terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

RENUNCIANDO ÀS NOSSAS VONTADES

Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra com o no céu. (Mateus 6.10)

A vontade de Deus é feita quando as nossas vontades são destruídas. É agradável a ele que as nossas vontades sejam impedidas e vencidas.

Assim, quando alguém falar de você como se você fosse um tolo, não discorde. Em vez disso, concorde e deixe a crítica parecer correta, pois de fato você o é diante de Deus.

Se uma pessoa quiser tirar algo de você e o prejudicar, você deve permitir que isso aconteça, como se estivesse tudo bem para você. Pois, sem dúvida, é certo diante de Deus.

Até mesmo se a pessoa o estiver tratando injustamente, ainda assim não será injusto.

Pois quer Deus use uma pessoa ímpia, quer ele use uma pessoa boa para tirar algo de você, em qualquer situação estará sendo feita a vontade dele. Em vez de resistir, você deveria simplesmente dizer: “Seja feita a tua vontade”.

Isso é verdade tanto para questões físicas quanto para questões espirituais. Pois Cristo disse: “E se alguém quiser processá-lo e tirar-lhe a túnica, deixe que leve também a capa” (Mt 5.40).

Alguém pode perguntar: “Se isso é fazer a vontade de Deus, então quem pode ser salvo? Quem pode guardar esse mandamento tão difícil de renunciar a tudo e não ter a sua própria vontade feita em nada?”.

Minha resposta é que devemos aprender quão excelente é essa oração e quão fervorosamente devemos orá-la, pois realmente precisamos dela.

Para que apenas a vontade de Deus seja feita, é crucial que deixemos as nossas vontades serem totalmente derrotadas.

Observe que, no jardim, Jesus disse: “Não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lc 22.42). Sem dúvida, a vontade de Cristo era boa – na verdade, a melhor de todos os tempos.

Se Cristo teve que renunciar à sua vontade para que a vontade de Deus Pai pudesse ser realizada, por que nós, pobres vermezinhos, insistimos tanto em brigar pelas nossas vontades?

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O FRUTO E A VIDEIRA

O termo fruto usado nas páginas do Novo Testamento é a tradução do original karpos, que tanto pode significar “o fruto”, quanto “dar fruto”, “frutificar” ou ser “frutífero” (Mt 12.33; 13.23; At 14.17). A palavra é usada em sentido figurado para indicar a produção ou o resultado de algo.

A qualidade da coisa produzida aponta para as virtudes, a ineficácia, e ao caráter do elemento gerador (Gn 1.12; Mt 7.17,18). Deste modo é que se refere ao produto da terra, do ventre e dos animais (Dt 28.11); do caráter do justo (Sl 1.30; Pv 11.30); da índole do ímpio e das atitudes dos homens (Pv 1.29-32; Jr 32.19); da mentira (Os 10.13); da santificação (Rm 6.22); da justiça (Fp 1.11) e do arrependimento entre outros (Lc 3.8).

Por conseguinte, a árvore produz fruto segundo a sua espécie (Gn 1.11). Espécie, no original mîm, designa “especificação” ou “ordem”, por esta razão a árvore boa não gera fruto mau, e a má, fruto bom (Mt 7.16-20). Portanto, é de se esperar que da natureza regenerada do crente, pelo Espírito Santo que nele habita, origine-se fruto que dignifique e espelhe o caráter moral de Cristo.

A VIDEIRA EM JOÃO 15
A ilustração bíblica está condicionada ao contexto do símbolo hebraico que concebia o homem como árvore (Jz 9.7-15; Sl 1.3); Israel como vinha (Is 5.1-7; Jr 2.21; Os 10.1); e Cristo como a Videira (Jo 15). Tais elementos, conforme o contexto, são interpretados como símbolos, alegorias, metáforas e até mesmo tipos. Embora participem do mesmo campo semiológico, esses elementos literários distinguem-se.

O símbolo, por exemplo, seu significado está à parte do seu campo semântico literal, ultrapassando-o a fim de representar um conceito abstrato (a cruz é tanto símbolo de vida como de morte).

A alegoria, por outro lado, como já definimos em nossa obra Hermenêutica Fácil e Descomplicada (CPAD), é uma sucessão de metáforas em que cada uma delas acrescenta um novo elemento para formar um quadro mais abrangente da mensagem (a videira e os ramos, por exemplo).

Cada metáfora da alegoria transmite um significado que completa a estrutura e mensagem da analogia anterior. Já o tipo, mais enigmático do que epigramático, lida com o significado e cumprimentos análogo e profético (Melquisedeque e Cristo, por exemplo).

Facilmente é percebido que há uma estreita relação entre as palavras e as coisas por elas nomeadas. Assim, a linguagem denotativa refere-se às coisas como são, enquanto a conotativa às coisas como se relacionam com a realidade; como se compreendem em uma relação palavra-objeto-mensagem. Enquanto a denotação percorre os corredores da exatidão, do unívoco; a conotação nega toda literalidade, e percorre os corredores do equívoco.

Pietroforte afirma que Quando dois ou mais significados são comparados em torno de uma relação de similaridade, o sentido denotado é negado e caminha para sua difusão em outros sentidos, gerando, assim, conotações. A figura de palavra que traduz esse efeito é chamada comparação. [1]

Consequentemente, o símbolo, a alegoria, a metáfora e o tipo negam o sentido verbal, histórico e imediato e afirmam a polissemia, nas palavras de Pietroforte, “afirma-se sua difusão em outros sentidos”; que, na semiologia peirceana, chamaríamos de critério de interpretância.

Na Alegoria da Videira (Jo 15), a verdade reside nas ligações de representações em vez de nas representações isoladas. É necessário compreender uma metáfora (ramos, por exemplo) em sua relação com outra metáfora, em vez de isoladamente (videira, agricultor). Aristóteles (Da Interpretação) denomina essa relação de συμπλοκή (symplokē), que, na concepção heideggeriana, significa “o entrelaçamento, o entretecimento de duas ideias ou de dois conceitos”.

No critério de interpretância, o conteúdo interpretado permite que o leitor vá além do signo originário. O interpretante, entendido como um signo, figura ou oração que traduz uma expressão anterior, além de retraduzir o sentido verbal, alarga a sua compreensão. Umberto Eco afirma que para Peirce um termo é uma “proposição rudimentar” e que uma proposição é uma “rudimentar argumentação”.

Assim sendo, a Alegoria da Videira no capítulo 15 do Evangelho de João é uma das imagens sacras mais contundentes sobre o relacionamento e intimidade de Jesus com os seus discípulos. Esta pérola poética não é superada nem mesmo pela oração sacerdotal do capítulo dezessete, mas complementada e sumariada no versículo 23: “Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade”.

Na figura da videira, o Pai é o cultivador que zela pela frutificação do ramo, mas somente na intercessão de Cristo é que entendemos o cuidado do viticultor célico – o poder gerador, criador, frutificador do Deus Todo-Poderoso é comunicado ao crente que está unido e permanece em Cristo, portanto, inadmissível a um ramo permanecer sem produzir o devido fruto.

O capítulo quinze ressalta a função de cada um dos elementos da alegoria: o agricultor, a videira e os ramos – mas no dezessete, os três estão unidos e, mesmo que se resguarde a individualidade das duas pessoas divinas (Eu e Tu), são apenas um com os ramos. 

O apóstolo dos gentios foi um dos discípulos de Cristo que experimentou e confessou a excelência de se ter o poder eficaz de Deus sendo comunicado através de sua comunhão e permanência em Cristo: “Para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia [operação], que opera em mim poderosamente [dynamis]” (Cl 1.29; 1 Co 12.6). A glória pelo fruto gerado não pertence ao sarmento, mas ao vivificador que comunica vitalidade ao ramo, para que este produza de acordo com o poder que lhe é comunicado.

Esdras Costa Bentho
Notas
[1] PIETROFORTE, A.V. A palavra e o discurso. In: LOPES, I.Carlos; HERNANDES, N. (orgs.) Semiótica: objetos e práticas. São Paulo: Contexto, 2005, p. 159.

Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 26 de fevereiro de 2017

SOBRE A ROCHA

Certa ocasião, Senhor Joanes atravessava, como de costume, um rio próximo da sua aldeia. Este rio era muito conhecido pelo Senhor Joanes apesar de não saber nadar, ele era muito prático; mergulhava e seguia boiando até que o próprio curso do rio o levava para a outra margem. E assim bastava ficar em pé sem se preocupar com o imprevisto.

Só que houve um dia que o Senhor Joanes descuidou-se e foi levado para águas mais profundas e com pouca correnteza. Percebendo que não estava, como de costume, no mesmo local conhecido, começou a se debater.

Quanto mais ele se debatia mais afundava. Foi perdendo as forças e quase a desistir ouviu uma voz da margem do rio que dizia: “-Seu Joanes ponha-se de pé, ponha-se de pé, ponha-se de pé, . E seu Joanes murmurava: -Como?!Não aguento mais, estas águas são profundas! E ele resolveu ouvir a voz e tentou se endireitar e se pôs em pé. Então percebeu que estava com a água pela cintura. A pouca correnteza levou-o para cima de uma rocha. E por pouco ele não morreu, pois já tinha se conformado com aquela situação.

Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado. Salmos 62:6

O homem perdeu a comunhão com Deus no Éden e se distanciou. Foi levado às profundezas da decadência, seguiu a seu próprio rumo, indo de mal a pior. Quanto mais tentava se aproximar de Deus, mais as águas do pecado, o afogava. Então entrou em decadência total. Fazia forças com suas próprias mãos, tentando salvar-se. Mas cada vez se distanciava do Senhor.

Até que Deus executa o seu projeto escrito ainda no gênesis. Envia a Rocha, que é Cristo, para que todos aqueles que estão a se debater neste caudaloso rio de pecado sejam salvos e ponham os seus pés na rocha e se ergam.

Assim como esta ilustração, milhares de milhares de pessoas, pelo mundo, acham que por suas obras, seus feitos, vão ser salvos. Praticam até barbárie em nome da fé achando que assim conquistarão o Paraíso.

A palavra de Deus diz que não são as obras que salvam e que não são os sacrifícios que levam o homem aos céus e sim a Rocha, chamada Cristo, o Filho de Deus.

Hoje aquela voz te chama. Fique de pé, não precisa tanto esforço, tanto sacrifício. Fique apenas de pé, pois estás sobre a graça, chamado Cristo. Esta voz soa pelo mundo convencendo muitos a salvação.

Muitos  não querem ouvir sobre a rocha, rejeitam a salvação, preferem ser levados e afogados pelas águas do pecado.

Aquela voz salvou o Senhor Joanes. Bastando se pôr em pé, pois se ele não desse ouvido, com certeza morreria. Mas ele ouviu e se pôs de pé na rocha, usando suas últimas forças.

Quem sabe você tem batido em várias portas em busca da salvação. Tem seguido a rituais, tem feito sacrifícios e mais sacrifícios em busca da salvação. Tentas em vão,com tuas forças se salvar, eu tenho uma notícia para te dar, fique em pé, saia, levante-se, esta voz, o Espírito Santo, te chama para a Rocha que é Cristo. E estarás, definitivamente salvo.

Josiel Dias

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 25 de fevereiro de 2017

O QUE A GENTE VIVE

Li uma frase interessante outro dia: “Em que medida a política normal do cristão é formada pela cultura que o rodeia mais que pelo evangelho de Jesus?”

Esse é um questionamento que nos faz pensar. Até que ponto temos realmente seguido o evangelho e os ensinamentos que Jesus nos deu e até que ponto temos apenas seguido a cultura e as tradições que nos rodeiam mais que o próprio evangelho?

Jesus nos deixou ensinamentos e exemplos incríveis, coisas que nós realmente devemos nos importar, só que muitas vezes nós simplesmente não vivemos nada disso.

A gente se preocupa mais com coisas que não vão fazer tanta diferença assim.

A gente se preocupa mais se o pregador citou o texto certo, se acertou o número de discípulos, se ele sabia do que estava falando, se foi uma boa pregação, se o grupo de louvor desafinou, se tocaram uma música que você não gosta, se erraram a letra, se alguém orou alto demais, se o pastor orou bonito ou não, se tinha criança chorando...

E isso é apenas em um culto, mas quando chegamos em casa, quanto tempo perdemos falando coisas ruins sobre as pessoas, quanto tempo perdemos nos preocupando com coisas que realmente não importam, quanto tempo perdemos não amando enquanto deveríamos estar dispondo de todo nosso amor?

Esse é um dos presentes mais lindos que Deus deixou pra gente: o amor. Esse é seu mandamento mais importante, para que nós O amemos e para que amemos uns aos outros.

Como podemos querer ajudar, como podemos querer melhorar, como podemos querer sentir Deus e esperar que Deus também sinta nossa presença diante Dele se estamos falando sobre a roupa torta de alguém ao invés de estarmos buscando por Ele?

Ainda sim, Deus nos enche de oportunidades e de experiências com Ele. Não precisamos ver gravetos brilharem para ver que Deus está à nossa volta, cada pequena coisa da criação proclama Sua glória e Sua beleza.

Vamos parar de nos ater tanto à cultura que nos rodeia, vamos não nos deixar sermos limitados por ela, mas que a gente procure viver o evangelho de Jesus, as boas novas que Ele nos deixou, o ensinamento de amor, as valiosas lições de ajuda ao próximo.

Vamos viver seguindo a Jesus, vamos viver sendo mais que apenas ouvintes, mas praticantes da palavra.

Mariana Mendes

Por Litrazini
Graça e Paz


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A CAUSA FOI UM GRANDE AMOR

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos,” (Efésios 2.1-5)

Nesta breve passagem de Efésios, especialmente nos seus versículos 4 e 5 é declarada a causa da nossa eleição para a salvação: o grande, o infinito amor de Deus por nós.

O pecado não foi capaz de anular o amor de Deus por aqueles que ele pretende salvar para participarem deste mesmo amor que há na natureza divina.

A eleição não se trata portanto de um projeto mecânico, de uma escolha baseada em princípios que levem em conta o nosso mérito e importância para Deus.

Ao contrário, pois como se declara em nosso texto, toda a humanidade, inclusive os eleitos, se encontram numa completa miséria e desgraça em relação ao seu estado espiritual, em razão dos seus delitos e pecados.

Na verdade, mais do que em estado de miséria, pois todos, sem serem vivificados por Cristo, acham-se mortos espiritualmente e sob uma maldição de condenação eterna.

Então o apóstolo declara final e triunfalmente no verso 5: “pela graça sois salvos”, ou seja, a causa da eleição é a graça, o amor, o favor e a misericórdia de Deus para com pecadores que mereciam, sem qualquer exceção, a condenação eterna debaixo do seu justo juízo contra o pecado e o pecador.

E a grande prova de que a causa foi o amor, e por este modo como o amor se comprovou em ter o próprio Deus sofrido e morrido em nosso lugar numa cruz carregando sobre Si os nossos pecados, revela de modo muito claro e direto qual era a nossa completa miséria e impotência para que fôssemos eleitos por algo de bom e especial que Deus tivesse visto em nós, indignos pecadores.

Assim, Cristo teve que tomar o nosso lugar, para que pudéssemos receber a graça da nossa eleição para que pudéssemos ser salvos por Ele.

Graças e glórias eternas então, somente ao Seu grande Nome!

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

ESPERANDO NO SENHOR

O chefe dos copeiros, porém, não se lembrou de José; ao contrário, esqueceu-se dele. (Gênesis 40.23)

Nenhum outro exemplo no qual possamos pensar se compara a José. Ele sofreu uma quantidade enorme de torturas, as quais eram insuportáveis, e não teve qualquer ajuda ou esperança.

Além disso, os mártires da fé geralmente sofrem durante um curto período de tempo. Mas José teve que sofrer por um longo tempo.

Não é possível encontrar muitas pessoas que, se fossem abandonadas como José, não reclamariam, não ficariam iradas nem impacientes.

Sim, José teve seus momentos de fraqueza também. De vez em quando ele se sentia deprimido e queria reclamar, chorar e desistir.

O exemplo de José ilustra a importância de esperar no Senhor. Nos Salmos, podemos ler: “Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Sl 27.14).

Habacuque diz: “Pois a visão aguarda um tempo designado; ela fala do fim, e não falhará. Ainda que demore, espere-a; porque ela certamente virá e não se atrasará” (Hc 2.3).

Isaías nos encoraja: “Então você saberá que eu sou o Senhor; aqueles que esperam em mim não ficarão decepcionados” (Is 49.23).

Mas a nossa fraqueza humana nos diz: “Já passou tempo demais. Tenho esperado auxílio há cinco, dez ou vinte anos e não consigo ver o fim disso”. Lembre-se de que Deus fez essa promessa a você. Ele é seu amigo e pai.

Devido à sua graça e misericórdia, Deus prometeu tomar conta de você assim como um pai cuida de seu filho pequeno. Ele é seu pai e você é seu filho querido.

A sua natureza pecaminosa ainda diz que esperar em Deus é tolice?

Não se preocupe. Continue a esperar, junto com todos os que creem. O que Cristo promete em Mateus 24.13 se cumprirá: “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”.

Retirado de Somente a Fé – Um Ano com Lutero. Editora Ultimato.

Por Litrazini

Graça e Paz

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

ENTREGUE A SACOLA DO PASSADO PRA JESUS

Então você leva a sacola para o trabalho. Você resolve trabalhar muito para esquecer a sacola.
Você chega mais cedo e fica até mais tarde. As pessoas ficam impressionadas. Mas quando é hora de ir para casa, há a sacola – esperando para ser carregada.

Você leva as pedras para a happy hour. Com um nome como esse, deve trazer alívio. Então você coloca a sacola no chão, senta no banco, e bebe um pouco.

A música fica alta e sua cabeça fica leve. Mas depois é hora de ir embora, mas você olha para baixo e lá está a sacola.

Você começa a fazer terapia. Você se senta no sofá com a sacola a seus pés e derrama todas as suas pedras e dá nome a elas uma a uma. A terapeuta escuta. Ela se identifica. É dado um conselho útil. Mas quando o tempo acaba, você é obrigado a juntar as pedras e levá-las com você.

Você fica tão desesperado que tenta uma reunião no fim-de-semana. Um pouco de emoção. Um abraço arriscado. Uma noite de paixão roubada. E por um momento a carga está mais leve. Mas então o fim-de-semana passa.

O sol de domingo se põe e esperando por você na porta está – você a pega – sua sacola de remorsos e rejeições.

Alguns até levam a sacola para a igreja. Talvez a religião ajudará, nós raciocinamos. Mas ao invés de remover algumas pedras, alguns pastores bem intencionados mas equivocados podem aumentar a carga. Os mensageiros de Deus às vezes trazem mais dor do que ajuda. E você pode sair da igreja com umas poucas pedras novas na sua sacola.

O resultado? Uma pessoa percorrendo seu caminho pela vida, pesada por causa do passado. Não sei se você percebeu, mas é difícil ser racional quando você está carregando uma sacola de estopa. É difícil afirmar quando você está faminto por afirmação. É difícil perdoar quando você se sente culpado.

Paulo tinha um comentário interessante sobre o modo como tratamos as pessoas. Ele disse isso a respeito do casamento, mas o princípio aplica-se em qualquer relacionamento. "Quem ama sua mulher, ama a si mesmo" (Efésios 5:28). Há uma ligação entre o modo como você se vê e o modo como você vê os outros. Se você está em paz consigo mesmo – se você se gosta – você se dará bem com os outros.

O oposto também é verdadeiro. Se você não se gosta, se você está envergonhado, desconfortável ou bravo, as outras pessoas vão saber. A parte trágica da história da sacola de estopa é que tendemos a atirar nossas pedras naqueles que amamos.

A menos que o ciclo seja interrompido.
O que nos leva à pergunta, "Como uma pessoa fica aliviada?"
O que, por vez, leva-nos a um dos mais amáveis versículos da Bíblia, "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." (Mateus 11:28-30).

Você sabia que eu iria dizer isso. Posso ver que você está lendo este texto e balançando sua cabeça."Eu tentei isso. Eu li a Bíblia, sentei no banco da igreja – mas nunca recebi alívio".

Se este for o caso, posso fazer uma pergunta intencional mas delicada? Poderia ser que você foi para a religião e não para Deus? Poderia ser que foi a uma igreja, mas nunca viu Cristo?

"Venham a mim," diz o versículo.
É fácil ir ao lugar errado. Eu fui ontem. Eu estava em Portland, Maine, pegando um vôo para Boston. Fui à mesa, entreguei minha mala, peguei meu ticket, e fui para o portão. Passei pela segurança, tomei meu assento, e esperei o vôo ser chamado. Esperei, esperei e esperei – finalmente, fui à mesa para perguntar à atendente e ela olhou para mim e disse, "Você está no portão errado."

Agora, e se eu fizesse beicinho e suspirasse, "Bem, não deve haver um vôo para Boston. Parece que estou preso"?

Você diria para mim, "Você não está preso. Você só está no portão errado. Vá ao portão certo e tente de novo."

Não é que você não tenha tentado – você tem tentado por anos lidar com o seu passado. Álcool. Romances. Vício no trabalho. Religião.

Jesus disse que Ele é a solução para o cansaço da alma.

Max Lucado

Por Litrazini

Graça e Paz

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

TIPOS DE ORAÇÃO NA BÍBLIA

“OREM… COM TODO [TIPO DE ] ORAÇÃO” (Efésios 6:18)

Nas Escrituras existem diferentes tipos de oração. Consideramos algumas delas e vejamos o que podemos aprender:

1) A ORAÇÃO DE RENDIÇÃO
Quando Paulo teve um encontro com Cristo a caminho de Damasco, ele orou: “…Senhor o que queres que eu faça…” (Atos 9:6). Isso é como assinar um cheque em branco dizendo: Eis me aqui Senhor, faz comigo o que desejar. Espero que eu goste daquilo que o Senhor tem pra mim, mas ainda que não me agrade, eu cumprirei. Faça tua vontade, não a minha.

É decidir voluntariamente seguir a Deus, ao invés de pretender que Ele te siga. Com essa boa atitude Deus te transformará para que possa concluir com a Sua obra.

2) A ORAÇÃO DE COMPROMISSO.
A Bíblia afirma: “Lancem sobre ele toda a sua ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. (1 Pedro 5:7). Quanto mais tente controlar tudo, teu estresse seguirá aumentando. Porém uma vez que aprendas a entregar as coisas ao Senhor, te perguntarás porque passaste tanto tempo se preocupando.

3) A ORAÇÃO DE INTERCESSÃO.
O profeta Ezequiel escreveu: “Procurei entre eles um homem que erguesse o muro e se pusesse na brecha diante de mim e em favor da terra, para que eu não a destruísse, mas não encontrei nem um só” ( Ezequiel 22:30). A “brecha” é a distância entre o que é e o que pode ser. Quando há uma brecha na relação de alguém com Deus por culpa do pecado, como crente você tem o privilégio (e a responsabilidade) de se colocar nesse espaço e interceder por essa pessoa.

4) A ORAÇÃO DE PETIÇÃO.
Você deve aprender a ter confiança em Deus para pedir que ele supra suas necessidades. Jesus prometeu “…Portanto, eu lhes digo: tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá. ( Marcos 11:24). Nós iriamos muito melhor se não ficássemos tentado impressionar a Deus. A efetividade das orações não se dá por quão cumpridas são, potentes ou eloquentes, mas sim, pela sinceridade do coração, fé e segurança de que estamos pedindo de acordo com a vontade de Deus.

5) A ORAÇÃO DE CONCORDÂNCIA
Jesus disse: “Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. ( Mateus 18:19). Quando enfrentar algo muito grande para que possa sustentar sozinho, busque um companheiro de oração e juntos se coloquem em acordo sobre a situação. No entanto, esse tipo de oração, não é para pessoas que vivem em constantes pelejas e logo decide colocar-se de acordo quando está desesperada. Deus honra as orações daqueles que pagam o preço de viver juntos em harmonia ( Salmos 133:1)

6) A ORAÇÃO DE AÇÕES DE GRAÇA.
Quando suas petições são muito mais numerosas que sua gratidão, isso quer dizer muito de ser caráter. Os egocêntricos pedem muito, mas raramente apreciam o que recebem. Deus não nos vai conceder a plenitude de tudo que dispõe para nós, até que sejamos agradecidos com o que temos. As petições valem muito: …mas a gratidão vale muito mais! “…Sejam conhecidas vossas petições diante de Deus em toda oração, com ação de graça” (Filipenses 4:6).

A vida vitoriosa é fruto do Senhor por Seu favor, misericórdia, bondade, graça, generosidade e longanimidade.

 Pra Regiane / estudos cristãos

Por Litrazini

Graça e Paz

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A PALAVRA DA CRUZ

Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus. (1Co.1.18)

Nosso mundo é dividido em classes sociais. Existem:
Os ricos e os pobres; Os cultos e os incultos; Os bonitos e os feios; Os casados e os solteiros; Os alegres e os tristes; Os simples e os eloquentes; Os famosos e os desconhecidos; Brancos, negros e amarelos ...

Com relação a Deus também existe uma divisão: Os salvos e os perdidos.

O QUE É ESTAR PERDIDO?
É não saber onde está e nem para onde está indo. Quem não saber onde vai, qualquer lugar serve. É não ter expectativa de future. É estar a mercê das circunstancias. É estar sem orientação, sem direção, bussola, mapa, GPS referencia,etc
Nesta situação os palpites podem ser muito perigosos.

Na vida espiritual é mais grave ainda:
É não ter feito decisão real com Cristo Jesus

Estar perdido é viver a eternidade no inferno, independente da classe social.

O QUE É ESTAR SALVO?
É saber o rumo certo; É ter se encontrado em Jesus; É ter certeza em que tem crido e para onde vai; É ter o nome escrito no livro da vida; É ser reconhecido por Deus como filho

O QUE É A PALAVRA DA CRUZ?
É o plumo, é o que norteia, é o que define nossa posição, é a mensagem de salvação, é João 3.16, é o que exigem uma definição, é loucura para o homem natural

O QUE DETERMINA EM QUE LADO NÓS ESTAMOS?
É a nossa relação com a palavra da cruz; É o nosso posicionamento. É ter aceitado Jesus Cristo como Senhor

Loucura é não aceitar a jesus Cristo como Senhor
Loucura é não se preparar para encontrar com Deus
Loucura é navegar pela vida sem a bussula da bíblia.
Loucura é não crer na Palavra da Cruz.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A CRUZ DO CALVÁRIO

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus (1 Coríntios 1:18).

A cruz do Calvário, na qual o Senhor Jesus morreu, é o ponto central da mensagem do evangelho.

No momento em que Ele foi crucificado, toda a corrupção do coração do homem foi manifestada. Ali Alguém, que nunca tinha feito mal a ninguém mas só buscou o bem do homem e realizar a vontade de Deus, foi morto

Que culpa a humanidade acumulou com esse ato hediondo! No entanto, Deus fez dessa sentença de morte e sua execução o meio de revelar todo o Seu amor a nós.

Embora matamos o Filho de Deus e devemos assumir total responsabilidade por isso, ao mesmo tempo Deus deu Seu Filho para ser o sacrifício expiatório na cruz, de modo que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Amor assim não podemos compreender, mas pela fé podemos aceitar a salvação oferecida a nós.

A cruz de Cristo é central para a história do mundo e também da eternidade. A vida de todos passa por ela, por assim dizer, pois todo mundo deve decidir por si mesmo se é a favor ou se continua contra Jesus Cristo.

Aqueles que evitam uma decisão, alegando permanecerem neutros, se posicionam contra Ele.

No momento da crucificação diferentes pessoas cercaram a cruz: os líderes religiosos dos judeus, que haviam exigido Sua execução, mas também Seus familiares e conhecidos, aos quais Sua morte causou dor profunda.

Você estava na cruz? Em desprezo e rejeição? Ou com os seus pecados? Ele sofreu e morreu por você.

Você pode dizer: “Ele expiou meus pecados e me perdoou de tudo?”

Extraído do Devocional Boa Semente

Por Litrazini

Graça e Paz

sábado, 18 de fevereiro de 2017

O SAGRADO E O PROFANO

“TUDO O QUE É PROFANO É IMUNDO E QUE TUDO O QUE É SAGRADO É SANTO?”

Levando-se em consideração os aspectos puramente linguísticos e dentro do contexto cúltico da religião judaico-cristã, pode-se afirmar que a definição exigida pela pergunta depende do contexto em que se encontram as palavras.

É interessante observar que a resposta para o primeiro par de termos, aparentemente sinonímicos, “profano-imundo”, deve ser dada na negativa. Isto porque, nem sempre o que é profano deve ser tomado por imundo, já que em contextos diferentes o significado recai não necessariamente em aspectos de pureza, mas de ordinariedade – de coisa comum – por exemplo, a palavra Koinon.

Já o mesmo não pode ser dito do segundo par de termos “sagrado-santo”, pois a própria definição do termo hieros (consagrado) e “santo” (separado), exige que eles sejam interpenetrantes. Sendo assim, tudo o que é sagrado deve possuir necessariamente uma santidade.

Entretanto, os termos, “sagrado” e “profano”, são categorias dicotômicas que servem como ferramentas teóricas à Ciência da Religião, mas especialmente à antropologia e que pela abrangência semântica não se condiciona em reducionismos.

Apesar das línguas originais bíblicas trazerem palavras que expressem a dicotomia em suas variadas nuances, todavia, ela foge à esfera puramente teológica e se difunde culturalmente em outras esferas sociais.

“Sagrado” e “profano” ganham novos significados nas Ciências da Religião. Apresentam-se enquanto categorias teóricas religiosas para explicar o mundo sobrenatural em contraposição ao mundo natural.

Dependendo do campo de pesquisa e da plataforma teórica envolvida ele pode assumir diversos significados.

Há uma discussão muito interessante dos críticos da fenomenologia da religião clássica sobre Rudolf Otto a respeito da categoria explorada por ele em sua obra Das Heilige (O Sagrado) quanto ao termo sagrado. O sagrado para Otto é ontológico e totalmente “Outro”, abrangendo, mas não se esgotando no conceito judaico-cristão de Deus.

Já Émile Durkheim afirmava que “existe religião tão logo o sagrado se distingue do profano” (1996, p.150). Aqui Durkheim não trabalha o sagrado pelo seu aspecto metafísico, na verdade o sagrado pode ser “puro” ou “impuro”. Tudo o que não pode ser sagrado está na esfera do profano.

Para o antropólogo René Girard “É a violência que constitui o verdadeiro coração e alma secreta do sagrado” (1998, p.46). Sagrado para ele possui o significado de religião.

Em Ferraroti o sagrado não aparece esgotar-se na religião institucionalizada que ele denomina de “religião-de-igreja”. Para ele o sagrado se expressa de formas diversas, inclusive na sociedade moderna.

Até aqui, com estes parcos e singelos exemplos, tentei mostrar as várias nuances que o termo adquire nas teorias das ciências da religião.

Apesar de o artigo ter-se desviado sutilmente do propósito original – o teológico – é excitante pensar em uma investigação em direção a definição do termo “sagrado” e “profano” dentro de uma sociedade materialista e dessacralizada como a nossa. Fica aí a provocação.

Referências
DURKHEIM, È. As formas elementares da vida religiosa.  São Paulo: Martins Fontes, 1996.
FERRAROTI, Franco. Una fede senza dogmi. Laterza: Roma-Bari, 1990.
GIRARD, R. A Violência e o Sagrado. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998.
OTTO, R. O Sagrado. Lisboa: Edições 70, 2005.

Prof. Paulo Cristiano da Silva

Por Litrazini

Graça e Paz 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O PODER DO AMOR

Quem entende a dimensão do amor, vive para amar: Sobretudo, amem-se sinceramente uns aos outros, porque o amor perdoa muitíssimos pecados. Sejam mutuamente hospitaleiros, sem reclamação. Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas (1 Pedro 4.8-10).

Amar, servir e perdoar são lições que Jesus nos deixou. 

Ao dizer que o amor perdoa muitíssimos pecados, a Bíblia não está excluindo a obra redentora e única de Jesus (como se, por meio da caridade, o perdão de pecados fosse alcançado), mas está ensinando que Deus é amor:

Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Assim conhecemos o amor que Deus tem por nós e confiamos nesse amor. Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele (1 João 4.8,16).

Portanto, como filhos de Deus, somos incomodados por Ele a levar muitos à salvação em Cristo e ao perdão de pecados. 

Uma vez que o amor é capaz de transformar qualquer pessoa, ele é um instrumento do Evangelho para perdoar pecados:

Meus irmãos, se algum de vocês se desviar da verdade e alguém o trouxer de volta, lembrem-se disso: Quem converte um pecador do erro do seu caminho, salvará a vida dessa pessoa e fará que muitíssimos pecados sejam perdoados (Tiago 5.19,20). 

Se, por um lado, algumas religiões cometem o erro de pregar a salvação por meio da caridade, por outro, cometemos muitas vezes o engano de desvalorizar a poderosa arma do amor como ferramenta de salvação.

Alguém cheio da graça obedece ao Senhor e demonstra compaixão (Lucas 10.25-37). Pense nisso, ame e sirva!

Pra. Elizete Malafaia

Por Litrazini
Graça e Paz 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A BASE DA CURA E DA RESTAURAÇÃO

"Se vocês derem atenção ao SENHOR, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o SENHOR que os cura" (Hebraico JEOVÁ RAFÁ). - detalhe acrescentado.    ÊXODO 15.26

Você sabia que muito além do que se imagina, muitas doenças e enfermidades físicas, estão completamente ligadas às raízes espirituais das pessoas?

A doença pode ter várias causas: Agentes externos como vírus e bactérias, herança Genética, herança Espiritual, ação de demônios.

Da mesma forma que seu DNA biológico diz quem você é fisicamente, você também tem um DNA espiritual.

Veja estes episódios no dia-a-dia do ministério de Jesus entre nós: “Naquele momento Jesus curou muitos que tinham males, doenças graves e espíritos malignos, e concedeu visão a muitos que eram cegos.” Lc 7.21;  “E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios.”  Lc 8.2

Existe muita gente sofrendo de problemas físicos, que são apenas conseqüências de vidas presas,
almas oprimidas, espíritos cativos a algum elo com as trevas. Existem três formas disto acontecer:
- Envolvimento direto e intencional com coisas abomináveis ao Senhor (2 Cr 33. 6-7)
- Herança recebida de pais ou familiars que se envolveram com idolatria ou culto a falsos deuses.Dt 5.9,Sl 37.28
- Ter uma vida vazia, sem nenhuma cobertura spiritual e nenhum comprometimento com Cristo e sua igreja. At 19.13-16

Não podemos deixar nossa vida a mercê de espíritos malignos. Não podemos deixar nosso corpo se tornar escravo de Satanás.  Só Jesus tem poder para curar nossa vida integralmente!  Só o Seu sangue pode quebrar todas as cadeias!

“E todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos”.   Lc. 6.19
“Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo”.  1Jo.3.8 

Deus não quer fazer uma obra pela metade em nossa vida, somente ele pode curar e restaurar a vida por completo. O pecado destrói e devasta, mas Jesus é o restaurador fiel!

PARA COMPLETA CURA E RESTAURAÇÃO:
RENUNCIAR AO PASSADO- Esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo”.   Fp3.13
RENUNCIAR A TRADIÇÃO RELIGIOSA. A religião não salva; é uma criação humana, por isso é falha.
RENUNCIAR PRÁTICAS OCULTAS.
RENUNCIAR AMIZADES MUNDANAS.

REJEITAR A MENTIRA
O tempo todo ouvimos mentiras como: Deus não existe. O Diabo e o inferno não existem. Goze a vida e não se preocupe com isso agora. (“curta o carnaval”). Saberei reconhecer o Diabo – ele é feio. Todos os caminhos levam a Deus. Você pode manipular o mundo espiritual.

O Diabo é mentiroso. Jo 8.44 Mentiras aprisionam a mente e o espírito. A mentira é a base para uma vida de fracasso. Somente a verdade liberta. “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. Jo 8.32. Não podemos deixar o inimigo semear a mentira em nossa mente. Precisamos falar a verdade, viver a verdade.

PERDOE O SEU OFENSOR
Quem não perdoa não pode orar; Quem não perdoa não pode adorer; Quem não perdoa não pode ofertar; Quem não perdoa não pode ser perdoado, Quem não perdoa sofre doenças. Guardar mágoas e não perdoar, é o mesmo que conviver com a pessoa que não perdoou e, ter a mente escrava daquela pessoa.

Deus nos perdoou, devemos perdoar e liberar o ofensor. Por maior que seja a dor que outros nos causaram, não é maior que a dor que causamos a Deus.

“Perdoem como o Senhor lhes perdoou”.  Cl 3.13. Feridas do passado são curadas pelo perdão. Perdoar é uma decisão. Não é um sentimento, ou um ato da emoção, é um ato da vontade. Perdoar é deixar ir. O perdão fecha a porta para o Diabo.

VENÇA A REBELDIA
Lúcifer se rebelou contra Deus e caiu (Is 14; Ez 28). A rebeldia produz maldição. Adão e Eva quebraram o princípio da obediência e morreram. Israel se rebelou contra Deus. O espírito de rebeldia gera escravidão. É brecha para o inimigo. Assim foi com Judas Iscariotes. Seja humilde. "Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes". Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido”.  1 Pe 5.6

ABANDONE O PECADO
O pecado tem que ser tratado seriamente. Deve ser reconhecido como pecado. Deve ser confessado como pecado. Deve ser abandonado. “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia”. Pv 28.13

RENDA-SE AO ESPÍRITO SANTO
“Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz”.  Rm 8.5-6

O Espírito Santo de Deus traz completa liberdade. Cura e restaura a sua alma! .

TENHA FÉ
O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.  1Jo 5.4. A fé em Jesus é o passaporte para a vida eterna. A fé em Jesus é a chave da vitória espiritual. Fé é crer de todo o coração no invisível. É ter certeza do que ainda não aconteceu, vai acontecer
Quem tem fé em Jesus está seguro, pois foi selado com o Espírito de Deus.

Transcrito Por Litrazini

Graça e Paz 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

LUZ É LUZ E TREVAS SÃO TREVAS

Paulo é tão repetitivo, expressivo e incisivo nas afirmações que fez quanto à necessidade de se deixar definitivamente para trás todos os maus hábitos do passado que caracterizavam nossas vidas antes da conversão, como ele nos diz nos versos 3 e 4 de Efésios 5
.
“Mas a prostituição, e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos, nem conversação torpe, nem conversa tola, nem gracejos indecentes, coisas essas que não convêm; mas antes ações de graças.”

Veja que ele disse que nem sequer deveríamos falar sobre prostituição, toda forma de impureza ou cobiça, quanto mais nos entregarmos à sua prática. E prosseguiu mostrando o tipo de conversação que convém a santos, a saber, que não seja torpe, tola, com gracejos indecentes. Ele disse que nada disto convém a santos, senão ações de graças.

O modo de se conseguir isto, de se viver de tal maneira, foi dito por ele nos dois primeiros versos deste quinto capitulo de Efésios: “1 Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados; 2 e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”.

O modo se andar na luz é sendo imitadores de Deus, da Sua santidade, amor, justiça, bondade e de todas as Suas virtudes, e estando dispostos a Lhe oferecer nossas vidas como sacrifícios vivos e santos que Lhe sejam agradáveis, assim como Cristo se entregou a Si mesmo à vontade do Pai por amor a nós.

Esta imitação não é teatral, não é algo que devemos fazer por nossa própria capacidade e poder, senão por sermos instruídos, dirigidos e transformados pelo Espírito Santo, numa santificação progressiva durante toda a nossa jornada terrena.

Graus maiores desta imitação serão obtidos conforme a medida e constância da nossa consagração ao Senhor e determinação em Lhe sermos devotos e obedientes em todas as circunstâncias.

Jesus disse que nós devemos ser misericordiosos assim como Deus é misericordioso, e perfeitos, assim como Ele é perfeito. Isto confirma portanto, que nada disto será possível sem uma verdadeira consagração a Deus e submissão à Sua vontade.

É fácil entender porque toda forma de impureza e de pecado devem ser deixados pelos cristãos para se revestirem de um modo santo no viver deles. É porque será exatamente por causa destas impurezas e pecados que Deus condenará eternamente ao inferno aqueles que não foram justificados e purificados destas coisas pelo sangue de Jesus.

O salário do pecado é a morte em todas as suas formas: física, espiritual e eterna. É por causa do pecado que há condenação e morte.

Como podem então os cristãos abrigar a ideia de que podem viver no pecado, e ao mesmo tempo agradarem a Deus?

Por isso o apóstolo afirma em Ef 5.5-7:“Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto não sejais participantes com eles;”.

Ele disse que nenhum devasso, impuro ou avarento tem herança no reino de Cristo e de Deus, e como poderíamos esperar as bênçãos de Deus, enquanto vivemos seguindo a inclinação da carne ainda que não em devassidão ou avareza, mas em impureza?

Deus nos criou para vivermos no Seu amor, e a prova de que O amamos está no fato de guardarmos os Seus mandamentos, obedecendo a Sua vontade, de forma livre, amorosa e voluntária, no Espírito. Onde falta isto, há rebelião, inimizade contra o Senhor, e justo Juiz que é, não poderá deixar seus praticantes na impunidade.

Ele se mostrará longânimo e continuará manifestando o Seu favor e graça àqueles que ainda que errados, ignorantes e imperfeitos, desejam sinceramente conhecer e fazer a Sua vontade, e que nunca usam a imperfeição e fraqueza deles como justificativa para continuarem errando e na prática deliberada do pecado.

É necessário compromisso com Deus, com Sua obra, com a Igreja, na determinação de fazer a Sua vontade, porque onde isto não for achado o pecado prevalecerá, e consequentemente o desagrado e a desaprovação do Senhor.

Paulo diz ainda em Ef 5.6 que não nos deixemos enganar por ninguém que venha justificar a prática de tais impurezas, e pecados, usando de palavras vãs.

Deus por acaso aprovaria o nosso mau procedimento dando-nos um viver abençoado, e fazendo uma obra do Espírito Santo através de nós?
Ninguém se iluda querendo tornar o evangelho diferente do único evangelho que existe e que nos foi revelado por Cristo e pelos Seus apóstolos.

Se desejarmos ter um viver de vitória em Deus, é necessário obedecer estas coisas que nos são ordenadas, e nos empenharmos para sermos achados santos e irrepreensíveis na Sua presença.

Nós não somos mais as trevas que éramos no passado, e se somos luz no Senhor, devemos andar como filhos da luz, porque a iluminação do Espírito na nossa vida, e da nossa vida para os outros, não pode se manifestar se não andarmos na verdade, nesta luz que não é da terra, mas do céu.
Paulo está dizendo o mesmo que o apóstolo João diz no primeiro capítulo da sua primeira epístola.

Há concordância no ensino deles porque é a mesma verdade que nos convém obedecer conforme é da vontade de Deus, como se afirma em Ef 5.8

Este andar na luz tem o seu próprio fruto que é toda bondade, justiça e verdade, e tudo aquilo que é agradável ao Senhor, como se lê em Ef 5.9,10.

Deste modo não pode haver comunhão entre luz e trevas, e isto impõe aos cristãos que não podem mais viver em sociedade com as obras infrutíferas das trevas; ao contrário devem rejeitá-las e reprová-las porque esta é a vontade de Deus para com os Seus filhos, como se afirma no verso 11.

Pr Silvio Dutra

Por Litrazini

Graça e Paz