domingo, 4 de outubro de 2015

A VERDADEIRA VOCAÇÃO

”Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados. ” – Efésios 4.1.

O chamado mais importante que Deus nos faz é o convite para a festa das bodas de seu Filho, que é o oferecimento gratuito da vida eterna.

Em outras palavras, o chamado do Evangelho, ou, a nossa adoção como filhos seus e herdeiros de sua glória. Mas, além disso, Ele também nos chamou para servir-lhe durante nossas vidas terrenas.

Grande parte do serviço que Ele espera de nós, consiste em que sirvamos ao próximo.

Deus é um “Deus de ordem” e de propósitos. Ele nos tem dado diferentes dons, e nos chama ao exercício de nossas respectivas vocações, para a sua glória e para o bem estar de nossos semelhantes.

Um recebeu o chamado para ser um governante, e outro para exercer os seus direitos e deveres como cidadãos. Uns são patrões, outros são empregados. Pais e filhos. Casados e solteiros. Ricos e pobres…

Que santa paz haveria no mundo, se cada um pensasse em agradar a Deus, exercendo fielmente, cada um, segundo sua vocação, fazendo as obras que Deus espera dele!

A verdadeira religião se demonstra até nas coisas mais simples.

Podemos mostrar nosso agradecimento pelo amor de Deus diariamente, fazendo o bem, seja o que for que tenhamos sido chamados para fazer. Esse tipo de culto agrada ao Senhor.

Para isso necessitamos ver as coisas à luz da palavra de Deus, com os olhos da fé, e não apenas com os olhos do corpo. Lembremo-nos que a vontade de Deus é que façamos aquilo que sabemos e podemos fazer.

Se Jesus, Deus em pessoa, estivesse visivelmente entre nós hoje em dia, e desejasse almoçar conosco, não pensaríamos que cozinhar é algo de menos importância.

Se Ele necessitasse de roupa limpa, não diríamos que lavar ou passar roupa não tem muito valor.

Faríamos tudo o que nos pedisse com alegria, tendo o cuidado de tudo fazer da melhor maneira possível.

Lutero disse: “Se Deus baixasse dos céus com seus anjos e te pedisse que varresse o pátio, você se alegraria muitíssimo, não pela obra em si, senão porque Deus te pediu”. Pois bem, o Senhor te pede que você faça com dignidade aquilo para o qual você foi chamado, tanto se é algo impressionante, como também se é algo insignificante diante dos olhos das pessoas.

C.O.Rosenius (1816-1868) Nuevo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini


Graça e Paz