrigado por nada”, muitos dizem com razão sobre este produto estragado e falso que lhes é oferecido.

Todavia, uma vez formado o preconceito contra Jesus por se pensar que a Sua graça e verdade é tudo isto que se oferece em seu nome por aqueles que se autoproclamam seus mensageiros, cumpre-se o propósito do diabo de manter as pessoas escravizadas ao pecado, uma vez que essa libertação pode ser feita somente pelo poder de Jesus e mediante a prática do evangelho genuíno conforme revelado na Bíblia.

Ai de nós, se não fosse a misericórdia de Deus que abre os nossos olhos para discernir o verdadeiro do falso, e assim, sermos conduzidos à salvação.

A norma bíblica de tudo examinar e reter o que é bom está ficando cada vez mais difícil de ser cumprida, porque não é comum se observar algo bom, verdadeiro, precioso e útil para a nossa salvação e edificação nesta salada mista, na qual costuma estar sempre em falta o ingrediente do evangelho verdadeiro.

Hoje em dia, e como sempre, se alguém deseja conhecer Jesus é melhor ir diretamente às páginas da Bíblia, especialmente do Novo Testamento, e começar a fazer o seu próprio estudo da verdade diretamente na sua fonte, contando reverentemente com a ajuda do Espírito Santo, em espírito de oração, para ter o seu entendimento iluminado.

Autor: Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 27 de maio de 2014

Onde você passará a eternidade?

Bem, você diria, como é que vou saber? – Graças a Deus, de acordo com a Bíblia, não somente podemos saber, mas também temos o direito de escolher onde passaremos a eternidade.

Todos crêem na Bíblia, ou, pelo menos, todos dizemos que cremos. E todos cremos na eternidade. Sabemos que a vida é curta – Deus pergunta: Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instante e logo se dissipa (Tiago 4:14). E sabemos que a eternidade é sem fim – a palavra de Deus a descreve como sendo … para sempre e sempre.

Dizemos crer no céu e no inferno, mas ainda assim, infelizmente, demonstramos pouco interesse em nosso destino eterno. E quanto dura a eternidade?

O eminente historiador holandês, Hendrick Van Loon, em seu livro intitulado “A HISTORIA DA HUMANIDADE”, relata o seguinte: Bem ao norte de nosso globo, numa terra chamada Svitjod, existe uma enorme rocha. Ela mede cento e sessenta quilômetros de largura por vários de altura. A cada mil anos, um pequeno pássaro vem a essa rocha para afiar o seu bico. Quando, dessa forma, a rocha tiver se desgastado, então haverá passado um dia da eternidade.

Pense por um momento, uma eternidade a ser passada para sempre no perfeito paraíso chamado céu, ou nos terríveis tormentos do inferno. Unânimes concordaremos que se trata de simples bom senso prepararmo-nos agora para a eternidade, antes que seja tarde demais.

A Bíblia declara que nem batismo, nem profissão de fé, nem um ministro ou pastor, e nem o ser membro de uma igreja, assim como nem as boas obras, nada disso pode nos assegurar a vida eterna. Mas graças a Deus, existe uma resposta para a questão de vida e morte, céu e inferno, uma resposta simples. A Palavra de Deus tem a resposta.

O Evangelho de João nos fala de um líder religioso chamado Nicodemos, que foi a Jesus, certa noite, para pedir o auxílio dEste. Jesus lhe declarou: Importa-vos nascer de novo, tornando isso extensivo a nós quando citou de modo enfático o seguinte: Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus (João 3:3). São as palavras do próprio Cristo.

Alguns, hoje em dia, à semelhança de Nicodemos, perguntam: Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez? (João 3:4). Mas Jesus responde: O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito (João 3.6), reafirmando que é preciso que o homem experimente um novo nascimento para entrar no céu. IMPORTA-VOS nascer de novo (João 3:7).

Agora, e você, já nasceu de novo? Você já experimentou o novo nascimento espiritual? Este é o fator, de acordo com a Palavra de Deus, que determinará o seu destino eterno.

Assim sendo, para aqueles que verdadeiramente querem saber como nascer de novo, aqui está a resposta da Palavra de Deus: Devemos reconhecer que somos pecadores, que violamos as leis de Deus, todos nós.

Deus declara: Todos pecaram e carecem da glória de Deus … Não há justo, nenhum sequer… não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e que não peque… se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós… se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso e a Sua verdade não está em nós (Rom. 3:23, 10; Ec. 7:20; I João l:8 e 10).

Devemos nos arrepender de nossos pecados. A Bíblia diz: Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam (Atos 17:30).

Foi pelos nossos pecados, seus e meus, que Deus, o Criador e Rei do Universo, deixou o Seu lar no céu e veio á terra na pessoa do Senhor Jesus Cristo, para sofrer, verter Seu sangue e morrer para que pudéssemos ser livres. Nisto conhecemos o amor, em que Cristo deu a sua vida por nós ( I João 3:16).

Devemos receber a Cristo em nosso corações e vidas como nosso Salvador. Temos acerca, do Senhor Jesus, no primeiro capítulo de João, o seguinte: Estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não O conheceu. Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam. Mas a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no Seu nome (João 1:10-12).

No instante em que abrimos nossos corações ao Senhor Jesus, e colocamos nossa plena confiança nEle, e somente nEle, como nosso Salvador, Deus promete perdoar nossos pecados, salvar nossas almas, reservarnos um Lar no céu, e, firmados na autoridade da Palavra de Deus, nós sabemos onde passaremos a eternidade. E Jesus promete: Quem ouve a minha palavra, e crê naquEle que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida (João 5:24).

E agora, você está pronto a resolver a questão de seu destino eterno? Faça isso agora.

Fonte: CACP

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A melhor forma de viver a vida

Existe uma opinião popular de que o Cristianismo é uma religião de proibições. Para muitos, o maior obstáculo para se tornar um cristão tem a ver com as restrições à sua liberdade para viver “sua melhor vida agora”. O Cristianismo impediria esse tipo de vida por ser uma religião de “nãos”. Não se divirta. Não aja como certas pessoas. Não viva de certa forma. Não vá a certos lugares. Não isso e não aquilo. Em resumo, os de fora do Cristianismo sentem como se fosse uma nuvem em seu dia ensolarada, um proverbial “não” para cada “sim”.

Para ser franco, Deus resumiu os distintivos de Seu povo do pacto no negativo nos Dez Mandamentos (“Não terás outros deuses diante de mim; Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão; Não furtarás; Não dirás falso testemunho; Não cobiçarás; etc). Devemos entender a vontade revelada de Deus para Seu povo como uma série de baldes de água fria altamente restritivos?

Nesse ponto, é instrutivo aprender como Jesus entendia e interpretava o que Deus queria ao dar os Dez Mandamentos ao Seu povo. Quando os Fariseus e Saduceus conspiraram juntos para testar Jesus, um deles, supostamente versado na lei de Deus, perguntou a Jesus qual seria o maior mandamento de todos. Jesus respondeu “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mateus 22.37-40). A resposta que Jesus deu para os líderes religiosos é confirmado nos relatos dos outros evangelhos, incluindo um encontro particular com outro mestre da lei em Lucas 10.25-37.

Para Jesus, os Dez Mandamentos não eram uma listra restritiva de nãos. Era uma prescrição da melhor forma de amar Deus e amar o próximo. Os quatro primeiros mandamentos dizem respeito a como amamos Deus com todo nosso coração, alma, mente e força, e os últimos seis dizem respeito a como amamos nosso próximo como a nós mesmos. Juntos, eles trazem a promessa do tipo de shalom que nosso mundo deseja mas não pode ter, à parte de um relacionamento pactual com o Deus que nos ama tanto.

Entendidos corretamente, os Dez Mandamentos são a forma de Deus nos mostrar a melhor forma de viver, assim como a melhor forma de amar. Enquanto a Lei nunca poderá justificar um homem perante Deus, isso não significa que a Lei é má. De fato, Geerhardus Vos nos explica que Deus deu a lei, em parte, para que homem viva uma vida de santa alegria. A base dessa explicação vem da afirmação de Jesus de que “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. O Sábado foi criado para o benefício do homem.

Jesus disse que Seu povo foi chamado para viver uma vida de amor, e essa vida amorosa é manifesta pela forma com que cumprimos Seus mandamentos. Como o Apóstolo João afirma, “E o amor é este: que andemos segundo os seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor” (2 João 1.6).

Deus não está nos restringindo ao nos dar seus mandamentos, Ele está nos apontando para o caminho da justiça por amor de Seu nome. Está nos levando para calmas águas. Está restaurando nossa alma. Está sendo nosso Pastor, e porque descobrimos Sua bondade e misericórdia ao nos governar, não deveríamos desejar qualquer outra vida.

