quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A PLENITUDE DO TEMPO

Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho. [Gálatas 4.4]

Por que a encarnação aconteceu exatamente nessa época (por volta do ano 5 antes de Cristo, aproximadamente um ano antes da morte de Herodes, o Grande, em 4 antes de Cristo)?

Dois mil anos haviam se passado desde o chamado de Deus a Abraão e a promessa de abençoar todas as famílias do mundo através de sua família. Por que, então, esse longo intervalo entre a promessa e o seu cumprimento?

Paulo afirmou que Deus enviou seu Filho “quando chegou a plenitude do tempo” (Gl 4.4), mas não deu nenhuma indicação de como esse tempo foi determinado.

Muitas especulações têm sido levantadas, especialmente no que diz respeito à situação sociopolítica da época. Certamente muitas circunstâncias foram favoráveis à rápida propagação e à pronta aceitação do evangelho.

Primeiro, havia a pax romana no império. As legiões estavam em toda parte, mantendo a paz e protegendo os viajantes dos ataques de bandidos (nas estradas) e piratas (no mar).

Segundo, o grego era a língua vigente no Império, o que contribuiu bastante para o evangelismo já que a Septuaginta (o Antigo Testamento em grego) estava disponível.

Por fim, havia uma grande fome espiritual. Os velhos deuses romanos não despertavam mais o interesse das pessoas.

As religiões de mistério ofereciam um tipo de regeneração pessoal, mas era mais evidente o anseio espiritual do que a satisfação desse anseio. E havia aquelas pessoas consideradas tementes a Deus, que ficavam na entrada da sinagoga, atraídas pelo monoteísmo judaico e seu elevado padrão de ética, e com quem Paulo regularmente compartilhava o evangelho.

Durante um período de apenas dez anos (48-57 d.C.) Paulo viu a igreja estabelecida em quatro províncias romanas: Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia. Ele pôde declarar: “Assim, desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo” (Rm 15.19).

Assim, de várias maneiras, aquele foi o tempo oportuno para a evangelização do mundo.

Mas agora, que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos grande desejo de ir ter convosco, Quando partir para Espanha irei ter convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia. Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais.

Assim que, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha. E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo. (Romanos 15.23-29)


Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O ENCONTRO DA DÚVIDA COM A MISERICÓRDIA

Tenham misericórdia dos que têm dúvida. (Jd 22)

Quase sempre uma certeza inabalável terá passado, primeiro, pela dúvida. Há episódios de dúvida e dúvida arraigada.

Há dúvida na História (se Hitler de fato se matou), na ciência (se a Terra é de fato o único planeta habitado) e na religião (se Matusalém de fato viveu 969 anos).

A mais angustiante é a dúvida religiosa. Não se resolve a dúvida religiosa por meio de cálculos matemáticos.

A dúvida é um estágio de quem se encontra num momento na incerteza. Quando não desaparece no momento seguinte, em outro momento mais distante, e em nenhum outro momento, a dúvida se instala para sempre, vira uma cadeia, torna-se um vício.

As dúvidas mais importantes são aquelas que envolvem os pilares do cristianismo como, por exemplo, as duas naturezas de Jesus (a humana e a divina), o sacrifício vicário de Jesus, a ressurreição de Jesus, a unicidade de Jesus.

É por causa da gravidade desse drama que Judas escreve: “Tenham misericórdia dos que têm dúvida”. A mesma recomendação pode ser dada com outras palavras: “Há certas almas em dúvida que precisam de sua piedade”.

Judas talvez esteja se lembrando da paciência e das boas maneiras de Jesus frente à dúvida de Tomé: ele não excluiu o apóstolo do apostolado, não o repreendeu, mas disse-lhe: “Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia!” (Jo 20.27).


Talvez Judas tenha se lembrado daquele segundo encontro do Jesus ressuscitado com os discípulos e lidando ainda com o restante da dúvida: “Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês?” (Lc 24.38).

Ao recomendar que tratem bem aqueles que têm dúvidas, Judas deve ter se lembrado principalmente dele mesmo e do seu irmão Tiago, autor de outra carta no Novo Testamento: antes da ressurreição e dos aparecimentos de Jesus, os dois não criam nos pilares do cristianismo citados acima (Jo 7.5).

— Preciso remover as dúvidas da minha mente e ajudar os outros a fazerem o mesmo!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

QUEM CRÊ EM DEUS, PODE ATÉ ENVERGAR MAIS NÃO FICARÁ TOMBADO

O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. –Salmos 92:12

Todos nós gostamos de admirar a natureza, no que tange as arvores, ficamos embebecidos por tanta realeza, somos atraídos pelos benefícios que cada uma delas nos proporciona, beleza, flores, frutos ou ainda seu perfume, todas, de alguma forma têm uma serventia, todas têm um proposito para sua existência, cada uma, em seu cada qual. Porem existe algumas que se destaca por realizar façanha magnificas e com estas, precisamos aprender:

Existem arvores que muitas vezes não tem atrativo físico, porém tem uma força sobrenatural, elas resistem as mais densas tempestades que surge a sua volta, elas têm a capacidade de quando os ventos sopram forte, elas contorcem-se de tal forma que são capazes de ir até próximo ao chão, porém quando aquela corrente de vento passa ela retorna com força total para a sua posição, e assim continua firme na luta para sobreviver.

Vale mencionar a palmeira do deserto, certa ocasião li algum artigo que falava sobre ela e mexeu com os meus neurônios, porque se olhamos atentamente em sua direção iremos dizer que ela existe ali porque as suas raízes são propicias ou alimentam-se das areias, e ao contrario, elas só conseguem sobre existir naquele lugar, porque contornam o seu mais real obstáculo, as areias, suas raízes adentram fervor abaixo conseguindo ultrapassar aquela camada, indo ao mais profundo, onde encontra agua para sua vida, como as raízes são o alicerce, então, elas trazem do âmago da terra a substancia para a sua vida, isto a faz crescer na adversidade  tornando-a invencível para as aflições do deserto.

Notem, que sabedoria excelente. Se paramos para analisar os fatores, iremos afirmar que impossível tal condição, sabemos que o natural é chover, armazenando a agua naquela região proporcionando um equilíbrio da natureza. Mas, a palmeira   consegue fazer o impossível, onde para outras espécies existe morte, elas crescem, florescem dão frutos e permanecem de maneira virtuosa e imperial. Ela contrapõe sua existência.

O deserto é lugar de sequidão, sol escaldante, ventos fortes e temperaturas adversas. Mas, nada disso é motivo para ela desistir de viver, ela rasga a barreira do impedimento se expõe ao perigo no intuito de alcançar o seu objetivo, por isso que vive. Em determinadas regiões variedades de plantas viver porque o clima é úmido e em outros porque é favorável para sua espécie, ou seja, vivem em seu habitat natural, não exige mudança, não requer forças, não há segredo.

Difícil é fazer o que a palmeira faz. Literalmente ela nada contra maré. Sendo a agua primordial a existência escolheu viver no deserto, ainda ter como vizinhos escorpiões e serpentes, tudo, mostra desvantagens, mesmo assim elas convivem, lutam e sobressaem a tudo que tenha a natureza do mal.

As palmeiras não se incomodam com o que está em volta dela, elas imperam ali. Se alguém amarra-la e puxando para o chão ela ignora a situação e continua crescendo verticalmente, o olhar dela é sempre para o alto, preponderante, presunçosa, tudo na palmeira é aproveitável, e o mais notável é, se juntar diversas palmeiras, elas conseguem atrair outras ervas com o tempo faz daquele lugar um Oásis.

Se, assimilarmos atentamente, veremos que para todos os seres existentes Deus dá uma estratégia de vida, isto não importa si, se está no lugar bom ou não, não é a localidade que nos fazem diferentes, mais onde está localizada a nossa confiança, onde estamos buscando as nossas forças, onde está localizado nosso foco, as palmeiras sobressaem porque a sua base não está na areia.


Se, somos filhos de Deus, precisamos ter a inteligência, determinação e a coragem das palmeiras, ainda que venhamos passar por duras provas, se de fato conhecemos o dono da vida, sabemos que a solução está Nele, e o segredo é, nos aproximarmos Dele com mais intensidade, e, confiarmos inteiramente no seu agir.

Mas o justo viverá pela fé; E, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. – Hebreus 10:38,  então não haverá problema que consiga nos deter, nada, por mais adversidade que surjam, Sempre Deus nos dará um escape.

Viver onde é conveniente isto não engrandecem ninguém, esta pessoa está fazendo apenas o obvio e isto acontece com qualquer um, mais viver dignamente na adversidade é para os valentes, para os capazes, para aqueles que não veem no problema uma desistência para suas vidas, ao contrario, este provar que é bem mais inteligente que tudo que está ao seu redor, porque ele pensa como o seu Senhor, Mas nós temos a mente de Cristo. 1 Coríntios 2:16, onde muitos verem morte, ele encontra a solução, porque a força dele não está no que está ao seu redor mais para onde ele olha, então nada a sua volta podem influenciar a sua vida, porque sua visão está direcionada para Deus.


Haverá etapas em nossas vidas que serão grandes desertos, porém se si tivermos a perceptibilidade da palmeira iremos passar pela dor aguentar a pressão quente da aflição, ultrapassarmos a barreira do sobrenatural e sairmos vencedores porque as nossas raízes não está neste mundo nem nas coisas que ele nos oferece, mais está firmada em Cristo Jesus o nosso Pai.

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 28 de dezembro de 2014

MOTIVOS DE ALEGRIA NO CÉU

Louvor e majestade há diante dele, força e alegria no seu lugar (na casa de Deus).(ICr. 16.27)

Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegrará no meu Deus; porque me vestiu de roupas de salvação (Isaías 61:10)

Além do céu visível, na morada do Deus altíssimo, reina uma alegria eterna que nada pode abalar. A Bíblia nos apresenta várias passagens em que esta alegria foi, e será, particularmente experimentada.

Quando Deus fundou o mundo e estabeleceu suas bases, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam” (Jó 38:7). Diante de tamanha demonstração de poder e de sabedoria de Deus, os anjos (chamados “filhos de Deus” neste versículo) explodiram de alegria.

Quando um anjo anunciou o nascimento do Senhor Jesus aos pastores que guardavam seus rebanhos na região de Belém, repentinamente, na escuridão da noite, apareceu uma multidão do exercito celestial louvando a Deus e exclamando: “Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens” (Lucas 2:13-14).

Descobriram o que o apóstolo Paulo chama de mistério: Deus manifesto na carne. Foi um grande motivo de alegria para a terra e para o céu.

Em Apocalipse 19:7 achamos outra causa de regozijo: “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro”. Cristo, o Cordeiro de Deus, terá junto de Si a esposa, a Igreja, a qual adquiriu com Seus sofrimentos (Efésios 5:25).

Mas eis aqui outra razão de alegria que nos surpreende: “Há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10).

Tal é o valor de uma alma para o coração de Deus, que não quer a morte do pecador, mas sim que cada um de nós se converta e viva.

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 27 de dezembro de 2014

BOMBEIROS DE DEUS

“E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida; salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne” (Judas 1: 22-23)

A Palavra de Deus nos mostra que no final dos tempos haverá um grande incêndio que infelizmente, levará à morte muitas pessoas. Que incêndio será esse? Mateus 25:41diz: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

Esse incêndio é o lago de fogo e enxofre onde as pessoas que não obedecem à Bíblia, à Palavra de Deus, serão lançadas, pois  “ Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus” (Salmo 9:17).

Muitas pessoas se preocupam, para o pesar de Deus, somente com a destruição do corpo, apenas com a morte física e se esquecem de que a alma também será condenada. Em Mateus 10.28, esta escrito: Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode perecer no inferno tanto a alma como o corpo

Ou seja, temos que temer não apenas a morte do corpo,  a morte física, mas temos que temer também a morte espiritual, a morte eterna, a separação final de Deus. É por isso que o Senhor nos convoca para sermos bombeiros de Deus.

É nossa missão como bombeiros de Deus, como nos diz o apóstolo Judas, meio-irmão do nosso salvador Jesus e do apóstolo Tiago, nos apiedarmos das pessoas que estão na dúvida, duvidando se Deus existe ou não, se o inferno existe ou não, das pessoas que duvidam se ficam na igreja ou no mundo que jaz no maligno.

Como bombeiros de Deus, temos que alertar os nossos familiares, amigos, colegas de trabalho, as pessoas da nossa cidade, do nosso estado, do país e do mundo, do grande incêndio que virá após a morte física dessas mesmas pessoas, pois os seres humanos só morrem uma única vez, vindo depois disso o juízo, a condenação final no lago de fogo e enxofre, como está escrito; “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27).

As pessoas só nascem e morrem uma única vez. Depois da morte, dependendo do que fizeram em vida, o destino dessas pessoas já estará selado para sempre. Depois de mortas, essas pessoas não podem fazer mais nada e por isso precisamos avisar do grande incêndio que virá no dia do julgamento final, arrebatando, tirando essas pessoas das estradas que levam para esse incêndio

Os bombeiros  usam duas ferramentas principais: o machado e a água. O machado, para destruir as portas que impedem as pessoas de saírem dos lugares onde há incêndios. Nós,como bombeiros de Deus, devemos usar o machado do evangelho que produz bons frutos, o machado do evangelho do arrependimento, já que: “está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mateus 3:10)

E usar a pregação da Palavra de Deus para destruir as portas largas que conduzem as pessoas à perdição, portas largas que estão registradas nas Sagradas Escrituras, como podemos ver:“ Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7:13-14)

QUE PORTAS LARGAS SÃO ESSAS? São as portas da mentira, da fofoca, da maledicência, do roubo, da hipocrisia, do assassinato, dos vícios, do adultério, da idolatria, enfim, são as portas largas do pecado.

Os bombeiros também usam a água para apagar o fogo dos incêndios. Como bombeiros de Deus, temos que usar a água da vida, a água do evangelho da salvação, para apagar as chamas de fogo do futuro incêndio que ameaça constantemente as pessoas.

Os bombeiros também resgatam as pessoas acidentadas, feridas em acidentes. Como bombeiros de Deus, temos que cuidar das e restaurar pelo poder de Deus, as pessoas que foram feridas pelo diabo e por outras pessoas usadas pelo inimigo.Nós somos o corpo de bombeiros de Cristo. A nossa missão é tirar as pessoas dos caminhos que as levam para esse futuro, terrível e cruel incêndio !!!

Daniel Ferreira da Silva

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SE NÃO FORA O SENHOR...

Para você que teme a Deus e tem a Ele como único Senhor, diante da proximidade de fechar mais um ciclo anual em sua existência, ao olhar para trás e relembrar os onze meses que se foram; janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro, pergunto: - DE QUANTAS SITUAÇÕES DIFÍCEIS O SENHOR O LIVROU ?

Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel ( Sl 124.1).
Coincidências, obras do acaso, racionalizações, leis de causa e efeito em exercício, etc., milhares de pessoas, no mundo, que não conhecem a Bíblia Sagrada, nem temem a Deus, lançam mão desses mecanismos para interpretar as mais variadas circunstâncias da vida.

Mas, para todos os que temem a Deus e creem que a Bíblia é a sua palavra, não excluem a participação de Deus em suas vidas, quer seja dando a direção a seguir, quer seja alertando, quer seja interferindo direta ou indiretamente, quer seja amaldiçoando “punindo”, quer seja abençoando “recompensando”.

O povo de Israel, ao longo de sua história, experimentou dos benefícios das ações e das interferências diretas de Deus a seu favor, tanto é que o salmista, no salmo 124, atribui a Deus e não às casualidades, muitos de seus livramentos. E a expressão que ele destaca, é essa: - Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado, ora, diga Israel.

Para você que teme a Deus e tem a Ele como único Senhor, diante da proximidade de fechar mais um ciclo anual em sua existência, ao olhar para trás e relembrar os onze meses que se foram; janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro e novembro, pergunto: - De quantas situações difíceis o Senhor o livrou? Lembra-se, daquela circunstância quando tudo parecia perdido? – Quando a doença bateu à sua porta, quando foi surpreendido pelo desemprego, quando a tentação parecia ganhar a batalha, quando a morte levou alguém que você amava, ...? –

SE NÃO FORA O SENHOR, ...
São palavras de consolo. Palavras que o Espirito Santo nos faz lembrar, assegurando-nos de que não estamos soltos, gravitando no espaço existencial, desconectados do Deus criador e mantenedor de todas as coisas. Davi, no salmo 34.7, reafirma a proximidade e o cuidado de Deus para conosco, com as seguintes palavras: - O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.

O único Deus criador, não nos criou abandonando-nos e deixando-nos à mercê das circunstâncias. Ao contrário, assumiu o compromisso de cuidar da obra prima de suas mãos. Veja como o profeta Isaias, no cap. 41, vers. 13, confirma essa verdade: - Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo. O próprio Cristo, afirmou: ...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. (Mt 28.20 s.p.)

Ainda que você e eu sejamos pessoas tementes a Deus, seremos influenciados e tentados a interpretar fatos e circunstâncias da vida, como milhares de pessoas que não o temem, adotando, como dissemos a princípio, as seguintes expressões; coincidências, obras do acaso, racionalizações, leis de causa e efeito em exercício, etc.

Que sua fé triunfe sempre, que minha fé triunfe sempre, que nossa fé triunfe sempre, a ponto de jamais excluir a participação e a interferência de Deus, em sua, na minha e em nossas vidas, de modo que repitamos, com toda a convicção; Se não fora o Senhor, que esteve ao nosso lado,... Demos a ele todo o crédito que lhe pertence. A Deus toda a glória, hoje e sempre. Amém.

- Gilberto Fernandes Coelho


Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

JESUS, UM OÁSIS PARA NOSSO DESERTO

Porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz. –Salmos 36:9

Vivemos em um mundo tão conturbado, cheio de violência e crueldade, onde a maldade virou prato principal da sua mesa, gastam-se o que preciso for para ver outro na miséria, faz-se o que necessário for para pisar alguém que não for conivente com o que se pensa, as pessoas não tem mais amor pelas as outras, a vida tornou um abadá, paga-se, usa-se alguns dias e depois joga fora, impera hoje o mais valia, valia alguma coisa se pensasse igual a mim, não pensa, aniquila. Se não faz o que desejo, mate-o.

A vida dos animais tornou-se bem mais importante que a vida do ser humano, há até tratamento psicológico para os cachorros, mais para alguém que foi condenado injustamente que passou parte da sua vida dentro de uma sela, dê-se por satisfeito se algum dia conseguir ter de volta a liberdade.

Estamos vivendo em um mundo onde os que não têm direito, têm direito, e os que o têm ficam trancafiados por não haver justiça.

Trocou-se os valores, ética e dignidade tornou-se ultrapassado, caráter é coisa de careta, o bom mesmo e vive aleatoriamente, loucamente, pulando feito néscio ao som estupido que alguém com a mente perturbada inventou. Prevalecem à lei da vantagem, se pisou no seu pé, desacertado é quem colocou o pé em baixo, o errado virou certo, o certo foi banido, vivemos no mundo cão, sendo acorrentados pelo seu administrador Cruel. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. 1 João 5:19.

Já não mais existe coerência do sentido família, querem nos robotizar com suas liturgias contaminadas que ferem os planos de Deus, Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne. Efésios 5:31, criam-se leis para ter como fugir dos seus erros, tentando nos fazer rês as suas próprias altura, somos embriagados por pensamentos desordenados de pessoas sem escrúpulos, que tentam invadir nossas vidas para embutir suas ideias distorcidas dos parâmetros de Deus. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27


Até quando Senhor, Tu olhares dos Céus e contemplarás tantas insanidades entre os homens? Até quando aqueles que tentam andar na tua lei serão hostilizados por blasfemadores do teu nome?  Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. João 15:19.


Leva-nos a entender que somos Sal, precisamos dar um sabor diferente a terra, precisamos desfazer o insosso que faz sermos vomitados da tua presença, Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Deuteronômio 18:12, faz nos absorver que precisamos fazer resplender a tua luz que clareia as nossas vidas nesta escuridão tão sombria. Senhor abre nossa raquítica mente e introduza em nosso ser que somos trigos, que os joios que estão ao nosso redor, são apenas para fazer barreiras nas tempestades. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. Mateus 13:30.

Que Deus tenha misericórdias de nós e não nos retribua conforme nosso mérito, pois, apesar da sua graça, D’Ele ter permitido que sua salvação viesse até nós, muitas vezes, ainda olhamos para trás curiosamente, para vermos as delicias e sedução desta era, o ilusionismo do mundo ainda rouba nossas mentes, nos empurrando a alegra-se com o pecado.

Precisamos tomar cuidado, de repente, em uma olhada para trás, nossas vidas podem ser reduzida a nada. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. Gênesis 19:26.

Apesar desses pratos saborosos de lentilhas que nos oferecem cotidianamente, é melhor continuar comendo o maná de Deus. Na presença de Deus tudo tem um sentido. Aqueles que preferem enfrentar o sol escaldante da vida há um Manancial a esperar, para aqueles que preferem os espinhos na carne a deitar-se em berço esplendido do mal, haverá um abrigo seguro onde poderá passar toda a eternidade.

Para aqueles que enfrentam a sequidão do mundo, existe um Oasis de aguas puras e cristalinas que pode-se beber e ficar saciado para sempre. E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede. João 6:35. Neste Oásis podemos mergulhar, só assim seremos limpos, curados e perfumados em seu amor.

Viva a vida que Deus tem para você, separados do domínio do mal.


Pra Elza Carvalho


Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

UM PRESENTE DE MUITO VALOR, MAS ESTRANHO

Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. (Tg 1.2)

Parece um absurdo o que Tiago pede aos membros do corpo de Cristo: sintam-se felizes, tenham suma alegria, aceitem com a maior boa vontade, quando experimentarem todo tipo de aflições, múltiplas provações e toda sorte de dificuldades.

Esse trânsito curto ou demorado pelo sofrimento é uma prova ou um teste a que Deus os submete em benefício deles próprios ou da igreja.

Uma paráfrase chega a dizer que o conjunto de lutas e aflições é um “presente especial” (AM).

Tanto a alegria como a felicidade não são sensações frequentes nem fáceis. Na maior parte das vezes elas dependem das circunstâncias e esperam a dor passar para, só depois, aparecerem.

Mas Tiago está falando de uma felicidade a toda prova em meio a circunstâncias exatamente contrárias.

Por que esse incômodo é um presente especial de Deus? Por que devo me sentir feliz quando, segundo a experiência humana, não há nenhum motivo para alegria?

O pedido que o apóstolo faz é absurdo, algo contrário à lógica por causa daquilo que a provação produz.

Quem interrompe a leitura da Carta de Tiago no verso dois tem razão para ficar confuso e aborrecido. Mas o verso seguinte explica tudo: “quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança”.

O cristão se alegra porque “a provação abala o entusiasmo infantil, romântico e descompromissado” e aumenta o volume da fé, da paciência, da constância e da perseverança.

As fibras das convicções e da fé ficam mais rígidas e o crente se prepara melhor para a batalha emocional seguinte.

Outro benefício da aflição é que ela nos coloca de joelhos dobrados. Por meio da oração suplicamos o alívio que vem de cima.

Absolutamente nada nos sobrevém por acaso!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini
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Graça e Paz

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

OS PASTORES

Havia pastores que estavam nos campos próximos […] E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes… [e] lhes disse: “Não tenham medo. Estou lhes trazendo boas novas de grande alegria […] Hoje […] lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor. [Lucas 2.8-11]

Pastores não gozavam de boa reputação em Israel e eram vistos como pessoas desonestas e pouco confiáveis. No entanto, foi a eles que Deus escolheu para anunciar as boas novas mais extraordinárias que o mundo já ouviu, a saber, que o Messias há muito esperado havia nascido.

COMO ELES REAGIRAM A ESSA NOTÍCIA?

PRIMEIRO, FORAM ATÉ BELÉM CONFERIR PESSOALMENTE.
Sua reação não foi nem de credulidade nem de incredulidade. Eles foram investigar os fatos de forma imparcial e sem preconceitos. Assim eles “correram para lá” (v. 16) e encontraram aquilo que estavam procurando. Verdadeiramente, quem “busca encontra” (Mt 7.8).

DEPOIS DE TEREM VISTO JESUS, ELES “CONTARAM A TODOS” O QUE TINHAM VISTO E OUVIDO (v. 17).
Não puderam guardar as boas novas para si. Eles queriam que todos soubessem.

POR FIM, “OS PASTORES VOLTARAM GLORIFICANDO E LOUVANDO A DEUS POR TUDO O QUE TINHAM VISTO E OUVIDO” (v. 20).
Em outras palavras, sua experiência resultou em adoração e testemunho. Mas antes o texto diz que eles “voltaram”. Não passaram o resto de suas vidas no estábulo ou matando o tempo ao redor da manjedoura.

Ao contrário, eles retornaram ao campo e para as suas ovelhas, voltaram para suas casas, para suas esposas e filhos. Seus trabalhos e suas casas continuavam os mesmos, mas eles já não eram mais os mesmos.

Eles agora eram novas pessoas, embora a situação fosse a mesma. Eles mudaram porque viram a Jesus. Em seus corações havia agora um espírito de admiração e de adoração.

O encontro com Jesus Cristo é sempre uma experiência transformadora, pois acrescenta uma nova dimensão ao nosso velho estilo de vida.

Como Billy Graham costuma dizer, esse encontro “ilumina os nossos olhos e revigora os nossos passos”.

Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.

E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber.  E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura. E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração. E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito. (Lucas 2.8-20)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.


Por Litrazini
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Graça e Paz

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

USUFRUINDO DO LIVRAMENTO DE DEUS

Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Salmos 5:11


A nossa alma espera no Senhor; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo. Salmos 33:20

Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel. Salmos 91:4”

Faze maravilhosas as tuas beneficências, ó tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra. Salmos 17:7

Sexta-feira, 19 de dezembro, por volta das 19:00h, estávamos estacionados no pátio de uma empresa em Paranaguá para descarga; um temporal estava se formando, de repente levantamos os olhos e vimos um raio cortando os céus;  no segundo seguinte, ouvimos um grande estrondo. Ao olhar para o alto vi fogo e muitas faíscas saindo da coluna esquerda que fixa o para brisas do caminhão, parecia uma árvore de natal com o pisca pisca ligado

Virei para o meu marido e perguntei:
- É impressão minha ou o raio atingiu o nosso caminhão?

Sua primeira reação foi abrir a porta e descer, o que não deixei, dizendo que ele ia virar churrasquinho.

Entre apavorados e estarrecidos fomos cercados por vários motoristas e funcionários que ao nos ver vivos ficaram boquiabertos.

Passados os primeiros momentos, constatamos várias panes no veículo, inclusive queima do módulo, um bom prejuízo.

Mas o mais importante que podemos constatar foi o livramento e a fidelidade de Deus para com nossas vidas.

Aos olhos de todos que estavam a nossa volta estaríamos mortos, mas aos olhos de Deus bem vivos, atordoados, apavorados, mas vivos.

Não me canso de agradecer a misericórdia divina, pois por mais uma vez,, dentre muitas, somos preservados de morte certa.

Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua misericórdia; porquanto tu foste o meu alto refúgio, e proteção no dia da minha angústia. Salmos 59:16

Lidiomar Trazini Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz

 


domingo, 21 de dezembro de 2014

ÁRVORES DE NATAL

Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. (2 Tm.3.5)

Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé (Colossenses 2:6-7)

Pense nas imensas árvores de natal que ficam em lugares públicos. Com uma decoração atraente, elas cativam o olhar de quem passa perto. No entanto, há um grande problema com essas árvores: elas são artificiais. Embora sejam lindas e atrativas, são de matéria morta, sem vida alguma.

E quantos se parecem com elas! Tais pessoas têm uma aparência de vida piedosa e religiosa. Criadas em uma cultura cristã, frequentam lugares cristãos, cultos religiosos e fazem caridade… sem ter qualquer relacionamento com Cristo.

Após o período das festas de ano, essas árvores são jogadas fora, ou guardadas para o próximo ano. Se nossa fé é uma mera fé religiosa, somos como tais árvores.

Nossa vida espiritual nada mais é que farsa. Podemos até alegar que fomos batizados ou crismados, e que casamos na igreja, mas isso continua sendo farsa. Somos apenas cristãos de aparência por causa de convenções sociais.

Porém, se conhecemos de fato o Senhor Jesus, nossa fé está enraizada nEle. Temos vida, a vida de Deus fluindo em nós.

Somos como o homem descrito no Salmo 1: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará”.

Extraído Devocional Boa Semente

Por Litrazini
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Graça e Paz

sábado, 20 de dezembro de 2014

A HISTÓRIA DE ESTER

Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha? [Ester 4.14]

O livro de Ester não faz nenhuma menção a Deus, mas está repleto de eventos que podem ser entendidos como coincidências humanas, providências divinas ou ambas. A história se passa no palácio do rei persa Assuero, ou Xerxes (486-465 a.C.).

Mardoqueu foi um judeu cuja prima e pupila Ester foi selecionada pelo rei para ser a nova rainha. Algum tempo atrás, Mardoqueu havia denunciado um plano de assassinato contra o rei, mas não recebeu nenhuma recompensa por isso.

O rival de Mardoqueu era Hamã, grão-vizir do rei. Cônscio de sua importância, ele exigia que todos se curvassem diante dele. Mardoqueu, no entanto, conhecia o primeiro mandamento e recusava-se a se curvar. Enfurecido, Hamã planejou que se vingaria de todos os judeus, em todo o império da Pérsia, e para isso, envolveu o rei em seu plano de extermínio. A hostilidade entre eles era cada vez maior, e parecia impossível a Mardoqueu resgatar seu povo. Foi nesse momento que a providência de Deus entrou em ação.

A rainha Ester, por “coincidência”, era judia e se dispôs a arriscar sua vida ao implorar misericórdia ao rei. Para fazer seu pedido, ela preparou um banquete em que o rei e Hamã eram os únicos convidados. Hamã foi para casa “alegre e contente” (5.9), orgulhoso por receber tal honra, mas sua alegria acabou quando ele viu Mardoqueu à porta do palácio real.

Aconteceu então que o rei, não conseguindo dormir aquela noite, ordenou que trouxessem o livro das crônicas do seu reinado, e que o lessem para ele. Ele ouviu então o registro de que Mardoqueu havia denunciado um plano para assassinar o rei, mas não havia sido recompensado.

Hamã (que planejava sugerir ao rei que mandasse enforcar Mardoqueu) entrou no pátio externo do palácio exatamente naquele momento. O rei mandou chamá-lo e então lhe perguntou: “O que se deve fazer ao homem que o rei tem o prazer de honrar?” (6.6).

Concluindo que o rei estava se referindo a ele, Hamã respondeu que esse homem deveria ser conduzido a cavalo pelas ruas da cidade. O rei ordenou então a Hamã: “Vá depressa apanhar o manto e o cavalo e faça ao judeu Mardoqueu o que você sugeriu” (6.10).

A providência de Deus muitas vezes vem com certa dose de ironia. Os papéis dos dois homens foram invertidos. Hamã foi humilhado, Mardoqueu honrado.

Vindo, pois, o rei com Hamã, para beber com a rainha Ester, Disse outra vez o rei a Ester, no segundo dia, no banquete do vinho: Qual é a tua petição, rainha Ester? E se te dará. E qual é o teu desejo? Até metade do reino, se te dará. Então respondeu a rainha Ester, e disse: Se, ó rei, achei graça aos teus olhos, e se bem parecer ao rei, dê-se-me a minha vida como minha petição, e o meu povo como meu desejo. Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem, e aniquilarem de vez; se ainda por servos e por servas nos vendessem, calar-me-ia; ainda que o opressor não poderia ter compensado a perda do rei.

Então falou o rei Assuero, e disse à rainha Ester: Quem é esse e onde está esse, cujo coração o instigou a assim fazer?E disse Ester: O homem, o opressor, e o inimigo, é este mau Hamã. Então Hamã se perturbou perante o rei e a rainha.

E o rei no seu furor se levantou do banquete do vinho e passou para o jardim do palácio; e Hamã se pôs em pé, para rogar à rainha Ester pela sua vida; porque viu que já o mal lhe estava determinado pelo rei. Tornando, pois, o rei do jardim do palácio à casa do banquete do vinho, Hamã tinha caído prostrado sobre o leito em que estava Ester. Então disse o rei: Porventura quereria ele também forçar a rainha perante mim nesta casa? Saindo esta palavra da boca do rei, cobriram o rosto de Hamã. Então disse Harbona, um dos camareiros que serviam diante do rei: Eis que também a forca de cinqüenta côvados de altura que Hamã fizera para Mardoqueu, que falara em defesa do rei, está junto à casa de Hamã. Então disse o rei: Enforcai-o nela. Enforcaram, pois, a Hamã na forca, que ele tinha preparado para Mardoqueu. Então o furor do rei se aplacou.(Ester 7)

Retirado de A Bíblia Toda, o Ano Todo [John Stott]. Editora Ultimato.

Por Litrazini
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Graça e Paz