quinta-feira, 30 de abril de 2015

JESUS É O LÍDER PERFEITO

Jesus é a chave que abre todos os tesouros escondidos do conhecimento e da sabedoria que vêm de Deus (Cl 2: 2b-3; NTLH). Assim, se quisermos entender o que Deus ensina sobre o tema da liderança, precisamos partir do Cabeça, do chefe da Igreja, que é o líder perfeito.

“Vai lavar os meus pés, Senhor?”, questiona um Pedro escandalizado com seu Mestre e Senhor (Jo 13: 6b). O escândalo de Pedro é explicado pelo contexto cultural de seu tempo. Apenas os servos, os escravos da casa, lavavam os pés dos visitantes.

Nessa cena é muito bom saber que Jesus não precisa vestir a máscara da falsa modéstia com a qual tantos líderes cristãos hoje escondem suas lutas internas contra a própria vaidade. “Vocês me chamam de “Mestre” e de “Senhor” e têm razão, pois eu sou mesmo”, diz Jesus (v.13).

É comum a autoafirmação de nossos líderes apoiada em títulos acadêmicos e ministeriais. Desde “doutores”, “apóstolos” até “reverendos” e passando também pelos que se apresentam como “servos”, “criados” e “seu humilde conservo de Jesus”, extremos em que a Igreja apenas revela sua falta de maturidade no uso devido de quaisquer títulos.

Enquanto muitos ostentam ou escondem-se atrás dessas qualificações, a verdade é que a metade dos pastores no Brasil nunca leu a Bíblia inteira uma vez sequer e apenas 20% dos demais cristãos a leram inteira uma única vez.

Deveria ser inaceitável termos pastores em nossos púlpitos que não fossem profundos conhecedores da Palavra, assim como é obviamente inaceitável termos à mesa de cirurgia médicos que não dominem tesouras, bisturis e pinças.

Para escândalo da Igreja, aquele que realmente É ajoelha-se diante de nós e nos lava os pés cheios dessa sujeira do mundo. E é preciso que façamos o mesmo, oferecendo-nos como exemplo, segundo o exemplo daquele que é Mestre e Senhor.

A autoridade do líder não se encontra nos títulos que apresenta ou no cargo que ele ocupa, mas na vida que ele nos oferece. Se o líder não lê, não estuda, não busca a Palavra de Deus, não é de se admirar que o povo seja tão ignorante das verdades contidas na Bíblia.

Sei que uma leitura esquerdista monopolizou durante décadas a passagem do lava pés como um exemplo subserviência daquele que tem o poder ao que não tem. Nada mais distante e distorcido do que essa interpretação marxista adotada pela Teologia da Libertação.

O lava pés, em seu contexto evangélico, não é o ato de quem se esquece de sua dignidade e posição, nem uma atitude coagida por lei humana ou pelo Estado, mas, ao contrário, é resultado do amor livre de Jesus pela Igreja.

O líder que precisamos dentro de nossas casas, igrejas e Governo é aquele que dá o exemplo a todos por seu próprio sacrifício pelas ovelhas de Cristo. É urgente que tenhamos líderes que lavem os pés da Igreja com a água santificadora do Evangelho.

ENSINO 1: O LÍDER É AQUELE QUE SERVE AO OUTRO, COLOCANDO A SI MESMO COMO EXEMPLO PARA OS SEUS LIDERADOS!

Fábio Ribas 

Por Litrazini

Graça e Paz



quarta-feira, 29 de abril de 2015

EU NÃO POSSO PARAR

“A minha alma consome-se de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.” – Salmos 119:28

Ao longo da nossa trajetória de vida, passamos por adversidades tamanhas, muitas vezes procuramos forças no nada para poder sobressair de determinadas situações que vem como tempestades para afugentar nossas almas. E, o nosso maior empecilho somos nós mesmos.

Muitas vezes caímos na descrença, pois achamos que não há mais solução, é neste exato momento que precisamos vencer a nós mesmo, crer que existe alguém que tem todo o poder nos céus e na terra e que, está a olhar para nós, E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Mateus 28:18,

Quando as lutas são muito densas, ficamos propício ao desanimo, parece até que o mundo desmorona em nossa volta, olhamos para o lado e para o outro como sobreviver? Certamente é o questionamento que flui dentro de nós, Sobrevieram-me pavores; como vento perseguem a minha honra, e como nuvem passou a minha felicidade. Jó 30:15.

Às vezes, as lutas são tão ferrenhas que não conseguimos ver um palmo a nossa frente, isto porque estamos submerso na aflição que por hora nos abate, e é neste instante que, é imprescindível usar a inteligência, controlar o ânimo, agir com a razão e não com o coração, pois se em meios as angustias agirmos segundo o nosso coração certamente seremos aprisionados em nosso mesmo, porque um coração aflito está condicionado agir sob a dor. Pois estou aflito e necessitado, e o meu coração está ferido dentro de mim. Salmos 109:22.

Em horas assim, temos que usar o equilíbrio, não olhar para a circunstância ao nosso redor, mas centralizar a nossa esperança no que não podemos ver, a saída, e como encontrar saída em momentos tão desesperador, olhando para o inatingível, Deus. Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra. Salmos 121:1,2.

Só podemos ver a direção se olhamos para Cristo, só Nele encontraremos respostas para as nossas vidas, Dá-nos auxílio para sair da angústia, porque vão é o socorro da parte do homem. Salmos 108:12.

Não importa a situação ruim que estivermos a atravessar, o que importa é confiarmos, no único que pode trazer o livramento. Ajuda-me, ó Senhor meu Deus, salva-me segundo a tua misericórdia.Salmos 109:26.

Passar por tempestade é necessário, pois vivemos cercados por ventos, não deixar se levar por ela que é fundamental, e isto é, consegue segurar no verdadeiro porto seguro, O Senhor é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido. Salmos 28:8.

Em Deus podemos alcançar abrigo, porque Ele é uma torre forte, e todos os que estão encostas Nele, estão firmados na rocha, podem surgir os vendavas que for, não os moverão de lugar, pois nada consegue mover aquilo que foi firmado por Deus, nada consegue derrubar o que Deus edificou, nada consegue destruir aquilo que Deus tocou.

Nos dias difíceis em que parece que a noite não termina, a solução é buscar a face de Deus, não perder a esperança, acreditar que Deus irá trazer o socorro, não desistir, mais confiar, não retroceder, mais crer, não olhar para trás, mais olhar para o alto, por mais espinhoso que esteja o caminho, existem lugares em que os nossos pés irão pisar sem ser ferido, acreditar em Deus e esperar na sua misericórdia é o melhor remédio para sarar as rachaduras que foram abertas em nosso ser, Em qualquer tempo em que eu temer, confiarei em ti. Salmos 56:3.

Deus vai trazer o refrigério para tua alma, Deus jamais esqueceu-se de você, Ele jamais te abandonou, apenas estar aguardando que você venha pedir a sua ajuda ,Senhor meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste. Salmos 30:2

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/

Graça e Paz

terça-feira, 28 de abril de 2015

A LIBERDADE VERDADEIRA E A FALSA

Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres. [João 8.36]

EXISTEM DOIS TIPOS DE LIBERDADE. A PRIMEIRA É UMA FALSA LIBERDADE, DOS FALSOS DISCÍPULOS.

Essas pessoas querem liberdade para satisfazer os seus desejos. Elas se tornam cristãs por causa disso, assim como as pessoas dessa passagem, que se tornaram seguidoras de Cristo porque haviam ouvido que seus seguidores eram pessoas devotas, boas, pacientes e gentis, não pessoas sedentas por vingança.

Seus seguidores davam aos pobres com liberalidade e eram generosos. Eles também haviam ouvido que seus seguidores adoravam a um Deus misericordioso, não a um deus irado. Quando eles ouviram tudo isso, gostaram da ideia de que os crentes os ajudariam e os serviriam.

Então disseram: “Eu irei amar que os outros deem algo para mim, que me sirvam e me perdoem. O Senhor Deus também perdoará os meus pecados e me ajudará a entrar no céu”. Eles se alegravam por ser aqueles que receberiam tudo isso.

Contudo, pessoas como essas são salafrárias e não querem deixar suas vidas de pecado e idolatria, nem dar qualquer coisa a alguém. Elas querem viver uma vida de imoralidade sexual e agrado a si mesmas, da forma como viviam antes de chegarem a Cristo.

Porém, elas também querem ser consideradas cristãs. Esses são falsos discípulos, que somente querem liberdade para os seus desejos físicos. Louvam o evangelho e, no princípio, seguem-no com determinação.

Logo em seguida, passam a fazer o que querem, seguindo os seus maus desejos e suas concupiscências. Tornam-se piores e mais indecentes do que antes. Ficam mais presunçosos, rudes e ambiciosos. Eles até roubam mais que outras pessoas.

O SEGUNDO TIPO DE LIBERDADE É A VERDADEIRA LIBERDADE, DOS DISCÍPULOS GENUÍNOS.
Aqueles que se apegam à Palavra de Deus e resistem, sofrem e toleram o que é necessário, esses são aqueles que serão libertos.

Eles se tornarão cada dia mais fortes.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 27 de abril de 2015

CRER OU SENTIR?

Vivemos na era do cristão que dar mais importância ao que sente, do que ao que crê… Aliás, quem somente crê atualmente não está com nada, é “um sem fé”, pois a onda agora é sentir:

Senti no coração que devo fazer isso, senti de Deus que não devo fazer aquilo, senti um arrepio enorme quando fulano chegou perto de mim, senti isso, senti aquilo… E assim, passamos da era do viver pela fé, e passamos desde então, a viver pelo sentir!

Será se Jesus nos motiva a fazer isso? A viver dessa forma?

“Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crer no nome do unigênito Filho de Deus. João 3:15-16;18″;

“A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele creêm receberão o perdão dos pecados pelo seu nome – Atos 10:43″ “Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido – Romanos 10:11″.

Experiência sobrenatural não deve ser motivação de um cristão a buscar intimidade com o Pai. O Senhor Jesus não nos chamou a senti, e sim a crer, ter fé… Como está escrito em Romanos 1:17 – Porque Nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé.

É bom quando somos privilegiados com os sentidos, quando temos experiências extraordinárias com o Senhor, mas, isso não deve ser o nosso alvo. Tomé ao saber que Jesus tinha ressuscitado não acreditou, ele preferiu ver, preferiu sentir o buraco nas mãos do nosso Mestre para poder crer!

Nesse sentido, já somos bem-aventurados por crer, mesmo sem ter visto…

Jesus nos convida a todo momento a viver pela fé, a ser bem-aventurado, a crer mesmo sem ver, a crer mesmo sem sentir, a crer mesmo que as circunstâncias digam ao contrário… O cristão deve viver pela fé, e fé não é sentido é convicção:

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos – Hebreus 11:1. Somos convidados através do Espírito Santo de Deus a prestar-lhe um culto racional, diariamente, constantemente, insensantemente, oferecendo a Cristo, o nosso corpo, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; culto racional esse que não depende de hora, lugar, ritos, nem pessoas, mas simplesmente, de andar com Deus…

Somos mais íntimos de Deus, do nosso Criador, quando a todo instante em nossas vidinhas, somos gratos a Ele pelo seu amor, pela sua bondade, pela sua *graça e misericórdia. Gratidão essa que deve ter como consequência amor ao próximo, perdão ao próximo, disponibilidade ao próximo, não acusação ao próximo…

Ser íntimo de Deus, é ter consciência de que o Espírito Santo habita em nós, respeitando assim o nosso corpo, e deixando que o amor de Deus flua de nosso interior para tocar a vida daqueles que estão próximos de nós.

Querido, não se perturbe por não ter experiências sobrenaturais com Deus, pois, o que realmente importa é a permanência na fé pela qual será salvo: fé no Filho de Deus! A maior experiência que alguém pode ter, é ter a mente renovada pelo Espírito Santo, passando daí em diante, a confessar que Jesus é o Senhor…

Disse Jesus: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim – João 14:1 (Ricardo Braz)

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 26 de abril de 2015

NO MEU BRAÇO ESPERAM. (Isaías 51.5)

Em épocas de tentação severa, o cristão não tem nada na terra em que possa confiar, e, portanto, é obrigado a lançar-se somente em seu Deus.

Quando seu barco está em situação desesperadora, e nenhuma ajuda humana pode ser proveitosa, ele deve simples e completamente confiar a si mesmo à providência e ao cuidado de Deus. 

Bendita tempestade que destrói um homem em tal rocha como esta! Bendito furacão que leva a alma a Deus e somente a Deus!

Não há como chegar, por vezes, ao nosso Deus, por causa da multidão de nossos amigos; mas quando um homem é tão pobre, tão sem amigos, tão impotente que ele não tem a quem recorrer, ele voa para os braços do seu Pai, e é abençoadamente abraçado por Ele!

Quando ele está sobrecarregado com problemas tão urgentes e tão peculiares, que não pode contar a ninguém, senão somente ao seu Deus, ele pode ser grato por eles, porque vai aprender então, mais do seu Senhor, do que em qualquer outra ocasião. Oh, crente aflingido, é um abençoado problema que te conduz a teu Pai!

Agora que tens apenas teu Deus para confiar, veja que coloques a tua plena confiança nele.

Não desonre teu Senhor e Mestre por dúvidas e medos inúteis, mas seja forte na fé, dando glória a Deus.

Mostre ao mundo que o teu Deus vale dez mil mundos para ti. Mostre aos ricos quão rico tu és em tua pobreza, quando o Senhor Deus é o teu ajudador. Mostre ao homem forte quão forte és na tua fraqueza, quando debaixo de ti estão os braços eternos.

Agora é o tempo para proezas de fé e corajosas façanhas. Seja forte e muito corajoso, e certamente, o Senhor, teu Deus, tão certo como ele criou os céus e a terra, glorificará a Si mesmo na tua fraqueza, e magnificará o Seu poder em meio à tua angústia.

A grandeza do arco do céu estaria arruinada se o céu fosse apoiado por uma única coluna visível, e sua fé perderia a sua glória, se ela repousasse em qualquer coisa perceptível pelo olho carnal.

Que o Espírito Santo lhe faça descansar em Jesus neste dia.

Texto de autoria de Charles Haddon Spurgeon, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 25 de abril de 2015

A PALAVRA TEM A FORÇA E O PODER DE DESTRUIR OU GERAR VIDA NAS PESSOAS!

Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, rocha minha e libertador meu! (Sl 19.14)

Vivemos em uma época em que as pessoas têm utilizado os diversos meios de comunicação para expressar seus sentimentos, desejos e pensamentos.

Tenho observado o poder que as palavras têm sobre a vida do ser humano em toda a sua existência. A Palavra de Deus mesmo nos diz que a morte e a vida estão no poder das palavras (Pv 18.21). Elas têm o poder de motivar, alegrar e dar vida emocional e espiritual. Por outro lado, também têm capacidade para arrasar, decepcionar, levar à depressão e até a morte física e espiritual, paralisando por completo o ser humano. 

Já atendi pessoas que viviam presas a vozes do passado, e essas vozes de maldição falavam mais alto do que a voz de Deus, impedindo-as de desenvolverem todo o potencial que possuíam.

Como nossas palavras são poderosas! Infelizmente, muitas pessoas não têm a compreensão e a percepção de tal poder. Se tivessem, seriam cuidadosas com o que pronunciam, pois a Bíblia nos adverte que daremos contas a Deus até pelas palavras que falamos de brincadeira.

Há pessoas que usam as redes sociais para falar e escrever mentiras, calúnias e difamações, e muitas não têm noção do mal que causam ao seu semelhante no mundo espiritual, emocional, físico e até material.

Quantas pessoas estão doentes no corpo, na alma e no espírito, enquanto outras infelizmente se afastaram da Casa de Deus por causa de palavras ditas por pessoas que não têm sabedoria nem compaixão. 

Muitos pensam que, ao maldizer alguém, prejudicam somente ao seu próximo. Talvez não saibam que as nossas palavras são energias e que toda ação gera uma consequência, boa ou má, como está escrito em Gálatas 6.7: O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá (NTLH). 

Felizmente, Deus também tem usado pessoas para curar outras, e Ele quer usar você, suas palavras e atitudes a partir de hoje. A Bíblia diz em Provérbios 12.18 que há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde. 

Deus quer usar nossa boca para profetizarmos bênçãos. A palavra abençoar quer dizer autorizar para prosperar. Quando abrimos nossos lábios para dizer palavras de vitória, palavras que edificam, motivam, alegram e produzem paz, influenciamos o corpo, a alma e o espírito de nosso próximo e o ajudamos a crescer. Nesses momentos somos boca de Deus, o canal que o Espírito Santo usa para que alguém não desista de seus objetivos e sonhos.

E você, tem sido canal para construir ou destruir sonhos com suas palavras?

Para sua meditação e aprendizado, leia Efésios 4.15,25,29,31,32. 

Dra Elizete Malafaia

Por Litrazini

Graça e Paz


sexta-feira, 24 de abril de 2015

DEUS E A NOSSA ADORAÇÃO

Louvor e Adoração formam um par dicotômico o mais perfeito da Teologia, e por outro lado muito difícil de de ser entendido na mesma proporção do nascimento virginal de Jesus, a encarnação de Jesus e outros clássicos da Teologia que necessitam (apesar das evidências) uma forte dose de fé.

O Eterno Deus criador do universo, em sua criação original e na sua preexistência préciência e pré…, sabedoria, soberania, deu ciência à sua criação original, a saber os Anjos, que Eles deveriam Louvá-Lo e Adorá-Lo.

O responsável por introduzir o Louvor e Adoração vindos de todo o espaço celeste através dos Anjos, era Lúcifer.

Caberia aqui um aprofundamento antes de meramente dizer que toda a questão do louvor e adoração começou exatamente aqui.

Deus expulsou aqueles anjos que se rebelaram juntamente com Lúcifer e continuou com um remanescente fiel para continuar rendendo Lhe Louvor e Adoração.

Louvamos a Deus com a nossa alma e O adoramos com o nosso espírito. Quando eu não consigo fazer essa distinção dicotômica estou fadado a não saber sequer o que vou fazer na igreja. E por assim dizer, se um macaco adentrasse a uma igreja durante um culto e começasse a bater palmas, ele estaria louvando ou adorando a Deus?

Deus continua necessitando do Louvor e Adoração dos humanos. Mas sabendo que somos falhos, fracos, imperfeitos no momento em que não pudermos enviar um louvor perfeito ao ponto de fazer coro com os Anjos, estes continuam diuturnamente dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor e todo universo está cheio da sua Glória.

Pr Raimundo Nonato Almeida

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 23 de abril de 2015

OVELHA FORA DO APRISCO

Se algum de vocês se desviar da verdade… (Tg 5.19)

Parece que há diferença entre o desviado e o desertor. O caso do desertor é muito mais sério. Ele faz mais do que desviar-se: ele abandona resolutamente o evangelho.

O crente desviado é também chamado de crente afastado, crente extraviado, crente distante do evangelho.

Em algum lugar, em algum tempo e em alguma denominação cristã, pode haver mais crentes desviados do que crentes firmes.

O crente desviado é aquele que se desvia da verdade de Deus, da fé, do bom caminho, do primeiro amor, do compromisso assumido no batismo.

É aquele que se desprende do grupo, que se transfere do caminho estreito para o caminho largo.

Todavia, isso não significa obrigatoriamente que seu nome nunca foi escrito no Livro da Vida. Não se pode afirmar prematuramente que o crente desviado nunca tenha se convertido.

Tiago está responsabilizando os não desviados a trabalhar com os desviados. O propósito é trazer de volta o irmão no momento afastado da comunhão por algum motivo, há pouco ou há muito tempo.

Os irmãos que permanecem firmes na fé têm de usar “laços de amor e carinho” (Os 11.4) para reconduzir as ovelhas ao rebanho.

Nesse ministério de reconciliação, a oração intercessória é o melhor instrumento.

Assim como o bom pastor procura saber quantas ovelhas não estão no aprisco e vai atrás delas até Zachá-las e reconduzi-las ao rebanho, assim também devem fazer os pastores de almas e os crentes da comunidade em favor daqueles irmãos que foram salvos pelo precioso sangue de Cristo.

Naturalmente, Tiago não está se referindo àquelas pessoas que conheceram o caminho, experimentaram o gosto da salvação e, depois, abandonaram tudo, voltando à estaca zero ou ao seu próprio vômito ou à lama, como é dito na Epístola aos Hebreus (6.4-8) e na Segunda Carta de Pedro (2.20-23).

— Asafe quase perdeu a confiança em Deus, mas conseguiu recuperá-la!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.


Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 22 de abril de 2015

FATOS EXCLUSIVOS DO PERÍODO CRISTÃO

Porque o mesmo Senhor descerá do céu… e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor (1 Tessalonicenses 4:16-17).

As bênçãos da cruz não estão confinadas ao presente período. Cada santo de cada era, passada, presente ou futura, encontra na cruz a base de toda bênção.

Tampouco a segunda vinda de Cristo está restrita aos santos deste presente período. Esse grande evento afetará todos os santos de todas as dispensações.

Mas dois grandes importantes fatos intermediários dão ao cristianismo seu caráter único e diferencia o período cristão de todos os que vieram antes e virão depois.

Nunca antes da história humana se pôde afirmar que há um Homem na glória e uma Pessoa divina no mundo, e jamais isso será verdade novamente.

Esses fatos pertencem exclusivamente ao período cristão, e sobre eles a Igreja está estabelecida e por eles a Igreja é sustentada.

A Igreja não podia ser formada até que Cristo fosse glorificado, exaltado como Cabeça, e o Espírito Santo viesse para batizar os redimidos em um só Corpo.

Em seu caminho por este mundo, a Igreja é mantida por Cristo na glória e pelo Espírito Santo na terra. Até mesmo seu último passo nessa jornada terrena rumo à casa do Pai será dado em resposta à voz do Homem na glória e pelo poder vivificador do Espírito Santo (1 Tessalonicenses 4:16; Romanos 8:11).

Se essas são marcas distintivas do período cristão, não é de se estranhar que ambos se tornem alvos de incessantes ataques do inimigo.

O diabo sabe muito bem que se ele puder evitar que nos tornemos santos de acordo com propósito de Deus para o presente momento, ele será bem-sucedido em nos roubar cada pensamento profundo sobre Cristo e a Igreja.

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 21 de abril de 2015

VOCÊ OUVE A DEUS?

Portanto, como diz o Espírito Santo: “Se ouvirdes hoje a sua voz…” – Hebreus 3:7

Diuturnamente ouvimos muitas espécies de vozes, vozes de alerta, vozes de júbilo, voz de desespero, voz sedenta, voz desesperada, voz de encantamento, voz de alivio, voz de aflição, voz de amargura, voz de vitoria. Os gritos soam de todos os lados. Mais você consegue discernir de onde saíram essas vozes quais foram os lábios que as pronunciaram?

A Voz de João Batista ressoava por onde ele passava, Arrependei-vos, Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías. (João 1:23) Aqui esta uma voz diferenciada, uma voz que ganha destaque, não só pelo seu timbre, mais pela profundidade do seu conteúdo, a voz que soava da garganta de João Batista, expressava o clamor que havia na sua alma, esta era simplesmente, a voz de Jesus Cristo.

Quando ele disse; eu sou a voz do que clama, ele estava falando que, aquilo que ele estava dizendo, não era dele, ele apenas era, porta voz. João Batista era tão somente o eco que dava acoite a voz de advertência de Deus para com a humanidade.

Então, de quem verdadeiramente era o grito que convocava ao arrependimento e denunciava o pecado? Certamente, não era de João e nem de nenhum dos profetas, nem tão pouco dos outros mensageiros de Cristo.

Quem de fato ordena que venhamos nos arrepender dos nossos erros, é Deus. João como todos os demais que anunciavam e anunciam as boas novas do evangelho, nada mais são do que repassadores da vontade de Deus. Jesus é a única voz que tem poder para atravessar o deserto da alma humana.

Essa sim é que adentra o nosso Ser, fazendo separação entre as juntas e medulas, Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (Hebreus 4:12), Assim é a voz do Espírito de Deus.

O único suficientemente capaz, e, que pode nos conscientizar dos nossos pecados, e, nos convencer que é preciso uma verdadeira mudança. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. (João 16:8).

João, como tantos outros, estava tão convicto disto, que abandonou a sua própria vida em prol do reino de Deus. Eles estavam cientes da voz que ordenará em seu interior os projetos da salvação eterna, isto os condicionava a pronunciarem com mais intrepidez e ousadia a voz forte da verdade que explodia dentro deles, originando assim a essência da vida eterna.

Estes homens conheciam os mistérios de Deus, como também conheciam os adventos das trevas, e, o quanto a humanidade vive erroneamente sob o domínio da escuridão, propensos a sucumbir à voz do mal. Por isto, que eles tinham que gritar com mais rigor e intensidade para sobressair-se. E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho. (Marcos 1:15)

João, simplesmente, sentia na alma os mesmos sintomas do profeta Isaias. Este, que antecedeu a mais profunda voz que deveria existir entre toda a humanidade. A voz do Senhor faz tremer o deserto; o Senhor faz tremer o deserto de Cades.( Salmos 29:8), gritava veementemente a Salvação do Senhor.


Isaias já conhecia a profundidade do amor de Deus para com o Ser humano, ele premeditava a tão gloriosa promessa de Deus para com os homens, Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (Isaías 9:6), tanto quanto João, ele também transportava a voz de Deus dentro dele, porém, quem conseguia ouvir este tão estrondante som? A voz do Senhor é poderosa; a voz do Senhor é cheia de majestade (Salmos 29:4). A voz de Deus em Isaias gritou por diversas vezes, mais, Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? (Isaías 53:1)

Hoje, como estes que foram usados por Deus, eu também sou a voz do que clama no deserto, no mais sedento deserto do ser humano, a alma, onde está localizada a necessidade em ouvir a voz de Deus, por isso, que eu, também grito sob essa voz que rasga a minha alma me impulsionando a continuar a dizer, Arrependei-vos, eis o momento da salvação, A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; (Isaías 61:2).

Enquanto houver fôlego em mim, preciso, pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do Senhor. (Lucas 4:19) , porque sei que tão logo, só se prevalecerá o som que vingara de uma única voz, A voz de gozo, e a voz de alegria, a voz do esposo e a voz da esposa, e a voz dos que dizem: Louvai ao Senhor dos Exércitos, porque bom é o Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre; dos que trazem ofertas de ação de graças à casa do Senhor; pois farei voltar os cativos da terra como ao princípio, diz o Senhor. (Jeremias 33:11), a voz de triunfo daqueles que voltarão a viver no paraíso, próximo ao Todo Poderoso.

A voz do Senhor está a falar ao teu coração agora, arrependei e crede em mim, sou Eu o Senhor teu Deus quem falo contigo. Trovejou desde os céus o Senhor; e o Altíssimo fez soar a sua voz. (2 Samuel 22:14)

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 20 de abril de 2015

COMO FAZER A OBRA DE DEUS

Vendo, pois, a multidão que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.

E, achando-o no outro lado do mar, disseram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?

Jesus respondeu-lhes e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.

Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.

DISSERAM-LHE, POIS: QUE FAREMOS PARA EXECUTARMOS AS OBRAS DE DEUS?

JESUS RESPONDEU, E DISSE-LHES: A OBRA DE DEUS É ESTA: QUE CREIAIS NAQUELE QUE ELE ENVIOU.

Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?

Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu.

Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede.

Mas já vos disse que também vós me vistes, e contudo não credes.

Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia.

Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. (João 6:24-40)

Deus odeia o pecado, porém nos ama, mesmo quando pecamos. E foi por isso que enviou Seu Filho, Jesus Cristo, a este mundo, para fazer propiciação pelo pecado através de Sua morte. Essa obra beneficia todos aqueles que se arrependem sinceramente, confessam seus pecados e, pela fé, aceitam o que Cristo fez na cruz.

Quem crê no Filho tem a vida eterna e vive de maneira diferente, pois a fé no Senhor Jesus transforma uma pessoa inteiramente de dentro para fora. Se isso não acontece, não adianta declararmos em alta voz que “cremos” no Senhor Jesus

Lidiomar T. Granatti

Por Litrazini

Graça e Paz  

domingo, 19 de abril de 2015

EGOÍSMO E CONSUMISMO

[Vocês] não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. (Tg 4.2)

Um esforço enorme. Dia e noite. Para lá e para cá. Uma agitação doentia e inútil. No fim do dia, no fim da semana, no fim do ano nada é acrescentado. Se houve alguma mudança, foi para pior.

Por quê? Com poucas palavras, Tiago põe a descoberto o fracasso de certos crentes espalhados pelo mundo inteiro: “[Vocês] não conseguem o que querem porque não pedem a Deus”.

Antes que alguém o conteste, Tiago acrescenta mais uma explicação: “E mesmo quando pedem, não recebem, porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres” (4.3).

Por que eles não recorrem a Deus em oração?
Poderia ser por se considerarem autossuficientes.
Poderia ser por falta de intimidade com Deus.
Poderia ser por não crerem na eficácia da oração.
Poderia ser por quererem esconder de Deus os seus desejos consumistas e egoístas.

POR QUE, QUANDO ORAM, NÃO RECEBEM O QUE PEDEM?
Porque eles só oram em benefício próprio.
Porque nunca fazem a oração-modelo: “Pai nosso, que estás no céu, que todos reconheçam que o teu nome é santo. Venha o teu Reino. Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu!… Perdoa as nossas ofensas como também nós perdoamos as pessoas que nos ofenderam. E não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal” (Mt 6.9-13).

A oração-modelo atrapalharia o estilo de vida deles. Com que cara eles pediriam a Deus que lhes perdoasse os pecados, “como também perdoamos as pessoas que nos ofenderam”?

Eles não perdoavam ninguém e brigavam com todo mundo.

— Não adianta fazer muitas orações se o pecado está presente!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz



sábado, 18 de abril de 2015

O BATISMO INFANTIL FOI PRATICADO PELA IGREJA PRIMITIVA?

Tradicionalmente, os defensores do batismo infantil (ou pedobatismo) alegam que sua prática remonta aos apóstolos. Entretanto, não há provas para essa afirmação. Não existe nenhuma evidência clara para o batismo infantil anterior ao terceiro século. 

Até mesmo a declaração de Agostinho de que o batismo infantil era um “costume firmemente estabelecido” na igreja está imprecisa. Tão tardios quanto os escritos de Agostinho (final do quarto e início do quinto século), muitos pais da igreja também não praticaram o batismo infantil ou nem mesmo eles próprios receberam o batismo até se tornarem adultos. Somente após a morte de Agostinho, no século V, poderíamos nos referir ao batismo infantil como um costume firmemente estabelecido.

Se o batismo infantil foi uma adição tardia, então por que não houve controvérsia sobre sua introdução dentro das igrejas?

A resposta a essa questão é dupla: em primeiro lugar, não há evidência clara do batismo infantil anterior ao terceiro século. Quaisquer discussões sobre a razão pela qual o batismo infantil veio à cena com pouca oposição registrada não obscurece o fato de que o batismo de crentes é a prática evidente antes do século III ― e o batismo infantil não é. Tertuliano argumentou contra a introdução do batismo infantil.

POR QUE O BATISMO INFANTIL FOI INTRODUZIDO NO TERCEIRO SÉCULO? O sistema catecúmeno já estava estabelecido no início do século II. Nesse sistema, as pessoas se submetiam a um período de instrução depois da conversão e antes do batismo. Os primeiros pais da igreja colocaram tanta ênfase na instrução na fé como algo precedente ao batismo, que a maioria dos convertidos se submeteu a meses ou anos de instrução catequética antes de se batizar.

Muitos dos mais conhecidos pais da igreja submeteram-se a tais catequeses e não receberam o batismo até a maioridade, mesmo sendo filhos de pais cristãos. Isso inclui, entre outros, homens como Atanásio, Basílio, Clemente de Alexandria, Hipólito, Gregório de Nissa, Crisóstomo, Jerônimo e o próprio Agostinho. [1] Se o batismo de crianças era um costume desde o tempo dos apóstolos, certamente esses homens teriam sido batizados antes da idade adulta. No entanto, esses homens foram resultados do sistema catecúmeno. Eles foram catecúmenos que se submeteram a instrução na fé por muitos anos antes de serem admitidos no batismo.

Assim, dado esse contexto, COMO O BATISMO INFANTIL VEIO A SUBSTITUIR O SISTEMA CATECÚMENO? Foi simplesmente assim: As pessoas começaram a crer na errônea doutrina da condenação dos infantes e na regeneração batismal, o que logo se tornou comum nas igrejas.

Toda referência que nós encontramos na igreja do segundo século apresenta a confissão de fé como uma qualificação essencial para o batismo. [3] A melhor e mais antiga fonte sobre o batismo de crentes é o Didaquê (ou “O Ensino dos Doze Apóstolos” A.D. 100-110). O Didaquê não estabelece apenas as qualificações morais para quem está prestes a se submeter ao batismo, mas também exige que o candidato ao batismo jejue por um ou dois dias. [4]

Paul K. Jewett pergunta, “como é que vamos explicar a omissão de qualquer referência ao pedobatismo neste manual primitivo sobre o uso adequado do batismo? É difícil imaginar tal omissão ocorrendo sobre a tutela de Católicos Romanos, Anglicanos, Luteranos, ou mesmo Presbiterianos, Metodistas ou congregacionais…. Não é, portanto, altamente implausível que o Didaquê tenha sido produzido por uma comunidade de Pedobatistas primitivos que apenas nada disseram sobre o batismo infantil?” [5]

O estudo completo e mais detalhado sobre o batismo infantil pode se encontrado em Fonte: http://www.fwbtheology.com/was-infant-baptism-practiced-in-early-christianity/
Tradução/adaptação: Samuel Coutinho


Por Litrazini

Graça e Paz
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[1] HARVEY, Hezekiah. The Church: Its Polity and Ordinances (Philadelphia: American Baptist Publication Society, 1879; repr. Rochester, NY: Backus, 1982), 211; ARGYLE, A. W. “Baptism in the Early Christian Centuries,” inChristian Baptism, ed . A. Gilmore (Chicago: Judson, 1959), 187, 202-03, 208.
[2] Para um dos melhores e mais sucintos tratamentos da visão dos cristãos primitivos sobre o batismo, ver Paul King Jewett, Infant Baptism and the Covenant of Grace(Grand Rapids: Eerdmans, 1978). 13-43. Ver também Steven McKinion, “Baptism in the Patristic Writings,” em Thomas R. Schreiner e Shawn D. Wright, eds., Believer’s Baptism: Sign of the New Covenant in Christ(Nashville: B&H Academic, 1006), 163-88.
[3] Ver, p. ex., A Epístola de Barnabé (c. A.D. 120-130), o qual advoga o batismo de crentes somente: “Nós descemos para a água cheios de pecados e impurezas, e retornamos dando frutos em nossos corações, temor e esperança em Jesus no Espírito” (Ante-Nicene Christian Library, Apostolic Fathers, I, 121). Obviamente, infantes são incapazes de exibir este tipo de comportamento. Outro exemplo é encontrado noShepherd de Hermas, escrito na metade do Segundo século. Hermas coloca o arrependimento como condição para o batismo (Jewett, 40).
[4] “Antes de batizar, tanto aquele que batiza como o batizando, bem como aqueles que puderem, devem observar o jejum. Você deve ordenar ao batizando um jejum de um ou dois dias” (Didache, 7.4).

[5] Jewett, 40-41