quinta-feira, 23 de julho de 2015

POR QUE DEVO ACREDITAR NO INFERNO?

Os horrores do inferno são tão intensos que nos fazem instintivamente recuar em descrença e dúvida. Todavia, existem razões convincentes de que devemos apagar essas dúvidas de nossa mente.

Primeiro, Cristo, o Criador do cosmos, falou com clareza sobre a realidade irrevogável do inferno. Ele passou mais tempo falando sobre o inferno do que sobre o céu. No Sermão da Montanha (Mateus 5—7), Ele alertou seus seguidores explicitamente quanto aos perigos do inferno diversas vezes. No Sermão Profético no Monte das Oliveiras (Mateus 24—25), Cristo avisou seus seguidores repetidas vezes do julgamento por vir. E, em sua famosa história do rico e Lázaro (Lucas 16.19-31), Cristo retratou vividamente a finalidade do tormento eterno no inferno.

Além disso, o conceito de escolha requer acreditarmos no inferno. Sem o inferno, não existe escolha, o céu não seria céu; o céu seria inferno. Os justos herdariam um céu falsificado, e os ímpios ficariam encarcerados no céu contra a sua vontade, o que seria uma tortura pior do que o inferno.

Imagine passar toda a vida voluntariamente distanciado de DEUS, só para se encontrar involuntariamente envolvido em sua amável presença por toda a eternidade; a alternativa para o inferno é pior do que o próprio inferno, pois as pessoas, feitas à imagem de Deus, seriam desprovidas da liberdade e forçadas a adorar a contragosto.

Cristo passou mais tempo falando sobre o inferno do que sobre o céu.

Finalmente, o senso comum também declara que sem o inferno não há necessidade de um Salvador. Não é preciso falar muito sobre o absurdo de sugerir que o Criador deveria sofrer mais do que os sofrimentos acumulados para toda a humanidade, se não houvesse inferno do qual nos salvar.

Sem o inferno, não há necessidade de salvação. Sem salvação, não há necessidade de um sacrifício. E sem um sacrifício, não há necessidade de um Salvador. Quanto mais queremos pensar que tudo será salvo, mais o senso comum impede essa possibilidade.

E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12.2).

“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele. E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico e foi sepultado.

E, no Hades, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão e Lázaro, no seu seio. E, clamando, disse: Abraão, meu pai, tem misericórdia de mim e manda a Lázaro que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebestes os teus bens em tua vida, e Lázaro, somente males; e, agora, este é consolado, e tu, atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá, passar para cá.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, Abraão, meu pai; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.

HANK HANEGRAAFF

Por Litrazini

Graça e Paz