quarta-feira, 3 de junho de 2015

TUDO A RESPEITO DO JEJUM

Quando jejuardes, não vos mostreis contristado como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que o homem pareça que jejuam em verdade vos digo que já receberam o seu galardão, porem quando jejuares unge a cabeça e lava seu rosto. Para não parecer aos homens que jejuas, mas sim teu pai, que esta oculta; e teu pai, que vê o que esta oculta e te recompensará. (Mt 6.16-18)

No Antigo Testamento o jejum era aplicado por vários motivos, jejuavam pelos mortos, pelo infortúnio e tristeza como expressão da dor pelos pecados os próprios fariseus jejuavam duas vezes na semana.

A oração e o jejum estavam unidos na pratica daqueles crentes que vinham do gentilismo. O apostolo Paulo procura evitar a ideia de dar ao jejum um valor independente.

A palavra jejum não consta nos melhores manuscritos, em síntese, era um sacrifício ao qual se abstém dos alimentos, muito antigo em Israel, é bem provável que seja uma forma de agradar aos deuses dos povos do antigo oriente. Sempre em uma situação de emergência, como guerra, fome ou praga, era proclamado em todo o Israel um jejum como forma de humilhação a Deus no período de socorro.

O jejum em Israel continua por toda sua historia, sendo observado até no exilio babilônico, pelos profetas é visto como nulo, quando não se observa as legislações e memoria comunitária, como o direito e a justiça.

No novo testamento, o jejum também é uma pratica da igreja cristã. Dois textos nos evangelhos citam uma explicação de Jesus que parece ser algo novo sobre a ação do jejum no individuo que o faz.

Vale enfatizar que os jejuns que aparecem nos textos do antigo testamento e que reflete os tempos antigos da historia de Israel mostram algo coletivo, feito por todo o povo, já no novo testamento, vê-se um jejum individual, apenas em algum momento feito por toda comunidade.

Na bíblia, jejuar refere-se a abstenção de alimento por motivos espirituais, embora o jejum apareça frequentemente vinculado á oração, ele por si só deve ser considerado uma pratica de proveito espiritual.

Na realidade, o jejum bíblico pode ser chamado de oração sem palavra.

(1) HÁ TRÊS FORMAS PRINCIPAIS DE JEJUM, VISTA NA BÍBLIA:
(A) JEJUM NORMAL _ a abstinência de todos os alimentos, sólidos ou liquido, mas não de água, 
(B) JEJUM ABSOLUTO _ a abstenção tanto de alimento como de água.
Normalmente este tipo de jejum não deve ir além de três horas por dia, pois a parte daí o organismo desidrata o que é muito nocivo á saúde, Moisés e Elias fizeram jejum absoluto por 40 dias, mas sobre condições sobrenatural,
(C) O JEJUM PARCIAL _ uma restrição alimentar, e não uma abstenção total dos alimentos. O próprio cristo praticava a disciplina do jejum e ensinava que a mesma deveria fazer parte da vida consagrada do cristão, além de ser um ato de preparação para sua volta.

A igreja do Novo Testamento praticava o jejum,

O PROPOSITO DO JEJUM COM ORAÇÃO,
(a) um ato para Deus, visando á sua honra
(b), O crente humilha-se diante de Deus, para receber mais graça e desfrutar da presença intima de Deus;
(c) expressa pensar por causa de pecados e fracasso pessoas cometidos;
(d) busca graça divina para novas tarefas e reafirma nossa consagração a Deus
(e) como um meio de buscar a Deus, e aproximar-nos dele e prevalecer em oração contra as forças espirituais do mal que luta contra nos,
(f) como um meio de libertar almas da escravidão do mal,
(g) demostrar arrependimento e assim preparar o caminho para Deus muda seus propósitos declarados de julgamento;
(h) com o jejum obtivemos a revelação , sabedoria e entendimento no tocante á vontade de Deus,
(i) o jejum faz abrir o caminho para o derramamento do espirito santo, e para a volta de cristo á terra para buscar o seu povo.

Alex Souza

Por Litrazini

Graça e Paz