sábado, 27 de fevereiro de 2016

QUANDO NOS SENTIMOS ESQUECIDOS

O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele. — Gênesis 40.23

Depois de ter sido esquecido pelo copeiro, José lutou contra a tentação de tornar-se impaciente e ranzinza. Quando o Diabo viu aquilo, ele atacou José com setas ainda mais ardentes.

O próprio Cristo sentiu essas setas quando o Maligno o tentou: “Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt 4.3).

Da mesma maneira, o Maligno pode ter dito a José: “Vá em frente e continue a sua luta miserável. Você sabe que as suas orações são inúteis. Você clama a Deus e crê nele – mas tudo isso por nada. Você havia esperado que Deus o libertasse e restaurasse a sua honra porque você interpretou o sonho do chefe dos copeiros. Bem, que Deus o salve se ele tiver vontade!”.

O Diabo continuou a atormentar José com suas setas ardentes, mesmo quando José já estava fraco e machucado.

Quando pessoas fiéis estão felizes e quando elas cantam “O Senhor é a minha força e o meu cântico” (Sl 118.14), o Maligno permanece longe delas. Toda a murmuração e a impaciência logo terminam.

Enquanto os cristãos louvam e agradecem a Deus, a tentação, a tristeza e a incredulidade desaparecem.

O céu é completamente aberto e o inferno é fechado com palavras como estas: “Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão” (Sl 34.1).

Mas, tão logo paramos de louvar a Deus, os pensamentos miseráveis, tristes e de solidão retornam.

É o que aconteceu com José quando ele se lembrou de como seus irmãos o haviam vendido. Eles estavam em casa se divertindo enquanto ele estava preso, amarrado e sentindo-se miserável.

É assim que o Maligno atua. Ele gosta de pescar quando a água se torna tempestuosa. Ele usa essas oportunidades para tentar as pessoas a abandonarem a fé e cederem ao desespero.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini


Graça e Paz