sábado, 29 de agosto de 2015

ESCRAVOS DE HÁBITOS ESTRANHOS

Cada pessoa é escrava daquilo que a domina. (2Pe 2.19)

Como ninguém gosta de ser chamado de escravo, a linguagem de Pedro é dura. Todavia, a verdade é esta mesmo: somos escravos daquilo que não conseguimos dominar.

Quando dizemos que tal pessoa é dependente do álcool, por exemplo, queremos dizer que ela é escrava do álcool ou, em outras palavras, ela não é independente da bebida.

Se deixarmos o sol se pôr antes de nos livrarmos da ira, somos escravos da ira (Ef 4.26).

Se só pensarmos em aumentar os ganhos, somos escravos do dinheiro.

Se nos deleitarmos em falar mal de uma pessoa, somos escravos do mexerico.

Se mancharmos costumeiramente o nome de uma pessoa atribuindo a ela coisas que ela nunca fez, somos escravos da calúnia.

Os que não conseguem deixar de roer as unhas, deixar de ranger os dentes, deixar de espremer cascas das espinhas são escravos dessas coisas.

Por causa do contexto da carta, é possível que Pedro esteja se referindo a “hábitos imorais”. Ele tinha acabado de fazer uma denúncia séria quanto aos falsos profetas (“Não podem ver uma mulher sem a desejarem”). Deve ser exatamente nessa área que muitos são escravos de seus impulsos.

Tim Challies, autor de Desintoxicação Sexual, afirma que “a pornografia é tão predominante, que é praticamente certo que todo jovem vai se deparar com ela, e, depois de a experimentar, é difícil não se entregar”.

Jesus surpreendeu os mestres da lei e os fariseus declarando: “Quem peca é escravo do pecado” (Jo 8.34).

Eles não gostaram dessa palavra e responderam soberbamente: “Nós somos descendentes de Abraão e nunca fomos escravos de ninguém!” (Jo 8.33).

Se o Senhor pôde quebrar o bastão dos poderosos que oprimiam o povo de Israel, ele pode nos libertar do bastão daquilo que nos domina!

Enquanto não localizar a sua dependência, o crente jamais será libertado!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz