terça-feira, 31 de maio de 2016

VENCENDO SUAS BATALHAS ESPIRITUAIS

No campo de batalha da tentação, os cristão devem assegurar-se da vitória. Nós temos uma maneira de permanecer na batalha. Jesus. Senhor do Céu. Vencedor da Morte. Ele é nossa arma secreta.

São poucos os dias que passam sem que fiquemos frente a frente com uma decisão inevitável, imprevisto e sem convite. Como uma avalanche, estas decisões caem sobre nós sem aviso. Elas desorientam e perturbam. Rápido. Imediato. Inesperado. Sem conselho, sem estudo, sem recomendação. Pow! Inesperadamente você é lançado no mar de incerteza e apenas o instinto determinará se você cairá em pé.

Quer um bom exemplo? Olhe para três apóstolos no jardim. Dormindo profundamente. Cansados depois de uma refeição completa e de uma semana cheia, suas pálpebras muito pesadas, foram acordados por Jesus apenas para voltar a cair na terra dos sonhos. A última vez, entretanto, que eles foram acordados por Jesus para retinir espadas, acender tochas e falar em altas vozes.

"Lá está Ele!" "Vamos pegá-lo!" Um grito. Um beijo. Um arrastar de pés. Um pequeno conflito. Inesperadamente é hora de decisão. Sem tempo para aconchego. Sem tempo para oração. Sem tempo para meditar ou consultar os amigos. Decisão.

Pedro toma a sua. A espada é tirada. A orelha é arrancada. Jesus o repreende. E agora? Marcos, que aparentemente era um jovem testemunha ocular, escreveu estas palavras, "Então todos o abandonaram e fugiram." Marcos 14:50

Essa é uma maneira sutil de dizer que eles correram como ratos assustados. A única coisa que estava se movendo mais rápido que seus pés era a velocidade de suas pulsações. Todas aquelas palavras de fidelidade e compromisso foram deixadas para trás em uma nuvem de poeira.

Mas antes de darmos uma dura nesses seguidores de pés rápidos, olhemos para nós mesmos. Talvez você tenha estado no jardim de decisão algumas vezes. A sua lealdade alguma vez foi desafiada? Você alguma vez já passou por este alçapão do diabo?

Para o adolescente poderia ser um cigarro de maconha sendo passado pelo círculo. Para o homem de negócios poderia ser uma oferta para fazer um desconto "por baixo da mesa". Para a esposa poderia ser uma chance para ela dar seus "dois dedos" de suculenta fofoca. Para o aluno poderia ser a oportunidade de aumentar sua nota olhando para o teste de seu amigo. Para o marido poderia significar um impulso de perder sua paciência com os gastos de sua esposa. Em um minuto estamos em um barco calmo em um lago conversando sobre pesca, no minuto seguinte temos um bastão de dinamite em nossas mãos.

Na maioria das vezes, o resultado final é catástrofe. Ao invés de tirar o estopim da bomba calmamente, deixamos explodir. Encontramo-nos fazendo exatamente o que detestamos. A criança em nós dá o bote, incontrolável e desenfreado, e o adulto em nós vai atrás balançando sua cabeça.

Agora, isso não precisa ser assim. Jesus não entrou em pânico. Ele, também, ouviu as espadas e viu os tacos, mas Ele não perdeu Sua cabeça. E era Sua cabeça que os romanos queriam!

Relendo a cena do jardim vemos porquê. Uma afirmação feita por nosso Mestre oferece duas ferramentas básicas para nos mantermos frios no calor de uma decisão. "Vigiem e orem para que não caiam em tentação."  Marcos 14:38

Tudo o que Jesus está dizendo é, "preste atenção". Você conhece sua fraqueza. Você também conhece as situações nas quais sua fraqueza está mais vulnerável. Fique fora destas situações. Bancos traseiros. Hora avançada. Boates. Jogos de pôquer. Qualquer coisa que dê a Satanás um apoio para o pé em sua vida, fique longe disso. Preste atenção!

Segunda ferramenta: "Ore". A oração não vai contar nada de novo a Deus. Não existe nem pecador nem santo que O surpreenderia. O que a oração faz é convidar Deus para andar na trilha escura da vida conosco. A oração pede a Deus para olhar adiante por árvores que caem e por pedregulhos que desabam e para ficar na retaguarda, nos escoltando contra os dardos venenosos do diabo.

"Vigiem e orem". Bom conselho. Vamos aceitá-lo. Pode ser a diferença entre um dia tranqüilo no lago e um bastão de dinamite explodindo em nossas caras.

Notas:
Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz


segunda-feira, 30 de maio de 2016

A PALAVRA DE DEUS

“...Ele te humilhou, e te deixou ter forme, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que nem só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do Senhor, disso viverá o homem”. Deuteronômio 8.3

O QUE A PALAVRA DE DEUS PRODUZ EM NÓS?
ORIENTAÇÃO (Salmo 119.105);
ESTABILIDADE (Efésios 4.14);
SABEDORIA (Salmo 119.99-100);
VITÓRIA CONTRA O PECADO (Salmo 119.11);
PAZ (Salmo 119.165);
ESPERANÇA (Romanos 15.4);
REVELAÇÃO (Hebreus 4.12)

O QUE NÓS DEVEMOS FAZER COM A PALAVRA DE DEUS?
DESEJAR (I Pedro 2.2);
TEMER COM TREMOR (Isaías 66.2);
EXAMINAR (Atos 17:11);
BUSCAR (Isaías 34.16);
GUARDAR NO CORAÇÃO (Deuteronômio 11.18; Colossenses 3.16);
PRATICAR (João 15.7; Tiago 1.22-25);
ENSINAR (Deuteronômio 11.19)

COMO DEVEMOS LER A PALAVRA DE DEUS
a). Começar pelos evangelhos. Ler, na ordem, os quatro evangelhos no mínimo duas vezes. Depois o livro de Atos, as epístolas e por último Apocalipse.

b) Os tipos de leitura são:
Devocional: Nesse tipo de leitura a ênfase está em particularizar a Palavra, não levando em conta o aspecto histórico, doutrinário, etc. Se lê poucos versículos, meditando, “ruminando” a Palavra para extrair tudo para nossas vidas, em caráter pessoal.
Sistemática: Nessa tomamos a Palavra como um todo, de maneira ordenada. Deve-se ler capítulos para que não se perca o contexto.

c) Ler com oração, pedindo que o Espírito Santo descortine a Palavra para nós

d) Memorizar as verdades centrais da Palavra

e) Ler primordialmente o novo testamento pois nele estão contidas as realidades e não as sombras (Colossenses 2:16,17)

Devemos ter uma disciplina de leitura e meditação da Palavra de Deus. Não devemos afrouxar nem um pouco nesse ponto. Quando nos distanciamos da leitura constante da Palavra de Deus corremos o risco de cair no fanatismo (na prática é observar preceitos de homens cegamente sem questionar pela Palavra de Deus) ou misticismo (interpretar a Palavra de acordo com as experiências espirituais subjetivas; espiritualidade sem fundamento).

O sangue de muitos irmãos foi derramado para que a Palavra de Deus conforme temos conosco pudesse ser preservada; inúmeras foram as tentativas de tirá-la de nós ou de ridicularizá-la, porém ela permanece como uma rocha perante tudo isso.

Nós que cremos na restauração do Senhor temos que ser, mais do que ninguém, fiéis à leitura constante da Palavra para que possamos receber revelação de Deus sobre a plenitude de Deus na Igreja.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 29 de maio de 2016

A LETRA MATA, E O ESPÍRITO VIVIFICA

COMO ENTENDER?
O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (2 Co 3.6)

“Não é a lei nem a Palavra de Deus escrita, em si mesmas, que destroem. Trata-se, pelo contrário, das exigências da lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem condenação. Mediante a salvação em Cristo, o Espírito Santo concede vida e poder espiritual ao crente para que este faça a vontade de Deus. Mediante o Espírito Santo, a letra da lei já não mata” (Bíblia de Estudo Pentecostal).

“No seu contexto, esta linha de 2 Coríntios 3:6 expressa um contraste importante entre a impropriedade do sistema do Velho Testamento e a suficiência de Cristo para nos salvar do pecado.

A "letra" representa o "ministério da morte, gravado com letras em pedras" que foi dado aos israelitas através de Moisés (3:7,3).

O “Espírito” representa a nova aliança de Cristo, revelada através do Espírito Santo e escrita em nossos corações (3:3,4,6,8)”.

Há pregadores que se jactam, embora seja um número reduzido, de pregar somente sob a direção do Espírito, sem precisar recorrer à Palavra.

Ora, o Espírito ajuda o mensageiro a desenvolver e se lembrar do que foi lido e assimilado.

A lei mata no sentido em que ela expõe o pecado e aponta o castigo correspondente. Pela lei, os transgressores são condenados e morrem em seus delitos.

Porém, os que são de Cristo recebem poder para neutralizar as paixões carnais, guiados que são pelo Espírito Santo.

A Palavra de Deus não pode ser colocada em segundo plano na evangelização porque “é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir [argumentar], para corrigir, para instruir em justiça” (2 Tm 3.16)

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 28 de maio de 2016

QUANDO A VIDA NÃO FUNCIONA

Então Isaque despediu Jacó e este foi a Padã-Arã, a Labão, filho do arameu Betuel, irmão de Rebeca, mãe de Jacó e Esaú. — Gênesis 28.5

Jacó esperou muitos anos pela bênção prometida e, depois de recebê-la, teve de ir para o exílio. Ele foi forçado a deixar os seus queridos pais, e estes foram separados do seu amado filho por um longo tempo.

À primeira vista, pode-se pensar que isso não era tão ruim. Mas é muito difícil para qualquer pessoa deixar o pai e a mãe, uma herança e um ambiente confortável e fugir em miséria e pobreza.

Esse é um exemplo maravilhoso que nos mostra como Deus trabalha. Ele requer que confiemos em suas palavras e em suas promessas até mesmo quando o oposto dessas promessas estiver acontecendo conosco.

Jacó obteve a bênção prometida, mas precisou agarrar-se a ela por meio da fé e não duvidar do que não podia ver.

Jacó nada tinha a não ser um cajado na mão e um pedaço de pão na sacola. Ele estava pobre, sozinho e exilado, mas confiava nas promessas de Deus.

O exemplo de Jacó nos ensina a viver pela fé. Devemos crer em Deus quando ele promete nos amar e nos proteger, cuidar de nós e nos ouvir, mesmo que não possamos ver isso acontecendo.

Essa história foi escrita como um exemplo para nós. Devemos aprender a confiar na Palavra visível do nosso invisível e incrível Deus.

Pelo fato de Deus não mentir nem nos enganar, esperamos com confiança e paciência que ele cumpra sua promessa.

Isso é difícil para nós porque estamos acostumados a coisas que podemos tocar, ver ou sentir.

Precisamos aprender a abandonar o que podemos experimentar apenas com nossos sentidos e viver de acordo com o que é invisível.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 27 de maio de 2016

A NATUREZA DO AMOR A DEUS


E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. Mateus 22:37,38    

Jesus não teve a menor hesitação em afirmar que o primeiro, o maior e principal dos mandamentos era este: “Amarás teu Deus...” (Mc 12.30). Para o Senhor era a obediência a este mandamento que dava à fé que ele pregava toda a sua novidade.

É o amor a Deus que cria uma atmosfera nova para a relação entre o ser humano e o criador. Aqui encontramos um novo elemento jamais encontrado em qualquer religião fora da tradição judaico-cristão é que permite a pessoa, um relacionamento de intimidade e de estar à vontade na presença de seu Deus.

A descrição que Jesus faz deste amor é até certo ponto a mesma que é feita por Dt 6.5 onde este mandamento se encontra originalmente: é algo que envolve todo coração, toda alma e toda a força. Isto quer dizer que envolve o sentimento e se prolonga por toda a vida e alcança todas as ações da pessoa.

Mas Jesus acrescentou algo que não se encontra no texto original: “todo o teu entendimento”. Não era algo desvinculado do raciocínio, é um amor consciente de si mesmo, de sua existência, que reflete sobre a sua razão de ser, na natureza e sobre suas conseqüências na vida de cada dia.

AMAR A DEUS: PORQUE?
Esta pergunta tem sua resposta tão clara e nítida que nos motiva a viver e desfrutar ainda mais este amor: “nós amamos porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). Se não fosse essa revelação de Deus a seu respeito o cristão sentiria por ele aquilo que sentem os que não o conhecem: medo, respeito, e pavor.

O cristão ama a Deus porque ele é seu Pai criador, assim como o sentimento humano leva o filho a amar seu pai terreno, da mesma forma ele gera no coração do cristão o amor para com seu pai eterno. É porém, o amor revelado em Cristo na cruz para a redenção humana a maior força para atrair a pessoa a amar a Deus.

É um mandamento, que se inicia com o verbo AMARÁS. Apesar de Deus não ter necessidade, ele deseja ser amado pelos seus filhos. Ele quer que o ser humano se relacione com ele em termos de amor, o único tipo de relacionamento que é natural ao modo de ser do próprio Deus.

O amor a Deus é a mola que faz desabrochar um novo estilo de vida, todo um novo estado de sentimentos interiores. É um novo fato para a existência. É por isso que Jesus declarou ser este o maior, o principal e o primeiro de todos os mandamentos, fazendo dele o mais importante de todos os seus imperativos.

Transcrito por Litrazini
Graça e Paz

quinta-feira, 26 de maio de 2016

FAZEI DISCÍPULOS

“E, tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados de cristãos”. (Atos 11:26).

A igreja primitiva era uma igreja de discípulos. E esta igreja nos trás um exemplo de como conquistar. Nosso papel é ensinar a guardar os mandamentos de Cristo. Enquanto a igreja não guardar estes mandamentos ela terá problemas.

É preciso a igreja voltar ao início de tudo, resgatar o mover do Espírito. Tudo que aconteceu na igreja primitiva deve fazer parte da igreja atual.

Discípulos são pessoas comprometidas com o Reino e que tem aliança com o Senhor. “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”, (Atos 1: 8), observe bem, “ser Suas testemunhas”, e isso só é possível quando somos discípulos.

Ser discípulo é seguir o mestre, é saber de fato quem é Jesus. Discípulo é ser aprendiz, aquele que segue os ensinamentos de um mestre. Todo discípulo é…:

CHAMADO: É ser chamado para estar com Ele. Jesus só tem discípulos chegados. E somos chamados a caminhar com Ele. Ele não ensina à distância. E em Seus ensinamentos há descanso.

Jesus não perdeu tempo em chamar os seus discípulos e isto é uma dica importante para nós. E o caminho desse chamado começa no monte da Oração. “E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos...”, (Lucas 6:12-16). Jesus orou, e depois chamou os doze.

FEITO: Discípulo é feito, não é “pego” pronto. Discípulo não se encontra pronto, é feito. Quando estamos dispostos a sujeição, aí vemos as coisas acontecerem. Servir é mais que obediência. E o discípulo só sabe fazer porque foi “feito” para fazer.

O discípulo nasce pela oração. Sem oração não acontece o chamado verdadeiro. Ser discípulo é ser chamado e designado.

Discípulo chamado e escolhido tem um propósito. E a “Coroa da Vida é para aqueles que investem no reino”, não só financeiramente. “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”, (Mateus 28:19-20).

Deus nos confiará pessoas para cuidar. Você é um discípulo, e está pronto para fazer discípulos parecidos com Jesus?

Pr Wanderley D Aparecida

Por Litrazini
Graça e Paz

quarta-feira, 25 de maio de 2016

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE MISERICÓRDIA E GRAÇA?

Misericórdia e graça são frequentemente confundidas. Embora os termos tenham significados semelhantes, graça e misericórdia não são a mesma coisa.

Para resumir a diferença: a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.

Segundo a Bíblia, todos nós pecamos (Eclesiastes 7:20, Romanos 3:23, 1 João 1:8). Como resultado do pecado, todos nós merecemos a morte (Romanos 6:23) e julgamento eterno do lago de fogo (Apocalipse 20:12-15). Com isso em mente, todo dia que vivemos é um ato de misericórdia de Deus.

Se Deus nos desse tudo o que merecemos, todos estaríamos, agora, condenados por toda a eternidade. No Salmo 51:1-2, Davi clama: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado."

Um apelo a Deus por misericórdia é pedir a Ele que suspenda o julgamento que merecemos e, ao invés, conceda-nos o perdão que não merecemos.

Não merecemos nada de Deus. Deus não nos deve nada. Qualquer coisa boa que tivermos em nossas vidas é um resultado da graça de Deus (Efésios 2:5). Graça é simplesmente um favor imerecido. Deus nos dá coisas boas que não merecemos e que nunca poderíamos ganhar por nós mesmos.

Resgatados do julgamento pela misericórdia de Deus, a graça é tudo o que recebemos além dessa misericórdia (Romanos 3:24). A graça comum refere-se à graça soberana que Deus concede a toda a humanidade independentemente da sua posição espiritual diante dele, enquanto que a graça salvadora é a dispensa especial da graça pela qual Deus soberanamente concede imerecida assistência divina sobre os seus eleitos para a sua regeneração e santificação.

Misericórdia e graça são mais bem ilustradas na salvação disponível através de Jesus Cristo. Merecemos o julgamento, mas se recebermos Jesus Cristo como o nosso Salvador, recebemos a misericórdia de Deus e somos libertos desse julgamento.

Em vez de julgamento, pela graça recebemos a salvação, perdão dos pecados, vida abundante (João 10:10) e uma eternidade no céu, o lugar mais maravilhoso que se possa imaginar (Apocalipse 21-22).

Por causa da misericórdia e graça de Deus, nossa resposta deve ser cair de joelhos em adoração e ação de graças. Hebreus 4:16 declara: "Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade."

Fonte: GotQuestion

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 24 de maio de 2016

SINAIS DA FÉ

Uma vez que vocês chamam Pai aquele que julga imparcialmente as obras de cada um, portem-se com temor durante a jornada terrena de vocês— 1 Pedro 1.17

Nós ensinamos que Deus nos salva somente pela fé, independentemente das nossas obras.

POR QUE, ENTÃO, PEDRO DIZ QUE DEUS JULGA AS OBRAS DE CADA PESSOA?

Eis a razão: O que temos ensinado – que somente a fé nos justifica diante de Deus – é uma verdade inquestionável, pois está tão clara nas Escrituras que ninguém pode negar.

O que o apóstolo diz aqui – que Deus julga de acordo com as obras – também é verdade.

Devemos sempre nos lembrar de que, onde não há fé, não pode haver boas obras e, por sua vez, onde não há boas obras, não há fé. Portanto, devemos manter a fé e as boas obras conectadas.

Toda a vida cristã é incorporada por ambas. A maneira como vivemos é importante, pois Deus nos julgará de acordo com ela.

Mesmo que Deus nos julgue de acordo com as nossas obras, ainda é verdade que elas são apenas os frutos da fé. É assim que verificamos se temos fé ou não. Logo, Deus nos julgará com base no fato de termos acreditado ou não.

Da mesma maneira, a única forma de julgar os mentirosos é por meio de suas palavras. Porém, continua sendo óbvio que eles não se tornam mentirosos por meio das suas palavras, mas que eles já eram mentirosos antes de contarem uma única mentira. Pois a mentira chega à boca vinda do coração.

As obras são os frutos e os sinais da fé.

Deus julga as pessoas de acordo com esses frutos, os quais brotam da fé de maneira que revelam publicamente se temos fé em nossos corações ou não.

Deus não nos julgará ao nos perguntar se somos chamados de cristãos ou se fomos batizados.

Ele perguntará a cada um de nós: “Se você é um cristão, então me diga: onde estão os frutos que demonstram a sua fé?”.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 23 de maio de 2016

UMA ALIANÇA FIRMADA EM GRAÇA

Em Isaías 55 vemos que o evangelho é para os que têm fome e sede de justiça.

A mesa do banquete está pronta e tudo o que de nós se exige é apetite. É tudo de graça.

Por isso o convite da salvação é dirigido a todos os que têm sede para que venham às águas da salvação, e que poderão adquirir (comprar) o vinho espiritual da alegria, e o leite racional que nos alimenta que é a graça de Cristo, que acompanha o evangelho, para sermos alimentados por ela, sem dinheiro e sem preço (Is 55.1).

Diz-se portanto que todo esforço e gasto de dinheiro para obter a salvação é vão, porque a salvação verdadeira que Deus está operando pelo Filho, é completamente gratuita.

A boa comida espiritual, e o tutano divino são achados somente na mesa de Cristo, e não nas mãos dos que fazem da religião ocasião de comércio (Is 55.2).

A mensagem do evangelho deve ser ouvida atentamente, pela voz dos ungidos do Senhor, através dos quais Cristo fala, para que pessoas se convertam a Ele, para entrarem na aliança eterna, que Ele havia prometido como sendo firmes beneficências a Davi (v. 3). Estas firmes beneficências a Davi são citadas também em passagens do Novo Testamento, como em At 13.34.

“Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as fiéis misericórdias prometidas a Davi.” (Is 55.3).

É maravilhoso saber que as últimas palavras que Davi falou pelo Espírito, apontaram para esta aliança segura e eterna.

Deus fez uma aliança conosco em Jesus Cristo, e nós aprendemos das Suas palavras pela boca de Davi que é uma aliança perpétua. Perpétua em si mesma e na forma do seu caráter, manutenção, continuação e confirmação. Deus diz também pela boca de Davi que é bem ordenada e segura (v. 5).

Esta aliança está bem ordenada por Deus em todas as coisas que dizem respeito a ela. Esta ordenação perfeita trabalhará em meio às imperfeições dos cristãos e os aperfeiçoará progressivamente, para a glória de Deus, de modo que se a obra não for completada na terra, ele o será no céu.

E para isso a aliança possui um Mediador e um Consolador para promover a santidade e o conforto dos cristãos. Está ordenado também que toda transgressão na aliança não lançará fora qualquer dos aliançados!

Por isso Jesus afirma que na lançará fora de modo nenhum, a qualquer que vier a Ele. Assim, a segurança da salvação não é colocada nas mãos dos cristãos, mas nas mãos do Mediador. E se diz que a aliança é segura porque está assim bem ordenada por Deus.

Ela foi planejada de tal modo a poder conduzir pecadores ao céu. Ela está tão bem estruturada que qualquer um deles pode ter a certeza de que estará sendo aperfeiçoado na terra e a conclusão desta obra de aperfeiçoamento será concluída no céu.

E uma das razões para que o aperfeiçoamento não seja concluído na terra, é para que se saiba que a aliança é de fato para pecadores, e não para quem se considera perfeitamente justo, embora todos os aliançados sejam chamados agora a se empenharem na prática da justiça.

As misericórdias prometidas aos aliançados é segura, e operarão de acordo com as condições estabelecidas em relação à necessidade de arrependimento e fé. A aplicação particular destas misericórdias para santificar os cristãos é segura. É segura porque é suficiente.

Nada mais do que isto nos salvará, porque a base da salvação repousa na fidelidade de Deus em cumprir a promessa que Ele fez à casa de Davi, a todo aquele que for encontrado nela, por causa da sua fé no descendente, no Filho de Davi que é Cristo. É somente disto que a nossa salvação depende.

Muitos podem pensar que quando se conclama, na profecia de Isaías, ao ímpio a deixar o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos para se voltar para o Senhor, para achar misericórdia e perdão, porque se diz que Deus é rico em perdoar, que isto não se aplique às pessoas perversas.

No entanto, é um convite a todas as pessoas porque não há quem não peque, e Cristo veio salvar e justificar ímpios (Rom 4.5), de forma que aquele que se julgar justo e bom a seus próprios olhos jamais poderá ser salvo por Cristo, porque Ele salva aqueles que se reconhecem pecadores.

Para esclarecer este ponto, para que ninguém fizesse uma avaliação errada relativa à sua real condição diante de Deus, Ele declarou que os seus pensamentos não são os nossos pensamentos, nem os nossos caminhos os seus caminhos (Is 55.8).

Se nos compararmos com outras pessoas é possível que nos achemos bons e justos. Mas se contemplarmos os que estão no céu, especialmente ao próprio Deus em sua perfeita santidade e glória, nós veremos quão imperfeitos somos. E clamaremos tal como Isaías fizera no capítulo sexto, quando viu a santidade e glória com que os serafins louvavam ao Senhor no Seu trono de glória.

Por isso se ordena que olhemos para Cristo para que sejamos salvos, porque somente quando contemplamos a majestade da sua santidade, é que podemos enxergar qual é o nosso real quadro de miséria e de necessidade que temos de sermos salvos por Ele. Então esta salvação não será achada em nós mesmos. Porque ela nos vem inteiramente destes caminhos e pensamentos elevados de Deus que procedem do céu e não da terra.

É do alto que a graça e o Espírito são derramados, e por isso somos conclamados a olhar para o alto, para Cristo, para o tesouro do céu e não para o que é terreno, quando o assunto se refere à nossa salvação.

Esta salvação vem do alto, mas a Palavra que salva foi revelada por Cristo na terra, e está não apenas na Bíblia, mas junto da nossa boca e coração, para que façamos a confissão da fé no Seu nome e senhorio, para que sejamos salvos.

Deus pôs esta autoridade para nos salvar na Sua Palavra. A palavra do evangelho é a semente que contém a vida eterna. De maneira que todo o que crê na Palavra da verdade será salvo, porque esta Palavra gerará em seu coração a fé pela qual Deus o salvará. Por isso Ele afirma o que se lê em Is 55.10,11.

Estes que crerem no evangelho e forem salvos sairiam dando testemunho por todas as partes com a alegria e a paz com que seriam guiados pelo Espírito Santo, e por onde passarem anunciando as boas novas, a maldição será transformada em bênção porque se diz que em vez de espinheiros e sarças, cresceriam a faia e a murta que são plantas ornamentais. E isto seria para o Senhor um nome e um sinal eterno que nunca se apagará (v. 12, 13).

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 22 de maio de 2016

O BICHO TÁ PEGANDO

Nossa alma acumula feitos em cima dos quais procura levantar seus vôos. Investimos no futuro construindo capacitações, aprimoramentos nossas mentes, fortalecendo o corpo e convencendo a nós mesmos e aos outros, daquilo que merecemos.

Estas moedas podem nos ajudar a comprar espaço na Terra, mas não é assim que ganhamos o Céu. Sabemos que nas regiões celestiais em Cristo, as escadas e alavancas, que nos fazem subir na terra, se transformam em pesos que afundam nossa alma no mar do ostracismo eterno.

Convém que ele (Jesus) cresça e que eu diminua. Quando somos fracos é que nos tornamos fortes.
Jesus nos ensinou que diante de Deus ganhamos notoriedade quando confessamos nossos pecados e não quando maquiamos nossas almas com nossos feitos.

No Reino de Deus voamos no vácuo das nossas inutilidades e crescemos, expondo nossas fraquezas e cortando nossas asas.

No Reino de Deus a fraqueza é o degrau que nos conduz à Fortaleza. Lá, o único lugar onde vale à pena sermos aprovados, conseguimos uma boa posição quando confessamos pecados e não quando expomos realizações.

Abdicação, humilhação, admissão dos erros e lavar os pés alheios, são chaves que abrem a porta para o crescimento espiritual e constroem a grandeza da alma.

O Céu concede notoriedade somente àqueles que se assentam nos últimos lugares, servem mais e sabem que a soberba precede a ruína.

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?” Mateus 7:3.

"Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês que praticam o mal!” Mateus 7:22-23

UBIRAJARA CRESPO

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 21 de maio de 2016

ESCALA DE VALORES: FAMÍLIA EM SEGUNDO LUGAR

Muita gente tem errado ao pensar que a igreja ou o ministério vem depois de Deus. É como um caso que ouvimos.

Uma senhora do interior de São Paulo disse que Deus a chamou para uma missão e desapareceu de casa por mais de um mês. Quando os irmãos da congregação perceberam o que estava acontecendo, tiveram que cuidar dos filhos desta mulher que não tinham o que comer e nem vestir. O marido estava furioso porque roupas chegaram a apodrecer no tanque enquanto a família aguardava ansiosa o término da “missão”.

Isto é um absurdo! Uma mulher destas nunca leu a Bíblia! Até no caso de diminuir a intensidade do contato físico para se dedicar à oração, o casal deve estar em acordo (1 Co 7.5). Mas aquela mulher não consultou seu marido, ela apenas disse: – “Deus me chamou e eu estou indo”. E ainda por cima dizia que o marido era “carnal” a ponto de não discernir a voz de Deus…

Veja o que as Sagradas Escrituras ensinam acerca do lugar da família na nossa escala de valores:
“Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo.” (1 Timóteo 5.8)

Não há dúvida que a família é nossa segunda prioridade depois de Deus. Se alguém negligenciar sua família por causa da igreja, do ministério, ou de qualquer outra coisa, por mais “espiritual” que pareça, está contra a Palavra de Deus! Paulo disse que tal pessoa está negando a fé e é pior do que um incrédulo! Agora veja, Paulo estava falando com os crentes que iam à igreja mas estavam negligenciando o lar.

Logo, concluímos que a família vem antes da igreja na nossa escala de valores. Há um outro texto que mostra claramente a família como uma prioridade antes da igreja e do ministério. É o conselho pastoral que Paulo queria estender a todos os ministros debaixo da supervisão de Timóteo:

“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, … que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” (1 Timóteo 3.2,4 e 5)

Observe que o homem de Deus deve ser exemplar quanto à sua família. Fiel à sua esposa, e governando bem sua casa e seus filhos, caso contrário não poderá cuidar da igreja e ministério.

A Palavra de Deus não deixa a menor sombre de dúvida quanto ao lugar que nossa família deve ter na nossa escala de valores. Mas muitos cristãos tem negligenciado a sua família. Muitos pais que não dão tempo e atenção aos seus filhos se queixam de vê-los desviados, mas não se apercebem que estão andando em desordem. Há esposas perdendo seus maridos e vice-versa, porque não os colocaram no lugar certo na escala de valores.

É hora de ordenarmos nossos passos e darmos a atenção, honra e dedicação devida à família.

*Trecho extraído do artigo "Ordenando nossa escala de valores", de Luciano Subirá - publicado originalmente em 'Orvalho.com'

Por Litrazini

Graça e Paz

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O DOM DA PROFECIA - SIGNIFICADO E OBJETIVOS

O dom da profecia é a manifestação sobrenatural do Espírito mediante expressão vocal em línguas conhecidas para exortar, edificar e consolar (1 Co 12.10, 14.3).

Consiste na transmissão à igreja ou a uma determinada pessoa de uma mensagem recebida do Espírito Santo.

O apóstolo Paulo adverte para que não desprezemos as profecias, o que poderá extinguir o fogo do Espírito.

“Reprimir ou rejeitar o uso correto e ordenado da profecia, ou de outros dons espirituais, resultará na perda em geral da manifestação do Espírito (1 Co 12.7-10, 28-30)”.

Esse dom é muito usado nas igrejas pentecostais, as que acreditam na atualidade dos dons espirituais, isto é, que acreditam na continuidade da ação sobrenatural como ocorreu no passado (Atos 2.1-13). 

A não ser que haja recomendação expressa do Espírito, a profecia deve ser dada particularmente à pessoa envolvida, em particular. São os casos em que a exortação possa causar algum constrangimento público.

O objetivo do Espírito será sempre levantar o ânimo do crente, dar-lhe forças para conseguir vencer os obstáculos e fazê-lo saber de que Deus está no controle de tudo e acompanhando a sua vida. 

O Espírito tem liberdade – e não podia ser diferente – para transmitir à Igreja o que achar conveniente; transmitir a toda a congregação ou a um determinado membro.

O objetivo da profecia será sempre o de EXORTAR, isto é, animar a pessoa a tomar um curso diferente, mudar de atitude, de modo que se amolde à vontade do Senhor e siga crescendo na graça; de EDIFICAR, isto é, promover o crescimento espiritual da igreja, mediante a prática de atos consentâneos com a vontade de Deus, deixando os que são nocivos à vida cristã; CONSOLAR, isto é, transmitir à igreja ou individualmente ao crente uma palavra de conforto e de esperança, fazendo-os lembrar das infalíveis promessas de Deus para seu povo. 

Pr. Airton Evangelista da Costa

Por Litrazini


Graça e Paz

quinta-feira, 19 de maio de 2016

JESUS VEIO QUEBRAR AS REGRAS?

JESUS VEIO OBEDECER A LEI DE DEUS SEM SUBTRAÇÕES
“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido”.

Sabemos que quando Jesus foi tentado, Satanás utilizou a Palavra de Deus. Essa é uma velha tática utilizada por ele que visa dizer uma meia verdade com o objetivo de nos fazer pecar. Não foi isso que ele fez com Eva? A serpente disse: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês, como Deus , serão conhecedores do bem e do mal”. Conheceram isso foi uma verdade, mas da pior maneira, pecando.

A verdade da Palavra de Deus quando incompleta passa a ser uma mentira de Satanás. Por isso que Jesus foi enfático ao dizer que não seria retirada a menor letra do alfabeto hebraico o “yod”, nem a pequena marca “til” que distingue certas letras hebraicas de outras. Toda a Escritura deveria ser obedecida em sua totalidade, sem subtrações.

Uma pequena letra, acento ou sinal quando retirada de uma frase pode modificar todo o significado de um texto. Se digo, por exemplo, que Cristo pediu que nos amássemos uns aos outros, entendemos que devemos amar o nosso semelhante. Mas se digo que Cristo pediu que nos amassemos uns aos outros, o sentido passa a ser o de que devemos amassar o nosso semelhante, como se amassa uma folha de papel sem serventia.

Cristo cumpriu toda Lei ao obedecê-la de forma completa e verdadeira. Mas Satanás continua a espalhar falsas doutrinas com uma roupagem de verdade. 

Um discurso muito comum hoje em nossas igrejas é o que diz que devemos participar mais ativamente de “ações sociais” para realizarmos uma missão integral. Isso é uma verdade importante, mas que passa a ser meia verdade quando se exclui grandes doutrinas bíblicas, como a redenção.

Várias igrejas têm transformado seus templos em postos de distribuição de alimentos e roupas. Verdadeiros centros de assistência social que alimentam e agasalham os mais carentes fisicamente, enquanto os deixam perecer espiritualmente. Ainda que ajudemos os mais necessitados, devemos deixar claro a cada um deles por meio da pregação do evangelho que a nossa maior carência é a de Deus em nossas vidas. Somente assim o evangelho pode ser pregado de forma integral.

Como você tem vivido o evangelho de forma integral ou parcial?
JESUS VEIO OBEDECER A LEI SEM ADIÇÕES
“Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus”.

Deus a fim de proteger o seu povo, criou regras conhecidas pelos israelitas como a Torá, ou seja, a Lei de Deus. A questão é que no século II a. C. os Fariseus criaram outras leis a fim de ajudar as pessoas a não violar a Lei.

Essa lei, conhecida como Talmude, determinava minuciosamente o que podia e não podia ser feito por meio de adições a Lei de Deus. O quarto mandamento, por exemplo, diz apenas que devemos guardar o sábado. Já a lei oral discriminava quais atividades, algo em torno de 39 tipos, que não podiam ser feitos no sétimo dia da semana. Andar mais do que 1 quilômetro a partir da povoação em que se vivia, carregar um fardo, acender um lume ou mesmo até mesmo cuspir no chão entre outras, era considerado uma infração a lei.

O problema é que, ainda que pareça que estivessem fazendo isso com a melhor das intenções, esse zelo exagerado não visava agradar a Deus em gratidão, mas garantir por meio de méritos a graça de Deus. Chamamos isso de legalismo, ou seja, o ato de se cumprir a Lei de Deus a fim de garantir a salvação por meio das obras.

Jesus fez um alerta sobre as consequências que virão sobre a vida de quem acrescente qualquer coisa a Palavra de Deus: “Ai de vós, também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar; e, vós mesmos, nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas.” Lucas 11:46

Larry Crabb disse: “O problema central não é que somos zelosos demais sobre coisas erradas, mas, que não temos zelo o suficiente para as coisas boas.[1]

Hoje muitas seitas e até denominações criam divisões e elementos externos a Lei. Estes grupos criam regras que não podem ser observadas em sua totalidade e ainda assim afirmam ser esse o único, ou melhor, caminho até Jesus.

Você tem seguido a Lei dos homens ou a lei do Reino dos Céus?

Conclusão
Não sei qual era o seu grupo favorito, se o dos legalistas ou dos liberais, porém quero lhe dizer que existe um terceiro grupo, o dos bíblicos. Aqueles que obedecem a Lei de Deus em gratidão pela graça que nos foi concedida por meio do sacrifício de Cristo na cruz. Junte-se hoje mesmo a esse time e veja as maravilhas que Cristo operará por meio de sua vida.

Notas
[1] Larry Crabb. Jornal Leadership, Vol. 15, no. 2.

Alessandro Brito

Por Litrazini


Graça e Paz