quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ANO NOVO! ATITUDES E NOVOS PROJETOS!

Natal, Ano Novo, festas, descontração ... 

Preocupamo-nos com o que fazer entre o Natal e o ano Novo; 

Erramos! A nossa preocupação precisa estar centrada no que vamos fazer entre o Ano Novo e o Natal 

Por isso te convido a refletir e a escrever um novo capítulo que se inicia no primeiro dia do ano, pois juntamente com os fogos que embelezam os céus, um show que impressiona os observadores, iniciamos nova etapa com novas oportunidades. 

É importante atentar para o que o Apóstolo Paulo disse em Filipenses 3.13-14: Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 

Para melhorar no nosso relacionamento com o Pai Celestial, precisamos Entregar o nosso caminho ao Senhor; confiar nele, e o mais Ele o fará. Salmo 37.5 

Achegar-nos à Deus, e Ele se chegará a nós. Limpar as mãos, purificar os corações. Abrir a Bíblia e absorver cada palavra de vida que nos dá, Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Hebreus 4:12

Somente a regularidade na leitura bíblica não é suficiente, é preciso fazer com alegria e prazer e clamar; o Profeta Jeremias diz “Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jeremias 33.3). 

Através da oração, buscar ao Senhor enquanto se pode achar, invocar enquanto está perto, converter-se ao Senhor, para que se compadeça de nós, tornar para Deus, porque Ele é grandioso em perdoar (Isaias 55.6-7) 

Se nesse ano que passou o cansaço e opressão o assolou, é só render-se a Deus e, fazer do verso bíblico de Mateus 11.28 uma realidade de vida: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” 

A ilustração abaixo reflete a realidade na vida de muitas pessoas 

... E perguntaram para Deus: 

- O que mais te intriga nos seres humanos? Deus respondeu: 

- Eles fartam-se de ser crianças e têm pressa por crescer, e depois suspiram por voltar a ser crianças.

- Primeiro, perdem a saúde para ter dinheiro e logo em seguida, perdem o dinheiro para ter saúde... 

- Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente e assim, nem vivem o presente nem o futuro... 

- Vivem como se fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido! 

Reflitam sobre isso.... 

Ano Novo, uma ótima oportunidade para acertar e mudar de vida. 

FELIZ ANO NOVO!! 

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O GLORIOSO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

O GLORIOSO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

O Verbo que criou o mundo fez-se carne e veio morar entre os homens. Possui duas naturezas distintas.

Depois de afirmar a perfeita divindade de Jesus, o Verbo de Deus (Jo 1.1), o apóstolo João assevera sua perfeita humanidade (Jo 1.14). Jesus é tanto Deus como Homem. É perfeitamente Deus e perfeitamente Homem.

O Verbo que criou o mundo fez-se carne e veio morar entre os homens. Possui duas naturezas distintas. É Deus de Deus, luz de luz, co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai e ao mesmo tempo é verdadeiramente Homem. Três verdades devem ser destacadas acerca da encarnação do Verbo.

EM PRIMEIRO LUGAR, O VERBO ASSUMIU A NATUREZA HUMANA.
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós…” (Jo 1.14a). O Verbo se fez tem aqui um sentido muito especial. Não é um “se fez” ou “se tornou”, no sentido de ter cessado de ser o que era antes.

Quando a mulher de Ló se tornou uma estátua de sal, ela deixou de ser a esposa dele. Mas, quando Ló se tornou pai de Moabe e Amom, ele permaneceu sendo Ló. Esse é, também o caso aqui. O Verbo se fez carne, mas permaneceu sendo o Verbo de Deus (Jo 1.1,18).

A segunda Pessoa da Trindade assume a natureza humana sem deixar de lado a natureza divina. Nele as duas naturezas, divino-humana estão presentes inconfundivelmente, imutavelmente, indivisivelmente e inseparavelmente.

O fato do Filho de Deus ter se esvaziado e assumido a forma humana é irreversível. Deus, o Filho, sem cessar por um momento de ser divino, uniu-se a à plenitude da natureza humana e se tornou uma autêntica pessoa humana, exceto no pecado. Vemos, portanto, a presença de Deus entre os homens.

O Verbo eterno, pessoal, divino, auto-existente e criador esvaziou-se de sua glória, desceu até nós e vestiu pele humana. “A carne de Jesus Cristo tornou-se a nova localização da presença de Deus na terra. Jesus substituiu o antigo tabernáculo. Fez-se um de nós, tudo semelhante a nós, exceto no pecado. Eis aqui o grande mistério da encarnação!

EM SEGUNDO LUGAR, O VERBO TROUXE SALVAÇÃO PARA A RAÇA HUMANA.
“… cheio de graça e de verdade…” (Jo 1.14b). Jesus manifestou-se cheio de graça e de verdade. Esses dois grandes conceitos, graça e verdade, não podem estar separados. Em Cristo eles estão em plena harmonia.

Graça é um dom completamente imerecido. Algo que jamais poderíamos ter alcançado por nosso próprio esforço. O fato de Jesus ter vindo ao mundo para morrer na cruz pelos pecadores está para além de qualquer merecimento humano. Isso é graça. Jesus é também a Verdade. Nele se cumpriram todas as profecias. Dele falaram os patriarcas e profetas. Para ele apontavam todos os sacrifícios e festas. Ele é a essência do culto e a plena revelação divina. Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria.

EM TERCEIRO LUGAR, O VERBO VEIO REVELAR A GLÓRIA DO PAI.
“… e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14c). Em Jesus vemos a glória de Deus sobre os homens. Jesus é a exata expressão do ser de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Ele é a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas. Ele é semelhante ao Pai. Tem a mesma substância. Os mesmos atributos. Realiza as mesmas obras.
Jesus é a exegese de Deus. Quem vê a ele, vê o Pai, pois ele e o Pai são um. A glória vista no Verbo encarnado foi a mesma glória revelada a Moisés quando o nome de Javé soou em seus ouvidos; porém, agora, esta glória foi manifestada na terra em uma vida humana. Ele veio cheio de graça e de verdade. Ele veio para trazer a glória plena de Deus entre os homens.

Distinto do Pai, mas da mesma natureza do Pai, veio para nos revelar o Pai, em toda a sua glória e majestade e nos conduzir de volta aos braços do Pai. Este é o glorioso mistério da encarnação!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Por Litrazini
http://www.kairosministeriomissionario.com/


Graça e Paz

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

HABITAÇÃO DE DEUS

Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito (Isaías 57:15).

Nosso Deus tem relativamente dois lugares diferentes de habitação: a eternidade e o coração humano.

Um dos palácios de Deus é o coração humano, daqueles que são mansos e humildes de coração.

A distancia das estrelas cuja luz leva milhões de anos para viajar até a terra são inimagináveis, mas elas são nada comparadas à distancia que separa a criatura do Criador. E a distancia é ainda maior para o pecador irreconciliável!

Contudo Deus condescende em habitar com o humilde, contrito de espírito!

Oh, que indescritível, inimaginável condescendência é esta! Isto é a Onipotência habitando com a fraqueza, o Infinito com o finito, Deidade com o pó!

O salmista pergunta muito naturalmente: “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?” (Sl 8:4).

Pensando desta forma, respondemos: Senhor, prepare meu coração para recebê-Lo; destrua toda partícula de orgulho; faça-me humilde e mantenha-me humilde; lembra-me que nada tenho para me orgulhar e que preciso ser dependente continuamente da Tua generosidade; ajuda-me a compreender que minha existência, saúde, força e razão estão em Tuas mãos, e que, num piscar de olhos, minha força pode me deixar, minha mente declinar, e a vibração de uma vida jubilosa cessar.

Somos ainda mais dependentes espiritualmente. Necessitamos de amor e graça redentora de hora em hora.

Somente ao habitar na presença daquele que desceu e foi à cruz – mas que agora está exaltado na mais alta glória – que aprendemos o que é ser verdadeiramente humilde.

“Quem é como o SENHOR nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra! Levanta o pobre do pó, e do monturo levanta o necessitado, para o fazer assentar com os príncipes” (Sl 113:5-8).

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

UMA PREPARAÇÃO BEM DIFERENTE!

E apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote em Midiã (Êxodo 3:1).

Todos os que desejam conhecer a Deus mais intimamente têm de estar no deserto e ali permanecer por algum tempo, antes de prosseguir rumo a desafios maiores.

Ali Moisés aprendeu coisas que iam além da compreensão dos mais talentosos sábios do Egito. Segundo os padrões humanos, quarenta anos gastos apascentando ovelhas no deserto pode parecer um desperdício irreparável de tempo. Mas ali Moisés estava com Deus, e nenhum tempo gasto com Deus pode ser classificado como desperdício.

Temos de entender que atividades não são as únicas coisas que caracterizam os servos de Cristo.

Há um tempo de trabalhar, mas há um tempo de aprender. Isaías 50:4 nos diz: “ele desperta-me todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem”. 

Ouvir atentamente é um aspecto da atividade do servo que não pode ser negligenciado. E tem de passar tempo todos os dias na presença de seu Senhor, a fim de conhecê-Lo melhor e de saber o que ele realmente deseja.

Nossos ouvidos e língua estão conectados em vários sentidos: se meu ouvido está fechado às coisas espirituais e minha língua está solta para dizer o que quiser, então será inevitável que eu falarei muitas coisas inconvenientes.

“Não erreis, meus amados irmãos… Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar” (Tiago 1:16 e 19). “A carne para nada aproveita” (João 6:63).

Portanto, precisamos manter nossos ouvidos espirituais abertos e a língua bem quieta – essa rara e preciosa arte que Moisés tanto exercitou no deserto. Isso o capacitou a receber instruções poderosas para enfrentar faraó e os poderes malignos do Egito.

Os métodos da escola de Deus são surpreendentes!

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 27 de dezembro de 2015

ETAPA FINAL

”E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”-  Lucas 23:43

Estamos a um passo do paraíso, temos duas opções; escondemos-nos no esconderijo do altíssimo, suportando os ventos fortes, e prosseguirmos lutando confiante, até adentra lá, ou então, desistimos, olhamos para trás e morreremos espiritualmente, convertidos em estatua de sal; conforme é desejo do nosso inimigo. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal (Gênesis 19:26).

Apesar de tantas advertências difundidas pelo próprio Deus, para que não viéssemos retroceder, mas que continuássemos firmes e com bom ânimo, a igreja tem se deixado ser absorvida pela sórdida incredulidade do inimigo e tem permitido que as avalanches do mal ganhem espaços, empurrando-a para trás. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares (Josué 1:9)

A ordem de Deus desde o inicio, sempre foi para continuarmo-nos, firmes, diante das duras provas. Seja no momento que o deserto se prolonga, Seja quando o vale se aprofunda mais, ou quando os montes parecerem impossível para se galgar; a ordem de Deus sempre foi; Marchem!

Deverás; este é o mandato para quem deseja vencer, marchar. Não adianta ficarmos pedindo a Deus para nos ajudar, e paramos no meio do caminho. Então disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem (Êxodo 14:15).

Ou seja, não podemos olhar para as circunstâncias, para as tempestades, para os problemas, porque tudo isto são situações que o inimigo coloca em nossa volta para pensarmos que as promessas de Deus não irão acontecer em nossa vida, basta tão somente, prosseguirmos, e crendo, o nosso Deus nos dará a vitoria. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis (Êxodo 14:14)

Quando foi que Deus falhou? Quando foi que Deus deixou de cumprir uma das suas promessas? Na identidade Dele está à fidelidade, Ele vela em cumprir a sua palavra, a palavra que é exatamente, Ele, em forma de Escrita. No principio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus (João 1:1).

No entanto, é mais fácil acreditar, nas coisas visíveis aos nossos olhos, do que confiarmos naquilo que foi dito por Deus; esquecemo-nos que na vida do cristão primeiro se acredita, depois apossa-se. Tudo que está registrado por Deus para nós, nos mínimos detalhes, Ele fará cumprir-se em nossa vida. Deus não é homem. Para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura diria ele, e não o falaria? Ou falaria, e não o confirmaria? (Números 23:19).

Qual deveria ser o maior desejo do coração da igreja de Cristo? Não seria a salvação? Então porque estamos sempre ociosos e ansiosos pelas coisas que perecem e nos esquecendo daquelas que de fato é primordial a nós? Precisamos aprender a colocar como meta principal em nosso coração, fazer aquilo que agrada a Deus, pois, ainda que venhamos tropeçar em alguma pedra, não ficaremos postados, porque o nosso Deus é fiel para nos por novamente sobre os nossos pés, até o dia da nossa salvação. Se formos infiéis, ele permanece fiel: não pode negar-se a si mesmo (II Timóteo 2:13).

Assim, em dias maus, nas horas amargas que muitas vezes a vida nos proporciona, teremos certeza que não seremos vencidos, porque a nossa força surgirá como rebento, destruindo as mais densas barreiras, porque a força que operará, não será a nossa, mas será Deus em nós. Dá esforço ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor (Isaías 40:29).

Se deixarmos o Todo Poderoso nos conduzir, teremos capacidade, para suportar as mais temíveis avalanches que o mal possa soprar contra nós, porque Deus estará segurando a nossa mão; nas adversidades, Ele não permitirá que os nossos pés fiquem presos em armadilhas. Porque Eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela mão direita, e te digo: Não temas, que eu te ajudo (Isaías 41:13).

Os que esperam no Senhor sabem que já é o tempo final, estamos na linha de chegada, na etapa para darmos o último pulo para vencermos os últimos obstáculos; Não apenas nas coisas desta vida, bem como para alcançamos a vida eterna. Tudo aquilo que se sobrepôs a nós, tentando nos paralisar, tornar-se-á um nada diante da grande vitória que Deus já preparou para nossa vida. Porque, não perdemos a nossa fé, continuamos firmes na batalha, mesmo nos tempos difíceis, nós acreditamos nesta palavra. Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33).

Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor (Lamentações 3:26). Todos quantos, aguardaram pacientemente, em silêncio, pela salvação vinda de Deus, Ele olhou para nós com olhar de bondade e misericórdia, soprou novamente e o seu fôlego de vida em nossos narizes, e nos fez beber das águas tranquilas que procedem do seu trono.

Já é hora da vitoria do Senhor despontar em nossa vida, o Sol da justiça já brilhou sobre nós, a noite acabou, o dia amanheceu, levantemo-nos e cantemos com alegria, o Nosso Redentor vive, Nele e por Ele, saímos vitoriosos da batalha. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra (Jó 19:25).

De tudo o que se deve aprender, temer a Deus precisa está em primeiro lugar; sabendo que, Ele nos ensinará tudo o que saberemos, mas nós nunca saberemos tudo o que Ele sabe. Ele é Deus, nós, pó e cinza. Cabe-nos, tão somente Confiar Nele!

Pra. Elza Carvalho

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 26 de dezembro de 2015

TRÊS DIMENSÕES DA FÉ CRISTA

Sempre me impressiona a variedade com que o conceito de fé é empregado na Bíblia, especialmente nos evangelhos que descrevem atos e falas de Jesus. Ao centurião, cujo servo estava doente, Jesus disse: “Vai-te, e seja feito conforme a tua fé. E, naquela mesma hora, o servo foi curado” (Mt 8:13).

Quando o pobre leproso caiu aos pés de Jesus e clamou por socorro: “Senhor se quiseres, podes purificar-me” (Mt 8:1-4), Jesus, percebendo sua fé, imediatamente lhe atendeu o pedido. Jesus afirmou a uma mulher hemorrágica: “Levanta-te, siga o teu caminho; a tua fé te salvou” (Lc 17:19). E naquela hora a mulher ficou sã. Jesus, ouvindo o pedido do centurião e admirando-se de suas palavras, voltando-se para a multidão que o seguia, disse: “Eu vos afirmo que nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé” (Lc 7:9).

Para a mulher que chorava e, arrependida, lavava seus pés com suas próprias lágrimas, enxugando-o com os cabelos de sua cabeça, Jesus expressou: “Tua fé te salvou; vai em paz” (Lc 7:50). Certo dia, Jesus curou dez leprosos de uma só vez; depois de ouvi-los clamar e vendo-lhes a fé disse ao paralítico: “Tem ânimo, filho; perdoados são os teus pecados” (Mc 2:5). Aos dois cegos que clamaram: “Mestre, tem misericórdia de nós”, Jesus tocou-lhes os olhos, dizendo: “Seja feito segundo a vossa fé” (Mt 9:29).

Você já deve ter ouvido a história em que Agostinho caminhava à beira da praia, grandemente perplexo com a doutrina da Trindade. Ele observa então um garoto com uma conchinha correndo ao mar, enchendo de água para derramá-la dentro de um buraco seco que ele havia feito na areia. “O que você está fazendo, menino?”, ele perguntou. O menino respondeu-lhe: “Estou tentando colocar o oceano neste buraco”.

Agostinho aprendeu a lição e concluiu: “É isso que estou tentando fazer com a Trindade”. Agora eu vejo a fé da mesma maneira. Eu tentarei descrevê-la, mas não conseguirei defini-la. Como o cego tocando o elefante, eu compreendo apenas a parte que Deus me dá condições para ver. Caminhando pelas praias do tempo, tento colocar em minha mente finita e limitada conceitos que são infinitos e ilimitados. Eu acho impossível definir fé de maneira satisfatória com poucas palavras.

Assim a fé envolve a pessoa inteira em uma relação com Deus “da cabeça aos pés”, abarcando sentimentos, pensamentos, consciência, decisões, atitudes, relacionamentos e assim por diante. A fé é mais do que uma iluminação mental, pois ela se estende da cabeça ao coração, da mente à decisão, das palavras aos atos, do eu ao próximo. De acordo com o contexto, a noção de fé pode funcionar de várias maneiras distintas.

Há um elemento intelectual na fé: o reconhecimento da verdade de Deus, que inclui a crença histórica nos fatos e narrativas das Escrituras Sagradas bem como a crença nas doutrinas bíblicas. A fé é expressa pelo conhecimento, no sentido de que há conhecimento sem fé, mas não pode haver fé sem conhecimento. “Crer é também pensar”, intitula John Stott no seu livro sobre o valor e vigor da mente na vida do cristão.

Precisamos ser capazes de raciocinar e compreender, pelo menos até certo ponto, quanto ao que acreditamos. Conhecer os fatos históricos acerca de Deus e da sua Palavra é importante, mas não suficiente. A fé que se diz totalmente racional deve ser contestada.

Há, além disso, um elemento emocional na fé: a assimilação interior da vida, poder e graça de Deus, aplicável às necessidades da alma. Essa compreensão produz a apreciação afetiva e a experiência da beleza de Deus que cativam o nosso coração para Ele com amor e adoração. Afinal de contas, quando você conhece o amor de Deus em Jesus Cristo, nada mais no mundo se parecerá tão belo, agradável ou desejável.

A fé é um princípio operativo e eficaz nos sentimentos da alma, e não uma mera noção derivada da mente. Não é o conhecimento que nos leva a uma garantia dos atributos divinos, mas sim o assentimento interior. Somente a paixão humana que vem do interior, em direção à morte e ressurreição de Jesus, poderá livrar-nos do pecado e atuar em prol do desenvolvimento de uma fé integral e eficaz.

A fé abrange a faculdade humana da vontade, da escolha e da obediência. Isso implica na rendição e entrega da vida humana ao governo de Cristo. Sem um ato da vontade, você não acreditará na necessidade de mudar de vida, transformar-se à semelhança de Cristo, obedecer e praticar a Palavra de Deus. A fé compreende conhecimento e dependência, no sentido de confiar em Senhor Jesus Cristo.

Fé não é apenas crer que um barco exista, mas entrar nele confiante que tudo ocorrerá bem durante a jornada. Desse modo, existe o conhecimento convincente com relação ao evangelho, mas não pode ficar apenas nisso. Fé também implica no assentimento e recebimento dos princípios da doutrina de Cristo, de modo especial, a verdade da necessidade de um Salvador e de que Cristo é o único e o suficiente para isso. O homem abandona a autossuficiência para descansar em Cristo e confiar nas suas promessas.

Portanto, como um ato integral do ser humano, a fé cristã afetará positivamente todas as faculdades humanas: os pensamentos (mente), os sentimentos (coração) e a vontade (ação).[1] A fé salvadora implica na percepção intelectual que produz a avaliação emocional que gera uma resposta de entrega. Deus deixa de ser abstrato e se torna real. Somos trazidos a Ele pela vontade.

Crer é um ato do coração, o que, nas Escrituras, envolve todas as faculdades da vida, como um princípio que abarca os direitos morais e espirituais: “Com o coração (alma) se crê para a justiça” (Rm 10:10).


[1] Usando definições teológicas: o intelectual (notitia, conhecimento), o emocional (assensus, assentimento) e o volutivo (fiducia, confiança).

Rubens Muzio

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL!!


QUANDO A SANTIDADE DE DEUS EXPÕE O PECADO DO HOMEM

O livro do profeta Isaías é muito conhecido, principalmente por ser um dos livros que mais contém revelações messiânicas, e por estas serem tão expressivas e vívidas, tornando possível uma melhor compreensão sobre o Salvador.

Mas o peso deste livro não está apenas nisso, mas sua linguagem é altamente rica no tocante as revelações de Deus quanto a sua vontade, quer executando juízo sobre o povo de Israel quando este se rebelava contra Deus, quer abençoando o mesmo povo, ao tornarem-se aos caminhos do Senhor.

Do capítulo 1 ao capítulo 5, Isaías é erguido por Deus para trazer uma palavra de juízo ao povo, pois tinham dado as costas a Deus, abraçando o pecado, adorando a ídolos, mentindo, roubando, inflamando seus corações com a luxúria e soberba, chegando até mesmo a zombar de Deus, confrontando-o. Depois de uma sequência avassaladora de “ais” contra o povo de Israel, o capítulo 6 nos revela uma situação ainda mais intensa.

No sexto capítulo do livro do profeta, lemos que Isaías teve uma visão. Ele narra que viu o SENHOR sentado em um alto e sublime trono, e serafins, que voavam por sobre ele tendo seis asas, que com duas cobriam os pés, com duas voavam, e com duas encobriam seus rostos. A palavra serafim em seu sentido original significa “o ardente” ou “abrasador”, fazendo uma referência ao aspecto flamejante que estes seres possuem.

Mesmo esses anjos sendo seres dotados de poder e de glória, tal que seus corpos aparentem estar envoltos em labaredas, a escritura nos revela que ainda sim estes não conseguiam olhar fixamente para glória do próprio Deus. Ante esta cena aterrorizante, Isaías está certo de que será consumido, pois se anjos não podem ver a Deus, homens tampouco resistirão tamanha santidade e poder.

De imediato ele se lembra de seus pecados, de sua corrupção, de sua natureza altamente corrupta, e se lembra do agravante de estar em uma nação que se esqueceu completamente do temor ao Senhor, e como foi dito anteriormente, depois de ter bradado tantos “ais” contra o povo amaldiçoando sua conduta, agora Isaías se vê digno de mesma sentença condenatória.

Observando a narrativa, o temor que o profeta sentiu se assemelha a quem é posto diante de perigo mortal iminente, ao pavor de alguém que tem certeza que seu fim chegou. Quando Isaías vê o trono de Deus e sua glória, ele sentiu que naquele momento iria morrer. Se ele, sendo um mensageiro de Deus, e alguém que fora escolhido para transmitir as palavras do Senhor, sentiu tamanho pânico, o que nos separa de dividir esse sentimento? Somos homens que traem, mulheres que mentem, somos portadores do mais letal vírus que existe, o pecado.

Corrompemos e nos sentimos bem, blasfemamos e nos excitamos. Beijamos a cobiça, amamos a matança e flertamos com a injustiça. Vivemos em meio a pessoas que se voltaram totalmente para práticas iníquas, e ao invés de sermos boca de Deus, nos omitimos de proclamar a verdade, com o objetivo de não desfazermos nossas amizades.

Um outro aspecto que é importante salientar, é que no versículo três, o escritor descreve que o coro angelical cantava que “toda a terra está cheia de sua glória”, ou seja, não é certo pensar que estamos distantes do refulgir dessa mesma situação, pois o poder e emanações da majestade de Deus estão em todos os lugares, é como se da mesma forma que Isaías estava, nós também estivéssemos e estamos diante do trono de Deus.

O que fazer quando nossa destruição é certa e iminente? O que podem homens pecadores e maus fazer diante de um Deus justo e santo?
A resposta é simples; não há nada que possamos fazer! Não há para onde correr! Este que se assenta no trono do universo, e julga as nações com cetro de retidão e justiça, é incorruptível. Este que é onipotente, onisciente e onipresente, não se deixa ludibriar pelas argumentações ardilosas de nossos corações voláteis, é juiz imparcial.

Só nos resta clamar a este Deus, que também nos queime com uma brasa tirada de seu altar. Somente a misericórdia de Deus em seu filho Jesus Cristo, pode queimar nossa iniquidade e purificar nosso pecado.

No altar é derramada a oferta de sangue, já apontado para o sacrifício de Cristo na cruz do calvário, satisfazendo a justiça do Pai, nos perdoando os pecados. O fogo nos aponta a obra purificadora do Espírito Santo que queima em nós, tratando a chaga maldita do pecado.

Somente a Corte Santa da Trindade pode ser a nosso favor, pois diante de Deus, estamos completamente expostos, nosso pecado é vermelho como a escarlata e como o carmesim, mas a misericórdia de nosso Rei pode nos purificar a tal ponto de nos tornar aptos a cumprir em Cristo todo o designo de Deus, assim como fez o profeta Isaías, como é descrito no versículo 8; “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

Veja que Isaías só estava definitivamente pronto a pregar a nação corrupta de Israel depois que teve sua boca queimada pela brasa viva que o serafim tirou do altar do Senhor. Somente a obra purificadora que Deus proporcionou a nós em seu filho Jesus, pode nos deixar prontos a fazer a vontade do Criador. Deus é santo, e como tal exige de nós, seus servos, santidade.

Paulo Ulisses

Por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

OS GRANDES EFEITOS DO PECADO

Vendo os irmãos de José que seu pai havia morrido, disseram: “E se José guardar rancor contra nós e resolver retribuir todo o mal que lhe causamos?”. — Gênesis 50.15

A Bíblia nos conta como foi fácil para Simeão, Levi e os outros irmãos de José pecarem. Porém ela nos diz também como foi difícil para que eles fossem reconciliados com José novamente e fossem curados.

Essa é a razão por que muitas pessoas que não ouvem a mensagem da bondade de Deus caem no desespero. Algumas até cometem suicídio, afogando-se ou enforcando-se.

Elas não conseguem lidar com o poder do pecado que sentem atuar dentro delas. Quando “o pecado ameaça à porta” (Gn 4.7), as pessoas o negligenciam. Então ele se acomoda e uma ofensa leva à próxima – cada uma mais ultrajante que a anterior. Quando o pecado ganha forças para viver, o precioso sangue do Filho de Deus é aquele remédio caro, o qual é necessário para removê-lo

Precisamos nos afastar do pecado se pudermos. Porém, se temos caído em pecado, devemos aprender a nos levantar novamente e voltar a ganhar uma fé firme. Essas lutas nos mostram o que significa realmente crer.

Precisamos entender que o pecado é um mal terrível. Isso não parece ser verdade quando pecamos. Temos prazer nele enquanto o praticamos.

Contudo, depois, as leis de Deus nos tornam cônscios do nosso pecado, então entendemos que o pecado é o próprio inferno e é muito mais poderoso do que o céu ou a terra.

Depois disso, não podemos entender a graça de Deus sem fazer um grande esforço.

Mas um coração sobrecarregado de pecados pode dizer: “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (Jo 3.17).

Sem esse conforto, não teríamos remédio nem defesa contra o pecado e a sua ferroada.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

FÉ É A VIDA DA ALMA DO CRISTÃO

Há uma antiga parábola indiana de três cegos que encontraram um elefante que permite ser tocado por eles. Um deles, segurando a tromba do elefante, afirma: “Essa criatura é longa e flexível como uma cobra”. O outro, sentindo a largura e grossura da perna, retruca: “Não, é o tronco de uma árvore”. O terceiro, apalpando o lado do elefante, confirma convicto: “É larga e plana como uma parede”. Na verdade, essa história não poderia ser contada por qualquer um dos cegos, mas somente por aquele que contemplasse a cena.

Da mesma forma cada um de nós conhece ou compreende apenas uma parte da realidade. Quando se trata de verdade, ninguém enxerga o elefante por inteiro, nem tem uma visão compreensiva do todo. Talvez nós, míopes e cegos como somos diante da realidade, devamos nos ajudar uns aos outros a ouvir a Deus, juntando as diversas partes do quebra-cabeça.

Na espiritualidade cristã, não existe nada mais essencial que a fé! “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 Jo 5,4). A fé é a mãe de todas as virtudes, a rainha-mãe de todas as dádivas que nos foram dadas por Deus.

Outras virtudes, presentes e dons como o amor, a esperança, a paz e a alegria são filhos da fé e ajudam no crescimento e na transformação; mas pela fé somos justificados perante Deus. Nem amor, justiça, boas obras, arrependimento, pensamento positivo, cultos, campanhas, missão, ação social, nem a comunhão da igreja justificam, mas sim a fé. Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, (Rm 5,1). A fé é a graça que Deus usa para nos salvar.

Além disso, a fé é a autêntica energia espiritual que pulsa e dá vida à alma do cristão. Quando Jesus advertiu Pedro: “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos peneirar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça” (Lc 22, 31-32). Nessa situação, nosso Senhor declarou uma verdade central: Ele sabe que quando a fé se quebra, os fundamentos da vida espiritual cedem e toda a estrutura da experiência cristã perde a força e desmorona.

A fé estrutura os pilares que fundamentam o caráter cristão; ela cobre seus defeitos, protegendo-o dos dardos inflamados do diabo, como um poderoso escudo militar (Ef 6,16). A fé de Pedro precisava de proteção. Daí o pedido de Cristo que visava ao bem-estar do seu discípulo e ao fortalecimento de sua fé.

Em sua segunda epístola, Pedro tem essa ideia em mente quando trata do crescimento na graça como uma medida de segurança para a vida cristã: “E por isso mesmo, vós, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade” (2 Pe 1,5-6). Pedro não solicitou que seus leitores buscassem poder, influência, dons, competências, virtudes ou obras, mas fé. A fé era o fundamento sobre o qual todas as outras coisas estavam sendo construídas.

Nas expressivas palavras do pregador Charles Spurgeon: “Fé é o fogo que consome o sacrifício. A fé é a água que alimenta a raiz da piedade. Se você não tem fé, todas as suas graças devem morrer. E na proporção em que aumenta a sua fé, assim todas as suas virtudes serão reforçadas, não todos na mesma proporção, mas todos em algum grau”. [1] A fé é a roda mestra, o agente principal, o eixo central que põe em execução todos os sonhos e planos. Sentada no trono do coração, a fé guia e sustenta todas as suas decisões. Fé é o timão que dá direção ao barco da vida: é a inteligência da alma.

Portanto, a fé é um elemento por demais precioso na formação do caráter do cristão. Jesus é o caminho para Deus, mas fé é o caminho para Cristo. John Flavel, um pregador presbiteriano inglês do século 17, descreveu a existência humana nas seguintes palavras: “a alma é a vida do corpo; a fé é a vida da alma; Cristo é a vida da fé”. [2]

Sabemos que o amor é a principal graça no reino de Deus, mas enquanto estivermos aqui neste mundo, o amor caminhará ao lado da fé. Mesmo que o amor represente a coroação no céu, a fé será a graça que conquistará a terra. E embora o amor tome posse da glória eterna, a fé lhe dará o título de posse a ela.

Precisamos de fé, pois é uma ordenança divina indispensável, uma tremenda necessidade pessoal e um conceito urgente e imprescindível para quem vive a realidade contemporânea, complexa e cínica do século 21. A fé vê o invisível, crê no incrível e recebe o impossível. A fé é preciosa aos olhos de Deus!


[2] Joel Beeke, Puritan Reformed Spirituality, Evangelical Press, 2006, p. 383

Rubens Muzio

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

OLHE PRA JESUS

A vida cristã é muito bonita. A mensagem de Cristo alcança crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. Só Jesus faz isso. A mensagem de Cristo gera vida, transformação. Mas algumas coisas podem acontecer se não tivermos vigilância na vida cristã.

Podemos começar a carreira bem e não terminá-la da mesma maneira. Por isso Deus nos dá algumas orientações.

CORRAMOS COM PERSEVERANÇA A CARREIRA QUE NOS ESTÁ PROPOSTA
“Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta.” Hb 12.1

Há uma grande nuvem de testemunhas olhando pra nós, também os anjos e os demônios. Vemos isso claramente no livro de Jó.

Disse então o Senhor a Satanás: “De onde você veio?” Satanás respondeu ao Senhor: “De perambular pela terra e andar por ela.” “Reparou em meu servo Jó? Não há ninguém na terra como ele, irrepreensível, íntegro, homem que teme a Deus e evita o mal.” Jó 1.7 e 8.

Existem pessoas observando o nosso comportamento. Na rua, no trabalho, na escola, no prédio onde moramos nossos vizinhos estão nos observando.

Muitas vezes pessoas que não nos conhecem emitem uma opinião errônea ao nosso respeito e isso não deve nos derrubar nos jogar pra baixo, porque o mais importante na vida cristã é correr bem a carreira.

DÊ BOM TESTEMUNHO DE CRISTO.
Observe seu comportamento no trânsito. Como você se comporta quando leva uma fechada? Como se comporta quando alguém lhe oferece uma bebida numa festa de confraternização de fim de ano? Como reage quando o caixa do banco lhe dá um troco para mais?

Existem pessoas olhando pra nós o tempo todo, mas isso não nos derruba, o que nos derruba é quando tiramos os olhos de Jesus e começamos a olhar para as pessoas. Um dos maiores segredos da vida cristã é olharmos para Jesus.

Quantos personagens bíblicos vacilaram na fé? Davi, Sansão… Somos seres humanos e corremos o risco de cair, por isso nossos olhos tem que estar firmados em Jesus, que foi o único que pisou nessa terra e não pecou. Que resistiu as tentações e na cruz do calvário disse: “Está consumado.”

O ano está terminando e existem pessoas que estão oscilantes na fé. Não deixe nada te paralisar. Não deixe os comentários negativos prostrarem você. Olhe pra Jesus, o autor e consumador da nossa fé.

Talvez seu casamento esteja sofrendo um abalo por que você tirou os olhos de Jesus e colocou no homem. Talvez você esteja passando por problemas no trabalho, porque tirou os olhos de Jesus e colocou no homem.

Eu convido a você a fixar seus olhos em Jesus firmemente e correr a carreira que lhe está proposta.

Não faça nada por causa do homem, você poderá se decepcionar. O homem pode falhar, mas Deus jamais falha. Olhe sempre pra Jesus!

Pr. Jorge Linhares

Por Litrazini:

Graça e Paz

domingo, 20 de dezembro de 2015

O DEUS QUE NOS CATIVOU!

Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e mandou o seu Filho. (1Jo 4.10)

Paulo diz que somos mais do que vencedores (Rm 8.37), mas somos também mais do que vencidos. Vencidos no bom sentido – vencidos pelo amor – pelo amor de Deus.

Esse amor nos desmanchou, quebrou nossa cerviz dura, dobrou nossos joelhos, acabou com a nossa resistência, fez desaparecer misteriosamente nossa indiferença para com ele.

Às vezes, Deus nos vence pela dor, pelo vendaval, pela tempestade. Outras vezes, por um vento suave, pelo dedilhar de uma lira, pelo canto de um passarinho.

O que João está afirmando é que, se hoje amamos a Deus, é porque ele nos amou antes. Nosso amor é uma resposta positiva ao amor de Deus.

Essa figura tem correspondente no Antigo Testamento. Quando Israel (o reino do norte) estava numa situação muito ruim, pouco antes da conquista da cidade de Samaria pelos assírios em 721 antes de Cristo, Deus fez de tudo para trazer o povo de volta para si por meio do amor.

Por boca do profeta Oseias, o Senhor disse ao povo de Israel: “Vou seduzir minha amada e levá-la de novo para o deserto onde lhe falarei do meu amor” (Os 2.14).

Deus tenta comover Israel como que mostrando-lhe um álbum de fotografias: “Quando Israel era criança, eu já o amava e chamei o meu filho, que estava na terra do Egito. Porém, quanto mais o chamava, mais ele se afastava de mim […]. Mas fui eu que ensinei o meu povo a andar; eu o segurei nos meus braços, porém eles não sabiam que era eu que cuidava deles. Com laços de amor e de carinho, eu os trouxe para perto de mim. Eu os segurei nos braços como quem pega uma criança no colo. Eu me inclinei e lhe dei de comer” (Os 11.1-4).

O Senhor não somente nos corteja, nos traz flores, nos atrai, cuida de nós, nos fala carinhosamente, mas também mandou o seu Filho, “para que, por meio dele, os nossos pecados fossem perdoados!”.

Hoje, vencidos pelas cordas de amor de Deus, somos crentes!

A verdade é que nós o amamos porque ele nos cativou primeiro!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz


sábado, 19 de dezembro de 2015

SUA HORA CHEGOU

E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé. A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz.
Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências. Romanos 13.11-14

O vs.11 diz pra compreendermos o tempo em que estamos vivendo.

Que tempo é esse que estamos vendo no mundo hoje? ..tempo de conflitos religiosos… De terrorismo… De violência nas ruas… de abusos sexuais…..de corrupção e mentira… De adultérios e divórcios.

Também é tempo de mensagem da cruz… Mensagem de vida… De esperança… de salvação!

Eu quero dizer que sua hora chegou de mudar de vida! …chegou a hora de sua casa ser abençoada… Seus filhos serem abençoados.!!!

1º. CHEGOU A SUA HORA, E VOCÊ PRECISA ACORDAR PARA DEUS.
Diz a Bíblia no vs.11: “Chegou a hora de você despertar do sono”. Quantas horas uma pessoa normal dever dormir? 8 horas. Dormir 16 e 20 horas por dia, eu li, apenas é normal num período da vida: é para bebês até o terceiro mês, que só acordam para mamar, em intervalos de três a quatro horas. (lembre-se de uma coisa você não e mas um bebe,) Você precisa acordar para Deus.

2º. CHEGOU A SUA HORA, DE ABRAÇAR A MELHOR OPORTUNIDADE DE SUA VIDA.
Está escrito no final vs 11: “Porque agora nossa salvação está mais próxima do que quando cremos”. Você deve aproveitar esse tempo que Deus lhe dá!

Alguém deu esse conselho: “Viva cada dia de sua vida como se fosse o último, pois um dia desses vai ser mesmo”.Talvez alguém lhe tenha falado: “Você não merece uma segunda chance” – mas não é isso o que Deus pensa: Para Deus, não importa quanto você errou você merece nova oportunidade!

Isso me faz lembrar um comentário que li a respeito de Thomas Edson, que fabricou a primeira lâmpada elétrica. Deu essa lâmpada para que um auxiliar seu a transportasse, subindo uma escada. O auxiliar caiu e a lâmpada bateu no chão e quebrou. 24 horas depois, Édson fabricou outra lâmpada. Chamou aquele mesmo auxiliar, deu-lhe a lâmpada e pediu que a transportasse de novo, subindo pela mesma escada. Edson viu que ele merecia nova chance. Talvez você tenha caído, entristecido ao Senhor Jesus, mais saiba que Deus também vê que você merece uma nova oportunidade!

Existe uma expressão que diz assim: “Hoje é sempre o dia certo de fazer as coisas certas de maneira certa. Amanhã será tarde”. E será mesmo! Hoje é a melhor chance da sua vida!

3º. CHEGOU A SUA HORA DE DEIXAR DE LADO AS OBRAS DAS TREVAS.
Vs 12: “Deixemos de lado todas as obras das trevas”.

Vou lhe dizer o que são trevas: Está lembrado daquele apagão que entrou para a história do Brasil?
10 estados mais o Distrito Federal ficaram às escuras no mesmo tempo. No dia seguinte, os noticiários falaram o que é estar em trevas. As pessoas entrevistadas diziam: “fiquei preso em um elevador…”, outros diziam: “eu não conseguia…”, e outros falavam: “eu entrei em desespero…”, Foi um momento de agonia, um momento de desespero. Tudo por causa da falta de energia – faltou luz e aquela foi A Noite do Bleckalt, a noite das trevas.

Quantas coisas horríveis passamos nas trevas: medo, angústia, desespero… (estas são obras das trevas).Deixe-as de lado – venha para a luz! Esta é a hora de você ser abençoado, (a)

4º.CHEGOU A SUA HORA DE ABRAÇAR UM NOVO ESTILO DE VIDA (VS. 12, 13)
” revistamo-nos da armadura de Deus”. Essa armadura divina é gloriosa, iluminada. O vs.13 diz que se trata de um estilo de vida decente. Para aproveitar este tempo, é preciso que você abrace um novo estilo de vida. Por isso: deixe: o pecado, o engano religioso, as falsas amizades… A depravação moral… As desavenças pessoais… A inveja, mentiras e outras coisas, mas que você sabe que não agrada a Deus.

Deixe tudo, fuja disto, porque “O salário do pecado é a morte, mas o Dom gratuito de Deus é a vida eterna” (Romanos 6.23), creio em Deus que algo neste texto chamou sua atenção, então deixe de lado aquilo que não agrada a Deus e busque uma vida integra diante dele, porque ele procura os tais que o adorem em espirito e em verdade, pense nisso não devemos fugir de nossas responsabilidades para com Deus.

Evangelista Alex Souza

Por Litrazini

Graça e Paz