Em Sua bondade, Deus não apenas nos revelou o que o agrada, mas também nos revelou o caminho de vida aonde há plenitude de alegria. Não há alegria no assassinato, roubo, falso testemunho e cobiça. Não há vida nos ídolos e na adoração dos falsos deuses que o mundo coloca à nossa frente. Esse mundo e suas paixões são passageiras, mas aquele que cumpre a vontade Deus (isso é, obedece Seus mandamentos) vive para sempre (1 João 2.17).

Ironicamente, os próprios “nãos” que os não crentes apresentam como objeções à sua liberdade e prazer no mundo demonstram os maiores e mais verdadeiros prazeres e liberdades encontrados no conhecimento de Deus e no cumprimento de Sua vontade.

Deus não é contra a sua liberdade. Ele é favorável a ela o bastante para comprá-la pelo preço de Seu próprio filho. Deus não é contra seu prazer. Ele é favorável o suficiente para colocar a maldição do pecado sobre a única pessoa que o agradou completamente para que pudéssemos conhecer o prazer da salvação e as riquezas de sua amável aceitação.

Jesus disse que o mundo saberia quem são Seus discípulos pela forma com que amamos uns aos outros (João 13.34-35). O mundo irá ver esse amor em uma comunidade do pacto que vive sob o governo do Rei Jesus, que nos mostrou que os Dez Mandamentos não são realmente restrições, mas brilhantes facetas do diamante de Seu amor.

Mostremos ao mundo qual é verdadeiramente a melhor forma de viver, e a melhor forma de viver como aqueles que são verdadeiramente livres.

TIM BRISTER / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 25 de maio de 2014

O Que É o Homem?

Alguns o chamaram de metamorfose ambulante por crer em sua permanente mutação. Outros o chamaram de animal pensante ou homo sapiens. A antropologia fora criada no interesse de entender suas relações com os demais integrantes de seu convívio; a psicologia tem labutado na intenção de ajudá-lo a viver bem consigo mesmo e com as questões que o cercam.

Entretanto nem a psicologia nem a antropologia têm conseguido explicar com perfeição quem é o homem e porque ele age do modo como vemos. O modo como o homem tem agido ao longo dos séculos tende a nos dá condições de entender que ele está em permanente retrocesso.

Charles Darwin criou a teoria da evolução na qual indiretamente deduz que o homem tem suas origens no macaco, mas observando o homem, suas relações, seus níveis de interesse e sua desumanidade crescente, temos mais razões para crer que o homem está se transformando num animal do que para aceitarmos que o animal se tornou homem.

Independentemente de cultura, religião, cor, raça ou nacionalidade o homem é o mesmo. Seus hábitos podem diferenciar, mas seu instinto desumano é invariavelmente o mesmo. Há exceções raríssimas sobre isso, mas a regra regente é essa: o homem é um ser corrupto!

Pretendemos e não escondemos é apontar alguns dos comportamentos humanos dentro de uma perspectiva puramente analógica, mas sem deixar de assinalar como solução o fator religioso, ou mais precisamente cristão.

O homem é naturalmente mau. Os seres humanos amam dominar, mas todo dominador é um dominado. O mesmo homem que força mulheres a lhes satisfazerem sexualmente e as domina abusivamente, são dominados pelo prazer desenfreado e destrutivo. Aqueles que sobem na dor dos outros para estabelecer-se como alguém que possui poder, é ao mesmo tempo dominado por um sentimento de avareza que lhes rege e governa; arranca-lhe o sono, tira-lhe o sossego e penetra-lhe as relações e ao mesmo tempo em que o leva a ganhar bens e adquirir poder, lhe assalta a alegria de viver em família e lhe remove a capacidade de ter amizades sinceras.

A humanidade corre a largos passos rumo ao abismo da autodestruição moral e espiritual. O câncer moral que acometeu as sociedades está em estágio avançado. A religião está enferma pelo imperialismo eclesiástico; o descrédito varre continuamente as mentes dos fiéis em todas as religiões.

Há possibilidade de cura para essa tão avançada epidemia que tem contaminado o mundo de modo tão generalizado? O descrédito experimentado pelos religiosos dará cabo à religião?

Um diálogo bíblico entre um admirável religioso e Jesus vai detectar que a resolução dos problemas sociais e espirituais da humanidade não se centra em atividades criadas pelo homem. Ao longo de todos os séculos passados o homem tem avançado em conhecimento tecnológico. Tal conhecimento tem possibilitado avançadas invenções que facilitam algumas atividades corriqueiras e dão conforto, mas sem exceção, toda criação humana tem alguma (ainda que remota) capacidade de desencadear nocividade.

Sem a menor sombra de dúvida, a solução para a criação decaída está somente no seu Criador. Apesar de não parecer e de ser mui difícil aceitar, ainda existe uma possibilidade para restaurar a mente humana: o novo nascimento. “O homem crente em Deus torna-se, pela fé, movido para tudo o que é correto, bom e verdadeiro. Sua fé em Deus retifica sua mente e o faz justo. No julgar, no desejar, no aspirar, em seu coração, ele é justo. Seus pecados foram perdoados, na hora da tentação, ele clama: ―como, agora, eu fraquejei e cometi este pecado contra Deus? Ele acredita no derramamento de sangue que Deus proveu para limpar o pecado e, para ser lavado em seu interior, ele não pode escolher se sujar novamente. O amor de Cristo o constrange a seguir o que é verdadeiro, correto, bom, amável e honroso aos olhos de Deus.” (Spurgeon).

Só pode haver vida transformada se antes houver uma renovação de mente, sem o Novo Nascimento é possível a mente ser renovada, só que tal renovação será o mesmo que uma lavagem cerebral e o indivíduo que sofrer tal experiência será um fanático, um religioso, um “igrejado”, mas jamais um cristão.

Cristão não é resultado de uma mudança de religião, portanto o indivíduo não se torna um cristão, ele nasce cristão. Esse nascimento não é biológico, intra-uterino, mas espiritual. O assunto do diálogo entre Jesus e Nicodemos, foi o Novo Nascimento. Esse Novo Nascimento é o meio sine qua non pelo qual o homem pode ser cristão, doutra forma não há cristianismo.

Por que o Novo Nascimento é a solução final e garantida para restaurar a igreja local e preparar um povo santo para o céu? A resposta é bem simples, porque é uma solução vinda de Deus para o homem, já que está comprovado que nenhuma das soluções humanas tem esse poder. O homem jamais terá ações limpas enquanto seu coração for imundo.

Êxodo 32.10, Deus vendo a dureza do coração dos israelitas, sugere a Moisés exterminar o povo hebreu e de Moisés, um homem justo, reerguer a nação judaica. Claro que o texto apreciado não é uma figura de linguagem. Deus realmente quis matar o povo hebreu. Mas o que me chama a atenção é que o próprio Deus sugere que para que uma nação obediente fosse erguida, necessário seria que um novo povo nascesse. Um povo não vira santo, um povo nasce santo.

Com obviedade os israelitas morreram no deserto e uma nova geração se levantou antes que chegasse a Canaã. O nascimento biológico foi o meio para purificar o povo. De modo semelhante o Novo Nascimento é o único meio para purificação do homem afim de que se torne cristão.

Obviamente o nascimento biológico de um homem dentro de uma família cristã não o torna cristão, mas o nascimento espiritual que Jesus ensinou a Nicodemos pode fazê-lo erguer-se das cinzas do pecado e viver para uma viva esperança. Que assim seja com você

J. Rosivaldo Silva Santos

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 24 de maio de 2014

Céu aberto

O navio não tinha bússola. Deixou a ilha de Creta e dirigia-se à Itália. Navegava de leste a oeste no mar Mediterrâneo, entre o sul da Europa e o norte da África. Estavam a bordo o dono da embarcação, a tripulação e os passageiros, ao todo 276 pessoas. Dentre elas havia um oficial do exército romano, alguns soldados, alguns presos e um médico e historiador chamado Lucas.

Um dos presos era Paulo de Tarso. O navio tinha saído de Alexandria, no Egito, e levava uma boa carga de trigo para Roma. Um vento forte o tirou da rota e uma tempestade escondeu o sol, a lua e as estrelas por duas semanas. O céu só se abriu depois do naufrágio do barco nas proximidades da ilha de Malta, ao sul da Sicília. Pode-se imaginar o alívio que o céu aberto trouxe para aqueles náufragos depois de tanto tempo de céu fechado (At 27).

A questão é que há outras situações de céu aberto mais importantes do que a de sentido literal. No mesmo livro de Atos há uma referência a céu aberto como metáfora, referindo-se à visibilidade de Deus e de sua glória. Trata-se do episódio envolvendo o primeiro mártir da história do cristianismo.

Estêvão estava sendo apedrejado. A dor era enorme. A morte, iminente. Ninguém estava por perto para suspender o apedrejamento. Ele olha firmemente para o céu e vê a glória de Jesus Cristo. Então, Estêvão exclama: “Olhem! Eu estou vendo o céu aberto!” (At 7.56, NTLH). No derradeiro momento da vida, esse fervoroso cristão vê o céu aberto e não a escuridão da maldade humana e da morte.

Há nuvens espessas e muito escuras que se colocam entre a criatura e o Criador. É uma espécie de véu que encobre Deus e as demais realidades. Isso infelicita muita gente porque os priva de Deus -- sem o qual a alma geme o tempo todo. É mais fácil e menos complicado crer em Deus do que não crer nele. No entanto, essa nuvem ou esse véu esconde do homem aquele por quem ele aspira sem saber.

Como entender a criação sem o Criador? Como entender a beleza, a ordem, a majestade, a funcionalidade, a imensidão das coisas criadas sem considerar a existência de Deus?

Como não crer em Deus se não há um povo sequer sem religião, em qualquer tempo e em qualquer lugar? Como não crer em Deus se até hoje o secularismo, o materialismo, o agnosticismo, o ateísmo e as ideologias, em separado ou todos juntos, não conseguiram apagar da mente humana a ideia de Deus? Como não crer em Deus se os escândalos, a perseguição e as guerras religiosas não foram suficientes para desacreditá-lo por completo? Como não crer em Deus diante do impasse da morte física e do mistério que a envolve?

O céu fechado não diz respeito apenas à incredulidade. Refere-se também à recusa em tratar Deus como Deus. Só depois de sujeitar-se resoluta e alegremente à soberania de Deus é que o ser humano pode exclamar: “Eu estou vendo o céu aberto!”

Não podemos ser ingênuos. Enquanto alguns evangelizam, outros “desevangelizam”. A arte de atrapalhar a caminhada para o céu aberto existe. Jesus condenou aqueles que não entram “nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13, NTLH).


A parábola do semeador diz que existe de fato um ladrão de semente: as aves do céu costumam comer as sementes do evangelho lançadas no coração humano, impedindo que elas sequer germinem (Mt 13.4, 19).

Os homens não podem crer porque, segundo Paulo, “o deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2Co 4.4).

Todavia, a situação não é irreversível, pois os que querem sair da escuridão que os envolve e entrar no céu aberto podem e devem contar com a graça de Deus. Porque “esse véu só é tirado quando a pessoa se une com Cristo” (2Co 3.14, NTLH)!

Revista Ultimato 329, março de 2011

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A Infinita Misericórdia de Deus

E guiarei os cegos por um caminho que nunca conheceram, fá-lo-eis caminhar por veredas que não conheceram; tornarei as trevas em luz… E as coisas tortas farei direitas. (Is. 42.16).

Que diz Deus aos que se preocupam e se entristecem pelo deplorável estado de Sião, pela apostasia da cristandade, pela queda e impenitência de muitos membros e dirigentes das igrejas?

O que diz aos que desejam ajudar e fazer algo a fim de que esta situação melhore, mas se dão conta de não lograr mudanças favoráveis?

Assim diz o Senhor: “Alegrem-se com Jerusalém, e gozem com ela todos os que a amam; enchei-vos com ela de gozo, todos os que por ela estão enlutados”.

As Escrituras demonstram que o poder de Deus tudo pode mudar. Que Deus pode consertar e tornar tudo novamente novo.

O poder do Pai é suficiente, assim como são suficientes os méritos do Filho, e o poder do Espírito Santo. A boa vontade e misericórdia de Deus, sua fidelidade e verdade nos demonstram isso: “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, que nunca devemos nos sentir infeliz e nos entristecermos como os que não têm esperança.

Se for uma verdade que eu sou pecador, também é verdade que meu Salvador Jesus Cristo é Justo.

É verdade que sou imundo, mas Cristo é puro. Eu sou fraco, mas Cristo é forte. Quando me sinto só e isolado, e anelo a companhia de Deus, o Senhor me faz lembrar: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação dos séculos”.

Se minhas fraquezas me entorpecem, e me sinto incapaz de orar, “O espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.

Se eu tremo diante da morte e do inferno, o Senhor me diz: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória?”.

Se nisso crêssemos e nisso pensássemos um pouco mais, que felicidade celestial teríamos já aqui na terra! Viveríamos com nossos corações  no Paraíso! Como honraríamos e louvaríamos a Deus!

Seria como se já estivéssemos nos céus… Com o apóstolo Paulo diríamos: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”

Oh Deus, não deixes que nos tornemos arrogantes e tampouco preguiçosos. Que o diabo não nos separe de tua preciosa palavra nem cause divisões em nosso meio. Amém.

C.O. Rosenius (1816-1868) Novo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Que Haja Paz!

E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém. (Rm 16.2)

O mundo inteiro fala de paz, não existe um ser humano na face da terra que não deseje ter paz, por mais que alguém tenha um instinto ruim, em algum momento da vida deste, ele deseja a paz.

Mas o que é paz? Talvez, muitas pessoas tenham definições diferentes, mais o que eu posso relatar do significado da palavra paz é que ela seja a ausência de quaisquer tipos de perturbação, ou seja, um estado de calma e tranquilidade.

Em se tratando de individualidade, paz é um estado de espirito, então, compreende-se, que paz é algo que flui de dentro para fora, por isso, conclui-se, ser este, o alvo de todos. Porém, muitos vivem em perpetua aflições e nunca a experimentaram, justamente porque o seu espirito está perturbado, em si, o espirito está perturbado, logo, a vida desta pessoa está um caos, pois, se é o espirito que dá vida ao corpo, e, estando este desorientado, consequentemente esta pessoa não conhece o caminho da paz, E não conheceram o caminho da paz. (Rm.3.17), quando Jesus disse: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14.6), então, o caminho para se ter a paz é Jesus.

Neste mundo, por maiores e melhores intenções que se tenham, não haverá paz completa, haverá sim, momentos pacificos, porque, se a bíblia diz, que há um Deus de paz, e que, o mundo jaz no maligno, Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. (1 João 5:19), se o mundo está no maligno, e o caráter do maligno é mau, e em tudo que é mau há aflições, então, onde há aflição não há paz.

Ainda que haja pessoas bem intencionadas, elas, por maiores prodígios que façam, podem apenas proporcionar instantes calmos, será paliativos, porém as lutas não acabarão, se uma der aparência de melhora, logo aparecera outra mais forte. Paz completa só haverá na eternidade, para aqueles que estiverem em Cristo Jesus.

E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eternal (1João 2.25). Daí você pode me perguntar; então o que vamos fazer neste mundo? É ai que está o segredo, só se pode ter paz se estiver com Jesus, porque Ele mesmo nos disse, Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14.27)

Isto é, a paz que se encontra em Cristo é diferente de qualquer outra, porque a paz de Cristo não está em uma situação, em uma emoção, em tratados realizados por homens, ela é oriunda no próprio Deus, é uma das qualidades do seu caráter, logo, se alguém faz de Deus o seu braço forte, este tem paz, melhor dizendo, a paz está instalada na sua alma, porque Deus cuja essência também é paz, é um Ser, que mora dentro do ser humano.

Aquele que procura vivenciar, trazer à tona, a vida de Deus que esta dentro de sí, consequentemente este sente a paz, tudo em sua volta pode estár em guerra, pode haver lutas, batalhas, aflições, a sua paz não está na falta ou na presença destas situações, é simplesmente algo que emana do seu interior, esta pessoa, tem certeza que a paz mora dentro dela, e, é exatamente isto que a põe de pé, a confiança no Deus que é Senhor da sua vida.

Eu não estou dizendo que a pessoa que serve a Deus não sofra, não é isso, estou afirmando que, aquele que conhece a Deus, sabe que, E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.(Filip 4.7), obviamente, esta pessoa tem as respostas para tudo guardada dentro de si, logo em meios às adversidades, o seu coração está sossegado, pois este entende que, o seu Deus é maior que qualquer perturbação ao seu redor, Se tão somente, esta certeza está instaladas dentro do seu ser, certamente Graça e paz vos sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor; (2Pe.1.2).

Então, se você não está conseguindo ter paz, se a tua vida está uma verdadeira guerra, parece que o mau fez morada, você precisa de Deus, Apega-te, pois, a ele, e tem paz, e assim te sobrevirá o bem. Jó 22:21,

Busque a sua presença, deixe que Ele direcione o teu caminhar, peça a orientação Dele para tudo, Se isto fizeres, e Deus to mandar, poderás então subsistir; assim também todo este povo em paz irá ao seu lugar.(Ex. 18.23), no mundo sempre haverá tribulações, mais creia que a paz de Deus virá como chuva serôdia sobre a tua vida.

Que haja paz de Deus, por dentro, e, por fora de você!

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz