segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

RENDIÇÃO PARA REDENÇÃO

Imagine que nesse momento você estivesse na fila de um banco. Ali seus pensamentos não paravam e alimentavam a sua pressa. Afinal, ao sair dali enfrentaria o trânsito, teria de passar na farmácia para comprar remédio de enxaqueca para sua esposa e fraldas para o seu filho pequeno.

Depois teria que ir em uma loja, no outro lado da cidade, passar no supermercado fazer umas compras rápidas e, por fim, passar na casa de sua mãe, antes de seguir pra sua própria casa. Onde, ainda à noite, teria que adiantar alguns serviços do seu trabalho do outro dia.

De repente, em meio a todos esses pensamentos e ansiedades, você ouvisse barulhos estranhos e, ao se virar, fosse surpreendido com bandidos mascarados e fortemente armados que tivessem invadido o banco e rendido os guardas. E, aos gritos, ordenassem: – Todo mundo no chão! Todo mundo no chão! Quem tentar qualquer besteira morre! – E um tiro ensurdecedor, silenciasse a todos. Sendo possível ouvir apenas choros reprimidos de desespero.

Naquele momento, pelo pavor, talvez um filme da sua família passasse por sua cabeça, ou, talvez, você tivesse paralisado os seus pensamentos. As reações de desespero poderiam ser diversas.

Naquele momento todas as importantes preocupações de segundos atrás desapareceriam. Não mais se lembraria dos remédios, fraldas, loja, compras ou de serviços acumulados do trabalho. Tudo deixaria de ser importante. Somente uma coisa lhe ocuparia a mente, sair a salvo dali e poder ir pra casa abraçar sua família. Nada mais importaria!

Certa dia, o apóstolo Pedro, profundamente abalado pela crucificação do Mestre, e, entristecido pelo pecado de tê-Lo negado, ao ser surpreendido com a notícia da ressurreição de Jesus, correu apressadamente até o sepulcro. “Pedro, todavia, levantou-se e correu ao sepulcro. Abaixando-se, viu as faixas de linho e mais nada; afastou-se e voltou MARAVILHADO com o que acontecera”. Lucas 24:12.

Por tantas vezes, nos últimos anos, Pedro havia ficado maravilhado por tantos milagres que vira, com tantos ensinamentos, multiplicações de pães, e, também pela forma como Sua esperança fora duramente tirada.

Agora, Pedro volta a sua atenção para o próprio Senhor Jesus e não apenas para os acontecimentos que o rodearam nos últimos anos. Ele já não estava admirado com milagres, com pescas maravilhosas, libertações. Pedro agora coloca Jesus no centro de seus pensamentos e passa a estar “MARAVILHADO COM O SENHOR JESUS”.

Em nossa caminhada na fé, também nos maravilhamos e nos surpreendemos tantas vezes e com tantas coisas que Jesus fez por nós. Tantos milagres e transformações. Nos maravilhamos com tantos socorros e livramentos.

Muitas vezes, entristecidos pelos nossos pecados, maravilhamo-nos com a Sua infinita misericórdia e perdão. Mas agora, tão próximo à Sua Vinda, o Senhor nos convida a não mais nos maravilharmos com os sinais de Seu poder nesse mundo, que já comprovamos, são infalíveis. Ele nos convida a nos maravilharmos COM ELE. Com o nosso SENHOR que vem nos buscar para junto dELE para sempre.

Não é mais o momento apenas de conversão, agora chegou o momento de rendição ao nosso Deus, Cristo e Senhor para a nossa redenção. De deixarmos tudo em segundo plano e nos rendermos a Ele como verdadeiros adoradores, porque são estes que Ele procura.

É momento de acordarmos do sono, de deixarmos as passageiras e banais preocupações desse mundo, de abandonarmos as superficialidades das religiões e, de fato, rendermo-nos ao nosso SENHOR JESUS e ao Seu verdadeiro Evangelho. Pois…

ELE VEM E PERTO ESTÁ A NOSSA REDENÇÃO!
“Eis que venho como ladrão! Feliz aquele que permanece vigilante e conserva consigo as suas vestes, para que não ande nu e não seja vista a sua vergonha”. Ap 16:15

Leonard Bernardo

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A HISTÓRIA SOBRE A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

O início da EBD, como a conhecemos hoje, deu-se em 20 de julho de 1780 na cidade de Gloucester. Era uma cidade importante da Inglaterra no período pós Revolução Industrial, notável por sua indústria de tecelagem. Atraía muita gente que, deixando a vida no campo, seguia para as cidades buscando melhores condições de vida.

Entretanto, na cidade de Gloucester, a imensa riqueza de uma minoria contrastava com a grande pobreza e o analfabetismo da maioria da população. O fato de existirem muitas igrejas não impedia o avanço da criminalidade.

Robert Raikes, fundador da Escola Dominical, dedicou-se à carreira de jornalista e editor, trabalhando na Imprensa Raikes, de propriedade da família, a qual ele passou a dirigir após a morte de seu pai.

Raikes preocupava-se muito em melhorar as condições das prisões, visando a regeneração dos criminosos que para ali eram conduzidos. Descobriu que o abandono em que viviam as crianças pobres da localidade e as suas atividades, também aos domingos, eram um estímulo à prática do crime. Que perversos os meninos de Gloucester ! Lutavam uns com os outros, eram mentirosos e ladrões, indescritivelmente sujos e despenteados. Depredavam propriedades e infestavam ruas, tornando-as perigosas com as calamidades deles.

Robert Raikes, um homem de profundas convicções religiosas, fundou então uma escola que funcionava aos domingos porque as crianças e os jovens trabalhavam 6 dias por semana, durante 12 horas. Usava a Bíblia como livro de estudo, cantava com os alunos e ministrava-lhes, também, noções de boas maneiras, de moral e de civismo.

O plano de Raikes exigia um profundo sentimento de caridade cristã. Conseguiu que algumas senhoras crentes o ajudassem, fazendo visitas aos bairros pobres da cidade, a fim de convencerem os pais a enviarem seus filhos à escola.

De 1780 a 1783, sete Escolas já tinham sido fundadas somente em Gloucester, tendo cada uma 30 alunos em média. Em 3 de novembro de 1783, Robert Raikes, triunfalmente, publicou em seu jornal a transformação ocorrida na vida das crianças.

O historiador John Richard Green afirmou:”As Escolas Dominicais fundadas pelo Sr. Raikes, no final do século XVIII, originaram o estabelecimento da educação pública popular”.

O efeito da Escola Dominical foi tão poderoso, que 12 anos após sua fundação, não havia um só criminoso na sala dos réus para julgamento nos tribunais de Gloucester, quando antes a média era de 50 a 100 em cada julgamento !

Em muito pouco tempo, o movimento se espalhou e várias igrejas ao redor do Mundo organizaram suas Escolas Dominicais. Nas E.B.D. mais antigas, segundo se tem notícia, o ensino limitava-se à leitura de passagens bíblicas estudadas simultaneamente por crianças e adultos. Mais à frente, nasceu o desejo de que houvesse um sistema de lições graduadas: seriam adaptadas ao desenvolvimento da mente infantil e viria estabelecer conveniente e necessária promoção de alunos de grau em grau entre os diferentes departamentos da Escola Dominical.

Em resposta a esse apelo, o Comitê das Lições Internacionais, unanimemente, encaminhou o assunto à Convenção em Louisville, realizada em junho de 1908. Foi criado um Subcomitê, que preparou lições dirigidas aos principiantes, ao departamento primário elementar e ao primário superior. Em anexo, enviaram uma lista dos assuntos que corresponderiam aos anos seguintes desses mesmos departamentos.

Anunciou-se também a preparação do programa geral de lições para todos os departamentos em que a Associação Internacional dividiu a Escola Dominical: Principiantes (4 e 5 anos), Primário Elementar (6 a 8 anos), Primário Superior (9 a 12 anos), Intermediário (13 a 16 anos), Superior (17 a 20 anos) e Adultos (20 anos em diante).

Extraído do site universidadedabiblia.com.br

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 27 de fevereiro de 2016

QUANDO NOS SENTIMOS ESQUECIDOS

O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele. — Gênesis 40.23

Depois de ter sido esquecido pelo copeiro, José lutou contra a tentação de tornar-se impaciente e ranzinza. Quando o Diabo viu aquilo, ele atacou José com setas ainda mais ardentes.

O próprio Cristo sentiu essas setas quando o Maligno o tentou: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4.3).

Da mesma maneira, o Maligno pode ter dito a José: “Vá em frente e continue a sua luta miserável. Você sabe que as suas orações são inúteis. Você clama a Deus e crê nele – mas tudo isso por nada. Você havia esperado que Deus o libertasse e restaurasse a sua honra porque você interpretou o sonho do chefe dos copeiros. Bem, que Deus o salve se ele tiver vontade!”.

O Diabo continuou a atormentar José com suas setas ardentes, mesmo quando José já estava fraco e machucado.

Quando pessoas fiéis estão felizes e quando elas cantam “O Senhor é a minha força e o meu cântico” (Sl 118.14), o Maligno permanece longe delas. Toda a murmuração e a impaciência logo terminam.

Enquanto os cristãos louvam e agradecem a Deus, a tentação, a tristeza e a incredulidade desaparecem.

O céu é completamente aberto e o inferno é fechado com palavras como estas: “Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão” (Sl 34.1).

Mas, tão logo paramos de louvar a Deus, os pensamentos miseráveis, tristes e de solidão retornam.

É o que aconteceu com José quando ele se lembrou de como seus irmãos o haviam vendido. Eles estavam em casa se divertindo enquanto ele estava preso, amarrado e sentindo-se miserável.

É assim que o Maligno atua. Ele gosta de pescar quando a água se torna tempestuosa. Ele usa essas oportunidades para tentar as pessoas a abandonarem a fé e cederem ao desespero.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A CARNE E AS CONTENDAS

A Bíblia que é normalmente utilizada tem palavras e expressões que não são mais de uso corrente entre nós. Então, algumas partes não são muito bem compreendidas. Se não são compreendidas, então, não são aplicadas, não são cumpridas.

"Contenda" se enquadra neste contexto. A Bíblia diz que houve "contenda" entre os pastores de gado de Abrão, e os pastores de gado de Ló (Gen.13:7). O mesmo ocorreu entre os pastores da terra de Gerar, e os pastores de Isaque (Gen.26:20). Ainda em Gênesis 31:36, encontramos que Jacó contendeu com Labão. E assim, sucessivamente, vemos muitas contendas na história do Antigo Testamento.

AFINAL, O QUE É CONTENDA?
É uma coisa muito comum na igreja, entre seus membros, que não sabem que é uma obra da carne (ou não dão importância), e que somente ocorre com quem está na carne, e, portanto, fora do domínio do Espirito...

Contendas são brigas, desentendimentos, desavenças, discussões. São produtos de almas feridas, espíritos magoados. Gente que por um motivo ou outro, se sente ofendido, humilhado, e passam a dar o troco na mesma moeda, uma retaliação exemplar. Querem vingança, porque não podem deixar o assunto por isso mesmo. Isso são contendas.

Na maioria das vezes, as contendas causam o ROMPIMENTO DE RELAÇÕES. Os envolvidos não são capazes de PERDOAR a humilhação, a ofensa, o desentendimento, as diferenças de ponto de vista. Esta é a causa da origem de CENTENAS de agremiações religiosas que proliferam a cada dia em todo o mundo.

Gente que se sente rebaixada, humilhada, ofendida, que NÃO SUPORTA o tratamento (muitas vezes injusto, outras vezes, não) que lhe foi dispensado por um ou por outro irmão ou líder da igreja onde está congregando, e decide sair dessa igreja, e FUNDAR uma outra. Com os mesmos princípios, os mesmos valores, a mesma doutrina... talvez o mesmo estatuto. Só o nome é diferente. E o líder também.

O fundador da nova "igrejinha", antes era parte de uma liderança. Agora é O LÍDER, o pastor presidente, ou cargo que o valha. Enfim, o cara que manda, que assina o cheque; o cara que decide.

Os que se metem em contendas não sendo da liderança da igreja, normalmente se afastam dela. Algumas vezes vão freqüentar outras igrejas. Na maioria das vezes, deixam-na em definitivo. Os motivos que elegem para a sua atitude são os mais diversos e variados. Mas todos eles passam pelo orgulho, pela soberba, pela arrogância. Pela incapacidade de reconhecer ou aceitar que foi cometido um erro, e, assim, proceder o perdão.

No fundo, as contendas são fruto da falta de amor. Amor por Deus, amor pelas almas, amor pela obra, amor pelos irmãos, que fazem com que não suportem mais presença dos desafetos, não são capazes de perdoar erros e pecados.

Entende por que a Bíblia diz em muitas partes que o amor encobre os pecados (Pv 10:12, I Pe. 4:8)?

Quando somos envolvidos, tomados, agarrados, enchidos e dominados pelo Espirito de Deus, a carne não tem mais poder sobre nós. Quando os esvaziamos do Poder, da Graça e da comunhão com Espírito de Deus, então a carne opera, e frutifica em nossos corações, em nossa vida, as obras da carne.

Não permita que as obras da carne tomem conta de ti. Viva em espírito.

Transcrito por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

MEDOS INTERNOS!

Todo ser humano, por algum acontecimento em sua vida, foi contaminado por um vírus chamado: medo interno, e esse medo interno é justamente alimentado pelo fato de que a pessoa faz de tudo ao seu alcance para que aquilo que ele teme não aconteça (como Jó passou a vida fazendo de tudo para que nenhuma desgraça acometesse a si e a sua família, mas tudo o que fazia, alimentava mais o seu medo interno, até que O MESMO SE CONSUMOU, E LÁ ESTAVA Jó envolto em caos).

O grande desfecho se encontra em Jesus Cristo no cenário do Getsêmani: Mateus 26:38-42: Então lhes disse: A minha alma está triste até a morte; ficai aqui e vigiai comigo. E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Assim nem uma hora pudestes vigiar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirando-se mais uma vez, orou, dizendo: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.

Passa quase impercebível por nós, mas nesse trecho da jornada de Jesus Cristo, ele nos dá a resposta para aniquilar os medos internos, e acabar de vez com qualquer ação do diabo, proveniente deste vírus.

O segredo está no vers. 39, quando Ele confessa para o Pai um medo interno que o atormentava. Ele diz: - ...meu Pai, se possível passa de mim este cálice. Todavia não seja como Eu quero, mas como Tu queres.

Veja, Jesus Cristo sabia que só haveria vitória, se Ele fosse à cruz, pois sem derramamento de sangue não há remissão.

Hebreus 9:22. Isto estava bem enfático na sua vida, a cruz era o único caminho que Ele deveria percorrer. E provando o que diz Filipenses 2;5-7 .- De sorte que haja em vos o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus , mas a si mesmo se esvaziou, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.

Ele chega perante Deus como um homem, ou seja, um ser incompleto que está sobre um processo de restauração. E é bem neste ponto que Ele vence o medo interno, arranca as raízes do medo, pois assumindo a forma de homem, Ele não se mostra pronto, e muito menos zeloso para com Deus.

A sua atitude é tremendamente maravilhosa, Ele chega para Deus, e com suas forças tira para fora o seu medo interno, e diz: - Pai Eu estou com medo de ir para a cruz, mas eu não quero que está vontade seja feita, mas sim a sua vontade. E a sua vontade é que eu vá para a cruz, então irei para a cruz. 

Agora Jesus estava indo para a cruz! Mas bem diferente! E porque diferente? 
- Porque Ele confessou para Deus o seu medo interno, sem nenhuma reserva, Ele foi sincero para com Deus. E todo o inferno foi obrigado a ouvir, e por conseqüente qualquer cilada que satanás estivesse forjando para fazer Jesus tropeçar e cair, haviam sido frustradas naquele momento.

- O vírus foi aniquilado, o medo sumiu, pois agora a vitória estava dependendo apenas da perfeição de Deus, e não da imperfeição de Jesus Cristo homem.

Entenda quando vivemos com medos internos, temos dificuldades de expô-los à Deus. Pois nós os interpretamos como por exemplo: falta de fé. E nunca os expomos para Deus, pois estamos sempre tentando alimentar a fé. Por pensar que se trata de falta de fé (é mais ou menos como tentar sarar de uma gripe, usando um remédio para azia).

Mas o exemplo de Jesus é que devemos ir à Deus com sinceridade, tomando a postura de um ser imperfeito que quer continuar se restaurando, e lançar diante de Deus todos os nossos medos internos. Como verdadeiramente eles são, sem nenhuma reserva, para que o diabo perca todo o tipo de vinculo com a nossa vida. Manter vínculos com as armas do diabo, dá à ele direito de nos atormentar.

Por isso viva uma vida sincera para com Deus. Desfazendo assim todos os vínculos com o maligno existente em seu coração. Tragada foi a morte na vitória. 1Coríntios 15:54b

Transcrito por Litrazini


Graça e Paz

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A GRAÇA E O AMOR DE JESUS

Por mais profunda que seja sua angústia, Ele está presente. Por maior que seja sua dor, Ele está presente. Por mais humilhante que seja sua situação de abandono, Ele está presente. Por mais traumática que seja a sua perda, Ele está presente. Por mais desérticos que sejam os seus relacionamentos, Ele está presente.

Jesus está presente! Jesus não o deixa. Você pode abandoná-lo, mas Ele não o abandona. Entenda o profundo significado das promessas de Cristo a este respeito: “...Não te deixarei e nem te desampararei (Js. 1.5); “...Aquele que vem a Mim de maneira nenhuma o lançarei fora”(Jo. 6.37).

A maioria dos evangélicos tem procurado viver uma fé emotiva, baseada naquilo que sentem e não naquilo que a Palavra de Deus diz. A grande maioria diz: “Irmãos, sintam a presença de Deus!”, ou “Eu estou sentindo que Jesus está aqui!”; ou mesmo “Eu não tenho sentido a presença de Deus na minha vida.” Sentindo ou não, eu sei que Jesus está comigo porque a Bíblia me garante isto.

Que é mais importante? O que eu sinto, ou o que a infalível Palavra de Deus diz? Ela garante que nos momentos de mais dura provação, Deus está comigo: “Quando passares pelas águas eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti” (Is. 43.2). Milagres só acontecem quando Jesus está presente, quando Ele está presente, o choro se torna em riso, o pranto se converte em alegria, a angústia vira em júbilo, o desespero cede à esperança, a derrota passa a ser vitória e o impossível possível.

Se você reunir as forças e entender que Jesus está ao seu lado, pronto a toma-lo nos braços, acariciar-lhe a alma e sarar-lhe as feridas. Jesus, mais do que ninguém, está interessado em tratar-lhe os traumas, pois foi para isto que ele veio “...eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

Jesus o ama, a Igreja o aceita e os irmãos o compreendem. A principal tarefa da Igreja é ser o hospital espiritual deste planeta. Jesus nada faz com pessoas que insistem em continuar fechadas no seu mundo, na obscuridade, no cantinho inviolável; Pessoas que insistem em continuar no seu mundo jamais provarão o tratamento do Senhor. Não interessa o que outros vão pensar, não há nada que pague o preço da restauração “Confessai as vossas culpas uns aos outros para serdes curados” (Tg. 5.16).

Existe uma forte relação entre a confissão e a cura. Deus mais do que ninguém, sabe tudo o que queremos ou precisamos, mas Ele quer ouvir você clamar, quer que você diga onde está doendo. A palavra grega para confessar é omologuéo, que significa: narrar detalhadamente o fato ocorrido. Deus sabe tudo o que acontece com você e com muito mais detalhes do que você pensa, mas Ele quer a confissão da causa porque é um princípio bíblico. Tratar efeitos sem tratar causas é inútil. É como colocar um pouco de mertiolate sobre uma fratura exposta.

Por vezes falta-nos fé suficiente para entendermos que Deus está no controle das nossas vidas, mesmo nos maus momentos. É fácil rotular: nos bons momentos Deus está presente; nos momentos tempestuosos é o diabo quem está por perto. Quando estamos sob o Senhorio de Cristo e dizemos que Satanás está atuando em nossas vidas, estamos transferindo a glória de Deus nos momentos de tempestade para o inimigo.

A contemplação da glória do Senhor a cada bom ou mau momento traz-nos a cura da alma, pois não há maior conforto do que o de saber que durante os momentos mais difíceis Ele leva-nos em seus braços. “E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados  de glória em glória, na sua própria imagem.” (2 Co. 3.18). Com a obediência quase automaticamente entendemos o Senhorio de Cristo.

Tudo o que acontece na vida do cristão faz, inevitavelmente, parte dos propósitos de Deus para o seu crescimento. O processo termina quando, com naturalidade, aceitamos a simplicidade das coisas espirituais. Por muitas vezes demoramos para ouvir a voz de Deus em meio a simplicidade das coisas do cristianismo. Esquecemos de reconhecer que Deus trabalha através de modestos louvores ou de palavras simples.

Transcrito por Litrazini


Graça e Paz

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A PERFEITA OBRA REDENTORA

Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Filipenses 3:20

Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão (Apocalipse 3:3).

O Senhor Jesus Cristo virá do céu primeiro de forma invisível para receber todos os verdadeiros crentes e levá-los para o céu; então mais tarde, em glória visível, para exercer juízo e estabelecer Seu reino de paz na terra.

Isso tudo acontecerá de acordo com o plano de Deus. Os redimidos desta época, são a noiva de Cristo, por quem Ele Se sacrificou e que estarão unidos a Ele por toda a eternidade de acordo com a vontade de Deus.

Mas o Senhor também recebeu "poder de exercer o juízo, porque é o Filho do Homem" (João 5:27). Ele reinará sobre a mesma terra que uma vez O rejeitou. Da parte de Deus tudo segue conforme o planejado.

Do lado do homem, no entanto, há uma diferença decisiva. Há aqueles que esperam por Ele como Salvador, enquanto para outros a Sua vinda será "como um ladrão", inesperada e indesejada. "Como um ladrão" significa “como se fosse”, pois Ele não é um ladrão. Ele vem com o consentimento de Deus.

O diabo é um ladrão que rouba, mata e destrói (O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. João 10:10). Muitos vão considerar o Senhor como um ladrão, porque eles não O querem: Seu aparecimento significa juízo para eles.

Felizes são aqueles que conhecem o Salvador pela fé e esperam por Ele! Ele redimirá os seus corpos mortais e os transformará para serem conforme o Seu corpo glorioso (Filipenses 3:21).

A salvação dos cristãos, através da obra de redenção do Senhor Jesus, se estende a seus corpos que então estará concluída.

Extraído do devocional BOA SEMENTE

Por Litrazini


Graça e Paz

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O BASTANTE E O SUFICIENTE

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus

Deus chama Abraão para que deixe sua terra e sua parentela para seguir a uma terra de prosperidade e abundância onde se estabeleceria como pai de uma grande nação. Apesar de Sara, sua mulher, ser estéril, Deus promete a Abraão que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu. Passados 25 anos a promessa se cumpre no nascimento de Isaque, que Sara e Abraão tomam nos braços como razão de ser de sua existência e semente de um futuro de prosperidade sem fim.

O happy end entra em colapso quando Deus pede que Abraão ofereça seu filho, seu único filho Isaque, em sacrifício. Matar o filho significaria perder a razão de existir e arrancar a semente do futuro antes mesmo que ela brotasse. Não haveria mais uma grande nação, e a primeira das estrelas sem conta seria apagada deixando o céu vazio de luz e a alma de Abraão na mais densa escuridão. Mas Abraão obedece em silêncio. Simplesmente levanta o cutelo sobre a garganta de seu filho Isaque para imolá-lo em oferta a Deus, conforme havia sido solicitado.

No momento último do ato sacrificial Abraão é interrompido por um anjo que lhe ordena poupar a vida de seu filho: a disposição ao sacrifício valera tanto quanto o sacrifício em si. Abraão e seu filho Isaque voltam para casa e deixam para trás o Monte Moriá que passa para a história como o altar de um sacrifício que, embora jamais consumado, catapultou Abraão do status de um homem temente a Deus ao panteão de pai da fé, abençoando assim todas as famílias da terra.

Deus chama Moisés para que saia de sua terra e de sua parentela para libertar e conduzir o povo, descência de Abraão, à terra prometida. Moisés reluta, mas é convencido por Deus a aceitar a empreitada. A história segue uma trama jamais imaginada nem mesmo pelo mais criativo dos roteiristas: enfrentamento de Faraó, dez pragas sobre o Egito, abertura do Mar Vermelho para que o povo escravo siga a pés enxutos rumo à liberdade e ao futuro prometido por Deus. Naquela madrugada de saída do Egito, o sonho sonhado todas as noites durante pelo menos cinco séculos se tornava realidade. Moisés à frente e seu povo atrás. Deus sobre todos.

No deserto, meio caminho da terra prometida, Deus, que falava com Moisés face a face, como quem fala a um amigo, desabafa sua irritação para com o povo e desiste de seguir viagem. Garante a Moisés que a escolta de um anjo responsável por oferecer direção, proteção, e provisão. Deus garante o êxito do projeto, mas nega sua companhia. Ou o Senhor vai conosco, ou ninguém arreda o pé daqui, diz Moisés para Deus num ato de justificado atrevimento. Deus então se compromete a acompanhar Moisés e o povo à terra da promessa, Canaã, terra de leite e mel.

Abraão e Moisés são objetos de revelação de duas questões opostas e complementares que assolam todos aqueles que desejam a intimidade com Deus. Ao pedir a Abraão que sacrifique Isaque, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver comigo e mais nada. Ao negar a Moisés sua companhia, mas garantir que nada mais lhe faltaria, Deus está perguntando: quero saber se você é capaz de viver com tudo, menos eu.

As duas respostas, de Abraão e Moisés, revelam que se é verdade que Deus e mais nada é suficiente, não é menos verdadeiro que tudo, sem Deus, não é o bastante.

ED RENÉ KIVITZ

Por Litrazini


Graça e Paz

domingo, 21 de fevereiro de 2016

UM EXÉRCITO DIFERENÇÁVEL

”Sim, o Senhor, o Deus dos Exércitos; o Senhor é o seu memorial.” –  Oséias 12:5

Muitas vezes lemos um determinado trecho onde o escrito mostra um assunto, mais, talvez, por causa de uma vírgula ou uma frase colocada em parágrafo diferente, venhamos entender outro. Por isso, faz-se necessário que, tenhamos bastante atenção naquilo que absorvemos que seja útil para nosso crescimento, tão intelectual quanto espiritual, devemos ser cautelosos e saber qual a realidade do assunto, se tem coerência, se vem nos edificar ou é apenas fruto de imaginação fértil. Depois de sabermos diferenciar-lo, então, ciente do fato podemos argüir.

Neste versículo, por exemplo, o profeta Oséias deu uma ênfase tamanha a alguém, alguém que ele descreve com sensatez e presteza, vindo do seu coração? Certamente, este alguém ele conhecia, e, reconhecia o seu poderio, sabia da sua força, entendia os seus feitos, logo, atribuía-lhe os adjetivos precisos, Senhor e General, conseqüentemente dava-lhe as honras merecidas.

De uma forma confirmativa e imperativa ele sustentou uma qualidade que só este Ser tinha, Um Senhorio único, impar, irretratável. Um domínio absoluto sobre outros, que por sua vez fez-se digno de todas as homenagens de glorias.

De fato, pode se perceber que, Oséias entendia sobre o que ele estava falando, ele não relatava por ouvir de outros, mais porque possuía intimidade, Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Jó 42:5, ele não estava descrevendo o que outros lhes diziam, ele era parte vivenciada daquela cientificação, ele, era um dos que eram liderados por este Senhor.

E quem é este que é tão estupendo ao ponto de Ser venerado por exércitos inteiro? Quem é este Rei de toda essa Glória? O Senhor dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Selá.) Salmos 24:10, você consegue assimilar o porque das honras de Oséias? Ele entendeu que, está simplesmente, debaixo da autoridade máxima. Está sob as ordens do Grande Rei o qual pertencem todas as glorias, e que, também é o Senhor dos exércitos, soberano e inigualável, logo, nenhum outro rei ou senhor, seria capaz de ser comparado a Ele. Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao Senhor? Salmos 89:6.

Este Senhor tem o domínio sobre tudo e todos, conseqüentemente nada poderá lhe vencer, Ele é o Grande General, Vencedor invicto, sua força e domínio estende-se sobre os céus e movem os alicerces da terra. Ninguém que se alia Dele perde uma luta. Quem é este Rei da Glória? O Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na guerra. Salmos 24:8.  As suas estratégias são infalíveis, ninguém pode destruir o que Ele ergueu. Ninguém pode desfazer o que Ele fez. A sua sabedoria é incompreensível e inigualável a de qualquer outro. Com ele está a sabedoria e a força; conselho e entendimento tem. Jó 12:13. Ninguém possui tanta ciência para ensinar igual a Ele. Eis que Deus é excelso em seu poder; quem ensina como ele? Jó 36:22

Este Rei, Chamado Deus dos Exércitos, lidera e nunca é liderado, pois acima Dele não existe outro, não há ninguém que possa dar-lhe alguma ordem, Por que quem compreendeu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Romanos 11:34. Ele faz com que os poderosos fiquem presos em suas próprias estratégias. Ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e o conselho dos perversos se precipita. Jó 5:13

O profeta está fazendo referencia a alguém que era digno absoluto de ser venerado, ele enfatiza que, de tudo o que tenhamos que lembrar, seja sempre memorável ao Senhor, trazer guardado dentro de nós, apenas as lembranças de alguém que faz jus pelo os seus feitos dignos e poderosos.
Um Ser tremendo que é Senhor, que é Deus, que é Rei e General, que conduz vários exércitos sem deixar que ninguém se perca, domina os adversários e vencer no piscar de olhos. Este sim, não podemos nunca esquecer-lo.

Este tão breve relato que Oséias mostra-nos é de suprema importância, visto revelar um Deus Supremo é intensificadamente grande, e, ao mesmo tempo, é um lembrete para jamais tiramos das nossas vidas.

Aquilo que venhamos a fazer, falar, ou viver, vai mostrar e demonstra a quem seguimos. Oséias mostra claramente que ele seguia a um Deus invencível, mesmo com todos os contratempos que ele viveu, fez-se notar, que ele era um guerreiro, e obedeciam as ordenanças do Grande General, O Deus Todo Poderoso, ele conhecia este Deus ao ponto de com poucas palavras demonstrar uma força insuperável do seu Senhor, conseqüentemente, Oséias por ser um aliado neste comando, também trazia consigo as características do seu Senhor, General, Rei e Deus, pois o filho sempre tem o DNA do seu pai.

E Você, traz em sua vida as mesmas as qualidades que Oséias traziam? Então você faz parte de um exercito diferençável, o Exercito de Deus. Caso contrário, você está no batalhão errado. Porém, hoje é o seu dia de sorte, chegou a sua vez de alistar-se. E, Seja bem vindo à patrulha que trilha o caminho da salvação.

Pra Elza Carvalho

Por Litrazini


Graça e Paz

sábado, 20 de fevereiro de 2016

QUAL A CONEXÃO ENTRE ORAÇÃO E JEJUM?

Apesar de que a conexão entre oração e jejum não é descrita especificamente na Bíblia – nem é um comando – aparenta existir uma ligação entre os dois em todos os exemplos de oração e jejum que nos são registrados. No Velho Testamento, aparenta ser o caso que jejum e oração têm a ver com uma necessidade e dependência e / ou desamparo abjecto à face de calamidade atual ou antecipada.

Oração e jejum são praticados juntos no Velho Testamento em tempos de luto, arrependimento e / ou grande necessidade espiritual.

A oração e jejum de Neemias como descrito no primeiro capítulo de seu livro originaram-se do seu grande sofrimento ao ouvir que Jerusalém tinha sido desolada. Seus muitos dias de oração foram caracterizados por lágrimas, jejum, confissão a favor de seu povo, e súplicas a Deus por misericórdia que ele sabia que o povo não merecia. Suas orações diante de Deus foram tão intensas e sinceras que era quase inconcebível que ele podia “tirar um intervalo” no meio de tais orações para comer e beber.

A devastação que caiu sobre Jerusalém também levou Daniel a agir semelhantemente: “Voltei o rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza” (Daniel 9:3). Como Neemias, Daniel jejuou e orou para que Deus tivesse misericórdia sobre seu povo ao dizer: “temos pecado e cometido iniqüidades, procedemos perversamente e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos” (v.5).

Em vários casos, jejum era relacionado à oração suplicatória e intercessória. Davi orou e jejuou por causa de seu filho doente (2 Samuel 12:16), em prantos diante de Deus em intercessão ardente (v. 21-22). Ester pediu a Mordecai e aos judeus que jejuassem por ela enquanto se preparava para aparecer diante de seu marido e rei (Ester 4:16). Claramente, jejum e petição são, pelo menos nesse exemplo, a mesma coisa.

Há exemplos de oração e jejum no Novo Testamento que não estão ligados à arrependimento e confissão. A profetiza Ana “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” (Lucas 2:37). À idade de 84, sua oração e jejum faziam parte de seu serviço ao Senhor em Seu Templo enquanto aguardava o Salvador prometido de Israel.

Também no Novo Testamento, a igreja de Antioquia estava jejuando como parte de seu louvor quando o Espírito Santo falou com eles sobre enviar Saulo e Barnabé ao trabalho do Senhor. Naquele momento, eles oraram e jejuavam, colocaram suas mãos sobre os dois homens e os enviou.

Então podemos ver que esses exemplos de oração e jejum são componentes de louvar ao Senhor e pedir por Seu favor. Em nenhum lugar, no entanto, há uma indicação de que o Senhor vai ser mais inclininado a responder orações se forem acompanhadas de jejum. Na verdade, jejuar e orar aparentam indicar a sinceridade daqueles que estão orando e a natureza crítica das situações nas quais se encontram.

Uma coisa é clara: a teologia de jejum é uma teologia de prioridades na qual os crentes têm a oportunidade de se expressar em uma devoção intensa e por completo ao Senhor e às preocupações da vida espiritual. Os seguidores de Cristo vão poder expressar essa devoção quando escolhem abster-se por um curto período de tempo das coisas boas e normais, tais como comida e bebida, para que possam então gozar de um tempo de comunhão com o Senhor sem nenhum interrompimento. “Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus” (Hebreus 10:19), quer seja jejuando ou não, é uma das coisas maravilhosas que podemos experimentar em nossa caminhada espiritual e que é nossa em Cristo.

Oração e jejum não devem ser um fardo ou um tarefa, mas sim uma celebração consagrada da bondade de Deus e de Sua misericórdia para com Seus filhos.

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A ALMA DIANTE DO ESPELHO

Dá uma boa olhada, depois vai embora e logo esquece a sua aparência. (Tg 1.24)

É preciso valorizar o espelho. Se ele mostra alguma coisa estranha no rosto, no corpo, na roupa, no penteado, na maquiagem, na disposição das joias – a pessoa não deve fazer o espelho de bobo.

Se alguém se põe diante do espelho pelo tempo suficiente para ver os dentes cheios de resto de comida e vai embora sem lavar a boca, ele se esquece do que o espelho mostra e continua com a sujeira nos dentes.

O mesmo acontece com aquele que coloca, não o corpo, mas a alma, diante do espelho. Ele vê uma mancha aqui e outra acolá. Elas são feias demais para que não sejam removidas.

Diante de Deus e diante de si próprio, ele está numa condição imprópria e constrangedora. Se ignora o que o espelho lhe mostra, continua com a alma suja.

A sujeira interior não pode ser escondida, a menos que a pessoa suja queira se comportar como os fariseus hipócritas, que lavavam só o exterior do copo e do prato (Mt 23.25). Agindo assim, as manchas se multiplicam e a alma fica cada vez mais feia.

O espelho da alma é a Escritura Sagrada. É ela que torna as nódoas visíveis. O Espírito Santo, por sua vez, gera a necessária convicção de que a mancha está lá.

A higiene da alma é tão ou mais necessária que a higiene do corpo.

As palavras do profeta Natã foram como um espelho para Davi enxergar nitidamente as sombras que tomavam conta de sua alma. Mas ele levou a sério o espelho e fez aquele famosa oração do Salmo 51: “Tira de mim o meu pecado, e ficarei limpo; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve” (v. 7).Duas vezes ele usou os verbos purificar, lavar e apagar.

A Bíblia assegura que, quando enxergamos e admitimos as manchas, Deus nos purifica delas (1Jo 1.9).

Mais vale a alma limpa do que o corpo limpo!

Retirado de Refeições Diárias com os Discípulos. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A “MARVADA” CARNE

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. – Mateus 26.41

O espírito do cristão está sempre disposto, não é necessário lhe dizer o que é que ele tem que fazer; mas a carne é fraca, é perigosa, e se opõe ao espírito.

A nossa carne, sim, temos que orientá-la, reprimi-la, discipliná-la e crucificá-la. Deus faz isso em nós por meio da sua palavra, exortando-nos e repreendendo-nos. É por essa razão que há tantas exortações na Bíblia, dirigidas aos “irmãos santos e crentes”.

Os que não estão dispostos a aceitar as exortações de Deus, tampouco devem se gloriar na fé e na liberdade da lei. É impossível que a verdadeira fé careça de amor e do deleite da santa vontade de Deus, revelada na sua lei. Isso é tão impossível quanto é separar o calor do fogo.

Se alguém apenas quer ouvir a consoladora mensagem do Evangelho, e não prestar ouvidos às exortações, mas ao contrário, dar cordas soltas à carne, essa pessoa deve saber que tanto a sua carne como seu espírito estão ainda sob o poder do pecado e, portanto, debaixo da condenação de Deus.

O apóstolo João escreve a este respeito: “Nisso sabemos que o conhecemos, se guardamos seus mandamentos. Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda seus mandamentos, o tal é mentiroso, e a verdade não está nele”.

Por isso também o apóstolo Paulo disse: “Irmãos, vós, os que fostes chamados à liberdade; apenas não useis da liberdade para dar ocasião a carne, mas sim, servi-vos em amor uns para com os outros”.

Respeitar os mandamentos de Deus e obedecê-los, a partir da fé, é um sinal da verdadeira santificação.

O profundo desejo do discípulo de Cristo é fazer a vontade de Deus. Ele tem “fome e sede de justiça”. Ele ora fervorosamente a esse respeito, porque nesta vida nunca poderá dar-se por satisfeito, senão que clamará a Deus sempre pedindo para ser melhor do que é a fim de viver cada vez mais de acordo com a sua santa vontade.

C.O.Rosenius (1816-1868) Nuevo Dia – Trad. Sóstenes Ferreira da Silva

Por Litrazini

Graça e Paz


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

RAÍZES DO MEDO (Medos Internos)

Infelizmente uma noticia ruim para nós, é que no Reino de Deus temos visto casos de pessoas, que eram fiéis a Deus, sinceros, e davam bons testemunhos, produziam bons frutos, e de repente quando ninguém esperava, lhe sobrevieram a queda .E lá estavam os soldados caídos frente ao inimigo, contra quem tanto lutaram. E o mais curioso é que a queda sempre acontece na área que o soldado mais impôs resistência ao seu inimigo.

Aonde estão as falhas no nosso exercito? Por onde o nosso adversário tem infiltrado seus ardis?

A história de Jó pode nos dar grandes esclarecimentos sobre a arma secreta do nosso inimigo. Jó Cap. 3:25-26: Porque aquilo que temo me sobrevêm, e o que receio me acontece. Não tenho repouso, nem sossego, nem descanso; mas vem a perturbação. Não é segredo para nós o relatório que Deus faz ao nosso inimigo sobre a fidelidade de Jó EmJó 1:8 “Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há n a terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?”, e na verdade Jó era fiel e dava bom testemunho.

Mas no seu desabafo em Jó 3:25-26, ele nos da a idéia da ação da arma secreta do nosso inimigo : O MEDO INTERNO (Jó tinha Raízes de Medo)  - TUDO QUE EU RECEAVA ME ACONTECEU - TUDO QUE EU TEMIA ME SOBREVEIO. O que atribulava Jó, como ele mesmo atesta no Cap. 3:26, é sem sombra de dúvida o medo. Mas é exatamente isto que nos chama a atenção, pois como um homem, que tem a aprovação de Deus, com relação a sua integridade, pode sofrer tamanha luta interior contra este sentimento negativo que é o medo?

Também existe o medo na sua manifestação mais conhecida pelas pessoas, que é o pavor, assombro, calafrios, medo de morrer, de sofrer, de perder, de empobrecer, medo que aconteça alguma coisa ruim. E é bem aqui entrelaçado e escondido nos temores humanos, que está alojado uma arma mortal do nosso inimigo.

É bem sabido de nós e do nosso adversário, que o medo na sua manifestação mais conhecida, é facilmente aplacado pelo conhecimento da palavra de Deus e da manifestação da mesma em nossas vidas. Veja Salmo 91:5-6 ( ) - Este texto nos dá uma idéia da eficácia da palavra de Deus com relação a aniquilar o medo existente em nós.

Mas então o que é esse medo que Jó tinha, e o que ele receava?  - Como já dissemos no inicio, grandes homens e mulheres de Deus tombaram no campo de batalha por estarem contaminados por esta arma mortal. Todos estavam lá lutando, opondo resistência ao nosso inimigo, conquistando territórios, mas de repente não suportaram os efeitos negativos deste vírus e caíram doentes no campo de batalha.

O Reino de Deus, na nova aliança está todo relacionado com a RESTAURAÇÃO, e nós devemos ter bastante atenção à esta palavra, pois somos seres sob constante restauração. E porque devemos dar bastante atenção?

Porque é justamente por estarmos sob constante restauração, que não podemos nos sentir prontos e auto suficientes. Pois pensando assim começamos a atrair para nós a responsabilidade da nossa vida espiritual por completo.

Para ilustrar melhor a questão de que esquecemos o que significa restauração, e, passamos a nos sentir prontos e auto suficientes, é mostrada na vida de Elias em um período da sua vida, após Ter vencido os profetas de Baal, e Ter sido ameaçado por Jezabel, fugiu para o deserto, foi alimentado por um anjo, caminhou uma longa jornada, e se abrigou numa caverna. E ali foi questionado por Deus, acerca do que estava fazendo: 

- O que fazes aqui Elias? A pergunta de Deus estava recheada de indignação, pois Elias estava agindo por sua auto suficiência, ou seja; como se ele dissesse isso é o melhor a ser feito; isso é comprovado com a sua resposta. Ele diz: - Tenho sido muito zeloso pelo Senhor... 

Veja, ele esconde de Deus seus temores, e tenta passar uma imagem de auto suficiência para Deus. Mas Deus aplaca a sua exaltação, quando lhe diz: Que é para ele voltar, ungir pessoas para alguns cargos específicos, e até Eliseu profeta em seu lugar, e finalizando lhe disse que havia preservado sete mil pessoas, que permaneciam fiéis a Deus.

Ou seja, Deus não estava dependendo e a mercê apenas de Elias. Portando nunca vá a Deus se sentindo auto suficiente, não tente parecer zeloso para com Deus, e com isso escondendo seus medos internos. (o acontecimento com Elias está registrado em 1Reis cap. 18 e 19 ).

Lembre-se: - TUDO QUE EU RECEAVA ME ACONTECEU - TUDO QUE EU TEMIA ME SOBREVEIO

Transcrito por Litrazini


Graça e Paz