quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A QUESTÃO DA PROTEÇÃO

"Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31).

A questão não é simplesmente "quem será contra nós?" Você poderia responder essa. Quem é contra você? Enfermidade, aflição, corrupção, esgotamento. Enfrentar calamidades, e temer a prisão. Fosse a pergunta de Paulo, "quem será contra nós?", e poderíamos alistar nossos adversários mais facilmente que lutar com eles. Todavia, não é esta a questão. A questão é: SE DEUS É POR NÓS, quem será contra nós?

Perdoe-me por um momento. Quatro palavras neste versículo merecem-lhe a atenção. Leia devagar a frase "Deus é por nós".

Por favor, pare um instante antes de prosseguir. Leia novamente, em voz alta. (Minhas desculpas à pessoa perto de você). Deus é por nós. Repita a frase quatro vezes, enfatizando cada palavra. (Vamos, você não está com tanta pressa).

Deus é por nós.
           Deus é por nós.
                      Deus é por nós.
                                 Deus é por nós.

Deus é por você. Seus pais podem tê-lo esquecido, seu professor pode tê-lo negligenciado, seus irmãos podem tê-lo humilhado; mas ao alcance de suas orações está o criador dos oceanos. Deus!

Deus é por você. Não que Ele "pode ser", não que Ele "tem sido", não que Ele "era", não que Ele "seria", mas "Deus é!" Ele é por você. Hoje. Nesta hora. Neste minuto. Enquanto você lê esta sentença. Não precisa esperar numa fila, ou voltar amanhã. Ele está com você. Ele não estaria mais perto do que está neste momento. Sua lealdade não aumenta se você é melhor, nem diminui se você é pior. Ele é por você.

Deus é por você. Volte-se para a linha lateral; é Deus animando-lhe a corrida. Olha para a linha de chegada; é Deus aplaudindo-lhe a marcha. Ouça-o na arquibancada, gritando-lhe o nome.

Cansado de mais para continuar? Ele o carregará. Desencorajado demais para lutar? Ele o reabilitará. Deus é por você.

Deus é por você. Tivesse Ele um calendário, seu aniversário seria assinalado. Dirigisse Ele um carro, seu nome estaria no pára-choque. Houvesse no céu uma árvore, Ele entalharia seu nome na casca. Sabemos que Ele tem uma tatuagem, e sabemos o que ela significa. "Na palma das mãos te tenho gravado", declara Ele. (Is 49.16).

"Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do filho do seu ventre?" Inquire Deus, em Isaías 49.15. Pergunta extravagante. Você, mãe, pode imaginar-se alimentando seu filhinho, e então, depois, perguntar: "Qual o nome desse bebê?" Não. Eu a tenho visto cuidar de seu filhote. Você afaga-lhe os cabelos, toca-lhe a face, canta-lhe o nome, vezes sem conta. Pode uma mãe se esquecer? De jeito nenhum. "Ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti", garante Deus (Is 49.15).

Deus é com você. Sabendo disso, quem é contra você? Pode a morte feri-lo agora? Pode a enfermidade roubar-lhe a vida? Pode o seu propósito ser tirado, ou o seu valor diminuído? Não. Embora o próprio inferno possa levantar-se contra você, nada pode derrotá-lo. Você está protegido. Deus é com você.

"Aquele que não poupou a seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará, juntamente com ele, gratuitamente todas as coisas?" (Rm 8.32, NVI).

Suponhamos que um homem descubra uma criança sendo atacada por um assassino. Ele arremete por entre a turba, salva o menino, e carrega-o para o hospital. O garoto é assistido. O homem paga pelo seu tratamento. Ele fica sabendo que o menino é órfão, e o adota, dando-lhe seu próprio nome. E então, uma noite, meses mais tarde, o pai ouve o filho soluçar no travesseiro. Ele vai até o menino e pergunta-lhe o motivo das lágrimas.

-- Estou preocupado, papai. Estou preocupado quanto ao amanhã. Onde terei alimento para comer? Como comprarei roupas para ficar aquecido? E onde irei dormir?

O pai fica legitimamente perturbado.
-- Não lhe tenho mostrado? Você não entende? Arrisquei minha vida para salvá-lo. Dei meu dinheiro para que você fosse tratado. Você usa meu nome. Eu o tenho chamado de meu filho. Acha que eu faria tudo isso, e então não supriria suas necessidades?

Esta é a pergunta de Paulo. Ele, que nos deu seu Filho, não supriria todas as nossas necessidades?
Ainda assim nos preocupamos. Preocupamo-nos com a receita federal; Com o IPTU e com o INSS. Preocupamo-nos com a educação, a recreação e a constipação. Preocupamo-nos em saber se teremos dinheiro suficiente, e quando temos dinheiro, preocupamo-nos em saber administrá-lo. Preocupamo-nos com a possibilidade de o mundo acabar antes que expire o tempo de nossa vaga no estacionamento. Preocupamo-nos com a possibilidade de um dia descobrir que o iogurte desnatado é engordativo.

Francamente. Deus o salvou a fim de que você se lamuriasse? Ensinou você andar só para vê-lo cair? Ele teria sido pregado na cruz por seus pecados, e então desconsiderado suas orações?

Ora, vamos. Estaria a escritura caçoando de nós quando diz "aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos"? (Sl 91.11)

Pr. Max Lucado.

Por Litrazini

Graça e Paz