sábado, 31 de janeiro de 2015

A COLIGAÇÃO DO DESEJO COM O ENGANO

As pessoas são tentadas quando são atraídas e enganadas pelos seus próprios maus desejos. (Tg 1.14)

O ser humano é incontestavelmente atraído para Deus. Ele confessa sempre essa dependência: “Eu tenho sede de ti, ó Deus vivo!” (Sl 42.2).

O ser humano é também incontestavelmente atraído pelo pecado. Do mesmo modo, ele confessa sempre essa dependência: “Quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau” (Rm 7.21).

O pecado mora no interior do ser humano (seja homem, mulher, jovem, adulto, criança ou idoso). No pecador não regenerado, a plenitude não é do Espírito, mas da carne; não do bem, mas do mal; não da virtude, mas do vício.

O pecado é faminto, é sem controle, é a presença constante, é o tirano-mor.

A tentação ocorre porque tanto o pecador não regenerado como o pecador regenerado são não somente atraídos, mas encantados pelo desejo latente do pecado.

O engano é um fator importante. O pecado promete mundos e fundos, promete um prazer enorme e um gozo transbordante, promete sensações gostosas e demoradas; porém, ele oculta o preço disso tudo.

A coligação da atração com o engano é invencível, a não ser que o pecador eleve os seus olhos para os montes e clame: “De onde virá o meu socorro?”. Um pouco de reflexão será suficiente para ele dizer a si mesmo: “O meu socorro vem do Senhor Deus, que fez o céu e a terra” (Sl 121.1-2).

Sem essa intervenção do alto, sem os cuidados do Bom Pastor, sem a prometida presença diária de Jesus conosco (Mt 28.20) e sem o poder sobrenatural do Espírito, não haveria vitória sobre o pecado.

O desejo pecaminoso nunca vem de cima, mas sempre de baixo. Vem dos porões onde estão todas as concupiscências em prateleiras que não acabam mais. Essa cobiça toda está à espera do pecador: é ele que vai destrancar a porta para que ela saia!

– Quero seguir o exemplo de Moisés, que preferiu sofrer ao lado do povo a usufruir os prazeres do pecado!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz