segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A AVENIDA DA CONFISSÃO

Se dissermos que não temos pecado, estamos nos enganando, e não há verdade em nós. (1Jo 1.8)
Em geral, dá mais resultado trocar o pronome você pelo pronome nós. Em vez de escrever “se você disser que não tem pecado” é melhor escrever “se dissermos [eu e você] que não temos [eu e você] pecado”.

É assim que João faz. Mas, dependendo de certas situações, é preciso ser menos polido, como o profeta Natã fez com o rei Davi: “Esse homem [que adulterou com o marido de Bate-Seba e o matou] é você” (2Sm 12.7). Ou como Jesus: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas” (Mt 23.13).

Embora tenha usado o verbo mentir pouco antes (v. 6), o presbítero prefere agora usar uma expressão mais amena: “Não há verdade em nós”. Outras versões preferem traduzir assim: “Recusamos a aceitar a verdade”, “Não somos sinceros” ou “Se não admitirmos que pecamos, vivemos num mundo de ilusão e fora da verdade”.

Não há outro caminho para sairmos do pecado senão a corajosa aceitação da culpa.

A restauração de qualquer pessoa em pecado, de qualquer casal em crise, de qualquer igreja em queda, de qualquer sociedade em caos começa e passa pela avenida da confissão.

O Espírito Santo está aqui e agora para convencer os culpados da culpa e os imundos da sujeira (Jo 16.8).

O profeta Malaquias teve um trabalho enorme com o povo de Israel do seu tempo. Todas as acusações que ele fazia em nome de Deus entravam por um ouvido e saiam pelo outro. Cinicamente, os filhos de Israel respondiam: “Como foi que te desprezamos?” e “Como é que estamos te ofendendo?” (Ml 1.6-7).

Não há coisa pior do que mentirmos a nós mesmos. Trata-se de um suicídio espiritual. E é isso que João quer evitar a todo custo!

O ser humano precisa ter a coragem de clamar a Deus: “Vê se há em mim algum pecado” (Sl 139.24)!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz