domingo, 31 de agosto de 2014

PRATICANDO UMA ADORAÇÃO INCESSANTE

Você não me saudou com um beijo, mas esta mulher, desde que entrei aqui, não parou de beijar os meus pés. (Lc 7:45)

A Bíblia relata no livro de Lucas 7 no capítulo a história de uma mulher pecadora que se quedou aos pés de Jesus. Conta o relato de como essa mulher se achegou a Jesus e sabendo que Ele estava a mesa na casa do fariseu levou consigo um vaso de alabastro com unguento(Lc 7:37).

O mais interessante é que não foi aquela mulher que convidou para Jesus para jantar em sua casa, mas um fariseu. Embora não saibamos qual a intenção daquele religioso em convidar Cristo para sua casa, o fato é que aquela mulher verdadeiramente honrou com sua atitude aquele ilustre convidado.  

Vemos que foi o religioso que convidou o mestre, porém foi a atitude da mulher que chamou mais a atenção do Senhor. Foi a adoração daquela mulher que impressionou Jesus, pois prostrada ela se quebrantava em Sua presença.

Diz as Sagradas Escrituras que ela “regava” os pés de Jesus.  É interessante entender o significado de regar que significa atuar, banhar e molhar algo.  Vemos que não foi apenas uma lágrima solitária de remorso, mas que chorou copiosamente em arrependimento.

Quando falamos em “regar” logo lembramos de uma planta ou uma semente que precisa ser molhada para que venha crescer e dar fruto.  A palavra de Deus diz no Salmos 126 :

Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria. Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos. (Salmos 126:5-6)

Aquela mulher com suas lágrimas regou a semente de sua fé no Senhor Jesus confirma isso dizendo que perdoados estavam seus pecados e que foi a fé dela que a salvou (Lc 7:48;50).

Muitas pessoas convidam Jesus para a sua casa e até vão para a Casa do Senhor, mas não entendem o que é a adoração, seu significado  e quem é de fato  “O Ilustre Convidado”.

Os religiosos ficaram mais atentos a atitude da pecadora do que a Presença do Senhor naquele recinto. O grande problema da religiosidade é ficar olhando justamente para a vida dos outros, quando na verdade devemos estar preocupados com a presença maravilhosa do Senhor em nosso meio.  Na verdade a realidade era que aqueles religiosos se achavam muito “santos ” a ponto de questionarem a Cristo e seu chamado profético, por não identificar aquela mulher (Lc 7:39).


Mal sabiam que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que noventa e nove que não precisão se arrepender (Lc 15:7)   

Jesus viu que aquela mulher desde o momento em que Jesus adentrara aquele lugar não cessou de beijar os seus pés, ou seja, de adora-lo.Jesus mostrou aqueles religiosos que aquela mulher estava preocupada com Sua presença  praticando uma adoração incessante do que qualquer outra coisa.

Disse Jesus: “Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; esta porém regou os meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos “(Lc 7:44).

O que mais me chamou a atenção dessa passagem foi quando o Senhor disse: Desde que entrei “não cessa” de me beijar os pés (Lc 7:45).
  
Infelizmente nem todos conseguem praticar um adoração incessante no momento e no instante que Jesus adentra em nossas vidas. Muitos não conseguem ter a adoração como um estilo de vida preferindo ignorá-lo na sua vida cotidiana, lembrando Dele somente quando estamos em Sua casa, uma vez por semana, quando muito isto.

A palavra do Senhor diz que devemos orar sem cessar, dando graças por tudo, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.(1 Tes. 5:17-18)

A expressão da verdadeira gratidão se expressa em nossa adoração, em nossa devoção diária ao Senhor.

O interessante é que aquilo que expressamos num culto coletivo é o resultado de nossa adoração no secreto, em nosso devocional diário.

Vemos que aqueles religiosos nem menos cumprimentaram fraternalmente a Cristo ,ou seja, dando-lhe um ósculo.

Não houve na vida deles nenhuma atitude ser servidão como lavar os pés, nem de honraria como derramar o precioso nardo.  Enfim, eles não adoraram. O Senhor estava ali, mas eles não O adoraram na beleza da sua Santidade.

Por tudo isso, precisamos ter uma adoração incessante em nossa vida cristã, ou seja, que não cessa e que seja constante diante da Presença do Senhor.Nossa vida precisa exalar o bom perfume de Cristo todos os dias (2 Cor 2:15).

REPETIMOS O GESTO DAQUELA MULHER PRATICANDO UMA ADORAÇÃO INCESSANTE QUANDO:
1) Entregamos a nossa vida ao Senhor diariamente (Sl 37:5)
2) Quando o reverenciamos com nossas atitudes
3) Quando nos submetemos a Ele,sabendo nossa real natureza e recebendo Dele o perdão.

Pois assim diz a palavra de Deus:
Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.( Salmos 51:17)
Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito. (Salmos 34:18)

Anderson Cassio de Oliveira

Por Litrazini:

Graça e Paz

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O TRIBUNAL DE CRISTO

Todos os salvos, após o arrebatamento, comparecerão diante do Redentor, ocasião em que haverá uma avaliação do nosso trabalho como servos do Senhor. Uns receberão louvor; outros, censura: "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal" (2 Co 5.10).


QUEM JULGARÁ: Cristo, o Justo Juiz (Jo 5.22; Is 33.22).

QUEM SERÁ JULGADO: Todos os salvos, sem exceção. "Pois todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10).

ONDE SERÁ O TRIBUNAL: No céu. Em outro lugar não poderia ser. O céu é a morada de Deus, e é para lá que iremos.

COMO SERÁ O JULGAMENTO: Tudo será transparente e público, ou seja, o que tivermos feito por meio do corpo, de bom ou ruim, será conhecido por todos os presentes. Nada ficará encoberto: "Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas" (Hb 4.13). 

QUANDO SERÁ: Após o arrebatamento da Igreja (1Ts 4.14-17).

O QUE SERÁ JULGADO: As obras (1 Co 3.13). Tudo será examinado, julgado, analisado abertamente, à vista de todos: nossos atos (Mc 4.22; Rm 2.16); caráter (Rm 2.5-11); palavras (Mt 12.36-37); boas obras (Ef. 6.8); falta de amor (Cl 3.23 - 4.1); atividade ministerial (1 Co 3.13).

O JULGAMENTO DOS CRENTES NÃO SERÁ PARA CONDENAÇÃO. A nossa salvação está garantida pelo sacrifício de Jesus. No julgamento serão galardoados aqueles que foram fiéis; que não enterraram seus talentos; que souberam utilizar os dons espirituais e ministeriais recebidos; que, enfim, cumpriram a contento a missão que o Senhor lhes confiou. Estes receberão aprovação divina, recompensa e honra (Mt 25.21; 1 Co 3.12-14; Rm 2.10).

Os servos negligentes receberão reprovação divina, ficarão envergonhados e sofrerão perdas (1 Co 3.15).

Na reunião que teremos com o Senhor Jesus prestaremos contas de nossas ações, de nossa fidelidade, de nosso zelo pela obra do Senhor na Terra.

Não devemos ficar atemorizados diante da perspectiva desse julgamento, porque ali estará o nosso Salvador em quem confiamos. Mas devemos procurar crescer a cada dia como filhos de Deus, separados para o seu Reino. Fiquemos com estas palavras: "Ora, já está próximo o fim de todas as coisas. Portanto, sede sóbrios, e vigiai em oração. Tende, antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados. Sede hospitaleiros uns para os outros, sem murmuração. Servi uns aos outros conforme o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.7-10). Outras referências: Hb 10.30b; 1 Jo 4.17; Mt 5.19; Cl 3.24-25.

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

CRISTO, NOSSO INTERCESSOR

A Intercessão de Cristo em nossa salvação é muitas vezes uma parte esquecida de Sua obra redentiva.

Nós corretamente focamos na encarnação, crucificação, ressurreição e ascensão. Nós sabemos o papel importante de cada um desses aspectos na nossa salvação, mas e a obra de Cristo como nosso intercessor?

Estamos roubando de nós mesmos muito da vida e fé cristã quando não damos à intercessão de Cristo a atenção devida. Há muito conforto e encorajamento no entendimento de Cristo como nosso Supremo Sacerdote, que vive para interceder por nós.

Nos é dito em Hebreus 7.35 que “[Cristo] pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. O que é isso que Cristo faz como nosso intercessor?

Interceder traz a ideia de uma oração fervorosa por alguém. Ele realiza isso primeiramente como nossa certeza perante a face de Deus. Ele se coloca como nossa garantia perante o trono de Deus Pai.

Em Hebreus 9, nos é dito que “Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. Conforme ele comparece perante o trono de Deus, assim temos o direito de estar na presença de Deus. Seu corpo glorificado na presença de Deus é uma oração viva por toda a eternidade para que a nossa salvação seja completa.

Cristo, em Sua intercessão, também serve como nosso advogado. Ele responde por todas as acusações levantadas contra Seu povo. Satanás e o pecado podem nos acusar perante Deus, e nossas consciências podem nos acusar a nós mesmos; mas Cristo, por sua intercessão, responde a todas essas acusações.

Romanos 8.33-34 deixa isso claro quando questiona “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus?”. A resposta é: ninguém, pois temos um que vive eternamente intercedendo por nós. Sua intercessão leva ao perdão daqueles que Ele comprou para sempre. E note que Ele é um advogado, não um orador; um orador usa retórica e floreios para persuadir o juiz a demonstrar misericórdia; mas um advogado fala ao juiz sobre a lei. Cristo, nosso Salvador ferido, pode dizer “Nada nem ninguém pode acusar esses que são meus, pois a lei já foi cumprida”.

Cristo como nosso intercessor também purifica e santifica nossas obras e orações. Temos um Sumo Sacerdote em Jesus Cristo, que santifica nossas obras e orações”. Pedro falava exatamente disse quando escreveu “vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1 Pedro 2.5). Nossas ofertas são feitas por meio de Cristo. E Cristo, em Sua intercessão, as santifica, as purifica e as oferece ao Pai em nosso favor. Dessa forma gloriosa, elas são tornadas aceitáveis e agradáveis ao Pai.

Cristo, como nosso intercessor, também ora especificamente por nós. Podemos ver isso claramente em João 17, no que tem sido chamada de “a oração sacerdotal de Jesus”. Ele diz em sua oração “É por eles que eu rogo”. Quem são “eles”? Só os doze Apóstolos? Não, ele diz “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra”. Estes somos nós. Ele está orando por cada um de nós, aqueles que creram por meio da palavra. E Sua oração não é apenas uma oração genérica. Ele está orando especificamente por cada um de nós. Temos um exemplo claro disso quando Cristo diz a Pedro “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lucas 22). Ele sabia que da tentação e sabia o que iria atravessar, então orou especificamente por Pedro.

Tiago nos diz que “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5.16). E nós temos o homem perfeitamente justo, o homem de toda a justiça e retidão, orando especificamente por nós.

Ele é nosso Intercessor. Ele vive eternamente para interceder por nós. Há muito conforto e encorajamento para o peregrino sofredor quando essa verdade é entendida.

JASON HELOPOULOS / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.

Por Litrazini:

Graça e Paz

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

“…POR CAUSA DA INCREDULIDADE”

A terra, pela qual passamos a espiá-la, é terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura… E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto! (Números 13:32; 14:2)

O grande princípio da vida divina é a fé, simples, sincera que apenas crê e desfruta de tudo o que Deus nos tem dado como Seus filhos.

Todos vivemos abaixo, muito abaixo do que poderíamos viver tendo à disposição os privilégios divinos. Contentamo-nos com apenas conhecer a salvação sem mergulharmos nas profundezas dela. Essa é a causa de nossa frieza e aridez.

Nada revela mais a incredulidade arraigada em nós que estarmos satisfeitos com a fundação que foi estabelecida pelo Senhor e não termos o menor interesse de construir algo para Deus sobre ela.

Analisemos o exemplo de Israel. É claro que ninguém diria que os israelitas tinham de fazer nada mais além de passarem o sangue sobre o umbral para serem salvos. Mas este era só o ponto de partida; a terra prometida era o alvo.

E o que os impediu de alcançarem o prêmio? A mesma odiosa coisa que nos rouba os mais incríveis privilégios da vida divina – a incredulidade! “E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade” (Hebreus 3:19).

Ao invés de olharem para o poder do Senhor em trazê-los ali, o povo olhou para as dificuldades do caminho e para o poder do inimigo. Concluíram que qualquer tentativa era inútil – o espírito de incredulidade há muito tempo havia tomado posse do coração deles.

A incredulidade nos faz viver na miséria deste mundo e cedermos diante de qualquer dificuldade, em vez de superar os obstáculos.

De seiscentos mil homens adultos que saíram do Egito, somente dois pisaram em Canaã. Isso é uma lição preciosa para nós.

Que tenhamos ouvidos para ouvir e coração que entenda!

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini:


Graça e Paz

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

COMO POSSO TER ALEGRIA EM MINHA VIDA CRISTÃ?

Períodos de tristeza e depressão podem entrar na vida de praticamente todo Cristão devoto. Vemos muitos exemplos disso na Biblia.

Jó desejava que nunca tivesse nascido (Jó 3:11). Davi orou para que fosse levado a um lugar onde não tivesse que lidar com a realidade (Salmos 55:6-8). Elias, depois de derrotar 450 profetas de Baal com fogo do céu (1 Reis 18:16-46), fugiu para o deserto e pediu a Deus que tirasse a sua vida (1 Reis 19:3-5).

COMO ENTÃO PODEMOS SUPERAR ESSES PERÍODOS DE IMENSA FALTA DE GOZO?

Podemos ver como essas mesmas pessoas superaram sua depressão. Jó disse que, se orarmos e nos lembrarmos de nossas bençãos, Deus vai restaurar nosso gozo e justiça (Jó 33:26). Davi escreveu que o estudo da Palavra de Deus vai nos trazer gozo (Salmos 19:8). Davi também percebeu que precisava louvar a Deus mesmo no meio de desespero (Salmos 42:5). No caso de Elias, Deus deixou com que descansasse por um tempo para então enviar um homem chamado Eliseu para ajudá-lo (1 Reis 19:19-21).

Hoje ainda precisamos de amigos com quem podemos compartilhar nossas feridas e dores (Eclesiastes 4:9-12).Tente compartilhar seus sentimentos com um amigo Cristão que você admira. Você vai ficar surpreso em saber que eles provavelmente já tiveram que passar por algumas das mesmas coisas que você está passando agora.

Mais importante, é certo que meditar em nós mesmos, nossos problemas, nossas dores e principalmente no nosso passado, não vai nunca produzir gozo espiritual verdadeiro.

Alegria não é encontrada em materialismo, não é encontrada em psicoterapia, e com certeza nã será encontrada na obsessão com nós mesmos. É encontrada apenas em Cristo. Nós que pertencemos ao Senhor  “nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Filipenses 3:3).

Conhecer a Cristo é ter uma verdadeira compreensão de nós mesmos e uma percepção espiritual verdadeira em Cristo, tornando impossível com que nos gloriemos em nós mesmos, nossa sabedoria, força, riquezas ou bondade, mas sim – e apenas - em Cristo, Sua sabedoria e força, Sua riqueza e bondade, e em Sua pessoa apenas.

Afunde-se completamente na pessoa de Cristo, Sua Palavra, e procure conhecê-lO mais intimamente. Se permanecermos nEle, Ele nos prometeu que nosso gozo será completo (João 15:1-11).

Finalmente, lembre-se que é apenas através do Espírito Santo que podemos encontrar alegria verdadeira (Salmos 51:11-12, Gálatas 5:22, 1 Tessalonicenses 1:6). Não podemos fazer nada longe do poder de Deus (2 Coríntios 12:10, 13:4).

Na verdade, o mais que tentamos obter alegria com nossos próprios métodos, o mais miserável nos tornamos. Descanse nos braços de Deus (Mateus 11:28-30) e procure Sua face através de oração e das Escrituras.

"E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo" (Romanos 15:13).

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini:

Graça e Paz

terça-feira, 26 de agosto de 2014

TUDO PARA A GLÓRIA DE DEUS

Vivemos nossa vida como se não precisássemos de Deus, durante a semana inteira.

E nos cultos a gente vem como um bom cristão. “Eu não mato, Eu não bebo, Eu não fumo. Eu não faço isso, Eu não faço aquilo. Então eu sou um bom cristão.”

Em I Coríntios 10: 31 lemos: Portanto quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.

Quando eu leio esse texto, eu percebo que não se trata da questão de você não pecar durante o dia. Para o cristão, a questão não é: “Hoje eu não pequei! Olha, hoje eu não fiz nada de errado.”

A questão não é você não pecar. A questão é: Eu glorifiquei a Deus hoje como eu deveria com a minha vida?

Você pode não cometer nenhum dos pecados capitais. Você pode não infringir nenhum dos 10 mandamentos. Você pode ser uma boa pessoa e estar completamente distante de Deus, na sua religiosidade, no seu falso conhecimento de quem é Deus.

Que essa frase fique marcada pra você: Não se trata de não pecar, mas Eu glorifiquei a Deus com minha vida como eu deveria nesse dia de hoje?

Há uma dicotomia muito grande dentro da igreja entre sagrado e secular. Gostamos de separar muito isso. Gostamos de falar: isso aqui é de Deus, isso aqui é do mundo.

Não existe para o cristão o que é sagrado e o que é secular. Para o cristão é uma coisa só. Dado que você entregou sua vida a Jesus, tudo é dEle.

Então, quando você exercer sua profissão, você deve exercê-la de maneira que o nome de Jesus seja glorificado com isso.

Se você está curtindo um momento de lazer, está curtindo um momento de férias, que Deus esteja junto.

Porque se o seu culto a Deus se resume a ir à igreja, você não conhece a Deus. Você não tem um relacionamento com Ele. Porque não existe relacionamento com Deus que não seja diário, que não seja uma constância.

Tenho visto muitos homens de Deus falarem isso e eu concordo: Não é uma simples oração que te faz um cristão. Não é porque um dia você falou: Ah, eu faço uma oração e aceito Jesus. E isso te faz um crente. Isso é mentira. O cristão vive por fé. O justo viverá pela fé.

E fé é precedida e acompanhada por arrependimento. Uma vida de arrependimento, dobrando seus joelhos dia após dia, confessando seus pecados a Deus. Crescendo em santidade, crescendo em boas obras. Crescendo no conhecimento de Deus.

Cristãos que vivem uma vida inteira indo à igreja, tem 10, 20 anos de crente, 30 anos de crente e são, possuem o mesmo temperamento de 20 anos atrás. Como é possível?

Você ter o mesmo temperamento, você não cresceu em nada. Em domínio próprio, em mansidão, em amor. Como andar com Cristo e não ser cada dia mais parecido com Ele? Você acha que é ser cristão isso?

Você acha que Jesus veio pra instituir uma igreja para você ir no domingo? Você acha que Jesus morreu naquela cruz, para que domingo você pudesse estar lá e no resto da semana Ele estivesse fora dos seus planos?

Jesus requer tudo de nós. E se você é cristão vai dizer: Amém, que Ele tome tudo. Tudo é dEle.

Autoria: Daniel Simoncelos

Por Litrazini:


Graça e Paz

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

CRIANDO FILHOS E SERVOS DE DEUS

Marcada pela violência e pela ganância do querer mais, a sociedade parece se esquecer de resgatar valores tão importantes para a vida, como o cuidado com a família, especialmente com as crianças. 

É em meio a essa preocupação que surge nosso questionamento: Como preparar filhos para serem adultos saudáveis no corpo, na alma e no espírito? O que podemos fazer para garantir um desenvolvimento mais saudável e feliz às crianças?

Uma das respostas encontradas na Bíblia diz respeito à família de Jesus. O texto relata que crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens (Lucas 2.52). Esse crescimento só foi possível porque José e Maria, pais de Jesus, zelavam pela integridade física do menino no tocante à alimentação e aos cuidados de transmitir-lhe os valores morais, éticos e religiosos.

Cuide de seus filhos

NO FÍSICO:
Os cuidados com a saúde física envolvem a alimentação, a higiene, a prática de atividades físicas. Crianças bem alimentadas têm menos problemas de saúde e mais energia para buscar os seus sonhos. E quando praticam exercícios físicos aprendem a se relacionar, a ter disciplina e a cumprir regras.

Outro fator que merece atenção é a qualidade do sono. Crianças que dormem e acordam tarde produzem pouco na escola, sentem-se indispostas e têm alterações de humor.

NA MENTE: 
Henri Wallon, educador e médico francês, destaca o caráter social da criança. No início da vida, ela depende exclusivamente do adulto para a sua sobrevivência, pois o único meio de comunicação que o recém-nascido tem é a emoção, forma eficiente de se comunicar e que funciona em mão dupla.

Assim, é fundamental transmitir emoções positivas para as crianças, abençoá-las e envolvê-las com nosso afeto, pois elas serão fortalecidas mentalmente.

Pesquisas comprovam que quanto mais alimentamos a mente das crianças com coisas boas, mais elas são capazes de se superar.

NO ESPÍRITO
A família é o principal lugar onde se desenvolvem a intimidade e a capacidade de amar uns aos outros e a Deus. É onde se aprende valores espirituais que serão transmitidos às gerações subsequentes.

Os pais devem consagrar seus filhos a Deus, como fizeram os pais de Jesus que o levaram a Jerusalém, para apresentá-lo ao Senhor (Lucas 2.22). 

Crie em seu lar um ambiente espiritual no qual a presença de Jesus seja constante. Cante, ouça músicas de adoração ao nosso Deus, institua em sua casa a regra de não permitir palavras que não edificam, leve seus filhos à igreja e experimente o poder da oração com eles. Talvez os pequenos não compreendam na íntegra, mas certamente irão distinguir o momento devocional que estão presenciando com os seus pais. 

ENSINE A CRIANÇA NO CAMINHO (PROVÉRBIOS 22.6) E NÃO O CAMINHO! A maneira mais eficaz de ensinar é andar junto com os filhos, sendo exemplo, pois o testemunho fala mais alto do que qualquer ação. 

Que Deus conceda graça e sabedoria aos pais a fim de criarem seus filhos como verdadeiros servos do Senhor, pois, certamente, Ele cumprirá a Sua promessa: Quanto a mim, esta é a minha aliança com eles, diz o SENHOR: o meu Espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se apartarão dela, nem da de teus filhos, nem da dos filhos de teus filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o SENHOR (Isaías 59.21).

Dra Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 24 de agosto de 2014

PROTEÇÃO MAGNÍFICA

Sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus para que ele os honre no tempo certo. (1Pe 5.6)

Além de ser uma virtude difícil, a humildade causa medo. É difícil porque o nariz empinado é mal de nascença, é questão hereditária, e a sociedade estimula a altivez de espírito. Causa medo porque, em vez de premiar a humildade, a sociedade passa por cima da pessoa discreta.

Isso mostra o acerto e a sabedoria de Pedro: “Sejam humildes debaixo da poderosa mão de Deus”. Aquele que se abaixa não pode ser montado por ninguém. Deus não deixa.

O humilde precisa ter certeza de que o Todo-Poderoso está ao seu lado e o protege de qualquer abuso, provação ou ameaça.

Em seu primeiro discurso, Elifaz, o amigo de Jó, recordou: “Deus põe os humildes nas alturas, põe num lugar seguro os que choram. Deus faz com que os planos dos espertos falhem e que as suas ações fracassem; ele pega os sábios nas suas espertezas e acaba com as suas intrigas. Em pleno dia eles ficam no escuro e ao meio-dia andam às cegas, apalpando como se fosse noite. Deus salva da morte os pobres; ele livra os necessitados das mãos dos poderosos. Deus dá esperança aos fracos e tapa a boca dos maus” (Jó 5.11-16).

Se há uma virtude protegida e premiada, essa é a humildade. Enquanto Deus é contra os orgulhosos, ele é bondoso com os humildes, concedendo-lhes bênçãos especiais (1Pe 5.5).

A humildade deve ser exercida coletivamente na comunidade dos cristãos. Essa prática resolve uma quantidade enorme de problemas de relacionamento, além de ser uma porta aberta para Deus intervir na vida do cristão e da igreja.

Pedro afirma que Deus levanta quem se abaixa e exalta quem se humilha. Não necessariamente na mesma ocasião em que a humildade foi praticada. Ele faz isso no “tempo certo”, no tempo oportuno, a seu tempo, isto é, quando for saudável na história e na caminhada dos cristaos.

Enquanto essa exaltação não de baixo para cima, mas de cima para baixo, não acontece, o Todo-Poderoso se limita a proteger os humildes que estão debaixo do seu guarda-chuva.

A exaltação de Deus não deve nos exaltar a ponto de nos exaltarmos pecaminosamente!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 23 de agosto de 2014

OS SINAIS DA VINDA DO SENHOR

OS SINAIS - Respondendo aos discípulos, Jesus revelou que apareceriam sinais precursores de Sua vinda.

Os sinais profetizados por Jesus são os seguintes: falsos Cristos e falsos profetas enganarão a muitos; fomes, pestes, terremotos e guerras entre nações; muitos cristãos serão perseguidos e mortos; aumento da iniqüidade; diminuição do amor entre as pessoas e aumento do ódio (Mt 24.1-14).

Em todas as épocas existiram fome, peste, terremotos, guerras e falsos profetas. Existiram e continuarão a existir. Mas, então, como saber quais os sinais indicadores da vinda de Jesus e do fim dos tempos? 


Quando Jesus disse que "todas estas coisas são "o princípio das dores" (Mt 24.8), estava dando a entender que haveria um aumento gradativo da intensidade de tais ocorrências, tal como acontece nas dores de parto.

Muitas horas antes de dar à luz, a parturiente passa por um período de dores contínuas e cada vez mais fortes. O apóstolo Paulo disse que "toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora" (Rm 8.22). Entendemos, portanto, que as mazelas da humanidade se intensificam a cada dia, semelhantemente às dores de parto: 

1) A fome vem aumentando na medida em que os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres.

2) Já tivemos dois grandes conflitos armados - a Primeira Guerra Mundial em 1914/1919; e a Segunda, em 1939/1945. Uma terceira guerra envolvendo as nações nunca foi descartada, embora se saiba que seria uma catástrofe em razão da atual capacidade de destruição pelo uso de armas químicas e atômicas.

3) A quantidade de terremotos aumenta a cada ano: foram registrados mais de 6.500 terremotos neste século.

4) As estatísticas revelam que os números da violência estão aumentando em todas as áreas e níveis sociais. O Brasil é o exemplo de uma situação caótica. A violência vem em forma de assassinatos, assaltos, chacinas, estupros.

5) A iniquidade se multiplica: imoralidade, pornografia, liberdade sexual; adultério, drogas, lesbianismo; homossexualismo; desprezo aos valores éticos, morais e cristãos; aumento do número de pessoas envolvidas com o espiritismo em todas as suas formas. Nenhuma dúvida há de que haverá um fim para tudo isso.

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

O PERDÃO NOSSO DE CADA DIA

Bendize, ó minha alma, ao Senhor… É Ele que perdoa todas as tuas iniquidades e sara todas as tuas enfermidades.” –Salmo 103.1,3
.
Se você diz: “Eu até poderia crer no perdão do Senhor, mas se eu não tivesse um pecado tão grande e tão grave em minha vida…”. Isso demonstra claramente que há um pecado secreto que está angustiando a tua consciência.

É, certamente, uma situação difícil. Mas, presta bem atenção no que disse Davi. “É Ele que perdoa todas as tuas iniquidades”.

Há somente um pecado mortal que nunca será perdoado, e é a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mt 3.29-30). Mas os que cometeram este tipo de pecado não quiseram o perdão de Deus. Cristo disse que este pecado é o único que nunca será perdoado. Todos os demais, qualquer pecado, ainda a blasfêmia contra Deus receberá perdão. Sim, ainda os mais graves pecados.

O Senhor em pessoa o promete. “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como carmesim, se tornarão como a branca lã”. (Is 1.18).

Pare e pense! Você não consegue crer no que Deus disse, que é grande a sua misericórdia? Não te dão segurança e alívio suas solenes palavras de graça?

Se assim você pensar: “Uma vez Deus já me perdoou e eu havia crido em suas promessas. Mas eu voltei a pecar, então, creio que Ele não voltará a me perdoar”. É com certeza que você fez algo muito grave, ao pecar novamente depois de receber a graça e o conhecimento.

Mas lembre-se das seguintes palavras: “Ele perdoa todas as tuas iniquidades”. Não está escrito: “Ele perdoou”, como se fosse algo que sucede apenas uma vez. Está escrito “perdoa”, porque seu perdão é contínuo, é algo que Ele nos dá sempre.

Se Deus não nos perdoasse continuamente, então o perdão não nos serviria. Se Ele não voltasse a perdoar sempre e de contínuo, ninguém seria salvo. Todos estaríamos perdidos. Porque o pecado está sempre surgindo em nós, ao longo de toda a nossa vida.

Lutero disse: “O pecado está aderido a nós em todo o tempo de nossas vidas terrenas. Jamais poderemos deixar de errar completamente e cometer faltas. Por isso o contínuo e constante perdão nos faz falta, a fim de não cairmos debaixo da ira de Deus devido aos nossos pecados, mas sim estarmos debaixo da graça por meio do perdão”.

Em Cristo, Deus fez um pacto eterno, para que o pecado não possa nos condenar.

Oh Deus e Pai, encomendamos-te as nossas famílias, nossos cônjuges e filhos. Ajuda-nos dirigi-los bem, e que os instruamos e os apoiemos no caminho da fé cristã. Amém.

Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini

Graça e Paz


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O CRENTE E O GALARDÃO

Não podemos desenvolver a nossa salvação desvinculada de um atitude cristã autêntica. Um dia todos nós (os salvos) prestaremos contas de nossas obras ao nosso Senhor e receberemos os nossos galardões de acordo com as nossas motivações mais íntimas

Geralmente as pessoas nas igrejas compreendem que galardão é uma recompensa por serviços prestados. Uma espécie de compensação, prêmio, um reconhecimento pelo trabalho realizado. Alguns até consideram o galardão como uma espécie de honraria, condecoração, uma homenagem que atribui ao galardoado uma distinção dos demais.

Muitos porém fazem confusão com o conceito do galardão e há bem poucos estudos sérios de interpretação sobre o tema. Vejamos o que podemos extrair da Bíblia sobre galardão?

Existem inúmeros textos bíblicos que sustentam a doutrina do galardão e o apoio escriturístico é suficiente, tanto no Antigo Testamento (2 Cr 15:7; Is 40:10; Is 62:11), quanto no Novo Testamento (Mt 16:27; 1 Co 3:8,14; Ef 6:8; Ap 2:23; 11:18; 22:12).

Existem duas palavras gregas para galardão, uma é misthós , e o seu significado é salário (Rm.4:4) ou recompensa (Mt.5:46), e a outra é antapódosis cujo sentido é de retribuição (Cl 3:24; Lc 14:12). Podemos portanto compreender que galardão está relacionado com as recompensas que os salvos receberão na glória porvir, de acordo com suas obras (2 Co 5:10). Tanto no sentido positivo, como no sentido negativo. (Rm 11:9).

Obviamente precisamos esclarecer que o galardão difere da salvação em nossa relação com Deus. A salvação é uma dádiva, um presente de Deus pra nós, fruto da Graça divina, dom gratuito, recebido pela fé, imerecidamente. O galardão é um reconhecimento, uma recompensa. Isto é, a minha salvação depende totalmente da fidelidade de Cristo na cruz, enquanto que o meu galardão depende da minha fidelidade para Cristo na vida.

Não podemos desenvolver a nossa salvação desvinculada de um atitude cristã autêntica. Um dia todos nós (os salvos) prestaremos contas de nossas obras ao nosso Senhor e receberemos os nossos galardões de acordo com as nossas motivações mais íntimas.

Nas citações de Rm 14:10 e 2Co 5:10 Paulo mostra o que acontecerá quando Cristo reunir todos o redimidos em torno de Si; diante do seu tribunal. Ali haverá uma avaliação do que fizemos, e não fizemos, não no sentido quantitativo, mas qualitativo. Ali serão avaliadas as obras e não o obreiro. Haverá ganhos e perdas de recompensa, não de salvação. Todo o trabalho será avaliado perante a justiça Divina. Jesus Cristo irá julgar os seus.

O apóstolo Paulo também deixa claro que podemos fazer obras individuais de caráter espiritual de grande valor, como “ouro, prata e pedras preciosas”. Mas também podemos executar obras de caráter promocional e pessoal, isto é, que não glorifiquem a Deus, e que são frágeis como “madeira, feno e palha” (1Co 3:12-15).

Porém, Wayne Grudem salienta em sua Teologia Sistemática o seguinte: “É importante perceber que esse julgamento dos crentes será para avaliar e conceder níveis de recompensa" (página 977). Estes níveis de galardão para os crentes não promoverá problemas de inveja, ciúmes e competição porque o pecado não mais existirá no corpo glorificado.

Pontuando que Deus é mais importante do que o galardão. Ele é o "galardoador". A motivação não é o prêmio, mas Aquele que irá premiar.

As Escrituras ensinam que a vida eterna é alcançada pela graça por meio da fé. Porém, o galardão vem como conseqüência das obras realizadas depois da fé. O galardão está relacionado com o comportamento do crente como salvo desenvolvendo o caráter de Deus em si.

Por isso é importante compreender que mesmo o galardão, é consequência e fruto da ação da Graça de Deus em nós, sem o qual, jamais seríamos considerados merecedores de qualquer coisa no céu.

Autoria: Bruno dos Santos


Por Litrazini

Graça e Paz


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

VOCÊ JÁ QUIS TER ASAS E VOAR PARA LONGE?

Alguma vez você já se sentiu como Davi, querendo apenas criar asas e voar para longe?


Então, disse eu: quem me dera asas como de pomba! Voaria e acharia pouso; Eis que fugiria para longe; E ficaria no deserto. Salmo 55.6-7

Já houve vezes em que me senti assim. Eu queria poder crescer asas e voar para bem longe. Queria poder ter me mudado para uma cidade distante onde ninguém me conheceria, mudar meu nome e começar uma nova vida. Desejei poder escapar de problemas, de dores, de tristeza e de lidar com pessoas e apenas me esconder em uma cabana na floresta em algum canto.

Mas a verdade é que não há fuga da tristeza e da dor dessa vida. Já houve momentos em que a vontade era de desistir. Sentia vontade de abrir mão de minha fé em Jesus. Mas a cada vez que me sentia assim, a pergunta de Jesus a Pedro e a resposta de Pedro ressoavam em meus ouvidos:

À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele. Então, perguntou Jesus aos doze: “Porventura, quereis também vós outros retirar-vos?” Respondeu-lhe Simão Pedro: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.”João 6.66-69

Para onde mais eu iria? Jesus tem as palavras de vida eterna. E eu vim a saber que ele é o Messias, o Salvador, o Caminho, a Verdade e a Vida. Para onde mais eu irei? De volta aos bares? De volta à minha vida de pecado? De volta ao mundo – aquele poço sem fundo que promete alegria mas nunca cumpre? Vou para outra religião? Não posso fazer isso. Eu conheço a verdade. Para onde mais eu iria? Eu sei que Jesus é minha única esperança. Por maior que seja a dor do momento, eu sei que ele é o meu único refúgio.

É fácil ter fé quando as coisas estão indo bem. É fácil louvar a Deus e ser grato quando tudo está indo conforme o esperado. Mas confiar e adorar em meio às aflições glorifica Deus muito mais. Quando sofremos, especialmente em meio a tragédias e dor intensa, podemos ter vontade de fazer o que a esposa de Jó sugeriu: “Amaldiçoa a Deus e morre”. Ou podemos responder como Jó: “Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele”.

Em meus quarenta anos de cristão, já vi crentes responderem à tragédia e a tempos difíceis das duas formas. Já vi alguns se tornarem amargurados, perderem sua fé e pararem de seguir Jesus, dizendo ‘como um Deus bom permitiria isso? Como um Deus de amor me deixaria passar por tal dor? Deus não respondeu minhas orações. Eu cri nele, mas ele não correspondeu’.

Mas também já vi crentes atravessarem horríveis tragédias e, apesar da tristeza inimaginável, apesar das lágrimas, ainda levantavam a voz para adorar Jesus e declarar que Ele é soberano, sábio, amoroso e bondoso. Quanta glória eles dão a Deus quando levantam suas mãos, mesmo que as lágrimas corram por seus rostos.

Quanta honra ao Senhor! Eu mal posso esperar para ver o dia em que Jesus enxugará todas as lágrimas de seus olhos e o coroará com glória. E se um anjo perguntar “por que você não desistiu? Por que você continuou adorando e confiando nele?” eles irão responder “para onde mais eu iria? Jesus tem as palavras de vida eterna. Ele é o Santo de Deus, meu Senhor, meu Rei. Ele era minha única esperança”.

Para onde mais você vai?

Jesus é a fonte da vida. Qualquer outra “fonte” é um poço seco. Qualquer outro caminho é um beco sem saída. Deposite seu pesar aos pés dele. Entregue suas reclamações a ele. Faça suas perguntas a ele. Pergunte por que você precisa passar pelo que está passando. E apesar de qualquer coisa, sempre diga “para onde eu iria, Jesus?

Tu tens as palavras de vida eterna. Tu és minha única esperança”. Peça a Jesus por conforto e paz. Peça para que ele leve sua tristeza. E peça por graça para adorá-lo em meio às aflições.

Não há para onde ir. Então se agarre àquele cujos braços eternos estão te sustentando. Corra para aquele que verdadeiramente conhece sua dor e deseja te confortar.

Corra para aquele que é seu refúgio e fortaleza, socorro bem presente na aflição. Corra para aquele que tem as palavras de vida eterna.

MARK ALTROGGE / Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.

Por Litrazini


Graça e Paz