domingo, 8 de junho de 2014

Um princípio vital

E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado. [Efésios 4.11-12]

A indicação dos Sete ilustra claramente um princípio vital. É verdade que Deus chama todo o seu povo para servi-lo, mas também é verdade que ele chama pessoas diferentes para ministérios diferentes. Aqueles que são chamados para o ministério da Palavra e da oração não devem permitir que nenhuma outra atividade tome o lugar de suas prioridades. Tanto o ministério dos Doze como o dos Sete é chamado de diakonia, que quer dizer “ministério” ou “serviço”.

O ministério dos Doze é o “ministério da Palavra” (At 6.4) ou serviço pastoral, enquanto que o dos Sete é chamado de ministério das mesas (v. 2, literalmente “servir às mesas”) ou trabalho social.

Ambos são ministérios cristãos. Ambos precisam de pessoas espirituais para exercê-los e ambos podem ser ministérios de tempo integral. A única diferença entre eles está na forma de atuação de cada ministério, requerendo diferentes dons e diferentes chamados.

Prestamos um grande desserviço à igreja quando nos referimos ao pastorado como “o ministério”. O uso do artigo definido sugere que só existe este ministério. Diakonia, no entanto, é uma palavra genérica para serviço, mas se lhe acrescentarmos um adjetivo ela se torna específica — serviço pastoral, social, político, médico, educacional e muitos outros. 

Precisamos recuperar esta visão ampla da diversidade de ministérios para os quais Deus chama seu povo.

Este é um princípio vital para o crescimento da igreja, e deve ser praticado pelos pastores e membros nas igrejas locais. Não que os apóstolos estivessem ocupados demais com o ministério, o problema é que eles estavam preocupados com o ministério errado. Isso também acontece com muitos pastores hoje. Em vez de se dedicarem apenas ao ministério da Palavra, eles se sobrecarregam com a administração da igreja.

Às vezes o próprio pastor é culpado (ele quer controlar tudo) e algumas vezes a culpa é dos membros (eles querem alguém que faça tudo). Em ambos os casos, as consequências são desastrosas. O nível dos sermões e do ensino decai e os leigos não conseguem exercer os ministérios que Deus lhes concedeu. Como resultado direto da atitude tomada pelos apóstolos, “a palavra de Deus se espalhava” e “o número de discípulos crescia rapidamente (v. 7).

É claro! A propagação da Palavra e o crescimento da igreja andam de mãos dadas.

Para saber mais: veja os seis aspectos do crescimento da igreja apontados por Lucas em Atos 6.7; 9.31; 12.24; 16.5; 19.20; 28.30-31

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz