domingo, 11 de maio de 2014

Fatores bíblicos para o desenvolvimento do reino: José

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo. [...] E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher [...] E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS.” (Mateus 1.18-25).

José representa todas aquelas pessoas que nem sempre tem o talento que o reino precisa, mas tem disposição de abrigar, cuidar e sustentar aqueles outros servos de Deus a quem já foi confiado um ministério, dom ou missão.

José foi o principal mantenedor de Jesus. Ele trabalhou arduamente na sua carpintaria para que Jesus tivesse o que comer ou vestir. Ele se doou para sustentar a Jesus, um filho que não era seu, uma causa que não era sua.

A missão de José consistia não em falar da salvação de Deus, ele não foi um grande pregador, operador de milagres ou referencial de liderança, mas entregou tudo o que tinha para que os planos de Deus que iriam se concretizar no Filho de Deus se cumprisse com excelência. Ele sustentou, educou e protegeu Àquele que seria o Salvador. Ao contrário do que a religião romana diz, José fez tudo o que soube e o que pode para promover a Jesus.

Talvez o leitor não tenha recebido o chamado de Deus para fazer missões no exterior, mas será que Deus não lhe tem abençoado financeiramente de modo que hoje você possa custear os missionários transculturais?

Talvez você não seja um grande pregador, mas será que você não poderia ser a pessoa que transporta os pregadores para lugares longínquos a fim de que eles preguem o evangelho da graça de Deus?

Talvez você não tenha o chamado pastoral, mas você pode evangelizar as pessoas que serão pastoreadas por outro. A mulher de Samaria ainda não conhecia o bastante para evangelizar sua vizinhança, mas trouxe toda a cidade para ouvir a pregação de Jesus. Paulo disse que lançou o fundamento para que outro construísse sobre ele.

A igreja é uma missão com muitas missões. No reino de Deus há lugar para todos os servos. Um problema comum é que todos querem fazer a mesma coisa. No reino de Deus todas as pessoas são necessárias e todas as ações são importantes.

A democratização da ideia de que todos têm um chamado, introduziu na mente da maioria dos crentes a impressão de que todos foram chamados para exercer alguma das funções ministeriais, o que não é verdade. Tecnicamente todos têm um chamado, mas esse chamado não diz respeito a uma função ministerial e sim uma função avulsa no Corpo de Cristo que é a sua igreja.

Para ser útil no reino de Deus não é obrigado ser um pastor ou evangelista. Há muitas áreas onde a igreja carece de pessoas para auxiliar, mas a visão de que todos têm uma unção ministerial tem feito com que muitos ignorem as demais ações que também são necessárias na igreja de Deus.

O fator José vem justamente para nos mostrar a nobreza que há em tudo o que é feito para a promoção da obra divina. Muitos crentes ficam deprimidos quando veem outros irmãos que tem o mesmo tempo ou menos de conversão que eles estão exercendo as funções pastorais ou qualquer outra de impacto semelhante enquanto eles ainda não sentem que poderiam fazer as mesmas coisas. Esse sentimento não é saudável. Pois quem chama é Deus e “cada um tem de Deus o seu próprio dom, uns de um jeito, outros de outro” Por essa razão sentimentos de inveja ou complexos de inferioridade não devem ocupar a mente dos cristãos. O que cada um precisa é se posicionar frente ao serviço e trabalhar na seara e na vinha do Senhor. Se cada um tomasse a iniciativa de agir mais e falar menos veríamos o fator José se manifestando ricamente em nossos dias.

O fator José ocorre quando os irmãos ajudam aos líderes, quando todos trabalham para promover os projetos e quando os crentes não ficam disputando espaço na igreja. Quando todo mundo se ajuda. Em outras palavras o fator José fala de um ministério de apoio, de suporte. Como já falei antes José aceitou trabalhar arduamente na execução de um projeto que não era dele, ele se arriscou e foi à luta até as ultimas consequências. O fator José é um antídoto contra o egoísmo e contra a prepotência. Esse fator promove o amor incondicional. O fator José leva os crentes a se esforçarem em áreas que são as suas.

Muitas vezes é preciso fazer coisas no reino que talvez você não concorde, mas se é bíblico e se alguém está fazendo é seu dever agir e ajudar. Você pode não gostar da cor da tinta que vão pintar a igreja, mas mesmo assim você deve ajudar na pintura. Você pode não gostar de trabalhar com o ministério infantil, mas você deve dá uma mãozinha quando vir que ninguém se dispôs. O fator José nos ensina que devemos fazer não apenas o que gostamos, mas o que sabemos que não pode deixar de ser feito.

No desenrolar do plano de salvação do mundo, o fator José foi de fundamental importância. Sem ele Maria teria de enfrentar os obstáculos que se ergueram sem qualquer ajuda ou proteção (a não ser a ajuda e proteção do alto). José teve um papel de suma importância sendo hoje um fator digno de ser imitado. O reino de Deus ainda precisa do fator José para continuar se desenvolvendo. A Igreja ainda precisa de pessoas capazes de fazer não o que querem ou o que gostam, mas o que é certo, o que deve ser feito.

Que os pastores e líderes se dediquem na tarefa de ensinar os crentes a serem servos e não apenas consumidores ou clientes dos serviços da igreja. Todos precisam se ver como parte deste grande povo que é o povo de Deus. Quando os crentes se veem como clientes e veem os ministros como garçons, além da identidade da igreja ser distorcida, as pessoas não crescem, não amadurecem e não se tornam participante do Corpo, mas apenas frequentadores da igreja e usuários dos serviços que lá são oferecidos. Não é correto e nem saudável quando as pessoas veem a igreja como uma empresa ou um projeto social. A igreja é um povo e o serviço é uma marca inegociável desse povo.

A Bíblia chama os crentes de servos de Deus, o que é um servo sem serviço? Jesus mesmo confrontou o conceito de servo sem serviço quando disse: “E por que me chamais: Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu vos digo? ”. Se a igreja é a comunidade dos servos de Deus, o fator José é presente e atuante.

Missionário Rosivaldo

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz