sábado, 17 de janeiro de 2015

SOZINHO NA ANGÚSTIA

Olha para a minha direita e vê; ninguém se preocupa comigo. (Sl 142.4.)

Estou com fome e ninguém me dá um pedaço de pão.
Estou com sede e ninguém me dá um copo d’água.
Estou doente e ninguém me leva ao médico.
Estou chorando e ninguém enxuga as lágrimas.
Estou tremendamente desanimado e ninguém me reanima.
Estou com frio e ninguém me põe um cobertor por cima do corpo.
Nada é pior do que a solidão na hora da angústia.

Foi para se queixar de uma situação assim que o salmista orou ao Senhor: “Olha para a minha direita e vê; ninguém se preocupa comigo. Não tenho abrigo seguro; ninguém se importa com a minha vida” (Sl 142.4).

Embora fosse o lugar do ajudador, do defensor, do guarda-costas, não havia ninguém à direita do salmista. Nem do outro lado, nem na frente, nem atrás. Ele estava absolutamente só.

Ao seu redor só havia perigo, só havia tristeza, só havia medo.

Experiências semelhantes têm sido compartilhadas por outros sofredores. Uma das lamentações coligidas por Jeremias acentua essa dor: “Ninguém está por perto para consolar-me, não há ninguém que restaure o meu espírito” (Lm 1.16).

O próprio Jesus ficou sozinho no Getsêmani, muito embora tivesse declarado o seu sofrimento e reclamado a presença dos apóstolos. Eles estavam com Ele no jardim, mas dormiam, enquanto “o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão” (Lc 22.44).

Todavia, nem o salmista nem Jesus continuaram a sós. O primeiro se apossou pela fé do auxílio sobre-humano: “Clamo a ti, Senhor, e digo: Tu és o meu refúgio; és tudo o que tenho na terra dos viventes” (Sl 142.5). E a Jesus apareceu “um anjo do céu que o fortalecia” (Lc 22.43)!

Retirado de Refeições Diárias com os Salmos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz