segunda-feira, 30 de junho de 2014

O Livro da Vida e o Livro dos Recordes

É impressionante como homens e mulheres estão dispostos a dar a própria vida para que seus nomes sejam inscritos no Livro dos Recordes, ou Livro Guinness dos Recordes.

O Guinness foi editado pela primeira vez em 1955. Cinqüenta anos depois, atingiu o número de 100 milhões de exemplares publicados. Arthur Guinness, proprietário de uma cervejaria irlandesa, há 300 anos no mercado, deu origem ao nome do famoso livro.

Os recordes são dos mais variados tipos. São exemplos: o maior colecionador de cachaça do mundo; maior tempo despido, numa temperatura de 29 graus negativos; maior combate com bolas de neve; carregador de esposa nos braços, por mais tempo, etc.

Há importantes informações no Guinness, mas muitas não têm qualquer significado cultural: a cuspadela mais distante; o maior tempo de permanência entre serpentes venenosas, e outras.

O desejo de entrar no Guinness, mutatis mutandis, assemelha-se ao desejo feminino de ser capa da Revista Play Boy, ou ao anseio de homens e mulheres de participarem do Big Brother. Em todos os casos, a intenção primeira é a notoriedade, não importa se a alma seja ou não vendida ao diabo. Em segundo lugar, o dinheiro auferido nessas participações, como no caso da revista e do programa televisivo.

O sacrifício que fazem para entrar no Guinness é sacrifício de tolos.
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O nome de Jesus Cristo deveria ser o primeiro da lista do Guinness, porque Ele jamais foi superado em número de milagres; ninguém como Ele andou sobre as águas; o milagre de transformar água em vinho nem sequer foi tentado por alguém; Ele superou a todos ao curar dez leprosos de uma só vez. É preciso continuar citando?

Jesus se tornou o mais notável recordista ao carregar a própria cruz por algumas centenas de metros, e nela ser crucificado. Igual a Jesus, jamais alguém predisse sua própria ressurreição; e afirmou que seria ao terceiro dia. Tudo isso Ele fez para que pudéssemos entrar no Livro da Vida.

Para entrarmos nesse Livro não precisamos fazer sacrifício de tolos. Não precisamos de obras de nossas próprias mãos; da força de nossos braços e pernas; não precisamos enfiar centenas de cigarros em nossa boca ou de enfiar uma enorme espada garganta abaixo. Não. Basta a fé no Filho, através da qual a graça divina nos alcança.

Os que estão com seus nomes no Guinness são reconhecidos e invejados pelos homens. Homens exaltando homens. Os que estão com os seus nomes no Livro da Vida são filhos de Deus e terão o privilégio de vencer a morte pela ressurreição, e ganhar vida eterna.

Nenhuma recompensa terrena pode ser comparada à de morarmos para sempre no céu. Quando alguns discípulos se mostraram alegres e recompensados porque curaram enfermos e expulsaram demônios, Jesus lhes disse: “Não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem vossos nomes escritos nos céus” (Lc 10.20).

Portanto, é essa a nossa grande alegria

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 29 de junho de 2014

Um Olhar faz toda a diferença!

“E o povo estava ali a olhar. E as próprias autoridades zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus. Os soldados também o escarneciam, chegando-se a ele, oferecendo-lhe vinagre, e dizendo: Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.

Por cima dele estava esta inscrição [em letras gregas, romanas e hebraicas:] Este é o rei dos Judeus. Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós. Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez. Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” Lucas 23:35-43

Um olhar faz toda a diferença para aquele que crê! Apenas um olhar, um vislumbre de Cristo, muda para sempre a vida de uma pessoa! “E o povo estava ali a olhar”, e assim como antes, estão todos a olhar novamente. A questão é: o que estavam olhando?

As autoridades olhavam um homem, crucificado, castigado por açoites e por pregos nos punhos e nos pés. Viam a Ele como um herege, que estava sendo castigado por seus crimes e, assim vendo, zombavam Dele.

Os soldados não o conheciam muito e vendo-o, igualmente riam e zombavam. Pode até ser que algum dos soldados pensasse se tratar de um comparsa dos outros dois que também estavam crucificados. Um dos ladrões enxergou um homem simples, igual a ele, na mesma condição de réu de morte e, ouvindo o que as autoridades diziam, acreditou nelas, blasfemando. Mas havia um olhar diferente destes também ali…

Um dos dois ladrões olhou e viu algo além da condição humana castigada por açoites e por pregos. Ele viu alguém que os demais não podiam ver, pois não criam e não queriam crer. Ele olhou e viu algo mais que a simples situação do momento, sua visão foi mais apurada do que isso. Esse ladrão enxergou pela fé o futuro, contemplou o Terceiro Dia, maravilhou-se disso e exclamou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino”!

Quão maravilhoso é o olhar voltado para contemplar a Glória de Deus! Quão precioso é a visão de Cristo, no Terceiro Dia!

João viu-o e ficou espantado com a visão: “E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força” Apocalipse 1:12-16
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Olhe para Cristo! Não olhe a situação momentânea que você vive!

Não olhe para os outros nem para você mesmo, pois somos pecadores, e olhar para nós somente provocará tristeza e angústia.

Não olhe nem mesmo para o Cristo que muitos erradamente olham, crucificado e morto, pois a fé destes também está morta!

Olhe para Cristo ressuscitado, o Cristo do Terceiro Dia, o mesmo que o ladrão da cruz olhou e que João viu na revelação do Apocalipse!

Um olhar faz toda a diferença! Um olhar, um simples olhar, mudou a minha vida e a minha história e poderá mudar a sua também!

Olhe, por favor, simplesmente olhe!

Que Deus os abençoe em Nome de Jesus Cristo!

Autor: Fernando Heitor de Siqueira

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 28 de junho de 2014

Sacrifício de louvor

Na primeira aliança, em Moisés, adorar era sacrificar. Na nova aliança, em Jesus Cristo, adorar é viver integralmente para Deus. A adoração autêntica, legítima, verdadeira exige “oferecer a vida a Deus, como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1)

O sumo sacerdote leva sangue de animais até o Santo dos Santos, como oferta pelo pecado, mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade, para santificar o povo por meio do seu próprio sangue. Portanto, saiamos até ele, fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou. Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir. Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada. [ Hebreus 13.11-16 ]

A experiência religiosa dos hebreus estava baseada no princípio de que “adorar é sacrificar”. Todos os dias, especialmente aos sábados, os sacerdotes ofereciam sacrifícios de animais, primeiro no Tabernáculo e depois no templo em Jerusalém. De maneira especialíssima, uma vez por ano, o sumo sacerdote oferecia sacríficios pelo pecado do povo no Santo dos Santos.

A religião dos hebreus consistia em tentar viver em obediência à Lei de Moisés, mas como isso era impossível, sacrificavam animais com intuito de aplacar a ira de Deus, receber seu favor, e também expressar sua gratidão pelas bênçãos recebidas. No seu imaginário, servir a Deus e ou prestar culto a Deus era fazer a coisa certa (oferecer sacrifícios de animais), através das pessoas certas (sacerdotes), no dia certo (sábado), no lugar certo (tabernáculo e depois templo).

A primeira aliança entre Deus e os homens foi celebrada na Lei de Moisés, mas a nova aliança celebrada em Jesus Cristo ressignifica toda a estrutura religiosa de Israel (Hebreus 9.19-22), pois as coisas da primeira aliança eram apenas “sombras do que haveria de vir” (Colossenses 2.16,17).

Na nova aliança, celebrada em Jesus Cristo, não há mais necessidade de sacrifícios de animais (Hebreus 9.11-14; 10.1-14), pois Jesus Cristo é o legítimo “cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1.29). Também não há mais necessidade de sacerdotes, pois “há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, o qual se entregou a si mesmo como resgate por todos” (1Timóteo 2.5,6), e por essa razão todos os que estão em Cristo são reis e sacerdotes (1Pedro 2.9; Apocalipse 5.9,10). Não há porque guardar o sábado, pois todos os dias são igualmente santificados para Deus (Romanos 14.6; Colossenses 2.16,17). Finalmentemais necessidade de ir ao templo, pois “onde estiverem dois ou três reunidos em seu nome, Jesus está no meio deles (Mateus 18.20), pois Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (Atos 7.48), mas num templo de pedras vivas (1Pedro 2.5), e assim, todos os que estão em Cristo são templo do Espírito de Deus (1Coríntios 3.16; 6.19).

Diante das afirmações dos cristãos, os hebreus bem poderiam dizer “vocês acabaram com a nossa religião”, ao que os cristãos responderiam, “nada disso, nós levamos sua religião à plenitude”, pois “o fim da lei é Cristo” (Romanos 10.4). Isto é, a finalidade da Lei era conduzir a Jesus Cristo, pois Jesus é o sacerdote, o sacrifício, seu corpo é o templo vivo, e sua obra tem repercussão eterna, pois realizada e conhecida desde antes da fundação do mundo (1Pedro 1.18-20; Apocalipse 13.8).

Surge, então, um grande dilema entre os hebreus: agora que não precisamos mais depender dos sacerdotes para oferecer sacrifícios de animais em nosso nome no templo, como devemos adorar a Deus? Agora que adorar não é mais sacrificar, como podemos adorar a Deus?

A resposta é simples: “por meio de Jesus, ofereçam continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hebreus 13.15).

Muitas pessoas acreditam que “sacrifício de louvor” tem a ver com “ir ao templo para participar das celebrações cristãs e cantar canções para Deus”. Nada mais equivocado. Lendo o texto de Hebreus 13.15 compreendemos que o sacrifício de louvor é oferecido por pessoas cujos lábios confessam o nome de Jesus Cristo.

Para entender o que isso significa precisamos ler Romanos 10.1-10, onde o apóstolo Paulo explica que na primeira aliança, em Moisés, a aproximação de Deus, que ele chama de justificação, era feita mediante a obediência à Lei e o sacrifício de animais, mas na segunda aliança, a relação com Deus consiste em “crer com o coração que Deus ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos” e “confessar com a boca que Jesus Cristo é o Senhor”. Os lábios que confessam o nome de Jesus Cristo são aqueles dos que crêem que ele “esteve morto, mas agora está vivo para todo o sempre, e tem nas mãos as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.18), e declaram que “Jesus Cristo é o Senhor” (Filipenses 2.11), passando a viver para ele, e não mais para si mesmos (2Coríntios 5.14,15).

Os que confessam o nome de Jesus Cristo, também afirmam juntamente com Paulo, apóstolo, “fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”, e também “quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo” (Gálatas 2.20; 6.14). São esses os que “por meio de Jesus Cristo, oferecem continuamente a Deus sacrifícios de louvor”.

Mas, quais são esses sacrifícios de louvor?
O texto de Hebreus 13.16 responde: “não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada”. Oferecer sacrifício de louvor é fazer o bem. Mas o que significa fazer o bem, apenas repartir com os outros o que temos? Isso também, mas na verdade fazer o bem significa muito mais.

Fazer o bem é uma expressão paralela a “andar na luz” e “andar nas boas obras”. O apóstolo Paulo diz que os que estão nas trevas “andam conforme o curso do mundo, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e portanto estão escravizados pelo espírito que opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2.1-3). Mas aqueles que confessam o nome de Jesus Cristo, são novas criaturas, isto é, “criação de Deus realizada em Cristo Jesus para [fazerem] boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que [praticassem]” (Efésios 2.10). Andar nas boas obras, praticar boas obras, fazer o bem, equivale a viver segundo a vontade de Deus em termos abrangentes, e não apenas fazendo caridade.

Na primeira aliança, em Moisés, adorar era sacrificar. Na nova aliança, em Jesus Cristo, adorar é viver integralmente para Deus. A adoração autêntica, legítima, verdadeira exige “oferecer a vida a Deus, como sacrifício vivo, santo e agradável” (Romanos 12.1), e assim, “quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1Coríntios 10.31), para que “tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai” (Colossenses 3.17).

A experiência religiosa cristã implica a superação da religião compreendida em termos de ritos e rituais: ir ao templo, sacrificar animais, depender de sacerdotes, e respeitar dia disso e dia daquilo. Viver para Deus envolve tudo o que fazemos, todo dia, toda hora, em todo lugar. Oferecer a Deus sacrifício de louvor é viver sob a constante oração: “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade assim na terra como no céu”.

Autoria: Ed René Kivitz


Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Missões, a maior negligência da igreja contemporânea.

“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?” (Romanos 10.13-14).

Desde os primeiros dias do seu ministério Jesus diagnosticou a escassez de obreiros. Poucas vezes Jesus sugeriu razões pelas quais queria que seus discípulos orassem, mas o envio de ceifeiros foi uma dessas razões: “Então disse aos seus discípulos: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara”. (Mateus 9.37,38). Desde então não tem sido diferente.

A falta de obreiros e a negligencia de boa parte desses obreiros tem comprometido a causa do Mestre. Embora sejamos obrigados a aceitar que nem todos os cristãos são vocacionados, devemos também estar convencidos de que evangelizar não é um dom ou ministério específico, antes é uma ordem de Jesus Cristo para cada cristão que deseja ver o Reino de Deus se expandindo.

Cada crente em Jesus deve ser um evangelizador, mesmo que não tenha sido chamado para o ministério de evangelista. Evangelizar é uma tarefa dos crentes que amam a Deus e ao próximo. Quem quer agradar a Deus e ver seus iguais sendo alcançados pela salvação divina.

A igreja cristã contemporânea tem negligenciado muita coisa no que diz respeito ao reino de Deus e uma dessas negligencias é justamente a recusa em ir aos perdidos e lhes falar de Jesus. Os perdidos não estão sempre distantes de nós, pois estamos rodeados de uma tão nuvem de testemunhas que anseiam pela manifestação dos filhos de Deus . Falta-nos a consciência de que não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido .

A mensagem do Evangelho é simples e prática:

“Somos pecadores sobre quem repousa a ira de Deus, estamos correndo a largos passos rumo a nossa destruição e a condenação da nossa alma, pelo fato de bebermos a largos sorvos o cálice do pecado, estamos sentenciados ao castigo eterno. Somos inimigos de Deus . Mas Deus, sendo rico em seu amor nos oferece perdão, salvação e vida nova. Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Entretanto Deus só perdoará aqueles que em atitude de arrependimento se achegar a Ele , reconhecendo suas misérias e erros e rogando-lhe misericórdia e salvação ”.

Com poucos versículos em pouco tempo podemos trazer uma mensagem simples e prática que pode repercutir por toda a eternidade na vida de uma pessoa.


Dificuldades como timidez, analfabetismo, personalidade introspectiva não podem ser colocadas como empecilhos para a prática do evangelismo, pois quem não tem coragem de ir aos estranhos pode e devem evangelizar os de dentro, aqueles que integram seu ciclo social e sua família.

Por outro lado as igrejas tem negligenciado essa obra ao se esconder por trás de atividades como os chamados cultos de missão, onde o pregador apresenta a mensagem evangelística para uma plenária que já conhece a salvação de Deus. “Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma vez? ”.

Na verdade os cultos de missões devem ser direcionados ao público crente, mas com a finalidade de despertá-lo afim de que saia da sua zona de conforto para as favelas, os hospitais, presídios, centros de reabilitação de dependentes químicos e para outras nações do mundo, ou seja, saia das quatro paredes do templo para irem buscar as vidas que jazem no perigo da condenação.


Assim se expressou Billy Graham com muita sabedoria: “A Bíblia não manda que os pecadores procurem a igreja, mas ordena que a igreja saia em busca dos pecadores”. No mundo tem cerca de 3.800 povos não alcançados pelo Evangelho . Atualmente o mundo tem aproximadamente 7 bilhões de habitantes. Em 2013 foram contabilizadas mais de 40.470.090 pessoas mortas e isso até às 11:23 da manhã .

Como podemos perceber todos os dias milhões de vidas são ceifadas pela morte sem terem reconhecido Jesus como seu salvador pessoal. Sem contar o número de pessoas que morrem e são enterradas clandestinamente e as pessoas que já morreram desde o inicio dos tempos.

Possivelmente na volta de Jesus, haverá mais almas para passarem a eternidade no inferno do que no céu. Isso é terrível especialmente olhando pelo lado material. Igrejas arrecadam R$ 20 bilhões no Brasil em um ano , ou seja, temos dinheiro para enviar milhares de missionários para os campos negligenciados dentro e fora do país.

Em 2012 segundo levantamento feito, os cantores evangélicos cobraram entre R$ 8.000,00 até R$ 250.000,00 por um show . Quantos missionários poderiam ter sido enviados aos campos com estes recursos? Quantas vidas teriam sido alcançadas? Quantas almas não pereceram por não terem missionários disponíveis em seus países?

A igreja contemporânea não pode exclamar como Pedro: “não tenho prata e nem ouro”. Nós temos prata e ouro, só não temos a mesma disposição para servir e obedecer a Deus na Grande Comissão.

 Missionário Rosivaldo

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Seja Forte no Senhor

A força do cristão está no Senhor, não nele mesmo. A força do comandante de um exército terreno está em suas tropas, mas a do cristão, a de todos os exércitos dos santos, está no Senhor Jesus.

As armas do cristão são a Palavra de Deus e a oração numa vida verdadeiramente santa, mas quem deve manejá-las em nós e por nós é o Espírito Santo. Sem isto nada podemos fazer contra as forças do mal, porque toda a nossa capacidade vem de Deus. É a graça derramada por Deus que nos põe em ação, fortalecendo-nos para resistir ao diabo e obrigá-lo a fugir de nós.

Quão grande alegria enche o nosso coração ao ver o Inimigo sendo subjugado pelo poder de Deus, e sendo trazidas à plena liberdade e paz as almas que ele mantinha cativas. Seja pois a nossa oração: “Dá-nos mais graça Senhor!”. Pois é somente da Sua graça que necessitamos para vencer as forças do mal.

Somente a graça pode fortalecer o coração abatido e oprimido pelos ataques constantes dos espíritos das trevas – ataques que são enganosos, sutis, disfarçados, como pequenas doses de veneno diárias e imperceptíveis que vão minando as nossas forças paulatinamente e que por fim podem nos matar.

Mas graças a Deus que revela aos Seus filhos, em tempo oportuno, estes ardis do Inimigo, e lhes supre com a força necessária para se livrarem destes laços de morte e angústias do inferno.  A nossa guerra contra as força do mal possui muitas batalhas que cessam somente na nossa partida para a glória celestial.

Importa portanto estarmos vigilantes e revestidos de toda a armadura de Deus em todo o tempo, e não sermos descuidados sequer nos momentos de vitória; quando poderíamos ser vencidos por causa de uma exultação desmedida em nossa comemoração e alegria, que facilmente podem nos levar a ser presunçosos como que houvesse alguma razão para nos gloriarmos em nós mesmos, e não somente no Senhor, a quem de fato pertence todo o mérito da vitória.

Somos fracos em nossa própria natureza, e lutamos com inimigos muito mais fortes do que nós, que usam de todo expediente sujo e ilícito para nos intimidar e vencer. Dependemos portanto de um poder sobrenatural e celestial que venha em nosso auxílio.

Nossos melhores argumentos e habilidades não são apropriados para vencer as artimanhas de Satanás. Os instrumentos que são usados por ele contra a verdade do testemunho do evangelho que sustentamos não se deixarão persuadir por tais argumentos persuasivos, ainda que sejam verdadeiros e apresentados com espírito de mansidão e amor.

Ai de nós, se Deus não agir suprindo-nos das armais espirituais que são as únicas que podem desfazer com autoridade suprema todos os ardis e armadilhas do Inimigo. Graças a Deus pelo Seu dom inefável que nos permite caminhar em triunfo enquanto assediados constantemente por todas as formas de investidas de Satanás.

Toda a glória e todo o louvor pertencem ao Senhor Jesus Cristo porque até mesmo a nossa capacidade para vigiar nos vem dEle. De nós mesmos somos insuficientes para qualquer bom propósito espiritual, especialmente no que se refere a sairmos vitoriosos neste combate contra Satanás e os seus demônios.

É a graça do Senhor que nos conduz ao arrependimento e a termos um espírito manso e quebrantado. É a graça que nos faz caminhar humildemente com o nosso Deus.

Conhecimento, sabedoria, domínio próprio e tudo quanto necessitamos para permanecer inabaláveis e em paz, ainda que em meio às aflições, tentações e tribulações que nos sobrevêm em nossa caminhada cristã, também são o fruto da graça de Deus nos nossos corações.

É a alegria do Senhor operando em nossos corações, quando perseveramos num caminhar em fidelidade perante Ele, que é a fonte da nossa força espiritual. Isto não se encontra naturalmente em nós.

Para sermos fortalecidos pelo Senhor, necessitamos então estar permanentemente ligados à fonte da qual esta força procede, a saber, dEle mesmo. E esta constância e permanência em fidelidade deve ser achada em nós em todas e qualquer circunstância. Este era o segredo da força do apóstolo Paulo na sua fraqueza.

Podemos ser fortes no Senhor nas horas de aflição ou de alegria, porque a Sua graça nos assiste na hora da tristeza e da fraqueza até que nos seja provido o livramento da tribulação, segundo o tempo determinado pela vontade de Deus.

Autor: Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Nenhum outro evangelho

Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. [Gálatas 1.6-7]

Depois de visitarem as quatro cidades da Galácia evangelizadas durante sua primeira viagem missionária, Paulo e Barnabé voltaram a Antioquia e relataram à igreja como Deus “abrira a porta da fé aos gentios” (At 14.27). E permaneceram ali por um longo tempo com os discípulos.

Lucas relata que durante esse período, “alguns homens desceram da Judeia para Antioquia e passaram a ensinar aos irmãos: ‘Se vocês não forem circuncidados conforme o costume ensinado por Moisés, não poderão ser salvos’” (At 15.1). Trata-se por certo do mesmo fato mencionado em Gálatas 2.12: “Quando chegaram alguns da parte de Tiago” (isto é, que alegavam ser da parte de Tiago, já que mais tarde ele afirmou que eles não tinham sua autorização [At 15.24]).

É possível imaginar a confusão provocada por esses visitantes. Eles eram judaizantes e menosprezavam o evangelho, insistindo que a fé em Jesus não era suficiente para os convertidos gentílicos; eles também deveriam guardar a lei, ou seja, permitir que Moisés completasse aquilo que Jesus havia começado.

Até mesmo o apóstolo Pedro se deixou levar pelo ensino deles, de modo que Paulo teve de confrontá-lo publicamente, uma vez que a verdade do evangelho estava em jogo (Gl 2.11-16). Essa atitude de Pedro, no entanto, foi temporária, pois na ocasião do concílio de Jerusalém, ele já havia recobrado o bom senso.

Entretanto, alguns desses judaizantes “encrenqueiros” foram às cidades da Galácia e começaram a ensinar essa mesma mensagem distorcida. E para espanto de Paulo, eles estavam sendo bem-sucedidos.

A situação chegou a tal ponto que Paulo considerou a atitude dos gálatas como uma deserção da parte deles e invocou um juízo solene sobre qualquer um (anjo ou ser humano, inclusive ele mesmo) que transformasse o evangelho das boas novas da graça (favor gratuito e imerecido de Deus) em uma religião de obras de justiça. Ele foi ainda mais longe, afirmando que, se a nossa salvação depende da obediência à lei, então “Cristo morreu inutilmente” (Gl 2. 21).

Ou seja, se dizemos que podemos obter a salvação por nossos próprios méritos, então estamos indicando que não há necessidade da cruz. Paulo começa e termina com uma referência à graça (1.3; 6.18).

O evangelho é a boa nova da graça de Deus, e não há outro evangelho.

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.

Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Gálatas 1.6-9


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

terça-feira, 24 de junho de 2014

Que vida é essa?

Vivemos um paradoxo. Construímos edifícios cada vez mais altos, mas nossa paciência está cada vez mais curta. Nossas estradas estão cada vez mais largas, mas nossos pontos de vistas cada vez mais estreitos. Gastamos cada vez mais dinheiro, mas temos cada vez menos alegria.

Compramos cada vez mais, mas não temos tempo para desfrutar o que compramos. Moramos em casas maiores, mas temos famílias cada vez menores. Temos cada vez mais conforto, mais nos sentimos cada vez mais desconfortáveis. Conseguimos mais diplomas, mas temos menos sabedoria; maior conhecimento, mas menor bom-senso; mais especialistas e mais problemas; mais medicina e mais doenças; mais academias e menos bem estar.

Alguns bebem demais, fumam demais, gastam demais, trabalham demais, correm demais, e sorriem tão pouco. Dirigem rápido demais, se iram por qualquer coisa, chegam a casa tarde demais, acordam cansados demais, assistem TV demais, e amam tão pouco.

Multiplicam as posses, mais diminuem os valores. Dizem amar, mas não sabem expressar o amor. Sabem falar, mas não sabem ouvir. Falam muito, mas se comunicam pouco. Odeiam facilmente e perdoam muito pouco. Sabem como enriquecer, mas não como viver. Aumentam os seus dias de vida, mas não acrescentam vida aos seus dias.

Descobriram como ir e voltar para a lua, mas tem dificuldade em ajudar o vizinho a atravessar a rua. Conquistaram o espaço, mas não sabem como preencher o seu vazio interior. Fazem o mundo melhor enquanto ficam piores. Ensinam seus filhos a não poluir o meio ambiente, mas permitem que eles poluam as suas almas. Conhecem o átomo, mas não conhecem a própria esposa. Sabem usar engenhocas sofisticadas, mas não a língua. Ensinam muito, mas não aplica o que ensinam à própria vida. Planejam muito, mas realizam pouco. Trabalham demais, mas descansam de menos.

Inventam computadores cada vez mais potentes, rápidos e capazes de armazenar informação, mas esquecem de como segurar a mão de alguém e lhe fazer um carinho. Comem cada vez mais rápido, mas sua digestão é cada vez mais lenta. Tornam-se cada vez mais altos, mas têm o caráter cada vez menor. Lutam por salários cada vez maiores, mas seus relacionamentos são cada vez piores. Têm mais relações e menos intimidade; casas lindas, mas são cada vez mais tristes.

Seus casamentos são cada vez mais caros e suas famílias cada vez mais pobres. Fazem sexo com pessoas diferentes, mas não têm uma pessoa com quem abrir o coração. Relacionam-se com milhares de pessoas, mas esses relacionamentos são cada vez mais superficiais. Negociam com muita gente, mas não confiam em ninguém. Prometem ficar casado até a morte, mas se divorciam cada vez mais cedo.

Vivemos nos dias das viagens rápidas, fraldas descartáveis, do ficar por apenas uma noite, de gente acima do peso, e pílulas para todas as coisas: alegrar, acalmar e matar.

Coisas demais nas vitrines e coisas de menos na alma. Cuidam do corpo, mas não do espírito. Conversam com estranhos, mas não com os filhos. Visitam clientes, mas não os pais. No meio de tanta gente, se sentem sozinhos.

Corrigem os erros dos outros, mas não os seus. Apagam informações com um simples toque, mas não tiram de dentro de si a mágoa. Olham para tela do computador ou da televisão por horas seguidas, mas não são capazes de olhar para o rosto de quem amam por um minuto sequer.

Passe um pouco de tempo com as pessoas a quem você ama, elas não vão estar aqui para sempre. Diga uma palavra de carinho para a criança que lhe olha admirada, ela vai crescer, viver sua própria vida e se mudar para longe de você. Abrace quem lhe ama, porque esse é o único tesouro que seu coração deseja e não lhe custa um centavo. Diga "eu te amo"; passeie de mãos dadas; beije intensamente; o amor da sua vida é quem vai estar ao seu lado quando as coisas derem erradas ou ficarem difíceis.

Pare um pouco. Descanse um pouco. Viva um pouco, afinal você não é eterno.

Disse Jesus: "Venham a mim todos vocês que estão cansados e Eu os aliviarei",  (Mateus 11.28).

Dr. Silmar Coelho

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Crer: uma questão de escolha

O que significa “crer”? Crer é instalar na vida o sistema do Reino. Adotar como modo de vida o padrão do Reino expresso em Jesus. Pois, Jesus é quem traz o Reino, ou seja, Jesus é o Reino invadindo a história humana, é o Reino se tornando visível aos homens. Portanto, o modo de vida do Reino, seu padrão pode ser plenamente conhecido por meio de Jesus, seus atos, suas palavras, sua vida. Sendo assim, adotar o sistema do Reino de Deus é tomar para si o modo de vida de Jesus. Em suas palavras: “tome sua cruz e siga-me”.

Em uma palavra, discipulado. Viver segundo o Reino é ser discípulo de Jesus. Tomar para si as palavras Dele como verdade absoluta, pois Ele é a verdade, abraçar a vida dele como modelo absoluto, pois ele é o caminho. E, viver a vida, que vivida assim é Ele em nós. Portanto, é necessário desinstalar da nossa alma todo sistema “mundano” para abraçar o sistema de Jesus.

Veja como Pedro viveu isso na prática. Pedro era pescador, aprendeu a profissão com o pai, Zebedeu, provavelmente, desde criancinha conhecia o mar e desde muito cedo sabia as “manhas e as manhãs” das águas e da pesca. Pois bem, esse sujeito pescador, estava dentro de um barco com os demais discípulos numa madrugada em que os ventos solapavam o barco, de modo que, as ondas davam contra o seu casco. Eles já estavam bem distantes das margens quando viram alguém vindo na direção do barco andando sobre as águas, pensaram ser um fantasma, ficaram atemorizados. Todavia, aproximando-se, perceberam que era Jesus.

Como poderia ser isso? Pedro jamais vira tal coisa em anos de pescaria! Sabia ser impossível algo dessa natureza. Um homem andar sobre as águas. Segundo seu conhecimento de uma vida toda – era impossível. Nesse momento todo seu conhecimento a respeito do mundo e das coisas estava em cheque, tudo o que ele conhecia, suas convicções mais sólidas foram pulverizadas num só instante. Jesus abalara seu sistema de conhecimento. Jesus relativizara todo sistema de conhecimento humano. Demonstrando com esse ato que há outro sistema de conhecimento, outra realidade da qual as pessoas estavam alienadas.

Então Pedro diz: “Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro sobre as águas.” Jesus diz: “vem”. E Pedro vai. A única coisa que fazia aquilo ser possível era o exemplo, a palavra de Jesus. Pedro substitui tudo o que sabia sobre o mar e as águas pela palavra de Jesus. Preste atenção:

Jesus está demonstrando que, com sua chegada, o mundo passa a ser regido por outras leis. O mundo passa a funcionar com outro sistema. Com a chegada do Reino a lei absoluta é a palavra de Jesus.


Pedro caminha sobre as águas porque creu na palavra de Jesus que implantava outra realidade muito diferente da que ele mesmo, Pedro, conhecia. Pedro abandona seu sistema de conhecimento para abraçar a palavra de Jesus. Ele creu na palavra de Jesus e andou por ela contra tudo aquilo que produzira a vida toda em relação ao conhecimento.

Portanto, é preciso CRER! Porque crer na palavra de Jesus é instalar em nosso ser o sistema de Jesus. O modo de operação do Reino. Crer em Jesus é: abandonar meu sistema de conhecimento e submeter-me à palavra de Jesus, aos valores de Jesus.

O espírito de nossa época, “pós-moderna”, é que cada pessoa é um provedor de conhecimento. Somos geradores de verdades. E vivemos de acordo com o que geramos de verdade para nós. De modo que o absoluto é o individuo. Eu sou a verdade. Eu faço meu caminho. Eu sou o dono da minha vida. O sistema desta era nos convoca a sermos, nós mesmos, a medida de todas as coisas e viver de acordo com nosso próprio juízo. Tal é, em essência, a proposta satânica: “e serão como Deus, conhecedores do bem e do mal”.

No entanto, aquele que crê em Jesus é aquele que o ama, e aquele que O ama tem os seus mandamentos e os guarda. Quem crê em Jesus é aquele que escolhe o abdicar de tudo o que pensa e sabe para inundar-se com o conhecimento de Jesus que é seu exemplo, sua palavra.

Em Jesus “eu” não é a palavra mais importante, Ele é. Em Jesus a morte não é um absoluto, a vida é. Em Jesus “ter” nunca foi importante, “ser” sim. Em Jesus a enfermidade jamais foi um fim, a cura uma realidade. Em Jesus o outro não é o “outro”, somos nós, é Ele. Em Jesus a física é uma piada e a matemática é sempre multiplicação, mesmo quando se divide. Em Jesus quem menos merece mais recebe. Em Jesus o dinheiro não tem valor porque o Pai é o dono de tudo e todos.

Em Jesus o Reino é a única realidade absoluta.

Autor: Timoteo Ferreira Santos

Por Litrazini
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Graça e Paz


domingo, 22 de junho de 2014

A providência de Deus

Espero visitá-los [em Roma] de passagem e dar-lhes a oportunidade de me ajudarem em minha viagem para lá [Espanha]. [Romanos 15.24]

Os capítulos 27 e 28 de Atos são importantes porque nos falam da providência de Deus e ilustram a seguinte verdade: “Não há sabedoria alguma, nem discernimento algum, nem plano algum que possa opor-se ao Senhor” (Pv 21.30). A providência de Deus pode ser constatada nestes capítulos de duas maneiras: ao trazer Paulo a Roma e ao fazê-lo prisioneiro, em uma combinação inesperada de circunstâncias.

Primeiramente, Lucas pretende nos deixar tão admirados quanto ele com o salvo-conduto obtido por Paulo para ir a Roma. Jesus havia dito a ele, em Jerusalém: “Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar também em Roma” (At 23.11). Contudo, as circunstâncias pareciam indicar que isso seria impossível. Paulo foi arrastado para a prisão, ameaçado de morte, quase se afogou no Mediterrâneo, quase foi executado pelos soldados e foi picado por uma serpente.

Por trás de todos esses incidentes, havia a ação de forças demoníacas (representadas pelo mar bravio) tentando evitar que Paulo realizasse o propósito de Deus, o plano que Deus havia reservado para ele. Mas Deus impediu que o diabo obstruísse seu plano.

A cena é empolgante! Conseguirá Paulo realizar o propósito de Deus? Sim, ele vai conseguir! Mas como? Paulo chegou a Roma como um prisioneiro. Como isso poderia ser compatível com a providência de Deus? Deus havia dito a Paulo que ele testemunharia em Roma, diante de César (At 27.24), e isso seria impossível, a não ser que Paulo chegasse a Roma como prisioneiro, para ser julgado.

Entretanto, a prisão de Paulo também contribuiu para enriquecer seu testemunho de uma outra forma. Enquanto ele estava na prisão ele escreveu três importantes cartas, Filipenses, Efésios e Colossenses, como um legado à posteridade. Não que ele precisasse passar um tempo na prisão para escrever! Mas, na providência de Deus, há algo de notável nessas cartas da prisão. Elas expressam de forma mais poderosa que qualquer outro texto o senhorio supremo, soberano, inigualável e incomparável de Jesus Cristo.

A pessoa e a obra de Cristo passam a ter uma dimensão cósmica, pois, através de Cristo, Deus criou e redimiu todas as coisas. Além disso, tendo se humilhado até a cruz, ele foi exaltado por Deus ao mais alto lugar, e Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés.

A experiência de Paulo na prisão ajustou sua perspectiva, ampliou seus horizontes, esclareceu sua visão e enriqueceu seu testemunho.

O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. (Colossenses 1.15-18)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 21 de junho de 2014

UM REFÚGIO SEGURO

Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás. (Salmo 91.4)


Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade, pelo que os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas (Salmo 36:7)

O paiol de um sítio começou a pegar fogo.

Com a energia do desespero, o fazendeiro combatia o incêndio.

O estábulo, o galinheiro e a sua própria casa estavam ameaçados pelas chamas.

Depois de um tempo, bombeiros e voluntários finalmente conseguiram controlar o fogo.

O fazendeiro, preocupado com os animais, inspecionou o sítio. Que alívio, estavam salvos!

Mas onde estava a galinha branca e seus oito pintinhos?

Estava morta, com as penas chamuscadas pelas chamas.

Mas seus oito pintinhos escaparam ilesos sob as asas protetoras da mãe.

Ele percebeu que ao ver o perigo, a galinha reuniu sua ninhada sob as asas.

Ela poderia correr do fogo, mas os pintinhos não teriam a agilidade necessária.

Para salvá-los, ela abriu mão da própria vida.

Jesus Cristo, o Filho de Deus, deu Sua vida para salvar outras vidas.

A fim de evitar que fôssemos consumidos pelo fogo da ira de Deus, Ele suportou o juízo devido aos nossos pecados; na cruz deu a vida em nosso lugar.

Muito além de uma simples proteção, Ele concede uma nova vida aos que nEle crêem. Salvo pela eternidade, o crente conhece um refúgio seguro contra todos os perigos terrenos e eternos: o que a Bíblia chama de “as asas” do Deus todo-poderoso.

Mas, ao contrário dos pintinhos que foram obrigados pela mãe a estarem debaixo dela, as asas do Altíssimo só abrigam os que pela fé na obra consumada da cruz se colocam sob elas.

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz