terça-feira, 5 de abril de 2016

CIÚMES

Tem gente que pensa que ciúme é tempero de casamento, e que por isso mesmo, não é em si, mesmo, perigoso ou prejudicial... Aliás, há uma passagem na Bíblia Sagrada que revela que Deus trata de seus filhos com ciúmes (Tiago 4:5). Bom, então o ciúme não deve ser uma coisa ruim, não é mesmo? Depende da origem do ciúme.

Os ciúmes por insegurança são mais observados nas mulheres. Tem medo de perder o marido. O cônjuge é tratado como uma âncora ou bóia, sem a qual morreria afogada. E que por isso mesmo, se agarra com unhas e dentes com insano medo de perdê-la.

Medo de ser abandonada, desprezada, trocada por outra... Medo da humilhação de não ter um homem só seu... Então, esse medo faz a mulher agir de forma que causa constrangimentos, sofrimentos, dores... e a ruptura do relacionamento. Algo como se segurasse uma coisa com tanta força em suas mãos que ela escapasse através dos dedos...

Os ciúmes por sentimento de posse são mais observados nos homens. A sua arrogância os fazem tratar o cônjuge como uma propriedade qualquer cujo egoísmo não deixa ser vista ou tocada por outrem. Um animal valioso, ou uma obra de arte de grande valor que podem ser danificados (é meu e ninguém tasca!).

É comum vermos os dois tipos de ciúmes concomitantemente em algumas pessoas. Tratam o cônjuge como coisa preciosa e tem medo de perdê-la. E não somente em relação aos cônjuges, mas também aos filhos, amigos, clientes, irmãos. Como se fosse dono de tudo, e não pudesse perdê-los. Mas como perder o que não lhes pertence?

O ciúme de que trata a Bíblia é oriunda do sentimento de propriedade. Propriedade no sentido de ser próprio, ser parte de um todo de forma indivisível. Tal e qual nossos braços ou mãos são nossa propriedade, e jamais poderíamos dispor deles. Jamais poderíamos dá-los ou emprestá-los a outrem. Posse é coisa, propriedade é parte integrante. Somos parte de Deus pelo seu Espírito que em nós habita; se é que em nós habita...

A enorme diferença entre os ciúmes de Deus e os ciúmes humanos, é que Deus nos dá a liberdade de errarmos. Não nos tranca num quarto, não nos espanca, não grita, nem xinga, não exige satisfação de todos os nossos atos, e não nos impede de andarmos sozinhos pelas ruas, ou de sair pela noite para ver a cidade, e tomar um refrigerante no bar da esquina.

As pessoas que a quem amamos (ou pelo menos pensamos que amamos) não nos pertencem. Muito pelo contrário. Nós é que pertencemos às pessoas que amamos. Quando amamos realmente alguém somos capazes de deixar que ela seja feliz, mesmo... que seja ao lado de outro alguém.

Os ciúmes de Deus são pelo sentimento de PROPRIEDADE e não pelo medo ou sentimento de posse. Deus não tem medo de nos perder.

Há pessoas que acham que a melhor maneira de lutar nesta área é resistir este inimigo, mas o conselho bíblico é bem diferente. Não fala de enfrentar ou resistir, mas sim de fugir! Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: “Foge também das paixões da mocidade”. II Timóteo 2:22

Quando José se encontrou em dificuldades de resistir os apelos da mulher de Potifar a melhor saída que ele encontrou foi correr! Ela não representava uma ameaça física a José; não podia violenta-lo...o único perigo que José viu foi em si mesmo, na sua carne e desejos. Mas não lidou com o problema de nenhuma outra forma a não ser fugir.

Fuja das ofertas do pecado e conserve-se em santidade ao Senhor. Além da benção presente, saiba que haverá um galardão e recompensa para aquele que vencer.Quando o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios, advertindo-os quanto ao perigo deste pecado deu o mesmo conselho: “Fugi da prostituição” (I Co.6:18).

Sempre que a Bíblia fala sobre este pecado, ensina a mesma saída. Portanto, siga este conselho! Que o Senhor o conduza a um viver vitorioso de santidade...

Transcrito Por Litrazini


Graça e Paz