segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

APARE AS ASAS DA SABEDORIA

Respondeu Jesus: Parem de me criticar. Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. [João 6.43-44]

Quando Jesus disse: “Parem de me criticar”, ele desejava restringir a sabedoria ou razão humana.

Nós também precisamos aparar as asas da razão humana quando ela vem para a doutrina cristã.

A Palavra de Deus não é o tipo de ensino que você pode compreender com a razão. Ela não alcança o coração humano assim.

Quanto mais educada e afiada for a habilidade de raciocínio das pessoas, menos elas entenderão.

O ensino cristão não apela para a razão. É por isso que a nossa razão reclama sobre isso, como que dizendo: “Eu não quero tirar a minha salvação das minhas próprias mãos e lançar fora todas as minhas boas obras para alcançar a vida eterna. Eu não quero colocar as minhas mãos e firmar os meus pés em alguém que não seja eu mesmo, alguém que foi tolo e estúpido o suficiente para se deixar ser crucificado.

Como alguém pode esperar que eu creia que esse Jesus é o meu Salvador?”.

A razão não consegue entender isso. Precisamos levar todo pensamento cativo a Deus, de forma que ele seja obediente a Cristo (2Co 10.5).

Jesus está dizendo: “Parem de reclamar por eu afirmar que sou o pão do céu. Vocês querem entender isso por si mesmos. Vocês querem ser mais sábios do que eu quando perguntam: ‘não conhecemos sua mãe e seu pai?’. Mas quando eu digo a vocês como o Pai os tem atraído a mim, isso não pode ser compreendido pela razão. Quando vocês ouvem sobre como o Pai atrai vocês, a razão atrai vocês em uma direção oposta.

Aqueles que querem entender essas palavras devem fechar os seus olhos, trancar os portões da razão e permitirem-se ser como uma pessoa cega”. Isso é o que Deus quer.

Aqueles que se recusam a ser levados por Deus, mas, ao contrário, desejam ser levados pela razão, ficarão irritados com a mensagem de Jesus e reclamarão continuamente dela.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz