domingo, 19 de outubro de 2014

SERÁ QUE AMAMOS MESMO DEUS?

SERÁ QUE AMAMOS MESMO A DEUS OU SOMOS APENAS GRATO PELO QUE ELE NOS DÁ?

” Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou”. (Jo.14.21-24)

É muito fácil confundir gratidão com amor, com certeza somos gratos a Deus por todos os benefícios que temos quando fomos recebidos como filhos, afinal, Ele nos protege, abençoa, supre nossas necessidades. Porém para dizermos que O amamos, Jesus deixa muito claro que só a uma forma de demostrarmos isso, guardando seus mandamentos, a Sua palavra, tendo enraizado em nossos corações aquilo que Deus quer que cada um façamos.

“Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, quando amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados”. (1Jo.4.2-3)

Aprendemos que se não conseguimos amar aos irmãos que vemos como poderemos amar a um Deus que não vemos, porém, mais uma vez a Palavra é incisiva, demostramos amor, quando guardamos os mandamentos de Deus e ainda temos aqui a afirmação que esses mandamento não são pesados, pois, o próprio Jesus disse que seu fardo é leve,

“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? diz o Senhor dos Exércitos” (Malaquias 1.6)

Na verdade, não apenas não amamos a Deus da forma como a Bíblia nos ensina, mas também estamos enveredando por um caminho que está desagradando completamente a Ele, estamos em tempos em que o honramos com boca mas nosso coração não está Nele, perdemos como Igreja o temor ao nosso Senhor, estamos na era do relativismo e estamos permitindo que esse relativismo entre na Igreja de Cristo.

A Palavra diz que nosso procedimento deve ser sim, sim ou não,não, mas estamos na era do depende e isso tem permitido que nosso inimigo cresça dentro do corpo de Cristo com uma força e velocidade antes nunca vista, estamos permitindo passar desapercebido essas sutilezas do inimigo, pois, estamos,preocupados demais com outros assuntos.

“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo”. (1Jo.2.15-16)

Muitas vezes entendemos o mundo como apenas sua forma física, e comparamos normalmente a o amor ao mundo a coisas materiais, ou a situações em que trocamos um tempo na presença de Deus por outro evento, porém o mundo é muito mais que isso. O mundo são todos os conceitos que são contrários ao que a Palavra de Deus ensina.

Então quando preferimos ficar brigado com um irmão, quando temos inveja, ou nos alegramos com sua derrota, ou tristeza, ou com algo que ele não conquista, também estamos amando o mundo, quando somos orgulhosos ou nos exaltamos, quando somos competitivos, ou menosprezamos as conquistas dos irmãos, também estamos amando mais ao mundo, e a Palavra diz: ” que o amor do Pai não está nele”.

Se pensarmos que o amor do Pai, foi simbolizado por seu Filho Jesus, dizer que o amor do Pai não está nele é o mesmo que dizer que Jesus não está nele e isso é sério e preocupante demais para ficarmos calados em nossos cantos, confortáveis com a pretendida salvação.

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. (Mt. 7.21-23)

Como cristãos precisamos entender o que Deus quer de cada um de nós e começar a colocar isso em prática, antes que seja tarde e venhamos perder aquilo que de mais valioso nos foi oferecido.

Autoria: Wellington Gomes Negreiros

Por Litrazini
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Graça e Paz